Trilha única · 6 aulas · ~2h30
Todo mundo está usando o Astra, o novo modelo GPT-6, para fazer joguinho. Você vai usá-lo para achar o gargalo do seu negócio, juntar seus números numa tela, testar seu site como cliente, criar uma identidade visual e descobrir onde seu dinheiro vaza. Cada aula termina com um resultado que você mesmo confere.
Aulas
Saia com um problema real do seu trabalho escolhido para entregar à IA, e a frase que diz como você vai conferir o resultado.
Saia com o seu gargalo dos próximos três meses nomeado em uma frase e um plano que já passou por uma rodada de críticas.
Saia com um painel que responde em cinco segundos se o seu trimestre está no rumo, feito só com números seus.
Saia com uma lista numerada do que quebra, confunde ou afasta quem chega no seu site pela primeira vez.
Saia com três cartões de rede social que parecem feitos pela mesma mão, a partir de uma única referência que você admira.
Saia com uma tabela dos seus vazamentos de dinheiro, cada linha com o comprovante, e nenhum cancelamento feito sem você decidir.
Aula 1 de 6 · Fundamento
Ao fim desta aula você escolhe um problema real do seu trabalho para entregar à IA e escreve, em uma frase, como vai conferir se o resultado saiu certo.
O Astra chegou e a internet encheu de joguinho feito em cinco minutos. Divertido, mas não paga boleto. A diferença entre brincar e ter resultado não está na ferramenta: está no problema para o qual você aponta ela, e na sua capacidade de dizer se a resposta veio certa. Esta aula resolve isso antes de qualquer pedido.
↓ role para estudar
Astra é o nome do novo modelo da OpenAI, o GPT-6, lançado em setembro de 2026. Você fala com ele no mesmo lugar de sempre: a caixa de conversa do ChatGPT. O que mudou está por baixo. Ele aguenta trabalhar por horas numa tarefa comprida, acha um detalhe no meio de uma pilha enorme de documentos e enxerga o que está na tela do computador com muito mais precisão do que o modelo anterior.
Isso importa para você porque, até ontem, a IA era boa em respostas curtas. Agora ela é boa em trabalho. Para a contadora Regina, que atende 40 empresas sozinha, a diferença é entre pedir "escreva um lembrete de prazo" e pedir "leia os 40 contratos e me diga quais clientes têm cláusula de reajuste vencendo em outubro". O segundo pedido era impossível no ano passado. Hoje é uma tarde de trabalho da IA, e uma hora de conferência da Regina.
Aponte a IA para o problema que você vem adiando. O resto é detalhe.
O que você escreve para a IA tem nome: prompt, ou simplesmente pedido. Os cinco pedidos deste curso são longos, e todos seguem a mesma anatomia. Reconhecer as quatro partes é o que permite adaptar cada um ao seu caso sem estragar o que faz ele funcionar.
As quatro partes são: contexto (quem você é e o que você tem em mãos), tarefa (o que deve ser feito, em ordem), limites (o que a IA não pode fazer sem perguntar) e evidência (o que significa "pronto", de um jeito que você consiga abrir e olhar). Quando um pedido falha, quase sempre falta uma dessas quatro.
O dentista Marcos, dono de uma clínica com três cadeiras, pediu "melhore minha agenda". Veio um texto genérico sobre produtividade. Ele refez com as quatro partes: "Sou dono de clínica odontológica com 3 dentistas. Aqui está minha agenda dos últimos 2 meses. Encontre os horários que ficam vazios com mais frequência. Não proponha mudar preço. Me entregue uma tabela com dia da semana, horário e quantas vezes ficou vazio." Dessa vez veio a tabela, e ele viu que terça às 14h ficava vazia em 7 de 8 semanas.
Teste-se
A corretora de uma imobiliária escreveu: "Aqui estão os 30 anúncios que publiquei este ano. Reescreva os 5 piores para ficarem mais atraentes. Não invente metragem nem preço." O que falta nesse pedido?
Existe uma regra só para escolher o que entregar ao Astra, e ela vale para os cinco pedidos: escolha o problema mais difícil que você ainda consegue conferir. Fácil demais, e você não ganha nada que não faria em dez minutos. Difícil demais para conferir, e você fica com uma resposta bonita em que não pode confiar. O ponto certo é onde dói e onde você ainda tem como olhar o resultado e dizer "isso está certo".
O corretor Paulo tinha três candidatos. "Escreva o anúncio da casa da rua Bento" é fácil demais: ele faz isso dormindo. "Me diga o preço do metro quadrado no bairro Petrópolis" é difícil de conferir: a IA responde com segurança, mas de onde veio o número? Já "compare meus 12 últimos fechamentos e me diga em que etapa eu mais perdi dias" é difícil e conferível: os fechamentos são dele, as datas estão nos contratos, ele consegue checar cada linha.
Antes
"Me dá umas ideias para vender mais imóveis." Vem uma lista de dez dicas que servem para qualquer corretor do país.
Depois
"Aqui estão meus 12 últimos fechamentos com datas. Em que etapa eu mais perdi dias? Me mostre a conta." Vem uma tabela com os dias por etapa, e ele confere contra os contratos.
Vários pedidos deste curso falam em sub-agentes. Pense numa equipe de estagiários que o Astra contrata por conta própria, distribui o serviço e depois recolhe. Você não gerencia nenhum deles. Você conversa com um coordenador só. Isso é o que permite pedir coisas grandes: ler 40 contratos, testar um site inteiro, revisar 90 dias de extrato.
