MÓDULO 2.2

📥 Escolher e preparar a fonte

Antes de rodar qualquer comando, você decide o que o Graphify vai ler: código ou documentos. Depois baixa o corpus, limpa a pasta e deixa tudo pronto pra extração. Fonte limpa, grafo limpo.

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🧭 Código ou documentos: o que apontar

O Graphify lê uma fonte e dela extrai o grafo. Essa fonte pode ser de dois tipos: um code base (um repositório de código) ou um corpus de documentos (PDFs, markdown, textos). A primeira decisão do módulo é qual dos dois você vai apontar — porque isso muda como o Graphify trabalha por baixo.

🔰 Novo aqui? "code base" e "corpus"

Um code base é simplesmente a pasta com o código de um projeto (arquivos .py, .ts, etc.). Um corpus é um conjunto de documentos sobre um assunto — a "matéria-prima" textual. O Graphify aceita os dois, mas trata cada um de um jeito.

A diferença é técnica e importa: código é extraído pela AST (a árvore sintática que o tree-sitter monta a partir do código) — é determinístico, rápido e não precisa de API key. Já documentos passam por um LLM, que lê o sentido do texto e infere entidades e relações. Decidir cedo evita retrabalho lá na frente.

sua fonte o que apontar? código ou docs código → AST tree-sitter · sem chave documentos → LLM leitura semântica pasta-fonte limpa e focada dois caminhos, um destino: a pasta que o Graphify varre

↑ Os dois caminhos — código (extraído pela AST, sem chave) e documentos (lidos por um LLM) — terminam na mesma pasta-fonte limpa. Neste curso seguimos o caminho dos documentos, mas o princípio vale pros dois.

💻 Caminho do código (AST)

  • 12 linguagens via tree-sitter.
  • Determinístico e sem API key.
  • Nós são funções, módulos, classes.

📄 Caminho dos documentos (LLM)

  • PDF, markdown, texto — qualquer doc.
  • Lê o sentido, não só a sintaxe.
  • Dentro do Claude Code, sem chave própria.

🔑 Conceitos-chave

code base
Repositório de código
corpus
Conjunto de docs
AST
Código, sem chave
LLM
Docs, semântico
2

⬇️ Baixar a documentação do Claude Code

Para ter um corpus real e conhecido, a maneira mais fácil é pedir ao próprio Claude Code que baixe a documentação oficial dele para uma pasta local — por exemplo ./claude-code-docs. Você não precisa de script: descreve a tarefa em linguagem natural e o agente faz a parte chata de salvar arquivo por arquivo.

copy-run · prompt pra colar no Claude Code

Objetivo: baixar a documentação oficial do Claude Code numa pasta-fonte local, pronta pra virar grafo.

Baixe a documentação oficial do Claude Code numa pasta
chamada ./claude-code-docs no diretório atual.

- Salve uma página por arquivo .md, com nome legível.
- Mantenha só o conteúdo (sem menus/rodapé do site).
- Ao terminar, me diga quantos arquivos foram salvos.

Como verificar: conte os arquivos baixados.

ls ~/projetos/segundo-cerebro/claude-code-docs | wc -l

Troque o caminho por onde você criou a pasta. O número de arquivos é seu, não uma constante — depende de quanto a doc tinha no dia.

Ter um corpus conhecido ajuda a comparar seu resultado com o de referência. Numa execução mostrada no vídeo, a doc do Claude Code rendeu 145 documentos que viraram 591 nós, 685 conexões e 67 comunidades. Use isso só como ordem de grandeza ("na execução do vídeo deu…") — os seus números vão variar com a versão da doc e o escopo que você escolher.

🔰 Novo aqui? Por que pedir ao agente baixar?

O Claude Code já sabe navegar e salvar páginas. Em vez de você caçar cada URL, ele percorre a doc e grava os .md pra você. É o mesmo agente que depois vai rodar o Graphify — então faz sentido ele já montar a fonte.

🔑 Conceitos-chave

prompt
Tarefa em texto
corpus real
A doc oficial
145 docs
Exemplo do vídeo
wc -l
Conferir a contagem
3

🗂️ Organizar a pasta-fonte

A pasta-fonte é exatamente o que o Graphify vai varrer — então ela merece uma raiz dedicada e sem lixo. Junte os arquivos que descrevem o conhecimento num único lugar, separado do resto do sistema. A regra de ouro: o que entra na pasta vira nó no grafo.

copy-run · criar a pasta dedicada

Objetivo: criar uma pasta-fonte dedicada dentro do projeto do curso.

mkdir -p ~/projetos/segundo-cerebro/claude-code-docs

Como verificar: a pasta existe e você consegue listar o conteúdo (vazia no começo, depois com seus .md).

ls ~/projetos/segundo-cerebro/claude-code-docs | wc -l

Caminho sugerido: ~/projetos/segundo-cerebro/<sua-pasta-fonte>. Use o nome que quiser — só mantenha tudo da mesma fonte junto.

