De onde isso veio: os módulos 2.1 a 2.6 vieram de um guia prático próprio do usuário sobre como usar o Fable 5 como agente de trabalho, não como citação oficial da Anthropic — cada prompt ali é testado na prática, não "verbatim de doc". Este módulo bônus fecha a trilha 2 e o curso inteiro: primeiro um recap denso das 12 dicas, depois o prompt mestre que as combina todas, e por fim um mapa de como essa trilha prática se conecta com a base técnica/oficial da trilha 1.
Recap: as 12 dicas da trilha 2
Imagine assim: a trilha 1 te deu a gramática de como falar com o Fable 5. A trilha 2 te deu o manual de como trabalhar com ele — escolher a tarefa certa, dar contexto, controlar profundidade, verificar de verdade, delegar por papel, guardar memória. As duas juntas viram um único jeito de operar.
Antes do prompt mestre, vale consolidar as 12 dicas dos módulos 2.1 a 2.6 numa lista só — pra você conseguir escanear em segundos qual delas está faltando na sua sessão atual. Cada linha carrega o módulo de origem entre colchetes, caso queira voltar e reler o contexto completo.
A gramática da trilha 1 (o que dizer) mais o manual de trabalho da trilha 2 (como operar) formam o mesmo sistema de trabalho que o prompt mestre codifica no tópico 2.
CHEAT SHEET — Fable 5 como Agente de Trabalho (módulos 2.1–2.6) [2.1] Use o Fable 5 pra problemas difíceis — arquitetura, risco, plano, auditoria — não pra resumir texto [2.1] Explique o motivo do pedido — objetivo, público e resultado esperado, antes da tarefa [2.2] Controle a profundidade — baixa/média/alta/máxima conforme a complexidade real [2.2] Defina limites antes de deixar o agente agir — diga o que ele pode e não pode fazer [2.3] Exija verificação real — evidência de ferramenta, nunca "pronto" sem prova [2.3] Use subagentes por especialidade — estratégia, produto, comunicação, tecnologia, cético [2.4] Crie memória de projeto — um arquivo por tema, atualize em vez de duplicar [2.4] Mande o agente continuar quando já houver informação suficiente — não termine com promessa [2.5] Use visão pra revisar interfaces, prints e criativos — não só "deixe mais bonito" [2.5] Peça revisão defensiva pra segurança — nunca exploração/ataque [2.6] Crie loops com verificação — foco, critério, teste, aprendizado, não só repetição [2.6] Use memória externa pra trabalhos longos — não dependa só do histórico do chat
Em 1 frase: 12 dicas, uma lista só — se sua sessão não tem pelo menos metade delas presentes, ela ainda está no modo chat.
O prompt mestre completo
Este não é um prompt sobre uma tarefa. É um prompt sobre como o Fable 5 deve operar em qualquer tarefa sua — a síntese das 12 dicas num único bloco genérico, testado na prática. Cole no início de uma sessão nova (ou fixe num CLAUDE.md/system prompt) e ele vira a "constituição" daquele projeto.
O prompt mestre não pede uma resposta: ele monta uma estrutura de cinco lentes que converge numa recomendação única, sempre com o próximo passo concreto.
Objetivo: transformar o Fable 5 num agente estratégico e operacional fixo pro seu projeto — que diagnostica, decide, executa, verifica e melhora, em vez de só responder a pedidos soltos.
Você é meu agente estratégico e operacional. Contexto: Estou trabalhando em um projeto que precisa transformar ideias em execução prática, com clareza, qualidade e resultado real. Objetivo: Criar um sistema de trabalho que diagnostica problemas, define prioridades, executa tarefas, verifica resultados e melhora continuamente. Modo de trabalho: 1. Não me dê ideias soltas. 2. Pense como arquiteto de negócio, produto, conteúdo, tecnologia e execução. 3. Use subagentes: estratégia, produto, comunicação, tecnologia e cético. 4. Sempre entregue diagnóstico, decisão recomendada, plano de execução e primeiro próximo passo. 5. Se já tiver informação suficiente, aja. Não termine com promessa. 6. Quando fizer afirmações, diga o que é evidência, o que é hipótese e o que precisa ser testado. 7. Registre decisões importantes numa memória do projeto. Tarefa: Analise meu projeto atual e proponha a arquitetura mais simples para transformar intenção em execução, prática contínua e resultado mensurável.