O que não muda, com ou sem ajudantes, é a sua exigência: evidência que você consegue abrir. Uma tabela, um arquivo, uma imagem da tela, a linha exata do extrato. Se a IA disser "verifiquei tudo e está certo", isso não é evidência, é promessa. A contadora Regina tem uma frase padrão no fim de todo pedido: "Nunca marque uma tarefa como concluída sem me mostrar algo que eu possa abrir." Desde que passou a usar, parou de descobrir erro depois de enviar ao cliente.
Guarde essa frase. Ela vai aparecer, com pequenas variações, em todos os cinco pedidos das próximas aulas. É o que separa uma IA que trabalha para você de uma IA que só fala bonito.
Pratique agora 0/4 feito
Sair com um problema escolhido e uma frase que diz como você vai saber que deu certo. Papel e caneta ou o bloco de notas do celular. Cerca de 10 minutos.
Nada aqui envolve a IA ainda, nem mexe em nenhum dado seu. É só pensar e anotar. Se a escolha parecer errada amanhã, risque e escolha outro problema: a lista continua valendo.
Você acabou de fazer o que a maioria pula: escolheu um problema que vale o tempo da IA e já sabe como vai conferir a resposta. Os cinco pedidos das próximas aulas partem daqui.
Resumo
Aula 2 de 6 · Pedido 01
Ao fim desta aula você sai com o seu gargalo dos próximos três meses escrito em uma frase, e um plano para quebrá-lo que já sobreviveu a uma rodada de críticas.
Você tem dez problemas e não sabe por qual começar. Então começa por nenhum, ou pelo mais barulhento, que raramente é o mais importante. Este pedido inverte a ordem: a IA não responde nada até entrevistar você e achar a única coisa que, destravada, destrava as outras. Só depois monta o plano. E antes de te mostrar, manda alguém atacar o plano.
↓ role para estudar
A primeira fase do pedido proíbe a IA de propor qualquer coisa. Ela só pode perguntar, uma pergunta de cada vez, e esperar a sua resposta. No mínimo oito perguntas, cavando em quatro direções: o que você vem evitando, o que custa mais tempo ou dinheiro, do que todo o resto depende, e o que você consertaria se só pudesse consertar uma coisa. Quando estiver confiante, ela nomeia o gargalo numa frase e pede que você confirme. Se você disser não, ela continua.
O formato de uma pergunta por vez não é capricho. Quando a IA despeja dez perguntas de uma vez, você responde as fáceis e pula as que doem. Uma de cada vez, não tem onde se esconder. O dentista Marcos entrou achando que o problema era captar pacientes novos. Na sexta pergunta ("o que você faz com quem falta na consulta?") percebeu que perdia 20% da agenda em faltas e não fazia nada. O gargalo dele não era captar. Era confirmar.
Confirmado o gargalo, a IA monta o plano de 90 dias. Primeiro ela lista todas as formas de ajudar: tarefas que ela mesma faz, pesquisas que roda, rascunhos que escreve, coisas que checa toda semana. Depois agrupa isso em frentes de trabalho. E, para cada frente, quatro coisas: o objetivo, a primeira tarefa, o que significa "pronto" e como se mede. Por fim, ela diz o que precisa de você: arquivos, acessos, decisões.
A contadora Regina teve como gargalo "eu refaço todo mês o mesmo pedido de documentos para 40 clientes e metade atrasa". O plano veio em três frentes: um modelo de cobrança que troca só nome e prazo, um calendário de lembretes por cliente e uma lista dos 8 clientes que atrasam sempre, para uma conversa diferente. Cada frente tinha a primeira tarefa para a semana seguinte e o que ela precisava entregar: a lista de clientes e os prazos de cada regime.
O que toda frente do plano precisa ter
Aqui está a parte que ninguém faz sozinho. O pedido manda a IA parar e, antes de te mostrar o plano final, submeter o plano a um crítico. No original, o Astra chama o Claude, outra IA, como ajudante, e pede que ele argumente contra: o que está errado, o que falta, o que é grande demais, o que você não vai fazer de verdade. As três objeções mais fortes viram reescrita. E o debate roda de novo sobre a versão reescrita.
Se a sua conta não faz esse acionamento sozinha, você faz na mão em dois minutos: abre uma segunda conversa (no Claude, ou outra janela do próprio ChatGPT), cola o gargalo e o plano, e pede as três objeções mais fortes. Depois cola as objeções de volta na primeira conversa. O resultado que você recebe é uma tabela curta: objeção, o que mudou. Duas rodadas. É a diferença entre um plano que parece bom e um plano que aguentou pancada.
O corretor Paulo recebeu um plano com cinco frentes. O crítico apontou: "cinco frentes para um corretor que trabalha sozinho é plano de empresa, não de pessoa; ele vai abandonar três na segunda semana". O plano voltou com duas frentes. Paulo diz que foi a primeira vez que um plano dele durou mais de um mês.
A quarta fase é onde os ajudantes entram. O pedido diz: um ajudante por frente, cada um dono da sua, com relatório semanal em cinco linhas fixas: feito, travado, próximo, evidência, risco. Tudo que cada frente produz vai para uma pasta com o nome dela. O coordenador mantém o plano atualizado, avisa o que está escorregando e nunca marca uma tarefa como pronta sem algo que você possa abrir.
