Mapa da trilha
🧬 Anatomia de uma skill
Procedure × Ability
🫥 Custo de contexto da skill
Quando esconder
🎓 A Teach skill por dentro
Skill com memória
🌳 Ensino que retém
ZDP + recall
🔬 Grill-me & skills adversariais
Entreviste-me
🔗 Encadear skills + DRY humano
Pipeline de pensamento
Conteúdo detalhado
🧬 Anatomia de uma skill
Toda skill tem duas portas: procedure (você invoca) e ability (o modelo invoca). Saber qual usar muda tudo.
Um pacote de instruções e processo que ensina o agente a fazer algo de um jeito específico.
É a unidade de reuso: você escreve uma vez e o agente repete certo.
Skill = conhecimento + processo empacotados.
Frontmatter (nome, descrição, flags) no topo; corpo com as instruções reais.
A descrição é o que o modelo vê para decidir invocar; o corpo é o que ele executa.
Descrição = gatilho; corpo = execução.
Skill que só roda quando você a chama explicitamente — você decide o quando.
Procedures não vazam descrição e mantêm você no controle do fluxo.
Procedure = invocação humana, processo fixo.
Skill que o próprio modelo decide acionar quando reconhece a situação na descrição.
Abilities automatizam, mas cobram contexto — a descrição fica sempre carregada.
Ability = invocação do modelo, autonomia.
A mesma skill pode ser exposta como procedure ou como ability — muda só o gatilho.
Escolher a porta certa equilibra controle, automação e custo de contexto.
Duas portas para o mesmo conteúdo.
Critério simples: você quer disparar manualmente (procedure) ou deixar o modelo reconhecer (ability)?
Evita pagar contexto por automação que você nem usa.
Controle → procedure; reconhecimento → ability.
🫥 Custo de contexto da skill
Cada skill cobra contexto pela descrição. Saber quando esconder uma skill é higiene de harness.
Toda skill invocável pelo modelo vaza sua descrição no context window, mesmo sem ser usada.
O contexto é finito; cada descrição carregada custa espaço e atenção.
Descrição = imposto fixo de contexto.
Cem skills viram cem descrições competindo por espaço no contexto.
Acumular skills "por garantia" degrada o desempenho de todas.
Mais skills = mais ruído no contexto.
`disable model invocation: true` → a skill só roda quando você chama, sem vazar descrição.
Permite ter a skill disponível sem pagar o custo de contexto dela.
Procedure oculta = custo zero quando ociosa.
Saber quais skills você tem e quando chamá-las pode morar em você, não no contexto.
Você vira o índice vivo das skills, liberando o context window.
Memória humana > descrição carregada.
Skills curtas e diretas — descrição mínima, corpo focado — custam menos e disparam melhor.
Excesso de instrução entope o contexto e confunde o modelo.
Menos é mais em descrição e corpo.
Revisar periodicamente quais skills estão sempre carregadas e cortar as ociosas.
Auditoria mantém o contexto limpo e o desempenho alto.
Auditar → esconder → enxugar.
🎓 A Teach skill por dentro
A Teach skill é stateful: guarda estado local e lembra de você entre sessões. Veja como ela funciona por dentro.
Skill stateless começa do zero toda vez; stateful guarda estado entre sessões.
Ensino que retém exige memória — sem estado, não há continuidade.
Estado = continuidade entre sessões.
Um arquivo que fixa a missão de aprendizado: o que você quer aprender e por quê.
Dá norte à skill — toda sessão sabe para onde está indo.
mission.md = alvo de aprendizagem persistente.
Registro do que você já aprendeu, acertou e errou ao longo das sessões.
Permite à skill adaptar o ritmo e revisar o que não fixou.
Histórico de aprendizado guia o próximo passo.
A skill gera lições em HTML — material navegável feito sob medida para você.
Conteúdo concreto e revisitável bate explicação efêmera no chat.
Lição como artefato durável.
O estado vive em arquivos locais — não depende do context window para lembrar.
Memória no disco sobrevive a resets e não cobra contexto.
Disco = memória barata e durável.
