🎬 Invocando a skill
Gatilhos, contexto, restrições. Como a skill "percebe" que deve ativar.
Frases que o Claude reconhece como sinal de que o método se aplica: "seis chapeus", "me ajuda a pensar", "quebra a âncora", "análise multi-perspectiva".
Saber as frases certas garante que a skill ative quando você precisa — e não ative quando não precisa.
Gatilho de ativação, vocabulário reconhecível, sinalização explícita.
As informações mínimas: problema, restrições, histórico, stakeholders. Sem isso, a análise vira genérica.
Skill boa + contexto ruim = análise inútil. A qualidade da saída é proporcional à qualidade do input.
Contexto mínimo, detalhes relevantes, pergunta exata.
Uma pergunta bem formulada tem decisão binária ou mensurável no final. "Devo X?" é boa. "O que acha?" é ruim.
Perguntas vagas forçam o Azul a adivinhar. A skill se sai melhor quando sabe o que decidir.
Pergunta decisiva, decisão binária, critério de sucesso.
Tempo disponível, recursos, pessoas, regulações. Sem isso, as alternativas do Verde ficam irreais.
Uma alternativa que ignora restrições é fantasia. Restrições explícitas forçam realismo.
Restrições duras, restrições moles, orçamento, capacidade.
Você pode dizer: "use a variante 3 (conflito)" ou "use a variante 4 (pre-mortem)". Força a ordem certa.
Em dúvida sobre qual variante escolher, pedir explicita corta discussão e acelera a sessão.
Variante explícita, override, escolha informada.
Um template que junta: gatilho + pergunta + contexto + restrições + variante opcional. A sessão começa já bem calibrada.
O primeiro turno determina o resto. Bem feito = sessão útil. Mal feito = desperdício de 30 min.
Template de abertura, primeira mensagem, qualidade do input.
🗂️ As 7 variantes de ordem
A ordem dos chapéus muda conforme o tipo de problema. Escolher certo = ganho enorme.
Azul → Branco → Amarelo → Preto → Verde → Vermelho → Azul. Fatos primeiro, depois positivos, negativos, alternativas, intuição, síntese.
É o caso padrão. Use se não encaixa em nenhuma outra. Emoção no fim evita enviesar a análise.
Padrão, racional primeiro, emoção no final.
Azul → Branco → Amarelo → Verde → Preto → Vermelho → Azul. Gerar alternativas antes de criticar.
Críticas se aplicam melhor a um CONJUNTO de opções do que a uma sozinha. Evita matar a única ideia que você tinha.
Divergência antes de crítica, produto, software.
Azul → Vermelho → Branco → Amarelo → Verde → Preto → Azul. Emoção sai primeiro. Até ela sair, você não pensa.
Em conflito, a raiva/mágoa bloqueia a lógica. Dar espaço a ela cedo desarma e libera.
Desbloqueio emocional, conflito, relações.
Azul → Branco → Preto → Vermelho → Verde → Amarelo → Azul. Objetivo é encontrar falhas, então Preto cedo.
Antes de lançar algo importante, fazer o "funeral antecipado" revela riscos que a empolgação esconde.
Pre-mortem, encontrar falhas, hipótese de fracasso.
Azul → Verde → Verde → Amarelo → Branco → Preto → Vermelho → Azul. Duas passadas de Verde (a 2ª com provocação obrigatória).
Quando estiver travado, uma só rodada de Verde não quebra o bloqueio. Regra extra: Preto não descarta mais que 50%.
Dupla divergência, provocação radical, bloqueio criativo.
Variante 6 (irreversível): Azul → Branco → Amarelo → Preto → Verde → Preto → Vermelho → Azul (dupla passada no Preto). Variante 7 (condensada): Azul → Branco → Amarelo+Preto → Vermelho → Azul (sem Verde, só em emergências).
Decisão cara merece crítica dupla. Pressa extrema merece versão reduzida (mas consciente da perda).