Se você usa a IA só pelo chat, sem um programa que execute tarefas sozinho no seu computador, essa fase muda de dono: você executa a primeira tarefa de cada frente e volta à conversa toda semana pedindo o relatório de cinco linhas sobre o que você entregou. Funciona igual. O que não pode faltar são as cinco linhas e a evidência. O dentista Marcos, na frente "confirmação de consulta", recebe toda segunda: feito (mensagens enviadas), travado (3 pacientes sem WhatsApp), próximo (ligar para os 3), evidência (planilha com as respostas), risco (a recepcionista não está seguindo o texto). Cinco linhas, e ele sabe onde está.
Erro comum
Fazer o debate uma vez e nunca mais. O plano sobrevive às críticas na semana 1 e vira lei. Mas o pedido diz para repetir o debate no fim de cada frente, porque o que aprendeu executando muda o plano. Quem pula isso termina os 90 dias executando com perfeição um plano que ficou velho no dia 20.
Pratique agora 0/5 feito
Sair com o gargalo em uma frase e o plano depois de uma rodada de objeções. Cerca de 15 minutos; a entrevista pode pedir um pouco mais se você responder com calma.
É só uma conversa. Nada é enviado a ninguém, nada é gasto, nenhum arquivo seu é alterado. Evite escrever nomes de clientes ou pacientes; use "cliente A" e "cliente B". Se em algum momento parecer que a IA está indo para o lado errado, diga "volte à entrevista" e ela retoma.
Você é meu operador pelos próximos três meses. Trabalhamos em quatro fases. Não pule nenhuma. FASE 1 — ENTREVISTA (uma pergunta por vez) Sua tarefa é encontrar o único fator que mais limita <meu negócio / minha vida profissional> nos próximos 3 meses. Me entreviste. Faça uma pergunta, espere minha resposta, depois faça a próxima. No mínimo 8 perguntas. Cave nisto: o que eu venho evitando, o que me custa mais tempo ou dinheiro, do que todo o resto depende, o que eu consertaria se só pudesse consertar uma coisa. Quando estiver confiante, nomeie o gargalo em uma frase e peça minha confirmação. Não avance até eu dizer sim. FASE 2 — PLANO Monte o plano para quebrar esse gargalo em 90 dias. - Liste todas as formas de me ajudar. Seja específico: tarefas que você mesmo faz, pesquisas que roda, rascunhos que escreve, coisas que confere toda semana. - Agrupe em frentes de trabalho. Para cada frente: o objetivo, a primeira tarefa, o que significa "pronto" e como medimos. - Diga o que precisa de mim: arquivos, acessos, decisões. Depois PARE e rode o debate abaixo antes de eu ver o plano final. FASE 3 — O DEBATE (obrigatório) Submeta o gargalo e o plano completo a um crítico. Se você consegue acionar outra IA como ajudante, faça isso. Se não, me entregue o texto pronto para eu colar numa segunda conversa e trazer as objeções de volta. Peça ao crítico: o que está errado, o que falta, o que é grande demais, o que eu não vou fazer de verdade. Leve a sério as três objeções mais fortes e reescreva o plano. Rode o debate de novo sobre a versão reescrita. Me mostre as duas rodadas numa tabela curta: objeção → o que mudou. Repita este debate no fim de cada frente, não só uma vez. FASE 4 — EXECUÇÃO Se você consegue acionar ajudantes que executam tarefas: um ajudante por frente, cada um dono da sua, com relatório semanal em cinco linhas (feito / travado / próximo / evidência / risco) e uma pasta com o nome da frente. Se não consegue, eu executo a primeira tarefa de cada frente e volto toda semana; você me entrega o relatório de cinco linhas sobre o que eu trouxer. Você é o coordenador: mantenha o plano atualizado, avise o que está escorregando e nunca marque uma tarefa como pronta sem uma evidência que eu possa abrir. Regras: pergunte antes de gastar dinheiro ou mandar mensagem para qualquer pessoa. Se estiver chutando, diga que está chutando. Prefira o problema mais difícil que eu ainda consiga conferir.
Você acabou de fazer o que consultor cobra caro para fazer: ouviu perguntas até achar o gargalo, e recebeu um plano que já apanhou antes de chegar em você. Guarde a tabela de objeções. Ela é o registro de por que o plano é como é.
Resumo
Aula 3 de 6 · Pedido 02
Ao fim desta aula você tem um painel feito só com números seus, aberto no seu navegador, que responde em cinco segundos se o trimestre está no rumo.
Seus números moram em dez lugares: o aplicativo do banco, uma planilha, a maquininha, o caderno, a memória. Todo mês você "sente" se foi bom. Sentir não decide nada. Este pedido faz três perguntas, monta o modelo e entrega uma tela que responde uma única coisa. Se um quadro não ajuda a responder, ele sai.
↓ role para estudar
O pedido começa amarrando a IA a exatamente três perguntas, feitas uma por vez. Primeira: qual foi a sua receita, mês a mês, nos últimos 12 meses. Segunda: qual é a única meta deste trimestre que você quer de verdade bater. Terceira: quais são os insumos que você controla para chegar lá. Não é "seus indicadores". É o que você faz com as mãos: ligações, propostas, visitas, horas entregues.