O padrão da Teach skill — missão + registro + lições + estado — serve a qualquer skill com memória.
Você pode recriar o conceito para suas próprias skills stateful.
Receita reutilizável de skill com estado.
🌳 Ensino que retém
Ensinar de verdade exige ciência: zona de desenvolvimento proximal, conhecimento como grafo e recall ativo.
A faixa entre o que você já sabe e o que ainda não consegue sozinho — onde o aprendizado acontece.
Ensinar dentro da ZDP mantém você desafiado sem frustrar.
ZDP = dificuldade calibrada.
Conhecimento é uma rede de conceitos com pré-requisitos, não uma lista linear.
Mapear o grafo revela o que ensinar antes do quê.
Nós = conceitos; arestas = pré-requisitos.
A skill escolhe um caminho linear pelo grafo: a ordem que respeita os pré-requisitos.
Sequenciar bem evita lacunas e sobrecarga.
Grafo → rota linear ensinável.
Perguntas que forçam recall ativo — lembrar custa esforço e por isso fixa.
Recall ativo retém muito mais que reler.
Testar-se > revisar passivamente.
Revisar em intervalos crescentes, na hora em que você quase esqueceria.
É o método mais eficiente para memória de longo prazo.
Espaçar revisões combate o esquecimento.
A skill ajusta ritmo, exemplos e revisões ao seu histórico individual.
Ensino adaptado retém mais que conteúdo genérico.
Adaptar ao aluno > tamanho único.
🔬 Grill-me & skills adversariais
A grill-me te entrevista antes de codar — uma skill curta e poderosa que substitui o plan mode.
Uma skill que vira o jogo: o agente te entrevista, fazendo perguntas até entender o que você quer.
Extrai de você os detalhes que faltam antes que o código saia errado.
IA pergunta; você responde; entendimento sobe.
Pocock usa a grill-me no lugar do plan mode — entrevista antes de qualquer plano.
Um plano sobre suposições erradas é pior que nenhum plano.
Entrevistar > planejar no escuro.
A grill-me cabe em 4-5 frases — é minúscula e mesmo assim transforma o fluxo.
Prova que skill boa não precisa ser longa; precisa ser certeira.
Poder por foco, não por tamanho.
A entrevista alinha você e a IA sobre o objetivo antes que uma linha seja escrita.
Corrigir entendimento no início custa minutos; no fim, custa retrabalho.
Alinhar cedo é barato.
O resultado da grill-me é um entendimento compartilhado do problema entre você e o agente.
Entendimento comum é o que faz a delegação funcionar.
Mesma imagem do alvo dos dois lados.
Por ser tão curta, a grill-me é fácil de adaptar ao seu projeto e estilo.
Uma skill que você ajusta vira parte do seu harness pessoal.
Pequena = fácil de customizar.
🔗 Encadear skills + DRY humano
Skills encadeadas viram um pipeline de pensamento — e o que você repete 3 vezes deveria virar skill.
Um pipeline: a grill-me extrai a visão, vira um PRD, que vira issues acionáveis.
Cada etapa entrega a próxima pronta — da ideia ao backlog sem fricção.
Entrevista → especificação → tarefas.
A saída de uma procedure alimenta a próxima — skills se encaixam como elos.
Encadear procedures dá fluxos confiáveis e repetíveis.
Procedures como elos de uma corrente.
Entre cada procedure do pipeline, você revisa e ajusta antes de seguir.
O humano nos pontos certos mantém o pipeline no rumo.
Checkpoints humanos entre etapas.
Se você deu as mesmas instruções 3 vezes, é hora de empacotá-las numa skill.
DRY (don't repeat yourself) vale para o seu próprio processo, não só para código.
Repetição = sinal de skill faltando.
Uma skill empacotada pode ser distribuída para todo o time usar do mesmo jeito.
Skills viram o conhecimento institucional executável da equipe.
Skill = processo compartilhável.
Skills úteis podem ser publicadas e melhoradas pela comunidade (mattpocock/skills, aihero.dev).
Você ganha das skills dos outros e devolve as suas.
Open source de skills compõe.