Multiplique a velocidade do desenvolvimento dividindo trabalho independente entre múltiplos agentes.
A skill dispatching-parallel-agents fornece os critérios para decidir quando vale paralelizar. A decisão não é sempre "paralelizar tudo" — há overhead de coordenação que precisa ser justificado pelo ganho de velocidade.
Se cada tarefa leva 5 minutos, o overhead de coordenação (criar worktrees, definir contratos, integrar resultados) pode levar 10 minutos — perdendo o benefício. Paralelismo compensa para tarefas de 20+ minutos.
A coordenação entre agentes paralelos é responsabilidade do agente coordenador (ou de você, se não houver um). Sem coordenação explícita, dois agentes podem modificar o mesmo arquivo, criar funções duplicadas ou fazer suposições incompatíveis sobre o estado do sistema.
Agente A modifica apenas src/api/, Agente B modifica apenas src/ui/. Sem sobreposição de arquivos, sem conflito possível.
Agente A implementa autenticação, Agente B implementa autorização. A fronteira é o contrato de interface: o que cada função expõe e espera.
Cada agente em sua própria worktree não pode afetar os arquivos do outro. O lock é físico — diretórios separados — não lógico.
O pré-requisito do paralelismo é a definição dos contratos de interface — antes de despachar qualquer agente. Os contratos especificam exatamente o que cada parte expõe para as outras, permitindo implementações independentes que se encaixam na integração.
// Contrato: módulo de autenticação
interface AuthService {
login(email: string, password: string): Promise<AuthToken>
logout(token: string): Promise<void>
verify(token: string): Promise<User | null>
}
A integração é a fase mais crítica do paralelismo. É onde partes que funcionam individualmente precisam funcionar juntas. O processo tem etapas definidas que capturam incompatibilidades antes que se tornem bugs em produção.
Coletar resultados — cada agente commita na sua worktree e reporta o que implementou
Verificar contratos — confirmar que cada parte implementou o contrato exatamente como definido
Merge sequencial — integrar uma branch por vez, rodando testes após cada merge
Teste de integração — executar testes que exercitam a interação entre as partes
O entusiasmo com paralelismo leva ao erro oposto: paralelizar tudo, incluindo tarefas que se beneficiam da execução sequencial. Reconhecer esses casos evita complexidade desnecessária.
Paralelismo é uma otimização para execução, não para exploração. Use sequencialmente até entender bem o problema, então paralelize a implementação.
Exercício completo: tomar uma feature de médio porte, dividi-la em partes independentes, definir contratos, criar worktrees para cada parte e integrar os resultados.
Critério de conclusão
Feature integrada com sucesso, todos os testes passando, contrato respeitado pelas duas partes. Você usou paralelismo de forma estruturada e verificável.