O que e loop mode
Imagine assim: Voce tem um assistente que sabe: tente, se falhou, corrija, tente de novo. Voce nao precisa ficar repetindo 'agora tenta de novo'. Ele faz sozinho ate dar certo.
Loop mode e quando o Claude executa, verifica o resultado e, se nao deu certo, corrige e tenta de novo automaticamente. Em vez de voce aprovar cada passo, voce define o objetivo e o criterio de sucesso, e o Claude itera sozinho ate atingir.
Na pratica, voce ativa loop mode com flags como --dangerously-skip-permissions ou configurando allowedTools no settings. O Claude recebe permissao para executar ferramentas sem pedir aprovacao a cada passo. E poderoso, mas exige guardas de seguranca (topico 3).
Em 1 frase: loop mode = Claude executa, testa e corrige sozinho ate o criterio de sucesso.
Quando usar vs interativo
Imagine assim: Voce nao deixa o estagiario no primeiro dia sozinho na cirurgia. Mas depois de meses, voce deixa ele fazer curativos sem supervisao. Loop mode e a curativo; tarefas criticas sao a cirurgia.
Use loop mode quando: (1) o criterio de sucesso e claro e automatizavel (testes passam, linter limpo, build funciona), (2) as acoes sao reversiveis (voce pode git reset), e (3) o escopo e limitado (nao e o sistema inteiro). Use interativo quando as decisoes exigem julgamento humano ou o risco de erro e alto.
Uma boa heuristica: se voce confiaria que um junior competente fizesse sozinho, pode ser loop. Se voce revisaria o trabalho de um senior antes de mergear, faca interativo. O loop mode nao e preguica. E delegacao inteligente a tarefas que tem feedback automatico.
Em 1 frase: loop para tarefas com criterio automatizavel e baixo risco; interativo para decisoes de julgamento.
Guardas de seguranca
Imagine assim: Um carro autonomo tem sensores, freio de emergencia e limites de velocidade. Loop mode precisa dos mesmos: ferramentas permitidas, limite de iteracoes e isolamento.
Os tres guardas essenciais: (1) allowedTools no settings.json limita quais ferramentas o Claude pode usar sem pedir; (2) max turns define quantas iteracoes antes de parar; (3) git worktree isola as mudancas num branch separado pra nao poluir o main.
Configure antes de rodar, nao depois. Um loop sem guardas pode rodar indefinidamente, gastar tokens e fazer mudancas indesejadas. O minimo: allowedTools restrito a read/write/bash, worktree ativo e um commit de checkpoint antes de comecar.
Em 1 frase: configure allowedTools, max turns e worktree ANTES de rodar o loop. Nunca depois.
O ciclo do loop mode: executa, testa, decide, e repete ate o criterio de sucesso.
Cuidado: loop sem guardas
Um loop sem allowedTools restrito pode: deletar arquivos importantes, rodar comandos destrutivos, ou gastar centenas de dolares em tokens. Configure os guardas ANTES de iniciar o loop.
Monitoramento em tempo real
Imagine assim: Voce nao coloca a comida no forno e vai dormir. Voce olha de vez em quando. Com loop mode, o monitoramento e olhar o terminal enquanto ele roda.
Enquanto o loop roda, mantenha o terminal visivel. O Claude mostra o que esta fazendo a cada iteracao: quais arquivos leu, o que editou, que comando rodou, qual foi o resultado. Se voce ver algo estranho (editando arquivo errado, loop repetindo o mesmo erro), interrompa com Ctrl+C.
Para loops longos, use git diff --stat entre iteracoes para ver o tamanho das mudancas. Se o diff esta crescendo demais, pode ser sinal de que o loop esta divergindo em vez de convergir. Outro sinal: se o numero de erros nao diminui a cada iteracao, algo esta errado.
Em 1 frase: mantenha o terminal visivel e interrompa se o diff cresce ou os erros nao diminuem.
Parar no ponto certo
Imagine assim: Um escultor para quando a estatua esta pronta. Se continuar, estraga. Loop mode e igual: criterio de parada claro e tao importante quanto o criterio de inicio.
Defina criterios de parada explicitos no prompt: "pare quando todos os testes passarem", "pare quando o linter retornar zero erros", "pare quando o build completar com sucesso". Sem criterio claro, o loop pode ficar tentando "melhorar" algo que ja esta bom, gastando tokens sem progresso.
Cuidado com diminishing returns: se o loop ja resolveu 95% e esta patinando nos 5% restantes, pode ser mais eficiente parar e resolver o resto manualmente. Um bom sinal de convergencia e quando cada iteracao faz menos mudancas que a anterior.
Em 1 frase: criterio de parada explicito no prompt. Sem ele, o loop gasta tokens sem fim.
Loop mode vs background agents
Imagine assim: Loop mode e um assistente no seu escritorio trabalhando enquanto voce toma cafe. Background agents sao assistentes num escritorio remoto que voce nem ve. Cada um tem trade-offs.
Loop mode roda local, no seu terminal, com acesso ao seu filesystem. Background agents (como os do GitHub Actions ou Devin) rodam em servidores remotos. Loop mode e mais rapido de configurar, mais barato por iteracao e voce ve tudo em tempo real. Background agents escalam melhor e rodam enquanto voce dorme.
Na pratica, loop mode e ideal para tarefas de sessao (uma tarde de trabalho). Background agents sao melhores para tarefas de longa duracao (rodar test suite de 2 horas, processar 500 PRs). A maioria dos devs comeca com loop mode e escala para background agents conforme a necessidade.
Em 1 frase: loop mode = local, rapido, visivel; background agents = remoto, escalavel, assincrono.
Qual o pre-requisito para usar loop mode com seguranca?
Resumo do Modulo
Proximo modulo:
2-4 — Patterns de Loop na Pratica: receitas reais de loops para copiar e rodar.