Como verificar: cole o bloco inteiro (sem editar, na primeira vez, só pra ver o comportamento default) e confira se a resposta chega com as 4 partes prometidas no item 4 — diagnóstico, decisão recomendada, plano e primeiro próximo passo — e não como um parágrafo solto de ideias. Se faltar alguma parte, releia o item 4 do "Modo de trabalho": é ele que força a estrutura.
⚠️ Atenção
Não rode este prompt sem editar o bloco Contexto e Objetivo pro seu projeto real — sem isso, a resposta fica genérica, porque o próprio prompt está genérico. O tópico 3 mostra exatamente o que trocar.
💡 Dica prática
Teste primeiro num projeto pequeno e conhecido, onde você já sabe qual seria a resposta certa. Isso te dá uma régua rápida pra saber se o prompt mestre está calibrado antes de confiar nele num projeto grande e desconhecido.
Em 1 frase: o prompt mestre não pergunta "o que você acha", ele monta uma estrutura de diagnóstico, decisão, plano e passo — e obriga o modelo a preenchê-la toda vez.
Como customizar pro seu projeto
O prompt mestre tem duas partes de natureza diferente: um miolo variável (contexto, objetivo, papéis dos subagentes) que muda de projeto pra projeto, e uma estrutura fixa (diagnóstico → decisão → plano → passo) que é exatamente o que faz ele funcionar como sistema de trabalho, não como chat. Trocar a primeira parte é obrigatório; mexer na segunda costuma piorar o resultado.
Leia o prompt mestre inteiro uma vez
Antes de editar qualquer linha, entenda as 7 partes do "Modo de trabalho" — é essa lista que carrega a disciplina das 12 dicas.
Substitua o bloco Contexto
Descreva seu projeto real, seu público e o que o resultado precisa permitir — igual à dica 2 (explique o motivo) do módulo 2.1.
Substitua o bloco Objetivo
Diga em uma frase o que o sistema de trabalho precisa fazer por você — não a tarefa de hoje, o papel permanente do agente no projeto.
Ajuste os papéis dos subagentes
"Estratégia, produto, comunicação, tecnologia, cético" é genérico de propósito — troque por papéis que existem de verdade no seu domínio (ex.: jurídico, UX, dados, operações).
Mantenha a estrutura intacta
Diagnóstico → decisão → plano → próximo passo, mais os itens 5, 6 e 7 (agir com informação suficiente, separar evidência de hipótese, registrar em memória) não mudam — são eles que fazem o prompt funcionar.
Contexto: Estou trabalhando em <nome do projeto/produto> para <seu público-alvo>. O resultado final precisa permitir <o objetivo real que o público vai alcançar>. Objetivo: Criar <o que o sistema de trabalho deve fazer por você, em uma frase>. 3. Use subagentes: <papel 1>, <papel 2>, <papel 3>, <papel 4> e cético.
✗ Erro comum ao customizar
- ✗Trocar só o Objetivo e deixar o Contexto genérico — o modelo continua sem saber pra quem é.
- ✗Apagar o item 5 ("aja se já tiver informação suficiente") achando que é "excesso de autonomia".
- ✗Manter os 5 papéis genéricos de subagentes num projeto técnico onde eles não fazem sentido.
✓ Jeito certo
- ✓Contexto e Objetivo sempre juntos, os dois específicos do seu projeto.
- ✓Estrutura de 7 itens do "Modo de trabalho" intacta — é ela que impede resposta solta.
