📄 SKILL.md por dentro
A estrutura completa do arquivo: frontmatter YAML, os campos name e description, o corpo em Markdown e a organização de pastas que torna uma skill profissional.
Todo SKILL.md tem duas partes: um bloco de frontmatter YAML delimitado por --- no topo, seguido do corpo em Markdown com as instruções.
É o esqueleto de toda skill. Errar a estrutura faz o arquivo nem ser reconhecido pelo agente.
delimitadores --- · YAML · corpo Markdown · campos obrigatórios
O identificador da skill — sempre em kebab-case minúsculo (ex.: frontend-design), único dentro do agente.
É como a skill é referenciada e instalada. Nome ambíguo ou com maiúsculas/espaços quebra a ativação.
kebab-case · lowercase · unicidade · igual ao nome da pasta
A frase que o agente lê para decidir se ativa a skill. Deve dizer o que ela faz e exatamente quando usá-la.
É o campo que mais impacta o disparo. Uma description vaga = skill que nunca ativa.
gatilho · O QUE + QUANDO · exemplos de uso · pushy
As instruções de verdade. Escritas em modo imperativo, explicando o PORQUÊ e mostrando padrões de output e exemplos.
É onde o comportamento real é definido. Texto longo e sem foco dilui a skill.
imperativo · explicar o porquê · exemplos · sem MUSTs gritados
Pastas ao lado do SKILL.md: scripts/ para código determinístico, references/ para docs sob demanda e assets/ para templates.
Organizar recursos mantém o SKILL.md enxuto e permite carregar só o necessário.
scripts/ · references/ · assets/ · bundled resources
Comparar um SKILL.md de 5 linhas com o frontmatter real da skill frontend-design da Anthropic.
Ver um exemplo de produção mostra o nível de detalhe que uma description vencedora carrega.
exemplo mínimo · frontmatter real · frontend-design · 488k installs
🎚️ Progressive disclosure & a description que dispara
Os 3 níveis de carregamento de uma skill, como escrever a description que dispara na hora certa e como organizar conteúdo por domínio.
A skill carrega em camadas: metadata sempre presente, corpo quando dispara, recursos sob demanda.
Entender as camadas é o que permite escrever skills grandes sem inchar o contexto.
nível 1 metadata · nível 2 corpo · nível 3 recursos · contexto
Apenas name + description (~100 palavras) ficam carregados o tempo todo no contexto do agente.
É o único nível sempre presente — por isso a description precisa carregar todo o peso de disparo.
~100 palavras · sempre carregado · custo de contexto
O corpo Markdown (recomendado abaixo de 500 linhas) só entra no contexto quando a skill é ativada.
Manter o corpo enxuto melhora a aderência do agente às instruções.
<500 linhas · carregado sob disparo · foco
Arquivos em scripts/, references/ e assets/ — tamanho ilimitado, lidos ou executados só quando necessários.
Scripts executam sem trazer o código pro contexto — é assim que skills ficam poderosas e baratas.
ilimitado · sob demanda · execução determinística
A arte de escrever a description: o que faz, quando usar e gatilhos explícitos, sendo um pouco pushy.
Claude tende a SUBDISPARAR skills; uma description mais assertiva corrige isso.
pushy · subdisparo · o que + quando + gatilhos
Quebrar referências por domínio (aws.md, gcp.md, azure.md) e dar índice em arquivos com mais de 300 linhas.
O agente lê só o arquivo relevante, economizando contexto e mantendo precisão.
divisão por domínio · leitura seletiva · tabela de conteúdo
⭐ As Melhores Anatomias para Imitar
Disseque o SKILL.md de skills campeãs — frontend-design, skill-creator, supabase, microsoft-foundry e azure-ai — e veja exatamente o que copiar de cada frontmatter e estrutura.
Aprender a escrever SKILL.md dissecando os mais instalados do ecossistema e extraindo seus padrões.
Cada skill campeã resolve um trade-off diferente; juntas formam um catálogo de moldes prontos.
roubo honesto · forma vs conteúdo · trade-offs · catálogo de padrões
A skill mais instalada da Anthropic; description que diz o quê, quando (com exemplos) e o diferencial, sem pastas.
É o arquétipo mais comum: uma competência só, corpo único, fácil de manter.
verbo de ação · exemplos como gatilho · diferencial final · zero pastas
O exemplo canônico de skill grande organizada por pastas (~33KB), com ponteiros do corpo para os recursos.
É o molde para quando há código reutilizável, docs longos e templates de saída.
scripts/ · references/ · assets/ · ponteiros no corpo
Description agressiva que começa com "Use when doing ANY task" e lista Triggers por categoria.
