Conteúdo Detalhado
📋 Abra Toda Sessão com um Plano
Gastar 2 minutos no início planejando evita 30 minutos de retrabalho depois. Plan mode, templates de abertura, princípios.
Plan mode é um modo oficial do Claude Code. Shift+Tab cicla entre modos (default, accept edits, plan). Ou use /plan [descrição] para entrar direto. Em plan mode só tools read-only estão disponíveis.
Plan mode impede que o Claude "parta para ação" sem pensar. Ele é forçado a planejar antes de tocar em arquivo. Você revisa, aprova, e só então executa.
Read-only = Read, Grep, Glob, WebFetch. Sem Edit, Write, Bash destrutivo. Saída: plano estruturado para você avaliar.
Um prompt padrão de 4 linhas que abre toda sessão: modo, objetivo, contexto, entregável esperado. Você adapta os placeholders e cola.
Economiza tempo de "como começo?". Força você a articular o objetivo antes de gastar tokens. Claude responde com plano — não com código apressado.
Estrutura: modo → objetivo → contexto (arquivos) → restrição (máx 5 passos). O módulo completo traz o texto exato para copiar.
Um plano bom identifica passos, dependências e pontos de decisão antes de executar. "Faça tudo" vira 15 idas e vindas; "3 passos claros" termina em 4 turnos.
Retrabalho é o maior sorvedouro de tokens. Um plano revisado antes evita perceber no passo 7 que o passo 2 estava errado.
Planejar custa pouco. Executar errado custa muito. O primeiro compra o segundo.
Se Claude pergunta "a autenticação usa JWT ou session cookie?" antes de codar, isso é ótimo. Um plano que admite incerteza é melhor que um plano seguro que chuta.
Incentive perguntas no plano. Elas aparecem no plan mode justamente porque o modelo tem tools de leitura — descobre o que não sabe e pede esclarecimento.
"Pergunte antes de assumir" é instrução valiosa no CLAUDE.md. Incerteza revelada cedo = retrabalho evitado depois.
Plano de 10 passos é projeto, não plano. Plano bom cabe em 3–5 passos executáveis em uma sessão. Se precisar de mais, quebre em etapas e faça handoff.
Planos longos encontram fricção na metade. Planos curtos completam. Ritmo > ambição.
Peça explicitamente: "no máximo 5 passos". Se o Claude sugerir 8, pergunte qual é o MVP dentro disso.
Plano apresentado ≠ plano aprovado. Leia cada passo. Desafie suposições. Se um passo parece vago, peça: "detalhe o passo 2, o que exatamente vai mudar?".
Aceitar no automático perde metade do valor do plan mode. A revisão é o momento mais barato de corrigir — depois do primeiro Edit já custou tokens e código.
Planos são artefatos editáveis. Itere antes de sair do plan mode.
🧱 Trabalhe em Blocos
Conversa infinita é anti-padrão. Um passo por vez, checkpoints claros, contexto limpo.
Você pede "implementa autenticação, adiciona testes e atualiza o README". Claude começa, faz metade errado, você aponta — aí fica difícil reverter sem perder o certo.
3 problemas: (1) checkpoint ausente, sem ponto seguro para voltar; (2) difícil reverter parte; (3) contexto satura porque tudo carrega junto.
Ambição > capacidade = fricção. Blocos pequenos cabem, fecham, e liberam espaço mental.
Paradoxo: mais turnos curtos é mais barato que um turno gigante. Cada turno curto reutiliza o cache do anterior (0,1×). Um turno gigante gera muito output novo (5×).
Intuição ao contrário. A maioria acha que "pede tudo junto" economiza. Na verdade, blocos curtos cacheiam melhor e erram menos.
Cache ama repetição de prefixo. Blocos curtos preservam o prefixo — turnos grandes reescrevem-no.
Depois de cada passo, exigir confirmação explícita: "ok, passo 1 pronto. testou? podemos seguir para o passo 2?". Isso cria pontos de retorno seguros.
Checkpoint = ponto de rewind. Se o passo 3 der ruim, você volta para o estado após o passo 2 sem perder o que estava bom.
Claude Code tem /rewind exatamente para isso. Checkpoints + rewind = segurança real.
Evite "implementa X e me explica Y no meio". Misturar dúvida com execução polui o contexto: Claude explica antes de agir, você lê explicação enquanto quer o código.
Cada turno com um propósito claro: ou pergunta ou execução. Dúvidas vão para turnos próprios. Execução é enxuta.
Mono-propósito por turno = output focado, cache preservado, menos ruído.
Um bloco bom: 5–10 minutos de trabalho real, toca 1–2 arquivos, produz algo testável. Se demora mais ou mexe em mais, é dois blocos.
Régua clara tira a dúvida de "quando parar?". Bloco que cabe no timer = bloco que fecha.
Unidade de trabalho = unidade de revisão. Rápido de verificar, rápido de reverter.
Refatorar um serviço de autenticação. Abordagem A: "faz tudo". Abordagem B: 4 blocos. O módulo completo traz a tabela comparativa: turnos, custo, qualidade.
Números concretos tornam a disciplina palpável. Quando você vê "1 bloco = US$ 4,20 e retrabalho; 4 blocos = US$ 1,10 e zero retrabalho", a rotina deixa de ser opinião.
Contagem de turnos pode ser maior, mas o custo total e o tempo humano caem.
🧹 /clear, /rewind, /compact — Reset Cedo
Três ferramentas oficiais, três momentos diferentes. Use a menos drástica que resolva.
Comando que zera a sessão atual e começa uma nova. Aliases oficiais: /reset e /new. A sessão anterior não é perdida — fica disponível via /resume.
Reset total é a ferramenta mais econômica que existe: zera input acumulado, revive cache do zero, e corta context rot pela raiz.
Use com handoff estruturado (Trilha 3) para não perder continuidade.
Retorna tanto a conversa quanto os arquivos a um ponto anterior. Aliases: /checkpoint, /undo. Ao contrário de git, inclui o estado da conversa.
Quando uma tentativa deu ruim mas a sessão inteira ainda está boa, /rewind é o bisturi. Volta o necessário, mantém o resto.
Mais cirúrgico que /clear, menos dramático. É o "undo" real do Claude Code.
Condensa o histórico em um resumo estruturado, mantém a sessão ativa. Aceita instruções opcionais: /compact foco em decisões de arquitetura.
Quando o trabalho está indo bem mas a sessão ficou longa, /compact libera espaço sem perder continuidade. O foco é opcional mas muito útil.
Compact ≠ clear. Não começa do zero — sintetiza. Menos disruptivo, menos poderoso.
Um diagrama de decisão de 3 perguntas: "um erro pontual?" → /rewind. "Sessão longa mas boa?" → /compact. "Contexto infectado?" → /clear.
Decisão em < 5 segundos. Sem dúvida de qual usar. O módulo completo traz o fluxograma desenhado.
Menos drástica que resolve = a certa.
Intervalo preventivo: a cada 20–30 turns, considere um reset — mesmo que nada pareça errado. É a faixa onde context rot começa a aparecer silenciosamente.
Prevenção cega custa pouco, remediação tarde custa muito. Um /compact no turno 25 vale mais que um /clear forçado no 50.
Não espere desastre. Resete no cruzeiro.
Padrão errado: "tenta de novo", "refaz isso", "ainda não ficou bom". Padrão correto: /rewind, reexplicar com contexto limpo, ou /clear + handoff.
"Tenta de novo" adiciona turnos ruins ao contexto sem resolver. Rewind ou reset removem o ruído.
Força bruta contextual é anti-padrão. Reorganização é a saída.