TRILHA 1

🌱 Fundamentos do Desenvolvimento Agentic

Entenda em que mundo a gente está, descubra as 4 superfícies do Codex, prepare seu ambiente do zero e leve seu primeiro fluxo do prompt à PR.

4
Módulos
24
Tópicos
~4h
Duração
Base
Nível
VOCÊ Diretor App desktop CLI terminal IDE extensão Cloud remoto As 4 superfícies do Codex

Módulos desta Trilha

Conteúdo Detalhado

1.1 ~60 min

🎯 O Fim do Programador, o Início do Diretor de Agentes

A virada de mentalidade que separa quem ainda escreve código linha por linha de quem comanda agentes para construir produtos inteiros.

O que é:

Por décadas, transformar uma ideia em software exigiu meses de trabalho humano linha a linha. O programador era o gargalo entre intenção e produto pronto.

Por que aprender:

Entender esse gargalo histórico explica por que o salto agentic é tão grande: não é "produtividade 2x", é uma mudança de natureza no que significa construir software.

Conceitos-chave:

Tempo-ideia-até-produto, custo de oportunidade do código, throughput de desenvolvimento, lei de Brooks.

O que é:

A IA passou de sugerir trechos (Copilot) para escrever arquivos (Cursor) e finalmente para executar fluxos completos sozinha (Codex) — lendo, editando, rodando, testando e abrindo PRs.

Por que aprender:

Cada degrau exige um modelo mental diferente. Quem trata Codex como "Copilot melhor" subaproveita. Quem entende que é um agente executor, multiplica o que produz.

Conceitos-chave:

Autocomplete, chat-driven coding, agentic execution, loop de tool use, autonomia controlada.

O que é:

Vibe coding é prompt improvisado, sem testes, sem revisão. Agentic development mantém o flow mas adiciona AGENTS.md, plan mode, definition of done e revisão antes do merge.

Por que aprender:

Vibe coding constrói protótipos. Agentic development constrói produtos vendáveis. A diferença é o método disciplinado por trás da velocidade.

Conceitos-chave:

Vibe coding, prompt engineering, agentic loop, definition of done, código de produção vs protótipo.

O que é:

Você deixa de escrever todas as linhas e passa a definir intenção, contexto e critério de pronto. Os agentes executam; você dirige, revisa e decide quando aceitar.

Por que aprender:

Dirigir bem multiplica seu output. Um diretor habilidoso comanda 4–8 agentes em paralelo e entrega o que antes era trabalho de uma equipe.

Conceitos-chave:

Intenção clara, contexto suficiente, critério de pronto, paralelismo, revisão humana, julgamento crítico.

O que é:

Em 2026, o Codex GPT 5.5 oferece limites de uso muito mais altos que Claude Code, integra Image Gen, Computer Use e Browser Use nativamente, e está incluído no plano gratuito do ChatGPT.

Por que aprender:

A escolha de ferramenta afeta diretamente seu custo operacional, throughput e quais workflows são viáveis. Saber comparar é parte do mindset agentic.

Conceitos-chave:

Limites de tokens, modelos disponíveis, integração nativa, custo por sessão, lock-in de plataforma.

O que é:

O mercado brasileiro está com gap de 18–24 meses em relação ao americano em adoção de Codex. Quem domina agora consegue cobrar 5–10x o que cobrava antes pelo mesmo escopo.

Por que aprender:

Identificar a janela de arbitrage muda como você precifica seus serviços e quais clientes priorizar. É a oportunidade econômica do curso, não só técnica.

Conceitos-chave:

Arbitrage de adoção, gap geográfico, precificação por valor, micro-SaaS BR, white-label.

1.2 ~60 min

🧩 As 4 Faces do Codex (App, CLI, IDE, Cloud)

Cada superfície do Codex serve a um propósito diferente. Saber qual usar quando é o que separa amador de profissional.

O que é:

App nativo Mac/Windows com sessões paralelas, browser embutido, image gen integrado, anotação visual e plugins. É onde você passa 80% do tempo construindo produtos do zero.

Por que aprender:

Recursos exclusivos como anotação visual no browser embutido só existem aqui. Conhecer a fundo é o que destrava workflows que outras ferramentas não conseguem.

Conceitos-chave:

Sessões paralelas, browser embutido, anotação visual, plugins, projetos, plan mode.

O que é:

Cliente de linha de comando para invocar agentes a partir de scripts shell, hooks de Git, pipelines de CI ou cron jobs. Headless e scriptável.

Por que aprender:

CLI é o que transforma agentes em automações recorrentes — relatórios diários, triagem de issues, geração de changelog, qualquer coisa que se repete.

Conceitos-chave:

Pipe stdin/stdout, exit codes, scripts shell, integração CI/CD, modo não-interativo, secrets via env.

O que é:

Extensão que traz o agente para dentro do editor que você já usa, com acesso ao buffer aberto, seleção, terminal integrado e file tree do projeto.

Por que aprender:

Para edição contextual e refactor — quando você precisa do agente atuando exatamente no que está olhando, sem trocar de janela.

Conceitos-chave:

Contexto do editor, seleção como input, edição inline, comandos do palette, integração com source control.

O que é:

Você delega a tarefa para um ambiente cloud isolado conectado ao seu repositório GitHub. O agente roda lá, abre PR, e te avisa quando termina.

Por que aprender:

É o que permite multiagente real em escala — você não precisa do laptop ligado, e tarefas longas não bloqueiam seu ambiente local.

Conceitos-chave:

Sandbox cloud, GitHub integration, PR automático, @codex review, paralelismo remoto.

