PTENES
TRILHA 1 · BÁSICO

🧬 Fundamentos de Agent Skills

Antes de construir qualquer skill, você precisa entender o que ela é de verdade: um arquivo de texto que o Claude lê, decide carregar e executa sozinho. Esta trilha disseca a anatomia do SKILL.md, a mecânica de progressive disclosure e a arte de escrever descriptions que disparam na hora certa.

pedido do usuário Claude lê as descriptions SKILL.md SKILL.md escolhida ✓ SKILL.md SKILL.md … resultado entregue
4
Módulos
24
Tópicos
~3h
Duração
Básico
Nível

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

1.1 ~40 min

🧬 Anatomia de uma Skill

O que é um SKILL.md, o frontmatter name/description, o corpo de instruções e como o Claude descobre e dispara a skill sozinho.

O que é:

Um arquivo Markdown com frontmatter YAML que ensina o Claude a executar uma tarefa específica sob demanda.

Por que aprender:

É a unidade mínima de tudo. Quem entende o arquivo entende o sistema inteiro.

Conceitos-chave:

Texto, não código. Versionável, legível, portável entre máquinas.

O que é:

O identificador único da skill, em kebab-case, que o Claude usa internamente.

Por que aprender:

Nome ambíguo = skill que ninguém acha. É o primeiro campo que importa.

Conceitos-chave:

Curto, descritivo, estável. Mudar o name quebra referências.

O que é:

A frase que diz ao Claude o que a skill faz E quando usá-la. É o que ele lê para decidir disparar.

Por que aprender:

90% do sucesso de uma skill mora aqui. Description fraca = skill morta.

Conceitos-chave:

Faz + Quando. Verbos de ação, gatilhos concretos.

O que é:

Tudo abaixo do frontmatter: o passo a passo, regras, exemplos e o formato de saída esperado.

Por que aprender:

É onde a qualidade da execução é definida. Instruções vagas geram resultados vagos.

Conceitos-chave:

Workflow, regras duras, formato de saída, princípios.

O que é:

No início, o Claude só vê name + description de cada skill — nunca o corpo inteiro de todas.

Por que aprender:

Entender isso explica por que a description é tudo e por que skills demais confundem.

Conceitos-chave:

Índice leve, matching semântico, carregamento sob demanda.

O que é:

Quando o pedido casa com uma description, o Claude carrega aquele SKILL.md e passa a seguir suas instruções.

Por que aprender:

É a diferença entre uma skill que ativa sozinha e uma que você precisa invocar na mão.

Conceitos-chave:

Disparo automático, invocação explícita, contexto da conversa.

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1.2 ~40 min

📂 Progressive disclosure & estrutura

As pastas references/, scripts/ e assets/, o carregamento sob demanda e a regra de ouro: manter o SKILL.md enxuto.

O que é:

Estratégia de mostrar primeiro só o essencial e revelar o detalhe só quando ele for necessário.

Por que aprender:

É o princípio que mantém o contexto leve e a skill rápida e barata de carregar.

Conceitos-chave:

Camadas, sob demanda, economia de contexto.

O que é:

Arquivos de apoio (templates, design systems, tabelas) que o SKILL.md manda ler quando precisar.

Por que aprender:

É onde mora o detalhe que tornaria o SKILL.md gigante se ficasse inline.

Conceitos-chave:

Documentos de apoio, leitura condicional, modularidade.

O que é:

Scripts (Python, shell, etc.) que a skill executa em vez de pedir ao Claude para reescrever lógica toda vez.

Por que aprender:

Código determinístico é mais confiável e barato que regenerar a lógica em cada chamada.

Conceitos-chave:

Determinismo, reuso, separar lógica de prosa.

O que é:

Arquivos estáticos — fontes, imagens, templates HTML, exemplos — que a saída usa ou referencia.

Por que aprender:

Mantém a skill autocontida: tudo que ela precisa viaja junto.

Conceitos-chave:

Autocontido, recursos versionados, exemplos de saída.

O que é:

O SKILL.md deve conter o fluxo e as decisões; o detalhe pesado vai para os arquivos de apoio.

Por que aprender:

Um SKILL.md inchado custa contexto toda vez que dispara, mesmo quando o detalhe não é usado.

Conceitos-chave:

Roteador, não enciclopédia. Aponta, não despeja.

