⌨️ Como invocar
Há duas formas de acionar o grill-me, e as duas funcionam: o slash command (/grill-me) e a linguagem natural. Como o skill carrega pela sua description, basta descrever a intenção que ele entra sozinho.
Slash command? É o atalho /nome-do-skill que invoca um skill diretamente no Claude Code. A alternativa é só escrever o pedido em português — o skill é acionado pela descrição dele.
Objetivo: abrir uma sessão de grill-me sobre um tema seu.
Me grila sobre. Uma pergunta por vez, com a sua resposta recomendada, e faça checkpoint num arquivo a cada resposta.
Como verificar: ele deve criar um arquivo em brainstorms/, dizer onde salvou e fazer a primeira pergunta — sem despejar várias de uma vez.
O atalho direto.
"Me grila sobre X".
É ela que aciona.
Use a forma natural pra você.
🏢 Grilar o negócio/processo
O uso mais valioso: extrair um processo do seu negócio do começo ao fim. É o tipo de coisa que só vive na cabeça de quem opera — e que, documentada, vira skill, treinamento ou contexto reutilizável.
Objetivo: mapear um processo inteiro, com flags para o que você não souber.
Quero que você me grile relentlessly sobre o processo de, do começo ao fim. Regras: - Uma pergunta por vez, com a sua resposta recomendada. - Resolva dependências em ordem (decisão de cima primeiro). - Se algo estiver num doc/código, leia em vez de perguntar. - O que eu não souber, registre como flag com o dono certo (ex.: " -> ") e siga. - Faça checkpoint em brainstorms/ a cada resposta. - No fim, releia tudo, reconcilie contradições e me dê um recap: capturado, flags em aberto, próximo passo.
Como verificar: ao final deve existir um brainstorms/AAAA-MM-DD-embalagem.md com Summary, Q&A log e Open flags — e o recap deve listar pelo menos uma flag com dono.
🎯 Dica
Marque sempre as partes variáveis com <colchetes> antes de colar. Quanto mais específico o escopo ("processo de embalagem", não "meu negócio"), melhor a árvore de perguntas.
Um processo, não "tudo".
Serial, flags, checkpoint.
Marcadas em <colchetes>.
Capturado · flags · próximo.
😰 A dificuldade de responder
Aqui está a verdade pouco dita: ser grilado é desconfortável. As perguntas tocam exatamente o que você nunca formulou em palavras, e responder cansa. Esse atrito não é um defeito do processo — é o processo funcionando.
💡 Por que o desconforto é o trabalho
A pergunta que te faz hesitar é a que vale mais: ela achou um ponto que você sabia fazer mas nunca tinha explicado. Se nada incomodasse, o grill-me não estaria extraindo nada novo — estaria só confirmando o óbvio.
✗ A reação que sabota
- ✗"Já chega, está bom o suficiente" no primeiro cansaço.
- ✗Responder raso só pra a pergunta passar.
- ✗Tratar a pergunta difícil como chata, não como ouro.
✓ A postura que extrai
- ✓Encarar o desconforto como sinal de que achou algo.
- ✓Deixar a sessão durar — pode ser 5 perguntas ou 30.
- ✓Responder com a nuance real, mesmo que demore.
⏳ Calibre a expectativa
Uma boa sessão pode levar mais de uma hora. Isso é normal e é bom. O sinal de que você deve continuar é justamente a sensação de "já expliquei isso" — quase sempre falta nuance ali.
A pergunta dura é ouro.
"Suficiente" engana.
5 a 30+ perguntas.
Vale a demora.
🤷 Quando você não sabe
Em algum momento o grill-me vai bater num ponto que você não explica tão bem quanto o operador que executa aquilo todo dia. Não é falha — é informação. Vira uma flag para o stakeholder certo, e você busca a resposta depois.
Objetivo: transformar "não sei" em flag acionável sem travar a sessão.
Não sei esse passo em detalhe — quem domina é a. Registre como flag com esse dono e siga para a próxima pergunta. Vou trazer a resposta dela depois e a gente atualiza este brainstorm.
Como verificar: a seção Open flags do capture file ganha um item <passo do estoque> → <operador> e a entrevista continua em vez de empacar.
🔁 O ciclo do "não sei"
- 1. A pergunta toca uma lacuna sua.
- 2. Vira flag com o dono que sabe (operador, financeiro, jurídico…).