A terceira pergunta é a que quase ninguém sabe responder de primeira, e é a mais importante. Receita é consequência. Insumo é causa. O painel que vem depois só serve se ligar os dois.
Na sua profissão, os insumos são
Com as três respostas, a IA constrói o modelo. Não é nada místico: é uma tabela. A tendência da receita mês a mês e o ritmo atual. A meta do trimestre como alvo, com a distância entre onde você está e onde precisa chegar. E cada insumo como uma alavanca, com uma meta semanal e a ligação com a meta grande.
Depois de mostrar a tabela, ela para e pergunta o que está errado. Essa pausa é a parte que você não pode pular. O dentista Marcos viu a tabela dizer que ele precisava de 22 consultas confirmadas por dia. A clínica só tem 3 cadeiras: o máximo físico é 18. A meta estava errada, não o insumo. Ele ajustou a meta do trimestre para o que a estrutura permite, e o painel nasceu honesto.
Modelo corrigido, a IA entrega o painel. Ele vem como um arquivo que você baixa e abre com dois cliques. Não se assuste com o formato: é como uma página da internet, só que guardada no seu computador. Ninguém mais vê. Não fica na internet. Fechou, sumiu; abriu de novo, está lá.
O pedido descreve a tela com precisão: escura, calma, uma tela só. Os números grandes primeiro. Depois o gráfico da receita. Depois o anel da meta, que mostra quanto do trimestre já foi coberto. Depois os mostradores dos insumos. Todo número tem que vir de uma resposta sua. Se faltar algum dado, o quadro fica vazio com um aviso do que falta, em vez de inventar. Ao passar o mouse por cima de qualquer número, aparece de onde ele veio. E há uma área de "atualizar": você cola os números da semana e tudo recalcula.
A contadora Regina colou os 12 meses e viu, no número grande, que o ritmo atual dava 82% da meta. Passou o mouse: o 82% vinha da média dos últimos 3 meses. Fazia sentido. Foi a primeira vez que ela soube, sem abrir cinco coisas, onde estava.
Erro comum
Aceitar um número que você não deu. Quando falta um mês, a IA tende a preencher com um valor plausível para o gráfico ficar bonito. O pedido proíbe isso, mas a proibição só vale se você conferir: passe o mouse sobre cada número grande e veja a origem. Se a origem for "estimado" ou "média", e você não pediu, apague aquele mês e deixe vazio. Painel com buraco é honesto; painel com chute é perigoso.
A última fase do pedido pergunta o que você consegue entregar de fontes reais: o extrato do banco, o sistema de cobrança ou a maquininha, as notas emitidas, a agenda, o cadastro de clientes. Para cada fonte que você conectar, a IA troca o campo que você digitava à mão pela leitura direta e te diz, com todas as letras, o que aquele número passou a ler.
Você não precisa conectar nada no primeiro dia. Colar os números à mão funciona, e para muita gente é o suficiente por meses. Conectar é para quando cansar de colar. O corretor Paulo conecta só uma coisa: o extrato do banco, que ele baixa do aplicativo uma vez por mês e cola na área de atualizar. As visitas ele continua digitando, porque estão na cabeça dele e em nenhum sistema. Painel meio automático, meio manual, e cem por cento dele.
O pedido termina com uma regra que vale mais que todo o resto: o painel é a resposta a uma pergunta só, "o trimestre está no rumo?". Se um quadro não ajuda a responder isso, ele é removido. É por isso que o painel cabe numa tela. Não é limitação técnica. É disciplina.
O uso semanal é curto. O dentista Marcos faz toda segunda, às 8h, antes do primeiro paciente: cola os números da semana, olha o número grande, olha qual mostrador de insumo está mais atrás e decide uma coisa só para a semana. Cinco minutos. Ele não olha o painel de novo até a próxima segunda.
O ritual de cinco minutos, toda semana
Pratique agora 0/5 feito
Sair com o painel aberto na sua tela, mostrando o ritmo atual contra a meta do trimestre. Cerca de 15 minutos, mais o tempo de achar sua receita por mês.
Seus números ficam na sua conversa e no arquivo do seu computador. Ninguém é cobrado, nenhuma conta é conectada nesta prática (a fase 4 fica para depois, se você quiser). Se preferir, arredonde para centenas e não escreva nome de cliente. Se não tiver 12 meses à mão, use 6: o painel nasce menor e você completa depois.
