TRILHA 3 · AVANÇADA

🛠️ A Construção

Como a skill é montada por dentro. Anatomia do SKILL.md, engenharia do description, regras como código e como criar sua própria variante.

6
Módulos
36
Tópicos
~3h
Duração
Avanç.
Nível
3.1~30 min

🔬 Anatomia de uma skill Claude

Frontmatter, description, corpo, referências. O que o modelo vê sempre e o que só carrega sob demanda.

O que é:

Skill = pasta com SKILL.md (mais frontmatter) + references/ (opcional). Claude carrega quando detecta gatilho no description.

Por que aprender:

Entender a mecânica te permite criar a sua. Skills são o jeito mais poderoso de extender o Claude.

Conceitos-chave:

SKILL.md, frontmatter YAML, references folder, carregamento sob demanda.

O que é:

Metadados entre --- no topo do SKILL.md. Dois campos: name (identificador) e description (texto que o modelo usa para roteamento).

Por que aprender:

É a parte mais importante da skill. Description ruim = skill nunca ativa. Description bom = ativa quando precisa.

Conceitos-chave:

YAML frontmatter, name, description, sempre carregado.

O que é:

Nome único da skill (ex: fs-seis-chapeus). Deve casar com nome da pasta. Usado em logs e referências.

Por que aprender:

Nomeação consistente facilita manutenção quando você tem 10+ skills.

Conceitos-chave:

Prefixo (fs- para fersora), kebab-case, descritivo mas curto.

O que é:

Texto curto (200-400 palavras) que descreve QUANDO a skill deve ativar. Lista gatilhos explícitos e contextos.

Por que aprender:

Esse texto é o único que o modelo sempre lê. É onde a "personalidade" da skill vive.

Conceitos-chave:

Roteamento, gatilhos explícitos, sempre carregado, 200-400 palavras.

O que é:

Markdown com as regras, fluxo, formato de saída. Carregado quando a skill ativa. Não toma espaço até lá.

Por que aprender:

É aqui que você define como a skill opera. Deve ser completo, mas não verbosa — cada frase tem custo.

Conceitos-chave:

Instruções operacionais, formato de saída, regras não-negociáveis.

O que é:

Arquivos .md que o modelo só lê quando o SKILL.md referencia explicitamente ("ver references/X.md").

Por que aprender:

Permite ter skills ricas sem inchar o contexto. Tabelas, exemplos longos, catálogos vão aqui.

Conceitos-chave:

Carregamento sob demanda, modularização, economia de contexto.

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3.2~30 min

🎯 A description como roteador

Por que os gatilhos são cirúrgicos. Como calibrar para ativar quando precisa (e só quando precisa).

O que é:

Frases exatas que aparecem no description entre aspas ou itálico. O modelo as trata como keywords de ativação.

Por que aprender:

Gatilho explícito = ativação previsível. Sem gatilho, você fica na mão da interpretação do modelo.

Conceitos-chave:

Keyword, aspas, lista explícita.

O que é:

Além de gatilhos, descrever situações. Ex: "tensão emocional+técnica misturada" ou "decisão irreversível".

Por que aprender:

Contextos captam casos que o usuário não vai saber nomear — a skill ativa mesmo sem palavra-chave.

Conceitos-chave:

Situação, padrão reconhecível, gatilho implícito.

O que é:

Descrever quando a skill NÃO deve ativar. Ex: "não ativar para perguntas factuais simples".

Por que aprender:

Exclusão reduz falsos positivos. Skill que ativa demais queima credibilidade.

Conceitos-chave:

Seção "NÃO usar", falso positivo, sobreativação.

O que é:

Incluir sinônimos comuns. "Seis chapéus", "6 chapéus", "six hats", "six thinking hats".

Por que aprender:

Usuário nunca lembra a frase exata. Cobrir variantes garante ativação.

Conceitos-chave:

Variantes linguísticas, sinônimos, robustez.

O que é:

Análise parte-a-parte do description atual. Cada frase tem função: roteamento, exclusão, gatilho explícito, contexto.

Por que aprender:

Ver um description bem feito ajuda a calibrar o olho para o seu.

