MÓDULO 2.5

🔗 Abrir no Obsidian e conectar as fontes

Aponte o Obsidian para o vault gerado, navegue os nós pelos backlinks, abra o canvas das comunidades e — o passo que fecha o ciclo — ligue cada conceito ao seu documento de origem.

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Tópicos
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Prático
Nível
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📂 Open folder as vault (manage vault)

O export do Graphify deixou uma pasta cheia de markdown — mas o Obsidian não a encontra sozinho. Você precisa apontá-lo ao diretório. Isso é feito uma única vez, pelo menu Manage vaults, escolhendo Open folder as vault e selecionando a pasta gerada.

🔰 Novo aqui? O que é um "vault"

Um vault é simplesmente uma pasta que o Obsidian gerencia como uma base de conhecimento. Não há banco de dados escondido: são arquivos .md num diretório. "Abrir uma pasta como vault" é dizer ao Obsidian: trate esta pasta como minha base.

PASSO A PASSO · interface do Obsidian (não é um comando de terminal)

Objetivo: fazer o Obsidian reconhecer a pasta gerada pelo Graphify como um vault navegável.

1

No Obsidian, olhe o canto inferior esquerdo — o ícone do cofre (vault) ativo.

2

Clique nele e escolha Manage vaults… (gerenciar cofres).

3

Selecione Open folder as vault (abrir pasta como cofre).

4

Escolha a pasta gerada pelo export — ex.: ~/vault/graphify/claude-code.

Como verificar: a barra lateral esquerda agora lista os arquivos .md — um por nó. Se aparecerem as notas, o vault foi reconhecido.

🔑 Conceitos-chave

Vault
Pasta = base
Manage vaults
Menu inferior esq.
Open folder
Apontar o diretório
Reconhecer
Lista as notas
2

🧭 Navegar nós e backlinks

Abra uma nota-nó qualquer e siga os [[wikilinks]] dentro dela: cada um leva a um conceito vizinho. É o segundo cérebro em ação — você percorre o conhecimento pelas relações, não digitando buscas.

🔰 Novo aqui? O que é um "backlink"

Um backlink é o caminho de volta: se a nota Hooks menciona [[Subagentes]], o Obsidian mostra automaticamente, na nota Subagentes, que Hooks aponta para ela. Você navega nos dois sentidos — quem cita e quem é citado — sem nunca buscar texto.

nota-nó aberta [[backlinks]] Hooks nota atual [[Subagentes]] [[Context]] [[Permissions]] [[Tool use]] [[MCP server]]

↑ Você abre uma nota e salta pelos backlinks até a vizinhança que precisa — cada nó conhece seus parentes. É caminhar o bairro, não consultar uma lista de endereços.

✓ Navegar por relação

  • Um clique no backlink já é a próxima ideia.
  • Descobre vizinhos que você nem buscaria.
  • O painel de backlinks mostra quem cita a nota.

✗ Caçar por texto

  • Você precisa adivinhar a palavra certa.
  • Não revela conexões, só ocorrências.
  • Perde a vizinhança que dá sentido.

🔑 Conceitos-chave

Nota-nó
1 conceito = 1 .md
Wikilink
[[outra nota]]
Backlink
Caminho de volta
Navegação
Pela relação
3

🖼️ Abrir o graph.canvas (comunidades)

Além de um .md por nó, o export gera um arquivo graph.canvas. Abra-o no Obsidian: ele desenha as comunidades — os grupos de conceitos detectados pelo algoritmo Leiden — como caixas nomeadas num quadro. É a visão macro dos temas do corpus.

🔰 Novo aqui? O que é um "canvas"

O Canvas é um recurso nativo do Obsidian: um quadro branco infinito onde notas e grupos viram cartões posicionáveis. O Graphify usa esse formato para colocar cada comunidade como um grupo nomeado — você vê os temas lado a lado, não enterrados na lista de arquivos.

vault/ — abra o graph.canvas
~/vault/graphify/claude-code/
├── graph.canvas      ← abra ESTE: comunidades como grupos nomeados
├── Hooks.md
├── Subagentes.md
├── Context-Window.md
└── … (um .md por nó)

Use o canvas para escolher de onde começar: cada grupo é um assunto. Clique numa comunidade que te interessa e entre por uma de suas notas — daí em diante você navega pelos backlinks (tópico 2). O canvas dá o panorama; os backlinks dão o detalhe.

🔑 Conceitos-chave

graph.canvas
Quadro de grupos
Comunidade
Grupo Leiden
Grupo nomeado
Um tema
Visão macro
Onde começar
4

🧷 Trazer/linkar os documentos-fonte

Cada nó é um resumo de um conceito — não o texto completo. A procedência (de qual arquivo aquele conceito saiu) fica registrada no graph.json, mas os documentos-fonte não são copiados pro vault. O passo que fecha o ciclo é trazer essas fontes para perto e pôr, em cada nota-nó, uma placa de sinalização apontando para o documento de origem.