Monte para mim um painel de acompanhamento do meu negócio. Passo 1 — faça exatamente estas três perguntas, uma de cada vez, e espere cada resposta: 1. Qual foi minha receita por mês nos últimos 12 meses? (Vou colar os números ou um arquivo.) 2. Qual é a ÚNICA meta deste trimestre que eu quero de verdade bater? 3. Quais são os insumos que eu preciso cumprir para chegar lá? (As coisas que eu controlo: <propostas enviadas, visitas feitas, consultas confirmadas, horas entregues>.) Passo 2 — transforme minhas respostas num modelo: - A tendência da receita mês a mês, com o ritmo atual. - A meta do trimestre como alvo, com a distância entre onde estou e onde preciso chegar. - Cada insumo como uma alavanca, com meta semanal e como ela se liga à meta grande. Me mostre o modelo numa tabela e peça que eu corrija o que estiver errado. Passo 3 — construa um painel bonito, como um único arquivo que eu abro no navegador. - Escuro, calmo, uma tela só. Números grandes primeiro. Depois o gráfico da receita. Depois o anel da meta. Depois os mostradores dos insumos. - Todo número tem que vir das minhas respostas. Nenhum dado inventado. Se faltar algo, deixe um espaço vazio dizendo o que falta. - Inclua uma pequena área de "atualizar" onde eu colo os números novos da semana e o painel recalcula. - Ao passar o mouse sobre qualquer número, mostre de onde ele veio. Me explique em duas linhas como salvar o arquivo e abrir com dois cliques. Passo 4 — conecte o que eu já tenho. Pergunte quais destes eu consigo te dar: extrato do banco, sistema de cobrança ou maquininha, notas emitidas, agenda, cadastro de clientes. Para cada um que eu conectar, troque o campo manual pela leitura real e me diga exatamente o que ele passou a ler. (Hoje, pule este passo; eu aviso quando quiser.) Regra: o painel é a resposta a uma pergunta só: "o trimestre está no rumo?". Se um quadro não ajuda a responder isso, remova.
Você acabou de juntar dez lugares numa tela que responde uma pergunta. Na segunda que vem, cinco minutos e você sabe onde está o trimestre.
Resumo
Aula 4 de 6 · Pedido 03
Ao fim desta aula você tem uma lista numerada, do pior para o melhor, de tudo o que quebra, confunde ou afasta quem chega ao seu site pela primeira vez.
Você conhece seu site de cor, e por isso é a pior pessoa para testá-lo. Você sabe onde clicar, perdoa o botão que demora e nem vê o formulário que não envia. Seu cliente novo não sabe nada disso. Ele tenta, trava e vai embora sem avisar. Este pedido coloca a IA no lugar dele, no computador e no celular, e ela conta tudo o que viu.
↓ role para estudar
O pedido original tem duas metades. A primeira é para quem vai construir o site do zero com a IA, e usa uma ideia que vale conhecer mesmo que você nunca construa nada: o circuito de críticos. A regra de ouro é que o aluno não corrige a própria prova. Quem constrói entrega para três críticos com memória limpa, cada um julgando uma coisa: cumpre o objetivo? segue o padrão visual? está à altura de uma referência real, lado a lado?
A segunda metade é a que qualquer pessoa com site usa hoje, e é o foco desta aula: a IA finge ser um cliente de primeira viagem e tenta fazer o que um cliente faria. O dentista Marcos usou as duas. Encomendou o site da clínica com o circuito de críticos, dando como referência o site de uma clínica de São Paulo que ele admira. E depois mandou a IA tentar agendar uma avaliação como se fosse paciente. Foi na segunda metade que ele descobriu que o botão "agendar" no celular não fazia nada.
Se você for encomendar um site com críticos, exija
O pedido começa com uma instrução de personagem: "você é um cliente de primeira viagem, nunca viu este site, aja como uma pessoa real, não como um técnico de testes". Isso muda tudo. Um técnico testa botões. Um cliente tenta resolver a vida dele e desiste quando não consegue. Para isso funcionar, a IA precisa conseguir abrir sites de verdade: no ChatGPT, é o modo agente; no Claude, é a extensão que ele usa dentro do seu navegador. É um botão a mais na conversa, não um programa novo.
A jornada tem quatro momentos. Chegar na página inicial e dizer, em cinco segundos, o que aquele negócio faz; se não conseguir, essa é a descoberta número um. Tentar cumprir o objetivo clicando onde uma pessoa normal clicaria, preenchendo formulários com dados realistas e errando um de propósito para ver o que acontece. Seguir todo link do topo e do rodapé. E terminar o objetivo conferindo se o resultado ficou salvo de verdade: o pedido existe? a confirmação chegou? Tudo isso duas vezes: na tela do computador e na tela do celular.
O corretor Paulo deu como objetivo "agendar uma visita ao apartamento da capa". No computador, funcionou. No celular, o formulário de visita ficava escondido atrás do botão do WhatsApp. Três meses de anúncio pago mandando gente para um formulário que ninguém conseguia tocar.
A IA devolve uma lista numerada, do pior para o melhor. Cada item tem cinco partes: o que ela fez, o que esperava, o que aconteceu de verdade, uma imagem da tela naquele momento, e como repetir o problema em uma linha. E a lista vem separada em três gavetas: quebrado (não funciona), confuso (funciona, mas a pessoa não entende) e feio (funciona e se entende, mas afasta). Isso impede que um botão torto apareça acima de um formulário que não envia.
A instrução mais importante está no fim: "não conserte nada ainda, quero as descobertas cruas primeiro". Só depois que você disser "vai", ela conserta os itens quebrados, um de cada vez, e repete exatamente o passo que falhou para provar que está resolvido. A contadora Regina recebeu 11 itens: 2 quebrados (o formulário de contato não enviava e o link "áreas de atuação" levava a uma página vazia), 6 confusos e 3 feios. Ela mandou consertar os 2 quebrados naquela tarde, e deixou os outros 9 para uma conversa com quem fez o site.
Erro comum
Deixar a IA consertar no mesmo fôlego em que encontra. Parece eficiente, mas você perde a lista crua e não tem como saber se o conserto criou um problema novo. O pedido separa as duas etapas de propósito: primeiro a lista completa, depois "vai", depois um item por vez com a prova de que aquele passo agora funciona. Se a IA começar a consertar sozinha, diga "pare, só a lista".