Conceitos-chave:

Desconstrução, cada frase com função.

O que é:

Criar 10 mensagens de teste: 5 que devem ativar, 5 que não devem. Verificar comportamento.

Por que aprender:

Feedback loop rápido. Iterar no description até acertar os 10 casos.

Conceitos-chave:

Conjunto de testes, iteração, calibração.

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3.3~30 min

💻 Regras como código

Por que "proibido X" funciona melhor que "tente não X". Enunciação, proibições, checklists.

O que é:

"Você deve X" é imperativo. "Tente X" é sugestão. Imperativo é cumprido 90%+. Sugestão é cumprida às vezes.

Por que aprender:

Skill com sugestão vira "tentativa". Skill com imperativo é confiável.

Conceitos-chave:

Verbo forte, obrigatoriedade, tom técnico.

O que é:

Regras em forma de proibição: "PROIBIDO X", "nunca Y". Melhor do que "evite" ou "tente não".

Por que aprender:

Proibição é binária: ou tem ou não tem. Sugestão é gradiente, e o modelo vai gravitar pro meio.

Conceitos-chave:

Binário, maiúsculas para destacar, PROIBIDO.

O que é:

Lista de items "antes de entregar, verifique". O modelo percorre antes de finalizar.

Por que aprender:

Checklist transforma regra em ritual. Aumenta compliance de 70% para 95%.

Conceitos-chave:

Checklist final, auto-revisão, gate antes de entregar.

O que é:

Pequenos testes embutidos: "se aparecer 'porque' no Vermelho, a frase é inválida". O modelo aplica como assertion.

Por que aprender:

Teste operacional pega erro antes de sair. Skill mais robusta.

Conceitos-chave:

Assertion, teste embutido, early fail.

O que é:

Regras sem exceção explícita. "Sempre X" é melhor que "quase sempre X, exceto quando Y".

Por que aprender:

Exceções viram buracos. Modelo gravita pras exceções quando é conveniente.

Conceitos-chave:

Sem exceção, monolítico, simplicidade brutal.

O que é:

Oficina: pegar 5 regras fracas e reescrever em forma imperativa, monolítica, testável.

Por que aprender:

A parte prática. Você ganha olho para detectar regras fracas.

Conceitos-chave:

Exercício, detecção de fraqueza, reescrita.

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3.4~25 min

📁 Modularização com references/

Quando dividir em arquivos. Por que variants, frameworks, anti-patterns e examples são separados.

O que é:

Se a informação é (1) opcional — nem toda sessão precisa, (2) longa — tabela, lista extensa, (3) coesa — um tema só.

Por que aprender:

Dividir de menos = SKILL.md gigante carregado à toa. Dividir demais = fricção.

Conceitos-chave:

Opcional, longo, coeso — os 3 critérios.

O que é:

Catálogo das 7 variantes de ordem. Só é consultado quando a Fase 0 decide qual usar.

Por que aprender:

Exemplo perfeito: opcional (só consulta quando decide), longo (7 × detalhamento), coeso (um tema).

Conceitos-chave:

Catálogo, tabela de decisão, referência.

O que é:

Os 10 marcos (A-J) em detalhe. Consultado quando o Chapéu Verde é ativado.

Por que aprender:

Carregar os 10 marcos todo turno seria custoso. Sob demanda é eficiente.

Conceitos-chave:

Catálogo especializado, ativação por fase.

O que é:

Catálogo de erros com sintoma + teste + correção. Usado como auto-revisão antes de entregar.

Por que aprender:

Ter anti-padrões como arquivo separado permite que a skill se auto-audite.

Conceitos-chave:

Auto-auditoria, pattern recognition, correção.

O que é:

2-3 sessões completas ilustrativas. Só consultado quando o modelo precisa calibrar formato da saída.

Por que aprender:

Exemplos valem mais que regras. Um modelo "vê" o formato e imita.

Conceitos-chave:

Few-shot learning, imitação, calibração de formato.

O que é:

Arquivos em kebab-case. Nome descritivo do conteúdo. Sempre .md (markdown). Sempre singular ou plural consistente.

