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TRILHA 4

📊 Provar e manter

Cortar sem medir é palpite com cara de decisão. Esta trilha fecha o método: você monta três versões da mesma configuração, roda as mesmas tarefas reais nas três, compara em nove dimensões — e transforma o resultado numa rotina que impede o sedimento de voltar no próximo modelo.

cada falha observada volta como eval — e o ciclo recomeça 5 a 10 tarefas reais A · config atual B · metade C · mínima veredito 9 dimensões comparadas mesma tarefa · mesmo modelo · três configurações empate = as instruções extras eram peso morto

O que olhar: a única coisa que muda entre as três colunas é a configuração — tarefa e modelo são idênticos, por isso a diferença de saída só pode vir das instruções. A caixa em destaque é o veredito: se A e C empatam, o que existe em A e não em C é peso morto comprovado. E a volta em ciano é o que separa uma faxina de um método: o resultado não termina no relatório, ele vira caso de teste e realimenta a próxima rodada.

2
Módulos
12
Tópicos
~1h35
Duração
Avançado
Nível
Progresso da trilha
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Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

4.1~50 min

📊 O plano de ablação A/B/C

Três versões da config, 5 a 10 tarefas reais e nove dimensões de comparação. Sem teste, cortar é palpite.

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O que é:

A é a sua configuração atual, intocada. B mantém aproximadamente metade das instruções — as que a auditoria classificou como mais defensáveis. C é a versão mínima: contexto do projeto, objetivo, guardrails inegociáveis, critérios de qualidade e verificação. Nada além disso.

Por que aprender:

Duas versões só respondem "melhorou ou piorou?". Três respondem "onde está o joelho da curva?" — se B e C empatam com A, o corte pode ir mais fundo do que você imaginava; se C cai e B não, o limite está entre elas.

Conceitos-chave:

Versione as três em git antes de começar. C não é a config vazia: é a config que só tem o que nenhum modelo consegue adivinhar sozinho — o seu contexto e as suas regras.

O que é:

O conjunto de tarefas do teste sai do seu histórico de trabalho de verdade: a correção de bug que você fez semana passada, o refactor chato, a página que precisou de três idas e vindas. Cinco é o mínimo para não decidir por acaso; dez já cansa e você para de anotar direito.

Por que aprender:

Tarefa de brinquedo ("escreva uma função que soma dois números") passa em qualquer configuração. Ela não distingue A de C — só produz a falsa segurança de que "testei". O teste só tem valor se as tarefas puderem falhar.

Conceitos-chave:

Cubra os tipos de trabalho que você realmente faz, não só o mais comum. Inclua ao menos uma tarefa em que a config atual já deu problema — é ali que a diferença aparece.

O que é:

Nove colunas na sua tabela: qualidade do resultado, aderência às suas regras, autonomia (quantas vezes precisou perguntar), correções humanas necessárias, consistência entre execuções, tempo até a entrega, uso de ferramentas, complexidade da solução proposta e autoverificação (ele conferiu o próprio trabalho?).

Por que aprender:

Uma nota única esconde trocas. É comum a versão C entregar a mesma qualidade em menos tempo e com uma solução mais simples — e isso só fica visível se tempo e complexidade forem colunas separadas.

Conceitos-chave:

Correções humanas é a dimensão mais honesta: conta o trabalho que sobrou pra você. Complexidade da solução costuma piorar com excesso de instrução, não melhorar.

O que é:

Mesma tarefa, mesmo modelo, mesmo estado do repositório nas três versões. E, antes de rodar qualquer coisa, escreva o que seria uma resposta "boa" para aquela tarefa. Só depois você lê as saídas.

Por que aprender:

Se você define o critério depois de ver a resposta, o critério se molda à resposta — você aprova o que apareceu em vez de avaliar o que precisava aparecer. É o viés que arruína a maioria dos testes caseiros de prompt.

Conceitos-chave:

Trocar de modelo no meio invalida a comparação inteira. Se puder, leia as saídas sem saber qual versão as gerou — e anote na hora, não de memória no fim do dia.

O que é:

Empate entre A e C significa que tudo que existe em A e não existe em C é peso morto: custa contexto e atenção sem comprar nada. Piora isolada em uma tarefa é ruído. Piora repetida, na mesma dimensão, em tarefas diferentes, aciona a regra de reintrodução.

Por que aprender:

A regra de reintrodução evita os dois erros opostos: devolver tudo ao primeiro susto, ou insistir na versão mínima ignorando uma falha real. Devolva uma instrução por vez, a mais específica possível, citando a falha que a justifica.

Conceitos-chave:

Instrução devolvida sem falha registrada é fé, não evidência. E a versão que volta não é a antiga: é a antiga menos tudo que o teste já provou dispensável.

O que é:

Toda falha que você observou no teste vira um caso guardado: a tarefa, o que deu errado e o que seria o certo. Esse conjunto é a sua bateria de evals — e ela cresce a partir do trabalho real, não de um catálogo genérico.

Por que aprender:

É assim que o teste deixa de ser um evento único. Na próxima troca de modelo, você não recomeça do zero: roda a bateria e vê, em minutos, o que o modelo novo já resolve sozinho.

Conceitos-chave:

Eval saturada — que passa sempre, em qualquer versão — se aposenta. Ela virou peso morto do mesmo jeito que a instrução que a originou; manter tudo pra sempre é recriar o problema em outro arquivo.