- ✓Papéis de subagente nomeados com a linguagem real do seu domínio.
Em 1 frase: troque o contexto, o objetivo e os papéis dos subagentes; mantenha a estrutura de diagnóstico → decisão → plano → passo sempre intacta.
Chat vs. sistema de trabalho
Toda a trilha 2 — e este módulo em particular — existe pra marcar uma diferença: usar o Fable 5 pedindo respostas versus usar o Fable 5 como sistema. A diferença não está na inteligência do modelo. Está em quanto de contexto, memória, verificação e execução contínua você constrói ao redor dele.
✗ Modo chat
- ✗Cada pergunta começa do zero, sem contexto acumulado.
- ✗Uma opinião só, sem verificação nem contraponto.
- ✗"Pronto" é o que o modelo diz, não o que foi provado.
- ✗Nada fica registrado — a próxima sessão repete o mesmo erro.
✓ Sistema de trabalho
- ✓Contexto explícito (o porquê) antes de cada tarefa.
- ✓Subagentes por papel, consolidados numa recomendação única.
- ✓"Pronto" exige evidência real de ferramenta.
- ✓Memória de projeto — a lição de hoje vira ponto de partida amanhã.
O valor do Fable 5 não está em responder melhor. Está em trabalhar melhor. A forma fraca de usar é pedir respostas. A forma forte é criar um sistema com contexto, memória, subagentes, verificação e execução contínua. Quem usar o modelo apenas como chat terá respostas melhores. Quem usar como sistema de trabalho terá vantagem real.
— conclusão do guia prático que deu origem à trilha 2 (não é citação oficial da Anthropic)
Em 1 frase: chat dá respostas melhores; sistema de trabalho dá vantagem real — e a diferença é você quem constrói, não o modelo.
Como as trilhas 1 e 2 se conectam
A trilha 2 é aplicada — nasceu de um guia prático, não da doc oficial. Mas quase toda dica dela tem um "lado técnico" já coberto na trilha 1, com respaldo direto da documentação da Anthropic. Se uma dica da trilha 2 fez sentido pra você e quer entender o mecanismo por trás, o mapa abaixo leva direto ao módulo certo.
Dê o porquê
A dica 2 (explique o motivo) é a versão aplicada/produto do módulo 1.2, mais técnico/API-level (categoria reasoning_extraction).
Esforço e profundidade
A dica 3 (controle a profundidade) é o equivalente prático dos níveis de esforço oficiais — low/medium/high/xhigh/max.
Fronteiras claras
A dica 4 (limites antes de agir) é a mesma disciplina de "diga o que não fazer" do negative prompting oficial.
Prove que terminou
A dica 5 (verificação real) é literalmente a mesma exigência de evidência do módulo 1.4 — só reformulada em linguagem de produto.
Delegação a subagents
O módulo 1.7 ensina como delegar tecnicamente; a dica 6 (subagentes por especialidade) ensina que papéis usar na prática.
Memória em arquivo
A dica 7 (memória de projeto) segue a mesma regra de ouro do módulo 1.7: uma lição por arquivo, atualizar em vez de duplicar.
Anti-overplanning
A dica 8 (continue quando já tem informação suficiente) é a mesma lição do módulo 1.4 sobre não terminar com promessa.
Revisão defensiva
A dica 10 (peça revisão defensiva) é a estratégia prática pra não disparar a recusa cyber explicada no módulo 1.6.
Verificação por subagent
A dica 11 (loops com verificação) usa o mesmo mecanismo do módulo 1.4: verificador fresco, com contexto novo, contra a especificação.
📄 Respaldo oficial (trilha 1)
Sobre verificação real (2.3 ↔ 1.4): "In Anthropic's testing, this nearly eliminated fabricated status reports even on tasks designed to elicit them."
Sobre memória de projeto (2.4 ↔ 1.7): "Store one lesson per file with a one-line summary at the top... update an existing note rather than creating a duplicate; delete notes that turn out to be wrong."
