🔗 Abrir no Obsidian e conectar as fontes
Aponte o Obsidian para o vault gerado, navegue os nós pelos backlinks, abra o canvas das comunidades e — o passo que fecha o ciclo — ligue cada conceito ao seu documento de origem.
📂 Open folder as vault (manage vault)
O export do Graphify deixou uma pasta cheia de markdown — mas o Obsidian não a encontra sozinho. Você precisa apontá-lo ao diretório. Isso é feito uma única vez, pelo menu Manage vaults, escolhendo Open folder as vault e selecionando a pasta gerada.
🔰 Novo aqui? O que é um "vault"
Um vault é simplesmente uma pasta que o Obsidian gerencia como uma base de conhecimento. Não há banco de dados escondido: são arquivos .md num diretório. "Abrir uma pasta como vault" é dizer ao Obsidian: trate esta pasta como minha base.
Objetivo: fazer o Obsidian reconhecer a pasta gerada pelo Graphify como um vault navegável.
No Obsidian, olhe o canto inferior esquerdo — o ícone do cofre (vault) ativo.
Clique nele e escolha Manage vaults… (gerenciar cofres).
Selecione Open folder as vault (abrir pasta como cofre).
Escolha a pasta gerada pelo export — ex.: ~/vault/graphify/claude-code.
Como verificar: a barra lateral esquerda agora lista os arquivos .md — um por nó. Se aparecerem as notas, o vault foi reconhecido.
🔑 Conceitos-chave
🧭 Navegar nós e backlinks
Abra uma nota-nó qualquer e siga os [[wikilinks]] dentro dela: cada um leva a um conceito vizinho. É o segundo cérebro em ação — você percorre o conhecimento pelas relações, não digitando buscas.
🔰 Novo aqui? O que é um "backlink"
Um backlink é o caminho de volta: se a nota Hooks menciona [[Subagentes]], o Obsidian mostra automaticamente, na nota Subagentes, que Hooks aponta para ela. Você navega nos dois sentidos — quem cita e quem é citado — sem nunca buscar texto.
↑ Você abre uma nota e salta pelos backlinks até a vizinhança que precisa — cada nó conhece seus parentes. É caminhar o bairro, não consultar uma lista de endereços.
✓ Navegar por relação
- ✓Um clique no backlink já é a próxima ideia.
- ✓Descobre vizinhos que você nem buscaria.
- ✓O painel de backlinks mostra quem cita a nota.
✗ Caçar por texto
- ✗Você precisa adivinhar a palavra certa.
- ✗Não revela conexões, só ocorrências.
- ✗Perde a vizinhança que dá sentido.
🔑 Conceitos-chave
🖼️ Abrir o graph.canvas (comunidades)
Além de um .md por nó, o export gera um arquivo graph.canvas. Abra-o no Obsidian: ele desenha as comunidades — os grupos de conceitos detectados pelo algoritmo Leiden — como caixas nomeadas num quadro. É a visão macro dos temas do corpus.
🔰 Novo aqui? O que é um "canvas"
O Canvas é um recurso nativo do Obsidian: um quadro branco infinito onde notas e grupos viram cartões posicionáveis. O Graphify usa esse formato para colocar cada comunidade como um grupo nomeado — você vê os temas lado a lado, não enterrados na lista de arquivos.
~/vault/graphify/claude-code/ ├── graph.canvas ← abra ESTE: comunidades como grupos nomeados ├── Hooks.md ├── Subagentes.md ├── Context-Window.md └── … (um .md por nó)
Use o canvas para escolher de onde começar: cada grupo é um assunto. Clique numa comunidade que te interessa e entre por uma de suas notas — daí em diante você navega pelos backlinks (tópico 2). O canvas dá o panorama; os backlinks dão o detalhe.
