📂 P — Preparar
Antes de qualquer agente, antes de qualquer skill, antes de qualquer automação — você precisa saber onde seus dados estão. Preparar é o inventário da despensa: mapear fontes, identificar sistemas, entender formatos e definir o source-of-truth de cada tipo de dado.
📦 A metáfora da despensa (Pantry)
Um chef profissional não começa a cozinhar sem conhecer o que tem na despensa. O método PRATO usa a mesma lógica:
- •Inventário de fontes — liste todos os sistemas: CRM, EHR, planilhas, APIs, arquivos locais, emails.
- •Mapeamento de formatos — CSV, JSON, PDF, XLS, SQL — cada um exige tratamento diferente.
- •Identificação do source-of-truth — quando há conflito, qual sistema vence? Definir isso evita o erro do Marco.
- •Diagnóstico de qualidade — dados duplicados? Desatualizados? Incompletos? Documentar antes de prosseguir.
📊 P na prática: Marco prepara o SlabHaus
Marco lista: Shopify (pedidos, estoque), Stripe (receita), Meta Ads (custo de aquisição), TikTok Analytics (engajamento), Gorgias (tickets). Source-of-truth de receita: Stripe. Source-of-truth de cliente: Shopify. Conflito identificado: frete está em Shopify e Stripe com valores diferentes — Shopify é o correto (confirmado com o contador).
📝 R — Resumir
Dado preparado ainda não é dado utilizável pelo agente. A segunda etapa é transformar dados brutos em Silver Platters — arquivos markdown estruturados que o agente consegue consumir em segundos, com os KPIs certos, na granularidade certa, com frescor definido.
🍽️ O que é um Silver Platter
Um arquivo .md que contém um resumo estruturado de uma área de conhecimento. Características obrigatórias:
- Escopo claro —
financeiro.mdfala só de finanças, nunca de marketing. - Frescor definido — atualizado diariamente, semanalmente ou por evento. Sempre com timestamp.
- Granularidade certa — KPIs que o decisor precisa, não todos os dados disponíveis.
- Alertas embutidos — desvios, anomalias, urgências — o agente lê e já sabe o que importa.
## Atualizado: 2026-05-15 08:00
## Whales (LTV > R$ 5.000)
- Total: 47 clientes
- Compra média: R$ 1.240
- Frequência: 2.3x/mês
## Alerta
- 12 whales sem compra há >30 dias (risco churn)
- Top whale: @usuario_xyz — R$ 18.400 LTV
💡 R está na Trilha 3
A Trilha 3 (Conhecimento) é inteiramente dedicada a Resumir: como criar Silver Platters, qual granularidade usar, como automatizar a atualização, como versionar. Aqui em 1.5 você entende o conceito — lá você implementa.
👔 A — Agenciar
Com dados preparados e resumos prontos, a terceira etapa é montar a equipe agêntica. Agenciar é definir quem faz o quê: que especialistas existem, qual é o escopo de cada um, quais ferramentas têm acesso, e como o orquestrador coordena o fluxo.
🏢 Estrutura agêntica padrão
EA Orchestrator (Chief-of-Staff)
Recebe pergunta, decide qual especialista acionar, sintetiza resultado. Acesso de leitura a todos os Silver Platters.
CFO Bot (Finanças)
Analisa P&L, margem, custo. Acesso: /financeiro/ e /billing/. Sem acesso a marketing ou operações.
CMO Bot (Marketing/Cliente)
Analisa engajamento, voz do cliente, campanha. Acesso: /marketing/ e /clientes/. Sem acesso a finanças.
Ops Bot (Operações)
Rastreia operações, SLAs, fornecedores. Acesso: /ops/. Escopo estrito.
💡 A está na Trilha 4
A Trilha 4 (Trabalhadores) cobre Agenciar em profundidade: como criar AGENTS.md, como definir escopo, como construir o orquestrador, como fazer handoff entre especialistas. Aqui você entende o conceito — lá você constrói.
⚙️ T — Traçar
Agentes prontos ainda precisam de gatilhos. Traçar é configurar os hooks e automações que fazem o trabalho acontecer sem depender de você lembrar. SessionStart, PostToolUse, Stop, schedules — são o sistema nervoso autônomo da sua operação agêntica.
🔗 Tipos de hooks e seus usos
- PreToolUse — antes de qualquer ferramenta executar. Ideal para validação, confirmação, logs de audit.
- PostToolUse — depois de ferramenta executar. Ideal para notificações, atualização de Silver Platters, alertas.
- SessionStart — ao iniciar uma sessão. Carrega contexto, atualiza dados, define estado.
- Stop — ao encerrar. Gera resumo, salva decisões, agenda próxima ação.
- Schedules — cron-like. "Todo dia às 7h, atualiza Silver Platters." Trabalho invisível.
# Toda sexta às 18h via schedule
script: consolidar_semana.sh
→ Shopify export → normalizar → financeiro.md
→ TikTok export → normalizar → marketing.md
→ Notificar Marco via Slack com resumo
💡 T está na Trilha 5
A Trilha 5 (Automação) cobre Traçar: como configurar hooks no settings.json, como criar schedules, como testar idempotência, como lidar com falhas. Aqui o conceito — lá a implementação.
🚀 O — Operar
O sistema está montado. Agora vem a parte que a maioria negligencia: colocar em produção com observabilidade e governança. Operar não é "ligar e torcer" — é monitorar, avaliar, iterar e manter o sistema saudável ao longo do tempo.
📊 O que "operar" significa na prática
- Traces em produção — toda execução registrada. Saber o que aconteceu, quando e com que resultado.
- Evals periódicas — a cada semana ou sprint, revisar amostras das respostas dos agentes. Qualidade mantida.
- Validação humana — para decisões de alto impacto, humano-no-loop obrigatório. Não como exceção, como regra.
- Plano de evolução — o sistema melhora. Novos Silver Platters, novos skills, novos agentes à medida que o negócio cresce.
- Custos sob controle — orçamento de tokens por agente, alerta quando ultrapassar threshold.
📈 O ciclo de melhoria contínua
🧭 PRATO × trilhas
O método PRATO não é uma sequência de leitura — é um mapa de onde cada trilha mora. Você sempre sabe em que etapa do método está, o que já tem e o que falta construir. Isso evita o erro de pular direto para automação sem ter base.
🗺️ Onde cada letra mora no curso
Preparar → Trilha 1 (fundamento) + Trilha 3 (implementação)
T1 explica o conceito. T3 ensina a criar o inventário de dados e organizar fontes.
Resumir → Trilha 3 (Silver Platters)
Como criar, atualizar, versionar e testar Silver Platters para cada área do negócio.
Agenciar → Trilha 2 (Identidade) + Trilha 4 (Trabalhadores)
T2: CLAUDE.md, AGENTS.md, identidade. T4: orquestrador, especialistas, handoff.
Traçar → Trilha 5 (Automação)
Hooks, schedules, eventos de ciclo de vida, idempotência e tratamento de falhas.
Operar → Trilha 5 + Trilha 6 (Implantação)
T5: observabilidade e evals. T6: implantação completa com os 3 casos (Marco, Sally, Sana).
💡 PRATO como autoavaliação
A qualquer momento durante o curso, você pode perguntar: "Estou em qual letra do PRATO?" Se você sabe onde está, sabe o que falta. Se você sabe o que falta, sabe qual trilha priorizar. O método é também um diagnóstico da sua maturidade operacional.
📋 Resumo do Módulo
Próximo Módulo:
1.6 — Como usar este curso: mapa, ritmo e projeto final