Módulo 4 • Masterclass

Arquiteturas de Agentes Baseadas em Prompt

De construtor de agentes para arquiteto de sistemas autônomos. Aprenda a projetar arquiteturas que definem os limites da autonomia.

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A Diferença do Nível Masterclass

Na Trilha 3, você aprendeu a implementar agentes. Aqui, você aprende a desenhar arquiteturas de agentes — decidir entre single-agent e multi-agent, definir limites de autonomia, projetar coordenação e assumir responsabilidade técnica por sistemas autônomos em produção.

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Tipos de Arquiteturas de Agentes

Arquiteturas de agentes variam em complexidade, autonomia e estrutura de controle. Entender os tipos fundamentais permite escolher a arquitetura certa para cada problema.

Taxonomia de Arquiteturas

Agente Reativo Simples

Responde a estímulos com ações predefinidas. Sem memória, sem planejamento.

Agente com Estado

Mantém memória de interações anteriores. Pode adaptar comportamento ao contexto histórico.

Agente Baseado em Objetivos

Planeja sequência de ações para atingir um objetivo. Decompõe tarefas complexas.

Agente com Utilidade

Avalia trade-offs entre múltiplos objetivos. Otimiza função de utilidade.

Agente de Aprendizado

Melhora performance ao longo do tempo. Aprende com feedback e resultados.

Decisão Arquitetural

A complexidade da arquitetura deve ser proporcional ao problema. Um agente reativo é suficiente para chatbots simples; um agente com planejamento é necessário para automação de workflows complexos. Over-engineering é tão problemático quanto under-engineering.

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Decisão entre Agente Único e Multiagente

Uma das decisões arquiteturais mais importantes é escolher entre um sistema de agente único ou uma arquitetura multiagente.

Comparativo de Abordagens

Aspecto Agente Único Multiagente
Complexidade Menor Maior
Especialização Generalista Especialistas coordenados
Escalabilidade Limitada Alta
Debugging Direto Complexo
Custo Previsível Variável

Use Agente Único quando:

  • • Domínio bem definido e limitado
  • • Latência crítica
  • • Custo precisa ser previsível
  • • Equipe tem experiência limitada

Use Multiagente quando:

  • • Problema requer múltiplas especialidades
  • • Tarefas podem ser paralelizadas
  • • Qualidade supera velocidade
  • • Sistema precisa evoluir modularmente
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Coordenação, Supervisão e Delegação

Em arquiteturas multiagente, o mecanismo de coordenação é crítico. Define como agentes se comunicam, quem decide conflitos e como o trabalho é distribuído.

Padrões de Coordenação

Orquestração Centralizada

Um agente "maestro" coordena todos os outros. Controle total, ponto único de falha.

Coreografia Descentralizada

Agentes se coordenam por eventos/mensagens. Resiliente, mas difícil de debugar.

Hierarquia de Supervisão

Agentes organizados em árvore. Supervisor delega e agrega resultados dos subordinados.

Blackboard Compartilhado

Agentes leem e escrevem em espaço compartilhado. Colaboração implícita via estado.

A delegação deve ter escopo claro. O agente supervisor precisa saber exatamente o que está delegando, quais são os critérios de sucesso e quando intervir.

Contrato de Delegação

  • Objetivo: o que o agente subordinado deve alcançar
  • Contexto: informações necessárias para executar
  • Constraints: limites de atuação e recursos
  • Callback: como e quando reportar resultado
  • Escalação: quando pedir ajuda ao supervisor
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Limites de Autonomia

Definir limites de autonomia é uma das decisões arquiteturais mais importantes e mais negligenciadas. Autonomia demais cria risco; de menos, elimina o valor do agente.

Espectro de Autonomia

Nenhuma
Total
Sugestão
Rascunho
Execução supervisionada
Execução autônoma
Auto-modificação

Critérios para Definir Autonomia

Aumentar autonomia quando:

  • • Ação é reversível
  • • Domínio é bem definido
  • • Feedback é rápido
  • • Custo de erro é baixo

Reduzir autonomia quando:

  • • Ação é irreversível
  • • Domínio é ambíguo
  • • Impacto em outros sistemas
  • • Compliance/segurança envolvidos

⚠️ Guardrails Obrigatórios

Independente do nível de autonomia, todo agente precisa de: rate limiting (máximo de ações por período), budget caps (limite de custo), scope boundaries (recursos que pode acessar) e kill switch (forma de parar imediatamente).

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Falhas Emergentes em Sistemas de Agentes

Sistemas multiagente exibem comportamentos emergentes — propriedades do sistema que não existem em nenhum agente individual. Algumas emergências são desejáveis; outras são falhas catastróficas.

Padrões de Falha Emergente

Loop Infinito de Delegação

Agente A delega para B que delega para C que delega de volta para A.

Amplificação de Erro

Erro pequeno em um agente é amplificado ao passar por outros agentes.

Deadlock de Recursos

Agentes aguardam recursos que outros agentes estão segurando.

Consensus Failure

Agentes não conseguem concordar sobre estado ou próxima ação.

Runaway Costs

Agentes geram tokens/chamadas exponencialmente, explodindo custos.

Mitigações Arquiteturais

  • Circuit breakers: para quando taxa de erro excede threshold
  • Timeout global: limite máximo de tempo para qualquer operação
  • Depth limits: máximo de níveis de delegação
  • Idempotência: ações podem ser repetidas sem efeito colateral
  • Observabilidade: trace completo de todas as interações
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Estudos de Caso Reais

Analisar arquiteturas de agentes em produção fornece insights práticos que teoria não captura. Vamos examinar padrões arquiteturais de sistemas conhecidos.

Caso 1: Coding Assistants (Copilot, Cursor)

Arquitetura: Agente único com ferramentas especializadas
Autonomia: Sugestão (autocomplete) até execução supervisionada (edits)
Trade-off: Latência vs completude. Prioriza velocidade sobre profundidade.

Caso 2: Customer Support Automation

Arquitetura: Hierarquia com roteador + agentes especializados
Autonomia: Execução autônoma para queries simples, escalação para complexos
Trade-off: Resolução vs satisfação. Balance entre eficiência e experiência humana.

Caso 3: Data Pipeline Orchestration

Arquitetura: Multiagente com coreografia baseada em eventos
Autonomia: Alta autonomia com guardrails de qualidade de dados
Trade-off: Throughput vs qualidade. Prioriza completude sobre perfeição.

Lição dos Casos

Não existe arquitetura "certa". Cada sistema faz trade-offs baseados em seus requisitos específicos. O papel do arquiteto é entender os trade-offs e fazer escolhas conscientes, documentando as razões para futura referência.

Pontos-Chave do Módulo

Arquiteturas variam de reativo simples a agentes de aprendizado

Decisão single vs multiagente depende de especialização e escalabilidade

Coordenação pode ser orquestrada, coreografada ou híbrida

Limites de autonomia devem ser proporcionais ao risco

Falhas emergentes requerem mitigações arquiteturais proativas

Casos reais mostram que trade-offs são inevitáveis e contextuais

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