Dupla crítica, versão rápida, aviso explícito.
👀 Lendo cada chapéu
Como saber se a saída do Branco é boa. Do Amarelo. Do Preto. Do Verde. Do Vermelho. Checklists por chapéu.
Um Branco bom separa claramente verificado, acreditado e lacuna. Não tem opinião. Não tem projeção.
Se o Branco já está contaminado, todos os chapéus seguintes trabalham com dado ruim. Lixo entra, lixo sai.
Três categorias, neutralidade, teste de advérbio.
Cada benefício vem com "por que plausível" concreto. Sem "usuários vão adorar". Sem "aumenta engajamento genérico".
Amarelo fraco é hype. Hype no processo mata a credibilidade de toda a análise.
Fórmula benefício+por quê, teste do cético educado.
Preto bom é preciso: risco descrito, probabilidade, impacto, razão. Enunciado com segurança ("vai", não "pode").
Preto diluído por complacência é o pecado mais comum. Treinar o olho para identificar serve muito.
Troca "poderia" por "vai", teste de plausibilidade.
5+ alternativas com marcos divergentes IDENTIFICADOS, uma provocação radical. Custo e resultado diferentes entre elas.
Falsa divergência (mesma ideia, 5 nomes) é comum. Saber distinguir salva tempo.
Teste de distinção, marco identificado, provocação presente.
Frases curtas, viscerais, sem "porque". Vai de "não gosto" a "me entusiasma sem saber por quê". 3-8 frases.
Vermelho contaminado com razão vira diagnóstico racional disfarçado — e perde o valor de intuição.
Frase curta, sem "porque", máximo 8.
Mapa + tensões + matriz com critérios específicos + UMA recomendação + Plano B com gatilho + métricas de revisão.
Síntese "três caminhos possíveis" devolve a decisão. Treinar o olho para exigir UMA protege você disso.
Uma recomendação, gatilho do Plano B, métricas de revisão.
🎨 Os 10 marcos divergentes
O catálogo do Chapéu Verde. Cada marco corta o problema em uma dimensão diferente.
Inversão: "como garantir o FRACASSO?". Constraint: "e se tivesse 1/10 do orçamento? 100x?". Cross-domain: "como um hospital resolveria?".
Os mais úteis para estratégia, prevenção e inovação. Todo analista deveria saber invocar qualquer um.
Pensamento inverso, extremos, transferência entre domínios.
1º princípios: decompor até verdades irredutíveis. SCAMPER: Substituir, Combinar, Adaptar, Modificar, Pôr outros usos, Eliminar, Reordenar.
Essenciais para problemas técnicos e refactoring de oferta. SCAMPER é ótimo para melhorias incrementais.
Decomposição, operadores de transformação, sete perguntas.
TRIZ: identificar trade-off central e dissolvê-lo separando por tempo/espaço/condições. Random: injetar conceito aleatório ("faroleiro", "ópera") e forçar conexões.
TRIZ para dilemas "A vs B" que parecem inescapáveis. Random para desbloqueio extremo.
Separação de contradição, injeção aleatória, pensamento lateral.
Stakeholder: perspectiva radical ("como o regulador vê?", "como um cético?"). Time-horizon: "em 10 anos?". Eliminação: "e se não fizer nada?".
Stakeholder revela pontos cegos. Time-horizon muda critérios. Eliminação é o mais contraintuitivo e o mais liberador.
Mudança de perspectiva, horizonte temporal, não-fazer.
Técnico: D+F+B. Estratégico: A+C+I. Criativo: G+E+H. Scope: J+B+D. Interpessoal: H+A+I.
Combos testados eliminam a paralisia de "qual escolher?". Tem ponto de partida para cada tipo de problema.
Receita por tipo, orientativo, ajuste conforme necessidade.
