De criador de skills para arquiteto de ecossistemas. Aprenda a gerenciar skills como ativos organizacionais estratégicos.
Na Trilha 3, você aprendeu a criar skills individuais. Aqui, você aprende a definir ecossistemas completos de skills — taxonomias, políticas de reuso, governança, versionamento e evolução. Isso é engenharia organizacional, não técnica isolada.
Uma taxonomia de skills é um sistema de classificação que organiza todas as capacidades de prompt da organização em categorias lógicas e hierárquicas.
Por Domínio:
Por Escopo:
A taxonomia serve como mapa de capacidades: permite identificar redundâncias, gaps de cobertura e oportunidades de consolidação. Uma taxonomia bem desenhada reduz duplicação e facilita descoberta de skills existentes.
A taxonomia deve ser mutualmente exclusiva e coletivamente exaustiva (MECE). Cada skill deve ter um único lugar correto na taxonomia, e a taxonomia deve acomodar qualquer skill concebível.
Skills não são apenas código ou texto — são ativos estratégicos que representam conhecimento institucional codificado, investimento de engenharia e capacidade competitiva.
| Categoria | Investimento | Estratégia |
|---|---|---|
| Skills Core | Alto | Manter e otimizar |
| Skills de Suporte | Médio | Padronizar |
| Skills Experimentais | Baixo | Iterar ou descartar |
| Skills Legacy | Mínimo | Migrar ou sunset |
Como arquiteto, você precisa tratar skills com a mesma seriedade que trataria APIs ou microsserviços. Isso significa: documentação, testes, métricas de uso, SLAs de qualidade e processos de lifecycle management.
O design de reuso de skills segue os mesmos princípios de arquitetura de software: alta coesão, baixo acoplamento e gerenciamento explícito de dependências.
Composição Horizontal
Skills no mesmo nível que podem ser combinadas: Skill A + Skill B → Output combinado
Composição Vertical
Skills em cadeia de dependência: Skill A → output → Skill B → output final
Composição com Wrapper
Skill envelope que orquestra skills internas: Meta-skill(A, B, C) → Output integrado
O acoplamento entre skills deve ser minimizado. Skills tightly-coupled criam cascatas de falha e dificultam evolução independente. Prefira contratos claros de entrada/saída a dependências implícitas.
Skills em produção precisam de versionamento semântico e políticas claras de compatibilidade. Mudanças em skills podem quebrar sistemas downstream.
A compatibilidade retroativa é crucial. Quando uma skill é atualizada, sistemas que dependem dela não devem quebrar. Isso requer disciplina em mudanças de contrato e períodos de deprecação.
Governança de skills define quem pode criar, modificar, aprovar e deprecar skills. Sem governança clara, o ecossistema se torna caótico e inconsistente.
Owner Técnico
Responsável pela implementação, manutenção e qualidade técnica
Owner de Negócio
Responsável por requisitos, priorização e alinhamento estratégico
Steward
Responsável por padrões, consistência e qualidade do ecossistema
O modelo de governança deve definir processos de aprovação para novas skills e mudanças significativas. Skills core devem ter review obrigatório; skills experimentais podem ter processo mais leve.
| Atividade | R | A | C | I |
|---|---|---|---|---|
| Criar skill | Dev | Owner | Steward | Users |
| Aprovar para prod | Steward | Owner | Security | Dev |
| Deprecar | Owner | Steward | Users | All |
Skills têm ciclo de vida. Nascem como experimentos, amadurecem, atingem estabilidade, eventualmente se tornam legacy e são deprecadas. Gerenciar essa evolução é responsabilidade do arquiteto.
A evolução não é apenas técnica — é também funcional. Skills devem evoluir para atender novos casos de uso, incorporar feedback de usuários e aproveitar capacidades de novos modelos.
Internos:
Externos:
Estabeleça revisões trimestrais do portfólio de skills: métricas de uso, qualidade de outputs, custos de manutenção e alinhamento estratégico. Skills que não justificam seu custo devem ser candidatas a sunset.
Taxonomia MECE organiza skills em categorias claras e sem sobreposição
Skills são ativos organizacionais que requerem gestão de portfólio
Composição deve ter baixo acoplamento e contratos explícitos
Versionamento semântico e deprecação gradual protegem sistemas downstream
Governança define ownership claro com processos de aprovação
Ciclo de vida de skills requer revisão periódica e sunset proativo