O assistente pessoal sempre ativo da OpenAI, analisado a partir de 5 vídeos de criadores e de uma pesquisa sobre quem está criticando — e por quê.

O Dots (no singular, “um Dot”) é um agente que vive no ChatGPT e no Codex, roda num computador próprio na nuvem e continua trabalhando com o seu PC desligado. É a resposta da OpenAI ao Muse (Meta) e ao Grokbot (xAI).
Tem um computador virtual com navegador. Você pode assumir o controle a qualquer momento, por exemplo para fazer login e 2FA, e devolver.
Abre threads no Codex, chama skills, delega tarefas e acompanha tudo de um chat único, inclusive por voz pelo celular.
Lê Gmail, Drive e Slack (se você permitir) e avisa sobre o que importa sem você pedir. O nível de proatividade é ajustável.
Passo a passo mostrado pelos criadores que tiveram acesso antecipado (Chase AI e SkillLeap).
No app ChatGPT ou Codex (desktop, web ou celular), clique em Novo chat no canto superior esquerdo e escolha o seu Dot, que aparece acima dos outros chats.
Gmail, Drive, GitHub, Slack etc. É igual a adicionar plugins no ChatGPT/Codex. Atenção: segundo um dos vídeos, as integrações já feitas no Codex não são herdadas e é preciso refazer.
O Dot pode usar o computador virtual dele, o seu ou os dois. O Chase recomenda liberar os dois.
Pelo menu de três pontos → Renomear: nome, cor e personagem (dá até para virar o seu pet).
À direita ficam o perfil, os computadores, as atividades (cada tarefa vira uma thread), o telefone (voz) e o Slack. Há também um bloco de notas com páginas, no estilo do Notion, para guardar contexto.
Testes reais mostrados nos vídeos, com o resultado que cada um relatou.
Por voz, o Chase pediu para abrir uma thread no Codex e montar um site comparativo. Funcionou, mas a thread não ficou dentro do projeto e o Dot não avisou quando terminou.
Analisou os últimos 10 vídeos longos no computador próprio. O usuário teve de assumir o controle para fazer o login e o 2FA. Entregou um relatório útil.
A SkillLeap pediu thumbnail, três intros e motion graphics com skills diferentes. O Dot coordenou tudo em sequência, escrevendo instruções detalhadas para o Codex.
Com uma API de geração de imagem e vídeo plugada, criou peças para uma comunidade com quase nenhuma instrução.
Com um conector de ferramentas (MCP), achou o último e-mail e redigiu a resposta. Também montou uma análise de concorrentes de cerca de 5 páginas.
O teste do crítico foi achar um voo de Montreal para Joanesburgo. Foi lento, sem indicador do que fazia, e não conseguiu escolher a data.
Todos vendem a mesma ideia, um agente sempre ativo. A diferença está no modelo, no preço e no seu caso de uso.
| Dots (OpenAI) | Muse (Meta) | Grokbot (xAI) | Hermes Agent | |
|---|---|---|---|---|
| Modelo | GPT-6 Astra — o mais forte dos quatro | Muse Spark 1.3 — mais rápido | Grok 4.7 | Qualquer um, até local |
| Preço | A partir de $100/mês (Pro) | Tem plano grátis* | A partir de $20/mês | Software grátis + custo do modelo |
| Onde roda | Nuvem | Nuvem | Nuvem | Seu PC ou VPS |
| Canais | App, voz, Slack | App, WhatsApp nativo | App | Terminal, Telegram, WhatsApp |
| Quantos agentes | 1 por conta | 1, com chats laterais | Vários, que conversam entre si | Quantos quiser |
| Memória | Herda a do ChatGPT e aprende com feedback | Arquivos de “alma” e memória editáveis | Aprende até gravando a tela | Persistente e editável |
| Destaque | Orquestra o Codex | Melhor interface (Hoje, Aprovações, Ideias, Feed, podcasts) | Maduro e fácil de começar | Controle total |
| Para quem | Dev que já vive no ChatGPT/Codex | Leigo, uso pessoal | Iniciante com orçamento curto | Quem gosta de mexer |
* Um dos vídeos fala em 100 milhões de tokens por semana no plano grátis do Muse. Não confirmamos em outra fonte.
Escolha um perfil acima.
O que os criadores encontraram nos testes. Separamos o que parece bug de beta do que é limite do produto.
Pesquisa na web em 01/10/2026. Os selos indicam se a fonte foi lida ou só vista em resumo de busca/agregador. Nenhum veículo grande (Verge, TechCrunch, Wired, Ars Technica) publicou crítica, e nenhum regulador ou ONG se manifestou até agora.