Este teste encontra o que está quebrado, confuso e feio. Ele não diz se a sua oferta convence ninguém a comprar. Não é um teste de segurança contra invasão, nem um teste de quantas pessoas o site aguenta ao mesmo tempo. Quando for contar para alguém o que fez, diga "teste de cliente", nunca "teste de carga" ou "auditoria de segurança", a menos que tenha feito isso de fato.
O dentista Marcos, depois de consertar o botão do celular, quis saber se o site "estava bom para vender". A resposta honesta é: agora ele não impede ninguém de agendar. Se as pessoas vão querer agendar, isso depende do preço, da localização, da foto da clínica e de coisas que nenhum teste de navegação mede. Saber o que a ferramenta não faz é o que permite confiar no que ela faz.
Teste-se
Depois de rodar o teste de cliente e consertar os itens quebrados, qual destas frases você pode dizer com honestidade?
Pratique agora 0/5 feito
Sair com a lista numerada, do pior para o melhor, separada em quebrado, confuso e feio. Cerca de 15 minutos; a IA trabalha sozinha na maior parte do tempo.
A IA só navega, clica e preenche formulários com dados de teste. Ela não compra, não paga e não conserta nada até você dizer "vai". Se o seu site cria um cadastro quando alguém preenche o formulário, vai aparecer um "Maria Teste" na sua lista: apague depois. Se você não tem site, use a página que seu cliente mais usa para chegar até você: o link de agendamento, a página do Instagram ou a página do Google.
Você é um cliente de primeira viagem. Nunca viu este site. Aja como uma pessoa real, não como um técnico de testes. Site: <endereço do seu site> Seu objetivo: <o que um cliente deveria conseguir fazer, por exemplo: agendar uma avaliação / pedir um orçamento / marcar uma visita> Percorra a jornada inteira no computador, e depois de novo numa tela do tamanho de um celular: 1. Chegue na página inicial. Diga em voz alta o que você acha que este negócio faz, em até 5 segundos. Se não conseguir dizer, essa é a descoberta número 1. 2. Tente cumprir o objetivo. Clique onde uma pessoa normal clicaria. Preencha os formulários com dados realistas de teste (nome "Maria Teste", e-mail inventado). Erre um campo de propósito (e-mail errado, campo vazio) e anote o que acontece. 3. Siga todos os links do topo e do rodapé. Relate os que estão quebrados, lentos ou levam para um lugar surpreendente. 4. Termine o objetivo. Confirme que o resultado ficou salvo de verdade: o pedido existe? a confirmação chegou? o cadastro foi criado? Relate como uma lista numerada, do pior para o melhor. Para cada item: o que você fez, o que esperava, o que aconteceu de fato, uma imagem da tela e como repetir o problema em uma linha. Separe "quebrado" de "confuso" de "feio". Não conserte nada ainda. Quero as descobertas cruas primeiro. Depois, só quando eu disser "vai", conserte os itens quebrados um de cada vez e repita exatamente o passo que falhou para provar que está resolvido.
Você acabou de ver o seu site com os olhos de quem nunca esteve nele. A lista que ficou é o que separa um site que existe de um site que funciona.
Resumo
Aula 5 de 6 · Pedido 04
Ao fim desta aula você tem três cartões de rede social que parecem feitos pela mesma mão, criados a partir de uma única referência que você admira, e prontos para postar.
Seus posts não parecem seus. Cada um sai de um jeito: fonte diferente, cor diferente, espaçamento diferente. Quem rola a tela não reconhece você. Este pedido pega uma referência que você acha bonita, descobre por que ela funciona em termos que dá para checar, e transforma isso numa cartela que faz o segundo e o terceiro cartão saírem iguais ao primeiro.
↓ role para estudar
O pedido começa com você mostrando uma coisa só: uma imagem, um post, uma tela que você acha bonita. A IA tem que dizer, em cinco linhas, por que aquilo é bom. E aqui está a exigência: mecanismos, não adjetivos. "Fica elegante" não serve. "O título é quatro vezes maior que o texto, há uma única cor de destaque usada no máximo duas vezes, e 40% do espaço está vazio" serve, porque você consegue conferir olhando.
A contadora Regina escolheu um post de uma colega famosa no ramo, cheio de número grande e pouca coisa em volta. A IA desmontou: número em fonte enorme, uma frase curta embaixo, fundo escuro, um único tom de verde, margens largas. Cinco linhas. Pela primeira vez a Regina soube dizer o que gostava, em vez de "é bonito".
Como escolher e usar a referência
Com os cinco mecanismos na mão, a IA constrói um cartão só, com conteúdo real seu, no tamanho de post (vertical, para Instagram). Ele vem como um arquivo que abre no navegador, e você pode pedir também uma imagem para postar direto. O cartão tem uma pequena animação de entrada e outra ao tocar, e nada se mexe em menos de meio segundo, para não parecer nervoso.
Aí vem a parte que transforma um cartão bonito numa família: a IA extrai dele a cartela. Cores exatas, tamanhos de letra, espaçamentos, velocidade da animação. É o molde. E com o molde ela faz mais dois cartões: um de número em destaque e um de citação. Três peças, uma origem.