- 3. Você busca a pessoa, coleta a resposta.
- 4. Re-grila o brainstorm com a informação nova (próximo tópico).
Mostra onde você não domina.
Operador/stakeholder.
Traz a resposta depois.
Não inventar o que não sabe.
🔄 Re-grilar
Como cada sessão deixa um documento, você pode voltar a ele quando descobrir algo novo. O brainstorm é vivo: encontrou um avanço no processo, resolveu uma flag, mudou de ideia? Re-grile e atualize.
Objetivo: atualizar um brainstorm antigo com informação nova e resolver flags.
Leia brainstorms/<2026-06-22-embalagem.md>. Me grila de novo só sobre o que mudou:e a flag " " foi resolvida — o valor é . Atualize o arquivo (corrija as entradas afetadas) e me diga o que ficou diferente.
Como verificar: o mesmo arquivo é atualizado (não um novo), a flag sai de Open flags, e o Summary reflete a mudança.
📌 Doc vivo, não congelado
No vídeo de referência, é exatamente isso que acontece com o brainstorm de packaging: ao achar um "major breakthrough", você volta ao doc e diz "aqui está o que encontrei, vamos atualizar tudo isso".
Volta quando quiser.
Grila o delta, não tudo.
Fecha o que estava aberto.
Atualiza, não duplica.
📦 Do brainstorm ao deliverable
A captura é matéria-prima, não produto final. O raw fica sempre em brainstorms/; quando a sessão gera um entregável polido — um plano, um mapa, uma spec, um skill — esse artefato pode migrar para a pasta do projeto correspondente.
Raw fica em brainstorms/
O log bruto da entrevista — Q&A, flags, síntese — mora numa casa previsível e nunca se espalha.
Polido vira deliverable
A partir do raw, você destila um plano/spec/skill limpo — e esse, sim, vai para a pasta projects/ do trabalho.
A trilha de volta permanece
Se alguém perguntar "de onde veio essa decisão?", o brainstorm original ainda está lá, rastreável.
Sempre em brainstorms/.
Migra p/ projects/.
Bruto ≠ entregável.
A origem fica registrada.
⚙️ Grill-me + skill-creator
É aqui que o ciclo fecha. No fim de uma sessão, o grill-me percebe que você tem um skill e um doc com nuance que não está neles — e oferece atualizar os dois. Combinado com um skill-creator, é o que leva um skill de ~70% a ~95%.
A nuance que o grill-me extraiu não fica parada no brainstorm: ela alimenta a atualização do skill e do doc. Esse é o "afiar o machado" virando corte real.
🔗 A oferta de fechamento
No fim, o grill-me diz algo como: "notei que você tem este guia e este skill, e há muita nuance aqui que não está neles — quer que eu atualize os dois?". Você responde "sim" — e o seu OS fica mais inteligente.
Brainstorm → skill+doc.
"Quer que eu atualize?"
Refina o resultado.
O salto de qualidade.
⛔ Anti-padrões
Para fechar, os erros que esvaziam uma sessão de grill-me. Cada um destrói uma das garantias que você aprendeu nas trilhas anteriores.
✗ Anti-padrões
- ✗Responder em lote — mata o ritmo serial.
- ✗Deixar pular o checkpoint — arrisca perder tudo.
- ✗Perguntar o que dá pra explorar no código/doc.
- ✗Parar cedo no primeiro "está bom o suficiente".
✓ O caminho certo
- ✓Uma pergunta, uma resposta, um checkpoint.
- ✓Exigir o checkpoint a cada resposta no prompt.
- ✓Deixar o grill-me ler antes de perguntar.
- ✓Seguir até cobrir cada galho — flags resolvem o resto.
⚠️ O pior dos quatro
Pular o checkpoint é o mais perigoso: numa sessão longa, se o contexto enche ou a sessão cai, tudo que não foi gravado some. Por isso a regra é não-negociável — peça o checkpoint explicitamente no seu prompt.
Serial sempre.
Grava cada resposta.
Antes de perguntar.
Cobrir cada galho.
🎯 Resumo do módulo
Você concluiu o curso 🎉
Agora você sabe por que o contexto é tudo, como a entrevista funciona, o que há dentro do SKILL.md e como aplicar o grill-me de verdade. Próximo passo: rode o prompt da seção 2 num processo seu.