MÓDULO 3.1

💬 Perguntar ao Claude Code usando o grafo

Com o vault montado no projeto, faça o agente responder pelo mapa — não varrendo arquivos no escuro. God nodes como porta de entrada, backlinks pra navegar a vizinhança, prompts prontos, MCP opcional e como conferir a resposta contra a fonte.

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🧭 Apontar o agente pro vault

O Claude Code só usa o que enxerga. Se o seu segundo cérebro — o vault gerado pelo Graphify — está num canto do disco que ele nunca olha, é como se não existisse. O primeiro passo, sempre, é deixar o vault dentro (ou ao lado) do projeto e dizer ao agente onde ele está, logo no começo da sessão.

🔰 Novo aqui? O que é o "vault" e a pasta de imports

O vault é a pasta que o export do Obsidian produziu: um .md por conceito, com backlinks [[nome-do-no]], mais o GRAPH_REPORT.md. A convenção do curso é guardá-lo numa pasta tipo graph-imports/<nome-do-grafo>/ dentro do projeto, pra ficar versionável e no campo de visão do agente.

Não basta o vault estar no disco: o agente precisa ser direcionado a ele antes de começar a varrer o repositório. A forma mais barata é uma frase de abertura que estabelece o vault como fonte primária. O bloco abaixo é um prompt pronto pra colar.

prompt de abertura (ilustrativo)

🎯 Objetivo: estabelecer o vault como fonte antes de qualquer pergunta.

O segundo cérebro deste projeto está em graph-imports/<nome-do-grafo>/ .
Lá tem um .md por conceito (com backlinks [[...]]) e o GRAPH_REPORT.md
com os god nodes. Use ESSE vault como fonte primária antes de varrer o repo.

✔ Como verificar: peça em seguida "liste os 5 god nodes do GRAPH_REPORT.md". Se ele responder com nomes reais do seu grafo, achou o vault. Se inventar nomes genéricos, o caminho está errado.

🔑 Conceitos-chave

Vault
Pasta de .md
graph-imports/
Onde guardar
Contexto
No campo de visão
Direcionar
Apontar = usar
2

⭐ Começar pelos god nodes

Onde começar uma pergunta? Pelos god nodes — as entidades mais conectadas do grafo, listadas no GRAPH_REPORT.md. Eles são os hubs: entrar por um deles puxa o resto do mapa junto, porque quase tudo passa por ali. Começar por um nó periférico é entrar pela porta dos fundos.

🔰 Novo aqui? O que é um "god node"

No grafo, cada entidade (nó) tem um número de conexões. Os god nodes são os campeões de conexão — o "Context Window", os "Hooks", o "MCP" de uma documentação, por exemplo. O Graphify já os calcula e despeja no GRAPH_REPORT.md, junto de perguntas sugeridas.

✓ Entrar por um hub

  • Cobre mais terreno numa tacada.
  • Puxa os vizinhos certos junto.
  • O relatório já sugere por onde ir.

✗ Entrar por um nó solto

  • Vê só um pedaço isolado.
  • Precisa de muitos saltos pra chegar no que importa.
  • Fácil parar antes de achar o contexto.

🔑 Conceitos-chave

God node
Mais conectado
Hub
Ponto de entrada
GRAPH_REPORT.md
Lista + perguntas
Cobertura
Mais com menos
3

🔗 Deixar o agente seguir backlinks

Entrou por um god node — e agora? O pulo do gato é deixar o agente seguir os backlinks: os [[links]] que cada nota carrega pros conceitos vizinhos. Em vez de parar no primeiro nó, ele anda pela vizinhança e monta uma resposta conectada, não isolada.

É exatamente o que o vault foi feito pra permitir: cada .md aponta pros vizinhos, então o agente navega o sentido — não posições de texto soltas. Visualmente, o caminho é este:

Claude Code pergunta god node (entrada) hub mais conectado vizinhos via backlinks Hooks Subagents MCP Context Window resposta conectada

↑ A pergunta entra pelo god node em destaque; daí o agente segue os backlinks até os vizinhos (ciano) e devolve uma resposta que liga os conceitos — não um parágrafo solto.

🔑 Conceitos-chave

Backlink
[[link]] pro vizinho
Vizinhança
Nós ao redor
Navegação
Andar pelo mapa
Conectada
≠ resposta isolada
4

💬 Prompts que usam o mapa

Tudo isso vira hábito com um prompt bem montado. A diferença entre "explica X" e um prompt que direciona ao grafo é enorme: o segundo manda o agente entrar pelo hub, seguir backlinks, citar as notas e ficar dentro do escopo do vault. O bloco abaixo é o copy-run principal deste módulo.

prompt-mapa (ilustrativo)

🎯 Objetivo: responder pelo mapa e citar a procedência, sem varrer o repo.