É o padrão quando a skill é o porteiro de uma plataforma inteira e precisa disparar em qualquer ponta.
Triggers: categorizados · ANY assertivo · metadata · Core Principles
Skills enormes que usam USE FOR / DO NOT USE FOR na description e uma tabela de sub-skills no corpo.
É como escalar uma skill operacional sem disparo errado nem perda de controle.
USE FOR / DO NOT USE FOR · tabela de sub-skills · pre-execution
Um decisor rápido: cada anatomia é a resposta a uma pergunta sobre a sua skill.
Saber escolher o molde certo evita refazer a estrutura depois.
competência única · multi-arquivo · porteiro · operacional grande
🛠️ Como Criar: Montando um SKILL.md do Zero
Da pasta vazia ao arquivo pronto: frontmatter com name e description gatilho, corpo imperativo com When to Use e Steps, quando criar cada pasta e um template completo para copiar.
O trajeto de seis paradas da criação: intent, frontmatter, corpo, pastas, empacotar, iterar.
Ter o mapa evita começar grande demais; um SKILL.md válido nasce com só frontmatter + corpo.
seis etapas · começar minúsculo · pastas opcionais
O identificador da skill em kebab-case minúsculo, sem espaços nem maiúsculas, igual ao nome da pasta.
Divergência entre name e pasta quebra o carregamento da skill.
kebab-case · lowercase · name = pasta · sem sufixos
A fórmula da description: o que faz, quando usar e gatilhos concretos, em ~100 palavras pushy.
É o único texto sempre carregado e o que faz a skill disparar; Claude subdispara por padrão.
fórmula · ~100 palavras · pushy · palavras-chave reais
O corpo Markdown em modo imperativo, com título, When to Use, Steps numerados e Output Format.
É onde o comportamento real é definido; explicar o porquê vence MUSTs gritados em maiúscula.
imperativo · When to Use · Steps · Output Format
O gatilho para criar cada diretório: determinístico → scripts/, docs longos → references/, saída → assets/.
Pastas nascem da necessidade, não da estética; cada arquivo precisa de um ponteiro no corpo.
scripts/ determinístico · references/ sob demanda · assets/ saída
Um SKILL.md inteiro pronto: frontmatter, When to Use, Steps, Output Format e ponteiros para as pastas.
Copiar, trocar os nomes e instalar é o caminho mais rápido para a sua primeira skill.
template pronto · instalável · base para iterar
🚀 Dicas Avançadas: Multi-Arquivo e Roteamento
Progressive disclosure de verdade: references/ por domínio lido seletivamente, scripts/ que executam sem contexto, índices em arquivos longos, SKILL.md abaixo de 500 linhas e assets/ bem usados.
Pôr em prática os 3 níveis: o SKILL.md vira um menu e cada arquivo só entra quando aquela rota é escolhida.
É o que permite skills cobrirem dezenas de serviços sem estourar o contexto.
menu · rotas · carregamento seletivo · economia de contexto
Organizar referências por variante e deixar o corpo rotear; o agente lê só o arquivo relevante.
Três arquivos de 300 linhas economizam 66% de contexto frente a um de 900 e facilitam manutenção.
domain organization · tabela de roteamento · leitura seletiva
Tarefas determinísticas viram scripts que executam e devolvem só a saída; o código nunca entra no contexto.
Mais confiável e barato que instruir o agente a raciocinar o passo a passo.
determinístico · execução sem contexto · extração de helper repetido
Adicionar uma tabela de conteúdo no topo de todo arquivo de referência com mais de 300 linhas.
O agente vai direto à seção certa sem reler o arquivo inteiro; se ainda for grande, particione.
índice no topo · âncoras · partição por subtema
Manter o corpo abaixo de 500 linhas movendo detalhes para references/ e deixando pointers claros.
O corpo entra inteiro no contexto a cada disparo; hierarquia paga o custo só quando preciso.
limite de 500 linhas · mover detalhes · pointers de "quando ler"
assets/ guarda templates, fontes e ícones preenchidos no output, distinto de references/ (que se lê).
Fecha o checklist do que separa uma skill brinquedo de uma como azure-ai ou supabase.
assets preenchidos · scripts vs references vs assets · checklist final
Mapa da trilha
Dois delimitadores e tudo muda. Disseque o frontmatter linha a linha.
3 camadas, contexto barato e a description que dispara na hora certa.
Disseque skills campeãs e roube o que funciona em cada frontmatter.
Da pasta vazia ao template pronto para copiar e instalar.
Progressive disclosure de verdade, scripts sem contexto e pointers.