🔰 Novo aqui? O que faz o mkdir -p

mkdir cria pasta; a flag -p cria também as pastas-pai que faltarem e não reclama se a pasta já existir. É seguro rodar de novo.

🔑 Conceitos-chave

pasta dedicada
Uma raiz só
estrutura
Organizada
ruído
O que evitar
entra → nó
Arquivo vira grafo
4

📏 Tamanho e escopo (comece pequeno)

A tentação é apontar o corpus inteiro de uma vez. Resista. Comece com um subconjunto — uma dúzia de arquivos representativos — e só amplie o escopo depois que o fluxo todo funcionar de ponta a ponta. Extração menor é mais rápida e mais barata pra testar e ajustar.

🔰 Novo aqui? O que é "iterar"

Iterar é repetir um ciclo curto — rodar, olhar o resultado, ajustar — em vez de tentar acertar tudo numa tacada. Em fonte pequena cada volta custa segundos; no corpus inteiro, custa minutos (e, no caminho LLM, tokens).

✓ Começar pequeno

  • Roda em segundos: feedback rápido.
  • Barato de repetir até acertar o ajuste.
  • Erro aparece cedo, fácil de corrigir.

✗ Corpus inteiro de cara

  • Espera longa antes de ver qualquer coisa.
  • Se o grafo não serve, você já gastou tudo.
  • Erro só aparece no fim, caro de refazer.
1

Aponte um subconjunto

Uns 10–15 arquivos que representem bem o assunto. Rode o fluxo todo até o grafo.

2

Olhe o resultado

O grafo faz sentido? Os nós e conexões batem? Ajuste a fonte se preciso.

3

Amplie o escopo

Com o fluxo confiável, aí sim aponte o corpus completo de uma vez.

🔑 Conceitos-chave

escopo
Quanto entra
subconjunto
Amostra inicial
iterar
Ciclo curto
custo
Tempo e tokens
5

🧹 Limpeza: o que excluir

Cada arquivo a mais na pasta-fonte é ruído potencial no grafo. Tire binários, builds, dependências, duplicatas e tudo que não carrega significado. O objetivo é melhorar a relação sinal/ruído: deixar só os arquivos que descrevem o conhecimento, nada que seja subproduto de máquina.

🔰 Novo aqui? "sinal/ruído" e .gitignore

Sinal é o conteúdo útil; ruído é tudo que distrai dele. Um .gitignore é uma lista de padrões de arquivo a ignorar — aqui usamos a mesma ideia pra decidir o que não entra na fonte.

✓ Manter (sinal)

  • Markdown, texto, docs de referência.
  • Código-fonte (se a fonte for código).
  • O que descreve conceitos e decisões.

✗ Excluir (ruído)

  • Binários, imagens, node_modules, builds.
  • Logs, caches, temporários, rascunhos.
  • Cópias duplicadas do mesmo conteúdo.
exclusões (exemplo ilustrativo, estilo .gitignore)
# o que NÃO vira fonte
node_modules/
dist/
build/
*.png
*.jpg
*.zip
*.log
.cache/
**/tmp/

🔑 Conceitos-chave

exclusões
O que tirar
.gitignore
Padrões a ignorar
sinal/ruído
Útil vs distração
menos é mais
Grafo mais limpo
6

📁 Onde rodar (graphify-out fica aqui)

O Graphify grava a saída na pasta graphify-out/ dentro do diretório atual (o cwd, de current working directory). Por isso, de onde você roda define onde os arquivos aparecem. Rode na raiz do projeto e você sempre sabe onde achar o graph.json depois.

🔰 Novo aqui? O que é "cwd"

O cwd é a pasta em que seu terminal está parado naquele momento — o que pwd mostra. Comandos com caminhos relativos (como graphify-out/) são resolvidos a partir dela.

raiz do projeto — você roda o Graphify daqui (cwd) claude-code-docs/ pasta-fonte — o que entra graphify graphify-out/ graph.json · graph.html — sai aqui

↑ A raiz do projeto é o seu cwd: ali ficam tanto a pasta-fonte (entrada) quanto a graphify-out/ (saída gerada). Caminho previsível pra achar o graph.json no próximo módulo.

🔑 Conceitos-chave

cwd
Diretório atual
graphify-out/
Pasta de saída
raiz do projeto
De onde rodar
graph.json
A saída-chave

✋ Auto-recuperação (opcional, não bloqueia): você vai apontar o Graphify para um repositório de código. Como ele extrai o grafo?

📌 Resumo do módulo

Código ou documentos: código vai pela AST (sem chave); documentos passam por um LLM.
Baixe um corpus real: peça ao Claude Code a doc oficial numa pasta como ./claude-code-docs.
Pasta dedicada e limpa: o que entra na pasta vira nó — então só entra o que tem significado.
Comece pequeno: um subconjunto primeiro, itere, depois amplie o escopo.
Rode na raiz: a saída cai em graphify-out/ no cwd — caminho previsível.

Próximo módulo

2.3 · Rodar o Graphify e ler o grafo — gere o grafo de conhecimento e aprenda a ler o que ele produziu, do visual ao relatório.