MÓDULO 2.1
Claude → Codex: separe o cérebro do modelo
Explicar por que o lock-in mora no runtime e como o método Auditar → Adaptar → Provar → Handoff leva o conhecimento do projeto para um núcleo portátil.
O que é
A área Claude → Codex parte de uma frase: "Não migre o seu cérebro. Separe o cérebro do modelo." O "cérebro" é tudo o que você acumulou num projeto: contexto, regras, decisões, tarefas, skills, handoffs e memória. Segundo a página, só CLAUDE.md e AGENTS.md estão presos ao provedor; todo o resto é Markdown portátil, texto simples que qualquer agente consegue ler. Quando esse material vive numa camada portátil dentro do projeto, Claude Code, Codex CLI, Gemini ou um modelo local em container viram apenas executores, isto é, programas que fazem o trabalho a partir desses arquivos. Trocar de modelo passa a ser trocar uma borda, não o centro. A área junta a tese, o método, um curso de 3 trilhas, um kit de scripts e mega-prompts que fazem isso na prática.
Por que aprender
Modelos mudam com frequência, por preço, acesso ou qualidade. Se o conhecimento do projeto estiver no lugar certo, cada troca custa pouco em vez de exigir reconstrução.
Conceitos-chave
cérebro = contexto, regras, decisões, tarefas, skills, handoffs e memória; Markdown portátil; executor; trocar a borda, não o centro
O que é
Lock-in é ficar preso a um fornecedor porque sair dele custa caro. A página afirma: "O lock-in não está no modelo. Está no que você deixou dentro do runtime." Runtime é o programa que roda o agente, como o Claude Code ou o Codex CLI. Quem usa um assistente de código há alguns meses acumulou instruções, memória, skills, hooks e milhares de sessões num formato que só aquele runtime lê. A página descreve três mudanças: o lock-in é invisível até o dia da troca; o mesmo conhecimento pode servir a qualquer modelo; e você passa a ter menos dependência e mais controle. O conteúdo é durável, o formato é descartável, e misturar os dois é o que trava a migração.
Por que aprender
A área é para quem usa Claude Code ou Codex em projetos reais e teme a troca de modelo. Entender onde está a dependência mostra o que precisa sair do runtime antes que a troca seja obrigatória.
Conceitos-chave
lock-in; runtime; CLAUDE.md, memória nativa e sessões JSONL são armazenamento do trabalho, não o trabalho; conteúdo durável, formato descartável
O que é
O método tem quatro passos, nessa ordem: Auditar, Adaptar, Provar e Handoff, "nunca implementando antes de auditar". Auditar é fazer um inventário somente leitura dos dois runtimes: skills, comandos, subagentes, hooks e MCP; cada skill vira reutilizável, adaptador, nativo ou não resolvido. Adaptar é dividir o CLAUDE.md: regras portáteis vão para o AGENTS.md, e o que depende de plugin, hook ou menu do Claude fica no arquivo específico, que apenas importa o portátil. Provar é abrir uma sessão nova e fazer cinco perguntas de continuidade: objetivo e critério de pronto, uma regra com o arquivo de origem, a última decisão, a próxima ação e conflitos. Handoff é gravar decisões, pendências, próximos passos e caminhos num Markdown que a próxima sessão lê antes de agir.
Por que aprender
A ordem evita o erro mais caro: mudar arquivos antes de saber o que existe. E a regra de prova impede que você confunda arquivo criado com conhecimento realmente usado.
Conceitos-chave
Auditar → Adaptar → Provar → Handoff; MODE: audit; portátil × resíduo; cinco perguntas de continuidade; arquivo existir não é prova
O que é
O núcleo portátil são sete lugares, cada um com um dono e uma regra de atualização. AGENTS.md guarda regras estáveis e ordem de leitura; context/overview.md, fatos verificados com fonte e data; context/current-state.md, o que funciona e o que está pendente; context/sources.md, de onde vem cada informação. context/decisions/ tem uma decisão aceita por arquivo; tasks/current.md traz objetivo, dono, critério de pronto e próxima ação; handoffs/latest.md é a continuação para a próxima sessão. A página avisa que esses nomes são convenção: nenhum runtime carrega essas pastas sozinho, quem manda ler é a ordem de leitura no topo do AGENTS.md. Cada informação tem um tipo: fato, preferência, hipótese ou decisão, e "provenance vence timestamp", ou seja, a origem pesa mais que a data e nada se apaga, usa-se superseded_by.
Por que aprender
Misturar fato com hipótese, ou decisão com preferência, faz o agente repetir erro antigo e contradizer o que já foi resolvido. Dono e data permitem promover uma informação para contexto aprovado, sempre com a sua aprovação.
Conceitos-chave
AGENTS.md; context/; decisions/; tasks/current.md; handoffs/latest.md; fato, preferência, hipótese, decisão; provenance vence timestamp; segredos fora do repositório
O que é
A página separa a decisão em três níveis de esforço, não em opiniões. Nível 1 é importar no app, com um clique: rápido, mas limitado ao que o outro lado aceita, e o CLI do Codex, por exemplo, não tem import nativo. Nível 2 é migrar com o kit, com um comando: rodar os scripts do agente-claude-codex para auditar, adaptar, instalar o núcleo, portar skills e provar. Nível 3 é a camada pessoal portátil, duradoura: o conhecimento vive no projeto e o runtime fica intercambiável. Ficar agnóstico, isto é, não depender de nenhum modelo específico, é o nível 3, e segundo a página é o único que sobrevive à próxima troca. Agnóstico não é abandonar o Claude: você continua escolhendo o executor por tarefa.
Por que aprender
Nem todo mundo precisa do nível 3 agora. A página lista quando migrar já, por custo, acesso ou política, e quando vale ficar agnóstico, como ao usar dois executores ou ter trabalho de cliente.
Conceitos-chave
Nível 1 importar; Nível 2 migrar com o kit; Nível 3 camada pessoal portátil; migrar agora × ficar agnóstico; custo de não fazer nada
O que é
O curso Claude → Codex: migre ou fique agnóstico é aberto, em português, com versões em inglês e espanhol; segundo o currículo, são 3 trilhas, 18 módulos e 108 tópicos. A Trilha 1 cobre fundamentos e vocabulário, a Trilha 2 é o kit comando por comando e a Trilha 3 traz seis projetos sobre um sistema real. O kit agente-claude-codex é bash mais Markdown, em três formas de uso: scripts, mega-prompts e o template do núcleo portátil. O doctor.sh responde "meu ambiente está pronto?" e o audit.sh grava um relatório somente leitura; há ainda adapt-instructions.sh, init-core.sh, sync-skills.sh com polyskill, readback-test.sh, drift-report.sh e promover-memoria.sh. A página resume: "O melhor primeiro passo é um projeto seu, em modo audit."
Por que aprender
O curso explica o porquê e o kit faz o trabalho sem apagar nada: nada em ~/.claude ou ~/.codex é copiado em massa ou apagado, e instalar skill faz backup ao lado. Começar pela auditoria mostra em uma sessão o que é portátil e o que depende de hook.
Conceitos-chave
curso de 3 trilhas; kit agente-claude-codex; doctor.sh; audit.sh; mega-prompts A e B; Mapa do tema; área irmã Codex + Claude