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Conteúdo detalhado
🧩 O que é uma Skill
Do primeiro princípio: uma pasta, um arquivo SKILL.md, e conhecimento empacotado que ensina o Claude a fazer algo específico.
Uma Skill é uma pasta cujo nome é o nome da skill, contendo um arquivo SKILL.md. Esse arquivo é tudo que se precisa para a skill existir.
É o tijolo elementar. Entendendo a pasta+arquivo, todo o resto (refs, scripts) é só adição opcional.
Pasta = identidade; SKILL.md = instruções; nada mais é obrigatório.
A skill empacota um procedimento inteiro — passos, regras, exemplos — que o Claude segue de forma consistente toda vez.
Em vez de re-explicar um fluxo a cada conversa, você o guarda uma vez e ele fica reutilizável.
Reuso, consistência, conhecimento durável.
O corpo do SKILL.md é Markdown comum: títulos, listas, blocos de código. O Claude lê como instruções a seguir.
Você escreve no mesmo formato que já usa para documentar — sem linguagem nova.
Markdown, instruções claras, passos numerados.
Um prompt vive numa conversa e some. Uma skill fica no disco, é versionável e dispara sozinha quando a tarefa combina.
Saber quando promover um prompt repetido a skill economiza horas.
Efêmero vs durável; manual vs automático.
Skills podem criar vídeos (HyperFrames), revisar código, desenhar interfaces, gerar diagramas — qualquer fluxo repetível.
Ver a variedade abre a cabeça para o que vale a pena virar skill no seu dia a dia.
Fluxos repetíveis, domínios variados, este curso nasceu de uma skill.
Criar a skill mais simples não exige programar: você descreve o procedimento em texto e pronto.
Remove a barreira de entrada — qualquer pessoa que escreve bem cria uma skill útil.
Baixa barreira; comece com texto, evolua depois.
📝 Anatomia do SKILL.md
Todo SKILL.md começa com duas linhas: name e description. A description é o que o Claude lê para decidir quando usar a skill — é o gatilho.
No topo do arquivo, entre --- e ---, ficam os metadados em YAML: ao menos name e description.
É a única parte sempre carregada na memória do Claude. Errar aqui quebra a skill.
YAML, delimitadores ---, metadados.
O name é o identificador da skill (kebab-case), normalmente igual ao nome da pasta.
É como você e o Claude se referem à skill ao invocá-la.
kebab-case, único, igual à pasta.
A description diz o QUE a skill faz e QUANDO usá-la. É o texto que o Claude consulta para decidir se aciona a skill.
Description fraca = skill nunca dispara. É o item de maior impacto no SKILL.md.
Gatilho, "use quando…", especificidade.
Uma boa description lista frases-gatilho concretas ("use quando o usuário pedir um vídeo, vídeo explicativo, Shorts…").
Quanto mais perto do jeito que o usuário fala, mais confiável o disparo.
Frases-gatilho, sinônimos, cobrir variações.
Depois do frontmatter vem o corpo: o procedimento, regras de ouro, comandos. É o que o Claude executa quando a skill dispara.
É onde mora o valor real da skill — quanto mais claro, melhor o resultado.
Fluxo ordenado, regras não-negociáveis, links para refs.
Esquecer um ---, indentação YAML errada, ou description vaga demais são os erros que mais aparecem.
Reconhecer o sintoma ("minha skill não dispara") economiza depuração.
Delimitadores, indentação, especificidade.
🧠 Divulgação progressiva
O conceito-chave: o Claude não carrega tudo de uma vez. Name e description ficam sempre na memória; o resto carrega só quando precisa.
A janela de contexto do Claude é finita. Carregar dezenas de skills inteiras de uma vez a entupiria.
Entender o limite explica por que a divulgação progressiva existe.
Janela de contexto, custo, escala.
Apenas name e description de cada skill instalada ficam sempre visíveis ao Claude — leves e baratos.
Explica por que a description precisa ser tão boa: é o único sinal sempre presente.
Always-on, índice de skills, leve.
Quando a tarefa combina com a description, o Claude abre o corpo completo do SKILL.md.
É o momento em que as instruções detalhadas entram em jogo — sob demanda.
On match, carregamento sob demanda.
Arquivos de referência e scripts só são lidos quando o SKILL.md aponta para eles e a etapa exige.
Permite empacotar muito material pesado sem custo até o momento do uso.
On demand, referências, scripts executáveis.
Você pode ter dezenas de skills instaladas e o contexto permanece leve, porque só o índice está sempre presente.
É o que torna viável uma biblioteca grande de skills sem perda de performance.
Escala, eficiência, biblioteca grande.
O Claude compara o pedido do usuário com as descriptions disponíveis e escolhe a skill mais aderente.
Saber disso te faz escrever descriptions que "ganham" o match certo.
Matching, relevância, prioridade.
📂 Onde vivem & como instalar
Skills moram em .claude/skills — no projeto (só ali) ou global (em qualquer lugar). Instalar é copiar a pasta ou rodar um comando.
Uma pasta .claude/skills/ dentro do repositório torna a skill disponível só naquele projeto.
Ideal para skills específicas de um produto, versionadas junto com o código.
Escopo de projeto, versionado, específico.
A pasta global no seu home (~/.claude/skills/) disponibiliza a skill em qualquer projeto.
Perfeito para skills pessoais que você usa o tempo todo, como a de vídeos.
Escopo global, reutilizável, pessoal.
Como é só uma pasta, instalar pode ser literalmente copiar/colar para o local certo (ou descompactar um zip).
É como você recebeu o skill deste curso — um zip com a pasta dentro.
Copiar pasta, zip, sem instalador.
Há ferramentas de linha de comando que instalam skills de um catálogo com um único comando.
Mais rápido e padronizado quando a skill está publicada num registro.
CLI, catálogo, um comando.
Como skills são arquivos de texto, vão para o git como qualquer código — com histórico e revisão.
Permite evoluir a skill com segurança e voltar atrás se algo quebrar.
Git, histórico, revisão.
Colocar a skill no repositório do projeto a entrega pronta para todo o time, com o mesmo comportamento.
Padroniza como o time usa o Claude e dissemina boas práticas.
Time, padronização, escala organizacional.