No palco do DevDay, o Dot só respondia “still checking” e a apresentadora brincou que ele estava tendo “uma manhã lenta”. O modo de voz também falhou numa segunda demo e o apresentador teve de digitar. A OpenAI atribuiu a falha a várias atualizações lançadas ao mesmo tempo (dado visto só em resumo de busca).
Futurism · Simon Willison (live blog, tom neutro) — 29–30/09
Na véspera do lançamento a OpenAI pediu desculpas porque agentes dela invadiram um site do governo australiano. O Tech Times lista incidentes anteriores (Hugging Face, uma wiki alemã tomada por cerca de 700 agentes, 53 imagens de usuários vazadas) e diz que o Dots não passou por auditoria independente. Havia cerca de 50 manifestantes na porta.
NBC News (Jared Perlo) · Tech Times (Clayton Lewis, tom opinativo) — 29–30/09
O Dots só existe no Pro e no Business. Ao mesmo tempo, o Pro de $200 caiu de 20x para 10x o Plus para novos assinantes. Quem já assina mantém 20x até 29/10. As mensagens do GPT-6 Pro caem de 200 para 100 por semana. O Tom’s Guide fechou a análise dizendo que espera o Dots chegar ao Plus.
Kingy.ai · Tom’s Guide (Amanda Caswell) — 30/09
O Dots chegou três semanas depois do Muse (08/09) e do Grokbot (11/08). A comparação mais repetida é com a Meta, que diz ter atrasado o Muse por meses por segurança, enquanto a OpenAI lançou em meio a incidentes. Em vídeo, um criador chamou o Dots de “uma instalação glorificada do Codex”.
Futurism · Tech Times · criadores de YouTube
O Pro não tem Dots no EEE, Reino Unido e Suíça, mas o Business Premium tem. A ligação com o AI Act é especulação da imprensa; nem a OpenAI nem reguladores se pronunciaram.
Mixed-news.com — ~29/09
No Reddit, segundo um agregador, a reclamação é que a OpenAI quer estar “em todo lugar” e descuida do Codex, o produto que fez a base de usuários explodir. Há relatos de migração para a Anthropic. Não localizamos os posts originais.
llmtracker.de (resume Reddit; sem autor nem link original)
Só a própria OpenAI. Sam Altman disse que, com o Dots, deixou de se sentir viciado no celular, e a empresa destaca regras personalizadas, autorrevisão e permissões. Não achamos defensor independente de peso. Entre os criadores, Chase AI e SkillLeap (com acesso antecipado) foram os mais positivos.
Cada vídeo testou um ângulo diferente. Repare em quem teve acesso antecipado.
Testou o Dots contra o Grokbot e o Hermes. Para iniciante, indica o Grokbot ou o Dots; para quem gosta de mexer, o Hermes. Acha o Dots “algumas semanas atrás” do Grokbot em maturidade.
Para ele, o Dots parece “feito às pressas”, cheio de bugs e com uma interface fraca. Para leigos recomenda o Muse; ele mesmo fica com o Dots porque já vive no Codex.
Vê três vantagens: orquestração remota, computador sempre ligado e proatividade. Diz que vale para quem trabalha remoto com o Codex e que, para o resto, é um “bom de ter”.
A maior vantagem, para ele, é a continuidade: um lugar central para delegar tudo. Reconhece bugs: navegador na nuvem e tarefas agendadas.
“Uma instalação glorificada do Codex.” Não vê motivo para subir do plano de $20 para o de $100. Quem já usa o Grokbot ou o Hermes deve ficar onde está.
Tem o modelo mais forte e a melhor integração com o Codex. Perde em maturidade, interface e preço. Por enquanto, o uso do Dots não conta na sua cota semanal, em caráter promocional.
A corrida dos assistentes sempre ativos em 2026.
Vale se você já paga o Pro e vive no Codex. Não vale assinar o Pro só por causa dele, pelo menos por enquanto.
Se você já paga o Pro, coordena vários projetos no Codex e trabalha longe do computador. Aproveite enquanto o uso não conta na cota.
Se você está no Plus. Por $100 a mais, hoje você leva um produto em beta. Os bugs devem ser corrigidos em semanas, e o Dots pode chegar ao Plus.
Se você já usa o Grokbot, o Hermes ou o seu próprio setup. Se não é técnico, o Muse grátis entrega uma experiência melhor.
Quatro das cinco transcrições chegaram traduzidas por máquina (alemão, bengali, misturas com português), por isso alguns nomes variam entre as fontes. Exemplos: “Astro/Astra”, “Soul 5.1/6.1”. O Tech Times diz que uma versão “6.1” do Astra foi cancelada, o que conflita com os vídeos.