O dentista Marcos saiu com três cartões: uma dica de cuidado ("troque a escova a cada 3 meses"), um número ("87% das dores de dente começam sem doer") e um depoimento de paciente. Postados na mesma semana, pela primeira vez os três pareciam vir da mesma clínica.
O último passo do pedido é o teste de verdade. Você pede uma mudança só, por exemplo "troque o verde por azul-marinho" ou "aumente um pouco o texto". Se a família existe, a IA muda a cartela e os três cartões mudam juntos, sem quebrar nada. Se ela precisar mexer em cada cartão separadamente, não havia família, havia três desenhos parecidos.
O corretor Paulo pediu "coloque o nome da imobiliária menor, no canto". Os três cartões mudaram na mesma resposta. Ele guardou a cartela numa pasta e hoje, toda vez que quer um cartão novo, cola a cartela e o conteúdo, e o cartão sai da família.
Erro comum
Pedir os três cartões de uma vez, sem passar pela cartela. A IA entrega três peças bonitas que parecem feitas por três pessoas, porque cada uma foi decidida do zero. A ordem do pedido é a proteção: um cartão, depois a cartela, depois os outros dois a partir dela. Se você pulou a cartela, o teste da revisão única vai revelar: os três não mudam juntos.
Pratique agora 0/5 feito
Sair com três cartões que parecem irmãos, a cartela guardada e uma revisão aplicada nos três de uma vez. Cerca de 15 minutos.
Nada é postado. Nenhuma conta sua é conectada. A referência serve só de inspiração: o pedido proíbe copiar texto, logotipo ou foto dela. Se algum cartão sair parecido demais com a referência, peça para afastar. Os arquivos ficam no seu computador e você decide o que publica.
Eu faço conteúdo para o Instagram sobre <seu ramo: contabilidade para pequenas empresas / saúde bucal / imóveis na sua cidade>. Monte para mim um pequeno sistema visual que eu consiga postar. Referência: <cole a imagem ou o endereço de um post que você admira> Use a referência só como inspiração. Não copie texto, logotipo, foto nem nome dela. Passo 1 — desmonte a referência. Em cinco linhas, me diga o que a faz boa: tamanhos de letra, espaçamentos, a única cor de destaque, o que se mexe e em quanto tempo. Mecanismos que eu consiga conferir olhando, não adjetivos. Passo 2 — construa UM cartão que siga esses mecanismos, como um arquivo que eu abro no navegador. Conteúdo real meu: <uma dica curta do seu ramo>. Tamanho vertical de post (4:5). Uma animação de entrada e uma ao tocar. Nada se mexe em menos de meio segundo. Entregue também uma imagem do cartão para eu postar direto. Passo 3 — transforme em sistema. Extraia do cartão a cartela: as cores exatas, os tamanhos de letra, os espaçamentos e as velocidades de animação, num arquivo separado, para que o próximo cartão saia idêntico em estilo. Depois construa mais dois cartões a partir da mesma cartela: um cartão de número em destaque (<um dado do seu ramo>) e um cartão de citação (<uma frase sua ou de um cliente>). Passo 4 — eu vou pedir uma revisão. Aplique nos três cartões de uma vez, mudando só a cartela, sem quebrar nada. Entregue: os três cartões (arquivo e imagem de cada um), a cartela, e duas linhas me dizendo como abrir os arquivos com dois cliques.
Você acabou de sair de posts que pareciam de três pessoas para três cartões que parecem de uma. A cartela na pasta é o que garante que o quarto, o quinto e o vigésimo também vão parecer.
Resumo
Aula 6 de 6 · Pedido 05
Ao fim desta aula você tem uma tabela dos seus vazamentos de dinheiro, do maior para o menor, cada linha com o comprovante, e nenhum cancelamento feito sem você decidir.
Ninguém gosta de abrir o extrato e ler linha por linha. Então as assinaturas que você não usa continuam, a ferramenta que faz o mesmo que outra continua, e o que você jura que é prioridade nunca recebe um real. Este pedido faz a leitura chata por você, mas não aceita nada sem prova: cada vazamento vem com a linha do extrato e o e-mail que confirma. E ele não cancela nada. Quem decide é você.
↓ role para estudar
O pedido procura três coisas diferentes. Duplicado: a mesma coisa cobrada duas vezes, ou duas ferramentas que fazem o mesmo serviço. Sem uso: o que você paga e não usa há mais de 60 dias, e a IA procura nos e-mails sinais de acesso ou de uso. Faltando: o que você diz que é prioridade e onde o seu dinheiro discorda do seu plano. O terceiro tipo é o que ninguém procura, e é o que mais ensina.
Para isso, você entrega três coisas: o extrato do banco ou do cartão, os últimos 90 dias de e-mail (ou a pasta de comprovantes) e suas prioridades do trimestre em poucas linhas. Sem as prioridades, o terceiro tipo não existe.
A contadora Regina, que cobra de todo cliente organização, nunca tinha olhado o próprio extrato assim. Entregou 90 dias de cartão e a lista de prioridades: "crescer em clientes de lucro presumido". A IA achou duas assinaturas de emissor de nota que faziam a mesma coisa, um curso pago em janeiro sem nenhum acesso desde março e zero reais gastos em qualquer coisa ligada à prioridade que ela mesma escreveu. Três tipos, três achados, uma tarde.