Em 1 frase: quase toda dica prática da trilha 2 tem um módulo técnico/oficial correspondente na trilha 1 — use este mapa pra ir fundo quando precisar.
Checklist final do curso inteiro
O cheat sheet final: junta as 6 técnicas do vídeo + 5 extras do bônus da trilha 1 (módulos 1.2 a 1.7) com as 12 dicas da trilha 2 (módulos 2.1 a 2.6). É a referência mais densa do curso — cole no seu CLAUDE.md e volte aqui sempre que for começar uma sessão longa e importante com o Fable 5.
CHEAT SHEET COMPLETO — Prompting Claude Fable 5 (trilha 1 + trilha 2) — TRILHA 1 — Prompting Claude Fable 5 (módulos 1.2–1.7) — [1.2] Dê o porquê — contexto de intenção antes da tarefa [1.2] Não peça pra mostrar o raciocínio (evita a recusa reasoning_extraction) [1.3] Negative prompting — diga o que NÃO fazer, sem refactor/limpeza não pedidos [1.4] Deixe agir quando já tem informação suficiente; pause só pro que só o humano decide [1.4] Prove que terminou — audite cada alegação contra evidência de ferramenta [1.5] Diga menos, não mais — lidere com o resultado, corte o que não muda a próxima ação [1.6] Calibre o esforço (low/medium/high/xhigh/max) — baixo no Fable 5 ainda rende bem [1.6] Trate stop_reason:"refusal" como HTTP 200, não como erro; configure fallback pro Opus [1.7] Delegue subtarefas independentes a subagents; prefira comunicação assíncrona [1.7] Guarde memória em arquivo — uma lição por arquivo, resumo de 1 linha no topo [1.7] send_to_user pra deliverable parcial/update com números — só com instrução explícita [1.7] "Continue" resolve o early stopping raro; reforce quando parar vs. quando agir [1.7] Refatore skills antigas — comece no topo da dificuldade; verifique com subagent fresco — TRILHA 2 — Fable 5 como Agente de Trabalho (módulos 2.1–2.6) — [2.1] Use o Fable 5 pra problemas difíceis — arquitetura, risco, plano, auditoria [2.1] Explique o motivo do pedido — objetivo, público e resultado esperado [2.2] Controle a profundidade — baixa/média/alta/máxima conforme a complexidade [2.2] Defina limites antes de deixar o agente agir [2.3] Exija verificação real — evidência de ferramenta, nunca "pronto" sem prova [2.3] Use subagentes por especialidade — estratégia, produto, comunicação, tecnologia, cético [2.4] Crie memória de projeto — um arquivo por tema, atualize em vez de duplicar [2.4] Mande o agente continuar quando já houver informação suficiente [2.5] Use visão pra revisar interfaces, prints e criativos [2.5] Peça revisão defensiva pra segurança — nunca exploração/ataque [2.6] Crie loops com verificação — foco, critério, teste, aprendizado [2.6] Use memória externa pra trabalhos longos — não dependa só do histórico do chat
💡 Dica prática
Antes de uma sessão longa ou de um projeto novo, leia esta lista de cima a baixo e marque mentalmente quais linhas já estão no seu prompt/CLAUDE.md. As que faltarem são o motivo mais provável de a sessão render menos do que devia.
Em 1 frase: 13 técnicas da trilha 1 + 12 dicas da trilha 2, uma lista só — a referência que você guarda depois de terminar o curso.
🎓 Resumo do Módulo
Isso conclui o curso:
Você passou pelos 14 módulos de "Prompting Claude Fable 5" — as 7 partes da trilha 1 (a gramática de como falar com o Fable 5) e as 7 partes da trilha 2 (o manual de como trabalhar com ele). Volte ao checklist do tópico 6 sempre que for abrir uma sessão longa, e ao prompt mestre do tópico 2 sempre que começar um projeto novo.