3 critérios: um marco de "ver de novo" (inversão, stakeholder), um de "ir fundo" (1º princípios, TRIZ), um de "fora da caixa" (random, eliminação).
A combinação é mais importante que a escolha individual. 3 ângulos diferentes = 5+ alternativas de verdade.
Diversidade de ângulos, complementariedade, 3 categorias.
🚨 Os 12 anti-padrões
Erros que simulam análise sem produzir nenhuma. Saber reconhecê-los salva você de horas perdidas.
Pular direto para os chapéus sem quebrar a âncora. A divergência a partir da âncora gera variantes dela, não alternativas.
É o erro mais comum e o que mais distrói o valor do método. Sempre executar os 4 movimentos.
Fase 0 obrigatória, 4 movimentos completos.
"Como implemento X?" vira "Qual a melhor forma de implementar X?". Mudou a forma, manteve a solução implícita.
Reformulação pura elimina TODA referência à abordagem. Só fica objetivo + restrições.
Mudar verbo, ângulo radical, zerar solução implícita.
"Mas poderia ser bom porque..." dentro do Preto. "Embora tenha o risco..." dentro do Amarelo.
Cada chapéu é monolítico. A contaminação faz cada um perder profundidade.
Frase contaminada, eliminação, monolítico.
Preto em condicional suave ("poderia talvez..."). Vermelho com "porque" justificando a emoção.
Treinar o olho para esses dois cobre 70% dos problemas típicos da saída.
Complacência, racionalização, correção rápida.
Alternativas que são variantes mínimas do plano original. Ou 5 nomes diferentes para a mesma ação.
Teste: o custo e o resultado de cada alternativa são distintos? Se não, são a mesma.
Executivamente distintas, teste de custo, teste de resultado.
Síntese oferecendo "três caminhos possíveis". Ou 30 parágrafos para análise que cabe em 5.
Sessão longa e indecisa é pior que não ter sessão. Exigir UMA recomendação é proteção contra diluição.
Síntese decisiva, limite de 5-12 linhas por chapéu.
📚 3 casos completos
Feature de produto, conflito de equipe, decisão irreversível. Aplicação do método do zero ao fim.
Caso real: 4 de 23 usuários pedem comentários em thread. Decide-se ir pela Alt 3 (pesquisa) como fase única antes de construir.
Ilustra variante 2 (produto), âncora em "vou fazer", e uso da Alt 5 como Plano B.
Variante 2, âncora de "fazer", matriz com 4 critérios.
Colaborador não entregou e culpou o usuário na frente do cliente. Variante 3, Vermelho primeiro. Conversa privada em 24h.
Mostra o valor do Vermelho precoce: a raiva sai, depois dá pra pensar.
Variante 3, desbloqueio emocional, saída ordenada.
Oferta de emprego em outra cidade, 780 km, +40% salário. Variante 6 (dupla passada no Preto). Recomendação: aceitar com cláusula de retorno.
Exemplifica o uso de decisão irreversível com dupla crítica. Mostra que "não fazer" é opção válida.
Variante 6, cláusula de reversão, dupla passada.
Migração de banco de dados de Postgres para Aurora. Variante 4. 3 modos de falha identificados antes da execução.
Pre-mortem salva projetos. Este caso mostra como a Variante 4 previne decisões de infraestrutura caras.
Variante 4, modos de falha, prevenção.
Equipe travada há 3 semanas em nome de SaaS. Variante 5. Random concept "submarino" + Cross-domain. 12 nomes, escolhe 1.
Mostra o poder da Variante 5 (dupla Verde) e provocação radical.
Variante 5, random concept, bloqueio criativo.
Padrões recorrentes: Fase 0 detecta âncora em 4/5 casos. Eliminação (J) aparece em 3/5. Alt "não fazer nada" em todos.
Ver os padrões acelera seu reconhecimento de situação — e sua escolha de variante e marcos.
Recorrência, eliminação comum, âncora frequente.