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4.2~45 min

🔁 O ciclo contínuo

O ciclo de 5 passos, os gatilhos de re-auditoria, a mentalidade empírica — e a sua política de ablação pessoal.

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O que é:

Auditar a configuração; cortar o que o diagnóstico marcou como removível; usar a versão cortada em trabalho real por alguns dias; anotar as falhas que aparecerem; repetir. Cinco passos, sem etapa extra.

Por que aprender:

O passo que quase todo mundo pula é o terceiro. Cortar e reler o arquivo não prova nada — só o uso em trabalho real revela se faltou alguma coisa, e revela em dias, não em minutos.

Conceitos-chave:

O ciclo é curto de propósito. Uma volta pequena e frequente descobre problemas quando eles ainda são baratos de desfazer.

O que é:

Três sinais objetivos: saiu um modelo novo; o seu CLAUDE.md passou de aproximadamente 150 linhas; duas ou mais skills começaram a brigar pelo mesmo gatilho de ativação.

Por que aprender:

Sem gatilho explícito, a re-auditoria acontece quando a irritação acumula — ou seja, tarde demais. Modelo novo é o gatilho mais forte: metade das suas instruções foi escrita para consertar fraquezas que ele talvez não tenha mais.

Conceitos-chave:

150 linhas não é lei, é alarme. Skills competindo pelo mesmo gatilho não é problema de descrição: é sinal de que você tem skills demais para o mesmo trabalho.

O que é:

Tratar a própria configuração como ciência empírica: você não sabe o que o modelo precisa, você testa. Observa o que acontece. E reteste o que falhou antes, porque a falha de ontem pode ter sido resolvida pelo modelo de hoje.

Por que aprender:

Instruções nascem quase sempre de uma frustração pontual, viram permanentes e nunca mais são checadas. A maior parte do peso morto de um CLAUDE.md foi útil — dois modelos atrás.

Conceitos-chave:

Escrever mais instrução é o reflexo fácil e quase sempre errado. A pergunta certa é "isso ainda é necessário?", e ela só se responde rodando de novo.

O que é:

Há três terrenos em que a versão mínima ainda costuma sofrer: sistemas profundos e muito acoplados, arquiteturas distribuídas com estado espalhado, e verificação visual fina (um pixel fora do lugar, um contraste ruim).

Por que aprender:

Saber onde o método aperta evita duas bobagens: cortar contexto que é genuinamente necessário nesses casos, e concluir que "ablação não funciona" por ter testado justamente no terreno mais difícil.

Conceitos-chave:

Nesses casos o que fica não é microgerenciamento: é contexto factual que o modelo não tem como descobrir sozinho — e critério de verificação, não passo a passo.

O que é:

Routine é uma tarefa agendada cujo conteúdo é um único prompt. Na Anthropic, times rodam de 20 a 30 delas por dia — triagem de issues, checagem de builds, resumos — e cada uma cabe em uma frase.

Por que aprender:

É a prova prática do curso inteiro: trabalho de verdade, recorrente, rodando com uma frase de instrução. Se o padrão profissional é esse, o seu CLAUDE.md de 400 linhas precisa justificar cada uma delas.

Conceitos-chave:

Boa candidata a routine: tarefa repetitiva, com critério de sucesso claro e baixo custo de erro. A própria re-auditoria periódica pode virar uma.

O que é:

Dez linhas suas respondendo: quando eu re-audito, o que nunca corto, como decido reintroduzir, qual é o meu conjunto de tarefas de teste, e quando uma eval se aposenta.

Por que aprender:

Sem política escrita, cada re-auditoria recomeça a discussão do zero e as decisões variam com o humor do dia. Com ela, o critério é anterior ao caso concreto — que é exatamente o que impede o viés de aprovar o que já está lá.

Conceitos-chave:

Guarde-a onde você vai reler — um arquivo próprio, um card, o topo do checklist de release. Nunca como mais um parágrafo dentro do CLAUDE.md: seria virar exatamente o tipo de sedimento que o curso ensinou a cortar.

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🎓 Projeto final

O curso termina com quatro entregáveis sobre a sua configuração real — a mesma que atravessou as quatro trilhas. Não é exercício de papel: é o material que você vai reusar na próxima troca de modelo.

Entregável 1

Relatório da skill

A saída completa da audit-ablacao rodada na sua config, com as dez seções preenchidas — inventário, classificação linha a linha, redundâncias, microgerenciamento e proposta de versão mínima.

Entregável 2

CLAUDE.md antes e depois

As duas versões e o diff entre elas. O diff é o que torna cada corte auditável depois — inclusive por você, daqui a três meses, quando não lembrar por que aquela linha sumiu.

Entregável 3

Tabela A/B/C

O resultado do teste em pelo menos duas tarefas reais, com as nove dimensões preenchidas para as três versões e o veredito escrito em uma frase.

Entregável 4

Política de ablação pessoal

As suas dez linhas de critério, guardadas fora do CLAUDE.md, num lugar que você realmente vai reler quando o próximo modelo sair.

Critério de aprovação

  • 1.Os quatro entregáveis existem — não bastam três.
  • 2.Toda remoção aplicada tem trecho citado, risco identificado e como testar.
  • 3.Toda instrução devolvida tem uma falha repetida registrada que a justifica.
  • 4.A versão final tem ao menos uma verificação objetiva onde antes não havia nenhuma.