A primeira instrução do pedido é "leia tudo antes de dizer qualquer coisa". A IA monta a lista completa de cobranças recorrentes, de gastos avulsos acima de um valor que você escolhe e de toda assinatura mencionada em e-mail. Só depois começa a apontar. Isso evita o achado precipitado, que aparece na primeira página do extrato e some quando se lê a terceira.
Depois vem a regra que dá confiança ao resultado: todo achado vem com o comprovante. A linha exata do extrato, a data, o valor e o e-mail ou outro sinal que sustenta a conclusão. Se a IA não encontrar prova, ela marca "não confirmado" e não chuta. O dentista Marcos recebeu um achado de "sem uso" sobre o programa de agenda da clínica; o comprovante mostrava que os e-mails de acesso eram da recepcionista, não dele. Não era vazamento. Sem o comprovante, ele teria cancelado o programa que a clínica usa todo dia.
Erro comum
Tratar linha marcada como dinheiro economizado. A tabela diz "R$ 2.400 por ano em vazamentos" e você já sente o alívio. Mas uma linha marcada não é um real de volta. Só uma cobrança confirmada, cancelada por você, e que sumiu do extrato seguinte é dinheiro economizado. O pedido separa "confirmado" de "não confirmado" e não deixa a IA cancelar nada por isso mesmo.
O resultado é uma tabela, do maior vazamento para o menor. Cada linha tem: o vazamento, quanto custa por mês, quanto custa por ano, o comprovante e o que fazer (cancelar, juntar, manter ou começar). No rodapé, dois totais que nunca se misturam: o confirmado e o não confirmado. O "começar" é a coluna do terceiro tipo: o dinheiro que você deveria estar gastando na sua prioridade e não gasta.
O corretor Paulo recebeu 9 linhas. As três maiores eram um portal de anúncios que ele não abria desde maio, uma ferramenta de assinatura digital duplicada com a da imobiliária e, na coluna "começar", zero reais em fotos profissionais, embora "anúncios melhores" fosse a primeira prioridade da lista dele. Confirmado: R$ 310 por mês. Não confirmado: R$ 89. Ele soube exatamente em que ordem agir.
O último passo do pedido é a IA escrever os e-mails de cancelamento e o texto da única compra que você deveria fazer, e não enviar nada. Você lê, você decide, você aperta o botão. É a mesma disciplina que atravessou as seis aulas: a IA prepara, a evidência vem junto, a decisão é sua.
E aqui o curso fecha onde começou. A regra única vale para os cinco pedidos e para qualquer outro que você inventar: escolha o problema mais difícil que você ainda consegue conferir. Dê à IA os arquivos, as ferramentas e uma definição clara de "pronto". Depois abra o resultado você mesmo. O dentista Marcos resume assim: "eu não entendo como ela faz, e não preciso. Eu entendo o que ela me entrega, porque consigo abrir".
O que fazer com cada linha da tabela, na ordem
Pratique agora 0/5 feito
Sair com a tabela do maior para o menor, com comprovante por linha e os totais confirmado e não confirmado separados. Cerca de 15 minutos, mais o tempo de baixar o extrato.
Antes de colar o extrato, apague o número da conta e do cartão e troque nomes de pessoas por iniciais. A IA não cancela, não envia e não compra nada: ela só monta a tabela e escreve rascunhos que ficam na conversa. Se não quiser entregar e-mails, pule essa parte: os achados de "sem uso" virão marcados como "não confirmado", e está tudo bem. Comece com 30 dias de extrato se 90 parecer demais.
Faça uma auditoria de para onde vai o meu dinheiro. Encontre os vazamentos. Prove cada um. Vou te dar: um extrato (banco / cartão / maquininha), meus últimos 90 dias de e-mails (ou a pasta de comprovantes) e minhas prioridades para este trimestre. Passo 1 — leia tudo antes de dizer qualquer coisa. Monte a lista de toda cobrança recorrente, de todo gasto avulso acima de R$ <150> e de toda assinatura mencionada nos e-mails. Passo 2 — encontre três tipos de vazamento: - DUPLICADO: a mesma coisa cobrada duas vezes, ou duas ferramentas que fazem o mesmo serviço. - SEM USO: coisas que eu pago e não uso há mais de 60 dias (procure nos e-mails sinais de acesso ou de uso). - FALTANDO: coisas que eu digo que são prioridade e nas quais não estou gastando; onde meu dinheiro discorda do meu plano. Passo 3 — para cada achado, me dê o comprovante: a linha exata do extrato, a data, o valor e o e-mail ou evidência que sustenta. Se não encontrar evidência, marque "não confirmado". Não chute. Passo 4 — uma tabela, do maior para o menor: vazamento → custo por mês → custo por ano → comprovante → o que eu devo fazer (cancelar / juntar / manter / começar). Totais no rodapé, com "confirmado" e "não confirmado" separados. Passo 5 — escreva os rascunhos dos e-mails de cancelamento e o texto da única compra que eu deveria fazer, mas não envie nada. Eu decido. Regra: uma linha marcada não é dinheiro economizado. Só uma cobrança confirmada e cancelada é. Minhas prioridades deste trimestre: <escreva em 2 ou 3 linhas>
Você acabou de fazer a leitura que vinha adiando, com prova em cada linha e sem entregar a decisão a ninguém. O curso termina aqui, e a regra fica: o problema mais difícil que você ainda consegue conferir.
Resumo