🔑 Conceitos-chave
🧷 Trazer/linkar os documentos-fonte
Cada nó é um resumo de um conceito — não o texto completo. A procedência (de qual arquivo aquele conceito saiu) fica registrada no graph.json, mas os documentos-fonte não são copiados pro vault. O passo que fecha o ciclo é trazer essas fontes para perto e pôr, em cada nota-nó, uma placa de sinalização apontando para o documento de origem.
🔰 Novo aqui? O que é "procedência"
Procedência é a origem de cada entidade: qual arquivo, e onde dentro dele, o Graphify leu para criar aquele nó. Ela vive no graph.json (campo de arquivo-fonte por entidade). Sem o link explícito, o nó sabe de onde veio, mas você não consegue saltar pro texto completo com um clique.
↑ O nó continua ligado aos vizinhos por backlinks (ciano), e ganha uma placa "doc-fonte" apontando para o arquivo completo. O conceito vira porta de entrada para o texto inteiro.
🔑 Conceitos-chave
🌐 A graph view do Obsidian (não é o grafo original)
O Obsidian tem uma graph view própria — aquela bolinha-e-linha bonita. Cuidado com a confusão: ela desenha apenas os [[links]] entre as notas markdown. É um espelho do vault, não o grafo do Graphify. As relações tipadas originais (com nome e direção) vivem no graph.json e na visualização graph.html.
Grafo do Graphify (original)
- •Relações tipadas: cada aresta tem nome e direção.
- •God nodes, comunidades, procedência.
- •Vive em
graph.json/graph.html.
Graph view do Obsidian (espelho)
- •Só os
[[links]]entre notas. - •Sem tipo de relação nem direção semântica.
- •Reflexo do markdown — útil, mas derivado.
⚠️ Ajuste de expectativa
Se a graph view parecer "mais pobre" que o graph.html do Graphify, é porque ela é — por design. Para enxergar o grafo verdadeiro (com tipos e direções), volte ao graph.html. A graph view serve para passear pelas notas, não para auditar o grafo.
🔑 Conceitos-chave
💬 Pedir ao Claude Code para "wire" as fontes
Fazer o tópico 4 à mão, nó por nó, é trabalhoso. A boa notícia: o Claude Code lê o graph.json e a pasta do vault — então você pode delegar a fiação ("wire") das fontes a ele com um único prompt. Ele localiza a procedência, traz os documentos para o vault e escreve o link "doc-fonte" em cada nota.
Objetivo: trazer os documentos-fonte para dentro do vault e ligar cada nó à sua origem, automaticamente.
Traga os documentos-fonte para dentro do vault em ~/vault/graphify/e ligue cada nó à sua origem. Passos: 1. Leia a procedência no graph.json (campo de arquivo-fonte por entidade). 2. Para cada nó, copie o documento de origem para uma subpasta sources/ dentro do vault. 3. No markdown de cada nota-nó, acrescente um link "doc-fonte" apontando para o arquivo correspondente em sources/. Fonte dos documentos originais: Importante: a graph view do Obsidian é só um espelho das notas — a procedência verdadeira vive no graph.json, use-o como fonte.
Troque as variáveis: <isto-voce-troca> = o nome da pasta do seu vault (ex.: claude-code) e o caminho da pasta com os documentos originais (ex.: ./claude-code-docs).
Como verificar: abra uma nota-nó qualquer no Obsidian — deve haver um link "doc-fonte" clicável que abre o arquivo completo dentro de sources/.
⚠️ Por que insistir no graph.json
Se o Claude tentar adivinhar a origem pelos [[links]] da graph view, ele erra: aquilo é um espelho, não o grafo original. A procedência de cada entidade só está correta no graph.json — por isso o prompt obriga a usá-lo.
🔑 Conceitos-chave
✋ Auto-recuperação (opcional, não bloqueia): a graph view do Obsidian é o grafo do Graphify?
📌 Resumo do módulo
Próximo módulo
2.6 · As 4 estratégias de integração — como conectar o vault ao Claude Code no dia a dia.