O que é:

O padrão de instruir o Claude a abrir um arquivo de apoio só em condições específicas.

Por que aprender:

É o que transforma um conjunto de arquivos em uma skill que se navega sozinha.

Conceitos-chave:

Condições de leitura, tabela de roteamento, gatilho por tarefa.

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1.3 ~40 min

🎯 Descriptions que disparam

A anatomia de uma description que ativa na hora certa: gatilhos, exemplos, anti-padrões e — tão importante quanto — quando NÃO disparar.

O que é:

Toda boa description tem duas partes: o que a skill produz e em que situações ela deve ser usada.

Por que aprender:

Descrições que só dizem "o que fazem" não dão ao Claude o sinal de quando disparar.

Conceitos-chave:

Capacidade + condição, ação + contexto.

O que é:

Palavras e pedidos reais ("crie um itinerário", "/travel") que sinalizam que a skill se aplica.

Por que aprender:

Gatilhos concretos elevam drasticamente a taxa de disparo correto.

Conceitos-chave:

Linguagem do usuário, sinônimos, comandos de barra.

O que é:

Incluir casos de uso curtos dentro da própria description para ancorar o matching.

Por que aprender:

Exemplos dão ao Claude âncoras semânticas que descrições abstratas não dão.

Conceitos-chave:

Casos de uso, âncoras, "use quando...".

O que é:

Descrições vagas, genéricas demais ou puramente técnicas que não dizem quando usar a skill.

Por que aprender:

Reconhecer o anti-padrão é o caminho mais rápido para corrigir uma skill que não ativa.

Conceitos-chave:

Vago, redundante, sem gatilho, jargão sem contexto.

O que é:

Deixar claro na description (e no corpo) os casos em que a skill NÃO deve ser usada.

Por que aprender:

Falsos positivos atrapalham tanto quanto falsos negativos. Limites evitam ambos.

Conceitos-chave:

Escopo negativo, "não use para...", desambiguação.

O que é:

Rodar pedidos reais e variados para ver se a skill ativa quando deve e fica quieta quando não deve.

Por que aprender:

Description é hipótese; só o teste confirma. É um loop, não um chute único.

Conceitos-chave:

Casos de teste, falso positivo/negativo, iteração.

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1.4 ~45 min

📐 Regras 2026

As regras atuais do guia de boas práticas de skills da Anthropic e dos docs do Claude Code, os ajustes para os modelos 5.5, uma checklist copiável e o validador para auditar as suas skills.

O que é:

SKILL.md abaixo de 500 linhas, referências linkadas direto dele e sumário no topo de referência com mais de 100 linhas.

Por que aprender:

Referência aninhada é só pré-visualizada: as regras do fim do arquivo somem sem aviso.

Conceitos-chave:

500 linhas, um nível de profundidade, sumário.

O que é:

Quanto controle cada passo merece: instrução em texto, modelo com variação ou script exato.

Por que aprender:

Erro caro pede script exato; tarefa aberta pede só a direção.

Conceitos-chave:

Risco, fragilidade, "e se o agente fizer diferente?".

O que é:

O que a skill faz e quando usar, em terceira pessoa, com até 1.024 caracteres; descrição + when_to_use são cortadas em 1.536 na listagem.

Por que aprender:

O que passa do corte o modelo não vê, e a skill deixa de disparar.

Conceitos-chave:

Terceira pessoa, "quando usar", limites de tamanho.

O que é:

Lista que o agente copia na resposta e marca, com linha de volta, e um loop rodar, corrigir e repetir.

Por que aprender:

Tarefa longa sem checklist pula passos; saída sem loop sai com o primeiro erro.

Conceitos-chave:

Checklist, critério que passa ou falha, verificador.

O que é:

Rodar a skill nos modelos que vão usá-la e conferir se orienta o bastante sem explicar demais.

Por que aprender:

Cada modelo reage diferente à mesma instrução.

Conceitos-chave:

Haiku orienta? Sonnet econômico? Opus sem excesso?

O que é:

Linha de instalação para cada pacote, hooks no frontmatter da skill e regras críticas no topo, porque a compactação guarda só os primeiros 5.000 tokens.

Por que aprender:

É o que faz a skill funcionar na máquina do colega e numa sessão longa.

Conceitos-chave:

Instalação, hook, compactação, modelos 5.5.

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