Por que aprender:

Consistência de nomes reduz fricção quando você tem 10+ skills com references/.

Conceitos-chave:

kebab-case, descritivo, consistência.

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3.5~30 min

🧱 Isolamento como engenharia de prompt

Como forçar o modelo a "esquecer" os outros chapéus. Linguagem monolítica, auto-revisão, testes.

O que é:

LLM tende a "equilibrar" — se vê Amarelo, quer adicionar "mas também há riscos" naturalmente. Quebrar isso é engenharia.

Por que aprender:

O instinto de equilibrar é o que quebra o isolamento. Precisa ser proibido explicitamente.

Conceitos-chave:

Bias de equilíbrio, instinto do LLM, proibição explícita.

O que é:

Cada chapéu é "monolítico": só aquele modo, sem exceção. Palavra-chave do SKILL.md.

Por que aprender:

Palavras como "monolítico" viram commandos. Modelo leva a sério.

Conceitos-chave:

Monolítico, commando-palavra, severidade de linguagem.

O que é:

Template com cabeçalhos fixos para cada chapéu. Modelo preenche por seção — fica mais difícil vazar.

Por que aprender:

Estrutura fixa ajuda o modelo a manter o isolamento mecânico.

Conceitos-chave:

Template, cabeçalhos fixos, separação visual.

O que é:

Checklist no fim do SKILL.md: "antes de entregar, há contaminação cruzada? Se houver, reescrever".

Por que aprender:

Auto-revisão pega 80% dos vazamentos antes de chegar ao usuário.

Conceitos-chave:

Gate final, auto-audit, reescrita se falha.

O que é:

Gerar 5 sessões teste e procurar "mas", "embora", "também" no chapéu errado.

Por que aprender:

Teste grep simples. Se contamina 1/5, iterar regra.

Conceitos-chave:

Teste grep, iteração, métrica de contaminação.

O que é:

Análise da regra "sem 'porque' no Vermelho": simples, binária, testável com grep, com correção óbvia. Padrão ouro.

Por que aprender:

Ver um exemplo perfeito ajuda a calibrar o olho para regras suas.

Conceitos-chave:

Regra binária, teste via palavra, correção óbvia.

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3.6~40 min

🛠️ Criando sua própria variante

Workshop final. Criar "três chapéus para decisões pessoais" ou "seis chapéus para code review".

O que é:

Fork: copiar e adaptar. Herança: "use fs-seis-chapeus com modificação X". Fork é mais simples, herança requer orquestração.

Por que aprender:

90% dos casos, fork é melhor. Herança complica para ganho marginal.

Conceitos-chave:

Fork, herança, trade-off simplicidade vs manutenção.

O que é:

Novo description com gatilhos específicos da sua variante ("code review", "decisão pessoal").

Por que aprender:

O description é o que distingue uma skill fork. Sem adaptar, as duas ativam ao mesmo tempo.

Conceitos-chave:

Gatilhos específicos, unicidade.

O que é:

"Seis chapéus para code review": Branco = fatos do código. Amarelo = o que está bom. Preto = bugs/segurança. Verde = refactorings alt.

Por que aprender:

Adaptar cada chapéu para seu domínio é o coração da variante.

Conceitos-chave:

Domain-specific, exemplos por chapéu.

O que é:

Se seu domínio tem marcos próprios, adicione ao divergence-frameworks.md. Ex: "Padrões de design" para code review.

Por que aprender:

Marcos domain-specific são mais úteis que os genéricos para problemas especializados.

Conceitos-chave:

Extensão, marcos especializados.

O que é:

Rodar sua skill em 10 casos reais do seu trabalho. Ver o que quebra. Iterar.

Por que aprender:

Skill não testada no real é teoria. Iteração pós-uso é onde ela vira robusta.

Conceitos-chave:

Validação real, iteração, observabilidade.

O que é:

Lista de 10 items: description testado, regras imperativas, auto-revisão, exemplos, references/ organizado etc.

Por que aprender:

Checklist evita publicar skill com erro bobo. 5 minutos de ouro antes de merge.

Conceitos-chave:

Gate de qualidade, 10 items, auto-audit.

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