Use o vault em graph-imports/<nome-do-grafo>/ para explicar <tema>.
Comece pelo god node mais ligado a ele, siga os backlinks [[...]] até os
conceitos vizinhos e cite cada nota .md que usar. Não varra o resto do repo.

✔ Como verificar: a resposta deve citar nomes de notas do vault (ex.: Context-Window.md) e os conceitos vizinhos — não um parágrafo genérico sem fonte. Sem citações = ele não usou o mapa.

✓ Prompt que usa o mapa

  • Aponta a pasta exata do vault.
  • Pede pra começar pelo god node.
  • Exige citar as notas (procedência).

✗ Prompt vago

  • "Explica X" — sem dizer onde olhar.
  • Deixa o agente varrer no escuro.
  • Resposta sem fonte, difícil de conferir.

🔑 Conceitos-chave

Prompt
Instrução pronta
Escopo
Ficar no vault
Citar notas
Procedência
<tema>
Você troca
5

🛰️ Servir o grafo via MCP (opcional)

Ler arquivos markdown funciona — mas o Graphify também consegue servir o grafo como tools programáticas, via MCP. Aí o agente consulta o grafo de forma exata (vizinhos de um nó, caminho mais curto) em vez de depender só do texto. É opcional, mas poderoso pra grafos grandes.

🔰 Novo aqui? O que é "MCP"

MCP (Model Context Protocol) é o padrão que deixa o Claude Code chamar tools e ler resources de um servidor externo. Aqui, o servidor é o próprio grafo: ele expõe funções como query_graph que o agente chama na hora de responder.

subir o servidor MCP (ilustrativo)

🎯 Objetivo: servir o grafo como tools, não só como arquivos.

# dentro do Claude Code (skill form):
/graphify . --mcp

# ou via terminal puro:
graphify --mcp

# tools expostas: query_graph · get_node · get_neighbors · shortest_path

✔ Como verificar: peça "use query_graph para listar os vizinhos de <conceito>". Se ele chamar a tool e devolver os nós ligados, o MCP está no ar. Se responder por texto sem invocar tool, o servidor não subiu.

🔑 Conceitos-chave

MCP
Tools + resources
query_graph
Consulta o grafo
get_neighbors
Vizinhos de um nó
shortest_path
Caminho entre nós
6

🧪 Validar a resposta contra a fonte

Confiar, mas conferir. O grafo guarda a procedência de cada nó — o arquivo-fonte de onde a entidade saiu — dentro do graph.json. Quando o agente afirma algo, você fecha o ciclo indo do conceito até o doc-fonte original e checando se bate. É a melhor defesa contra alucinação.

conceito na resposta o que o agente afirmou procedência graph.json arquivo-fonte doc-fonte original fica no projeto confere se bate ✓

↑ O conceito afirmado leva, pela procedência do graph.json, até o doc-fonte original — onde você confere. Os docs-fonte não vão pro vault: ficam no projeto.

1

Pegue o conceito afirmado

Anote a afirmação central da resposta e o nó (nota) que a sustenta.

2

Siga a procedência no graph.json

Cada entidade registra de qual arquivo-fonte veio. Esse é o ponteiro pra evidência.

3

Abra o doc-fonte e confira

Se bate, confiança total. Se não bate, é alucinação — corrija a nota ou regenere o grafo.

🔑 Conceitos-chave

Procedência
De onde veio
graph.json
Fonte de verdade
Doc-fonte
A evidência
Checagem
≠ alucinação

✋ Auto-recuperação (opcional, não bloqueia): por que começar uma pergunta pelos god nodes costuma render mais?

📌 Resumo do módulo

Apontar é usar: deixe o vault em graph-imports/ e diga ao agente onde ele está.
Comece pelos god nodes: os hubs do GRAPH_REPORT.md cobrem mais terreno.
Deixe seguir backlinks: resposta conectada, não isolada.
Prompt que cita notas: direciona ao grafo e dá procedência.
MCP é opcional: graphify --mcp serve o grafo como tools.
Valide contra a fonte: a procedência no graph.json leva de volta à evidência.

Próximo módulo

3.2 · Claude OS command center — transforme o vault num centro de comando com vários projetos, conhecimento e dúvidas num lugar só.