🔰 Novo aqui? O que é "procedência"

Procedência é a origem de cada entidade: qual arquivo, e onde dentro dele, o Graphify leu para criar aquele nó. Ela vive no graph.json (campo de arquivo-fonte por entidade). Sem o link explícito, o nó sabe de onde veio, mas você não consegue saltar pro texto completo com um clique.

[[backlinks]] → vizinhos [[Subagentes]] [[Context]] [[Permissions]] Hooks nota-nó (foco) 🔖 doc-fonte hooks-guide.md documento-fonte completo procedência: graph.json

↑ O nó continua ligado aos vizinhos por backlinks (ciano), e ganha uma placa "doc-fonte" apontando para o arquivo completo. O conceito vira porta de entrada para o texto inteiro.

🔑 Conceitos-chave

Procedência
No graph.json
Doc-fonte
Texto completo
Placa
Link de origem
Resumo→fonte
Fecha a lacuna
5

🌐 A graph view do Obsidian (não é o grafo original)

O Obsidian tem uma graph view própria — aquela bolinha-e-linha bonita. Cuidado com a confusão: ela desenha apenas os [[links]] entre as notas markdown. É um espelho do vault, não o grafo do Graphify. As relações tipadas originais (com nome e direção) vivem no graph.json e na visualização graph.html.

Grafo do Graphify (original)

  • Relações tipadas: cada aresta tem nome e direção.
  • God nodes, comunidades, procedência.
  • Vive em graph.json / graph.html.

Graph view do Obsidian (espelho)

  • Só os [[links]] entre notas.
  • Sem tipo de relação nem direção semântica.
  • Reflexo do markdown — útil, mas derivado.

⚠️ Ajuste de expectativa

Se a graph view parecer "mais pobre" que o graph.html do Graphify, é porque ela é — por design. Para enxergar o grafo verdadeiro (com tipos e direções), volte ao graph.html. A graph view serve para passear pelas notas, não para auditar o grafo.

🔑 Conceitos-chave

Graph view
Recurso do Obsidian
Espelho
Reflete os links
≠ Original
Sem tipos
graph.html
O grafo de verdade
6

💬 Pedir ao Claude Code para "wire" as fontes

Fazer o tópico 4 à mão, nó por nó, é trabalhoso. A boa notícia: o Claude Code lê o graph.json e a pasta do vault — então você pode delegar a fiação ("wire") das fontes a ele com um único prompt. Ele localiza a procedência, traz os documentos para o vault e escreve o link "doc-fonte" em cada nota.

PROMPT · cole no Claude Code, na raiz do projeto

Objetivo: trazer os documentos-fonte para dentro do vault e ligar cada nó à sua origem, automaticamente.

Traga os documentos-fonte para dentro do vault em
~/vault/graphify/ e ligue cada nó à sua origem.

Passos:
1. Leia a procedência no graph.json (campo de arquivo-fonte por entidade).
2. Para cada nó, copie o documento de origem para uma subpasta
   sources/ dentro do vault.
3. No markdown de cada nota-nó, acrescente um link "doc-fonte"
   apontando para o arquivo correspondente em sources/.

Fonte dos documentos originais: 
Importante: a graph view do Obsidian é só um espelho das notas —
a procedência verdadeira vive no graph.json, use-o como fonte.

Troque as variáveis: <isto-voce-troca> = o nome da pasta do seu vault (ex.: claude-code) e o caminho da pasta com os documentos originais (ex.: ./claude-code-docs).

Como verificar: abra uma nota-nó qualquer no Obsidian — deve haver um link "doc-fonte" clicável que abre o arquivo completo dentro de sources/.

⚠️ Por que insistir no graph.json

Se o Claude tentar adivinhar a origem pelos [[links]] da graph view, ele erra: aquilo é um espelho, não o grafo original. A procedência de cada entidade só está correta no graph.json — por isso o prompt obriga a usá-lo.

🔑 Conceitos-chave

Prompt pronto
Cole e rode
Wire
Fiar nó↔fonte
sources/
Docs no vault
Automação
Menos trabalho

✋ Auto-recuperação (opcional, não bloqueia): a graph view do Obsidian é o grafo do Graphify?

📌 Resumo do módulo

Apontar o vault: Manage vaults → Open folder as vault → a pasta gerada.
Navegar por relação: siga os backlinks, não a busca por texto.
graph.canvas: comunidades como grupos nomeados — a visão macro.
Linkar a fonte: procedência no graph.json; ponha uma placa "doc-fonte" em cada nó.
Graph view ≠ original: é um espelho dos links, não o grafo tipado.
Delegar a fiação: um prompt pede ao Claude Code para "wire" as fontes.

Próximo módulo

2.6 · As 4 estratégias de integração — como conectar o vault ao Claude Code no dia a dia.