O que é:

GPT 5.5 Codex tem quatro níveis de intensidade: Fast (mais rápido, vasta maioria das tarefas), Standard, High (tarefas complexas) e Extra-High (raciocínio pesado).

Por que aprender:

Usar Extra-High pra tudo queima usage. Usar Fast pra tarefas complexas dá resultado ruim. Calibrar é otimização direta de custo e qualidade.

Conceitos-chave:

Trade-off velocidade/qualidade, custo por nível, casos de uso por modelo, escalada quando precisa.

O que é:

Free permite testar e fazer projetos pequenos. Plus ($20/mês) cobre devs solo médios. Pro ($200/mês) destrava uso quase ilimitado e modelos altos para profissionais que vivem disso.

Por que aprender:

Escolher mal o plano custa caro: ou você fica travado em limite no meio de um projeto, ou paga $200 sem precisar. Casar perfil + plano evita os dois extremos.

Conceitos-chave:

Cap diário, reset window, ROI por plano, custo por sessão, perfil de uso solo vs equipe.

1.3 ~60 min

⚙️ Setup Completo do Ambiente

Conta, GitHub, sandbox, worktrees, banco de dados gratuito e o "hello agentic" que valida tudo de ponta a ponta.

O que é:

Criação da conta ChatGPT, ativação de método de pagamento internacional (cartão ou Wise), escolha do plano e download do app Codex.

Por que aprender:

A maioria dos brasileiros trava aqui — método de pagamento, validação de telefone. Resolver isso de uma vez por todas elimina fricção pelo curso inteiro.

Conceitos-chave:

Método de pagamento internacional, Wise, cartão virtual, número de telefone, validação OTP.

O que é:

Autorização do Codex no seu GitHub via OAuth, escolha de quais repositórios o agente acessa, e configuração de escopos (read, write, PR creation).

Por que aprender:

Configurar permissões corretas evita acidentes (agente mexendo em repos errados) e destrava recursos importantes como Codex Cloud e @codex review.

Conceitos-chave:

OAuth, GitHub App, escopos de permissão, repos autorizados, organizações vs perfil pessoal.

O que é:

Codex permite restringir o que o agente pode fazer no seu sistema: só ler, editar arquivos, ou ter acesso total (rodar comandos shell, instalar pacotes).

Por que aprender:

Full-access em código novo é seguro e mais rápido. Em código de produção ou cliente, edit ou read-only protege você de surpresas. Calibrar por contexto é segurança operacional.

Conceitos-chave:

Sandbox modes, file system access, shell execution, network access, escalada manual de permissão.

O que é:

Git worktree permite ter múltiplas branches do mesmo repo checadas em pastas diferentes ao mesmo tempo. Cada agente trabalha numa worktree própria, sem pisar no outro.

Por que aprender:

É a base técnica do trabalho multiagente real. Sem worktrees, dois agentes editando arquivos simultaneamente geram conflitos e perda de trabalho.

Conceitos-chave:

git worktree add, branches paralelas, merge final, cleanup de worktrees, isolation por tarefa.

O que é:

Criação de conta gratuita no Convex (ou Supabase), instalação da CLI, link com seu projeto local e validação que o ambiente conversa com o banco cloud.

Por que aprender:

Faz sentido configurar isso já no nivelamento — assim, quando chegar na Trilha 4 e o InboxAI precisar de banco, é só plugar, sem fricção burocrática.

Conceitos-chave:

Convex CLI, projetos cloud, ambiente dev/prod, free tier limits, autenticação por token.

O que é:

Mini-exercício de validação: pedir ao Codex pra criar um arquivo, fazer commit no GitHub e abrir uma PR — confirmando que conta, repo, sandbox e GitHub estão conversando.

Por que aprender:

Smoke test antes de qualquer projeto real. Se algo está mal configurado, descobre aqui em 5 minutos, não no meio do InboxAI na Trilha 4.

Conceitos-chave:

Smoke test, hello world agentic, validação end-to-end, troubleshooting de setup, log de erros.

1.4 ~60 min

🚀 Seu Primeiro Fluxo Agentic: do Prompt à PR

Exercício prático completo: descrever uma ideia, deixar o agente construir, revisar o diff, abrir PR e ver a IA revisando a IA.

O que é:

App web simples: criar notas, organizar por tags, e ter um botão "resumir com IA". Pequeno o suficiente pra terminar em 1h, completo o suficiente pra exercitar o fluxo inteiro.

Por que aprender:

Escolher um exercício do tamanho certo é parte da disciplina agentic. Se for grande demais, o agente se perde; se for pequeno demais, não exercita o fluxo real.

Conceitos-chave:

Tamanho mínimo viável de exercício, scope creep, MVP de aprendizado, time-to-feedback.

O que é:

Em vez de pedir "construa o app", você pede "proponha um plano em 5 etapas para construir o app". O agente expõe a abordagem antes de escrever uma linha.

Por que aprender:

Você captura erros de abordagem antes que virem código. Discutir o plano em 30 segundos evita refatorar 200 linhas depois.

Conceitos-chave:

Plan mode, prompt estruturado, decomposição de tarefas, validação antes de execução, ciclo plan-approve-execute.

O que é:

Durante a execução, o agente lê arquivos, edita, roda comandos, abre o browser. Você observa em tempo real e intervém quando vê algo errado.

Por que aprender:

Saber quando intervir e quando deixar o agente continuar é uma habilidade calibrada. Interromper demais quebra o flow; pouco gera retrabalho.

Conceitos-chave:

Tool use stream, sinais de descarrilamento, intervenção precoce, paciência produtiva, leitura de logs.

O que é:

Antes de aceitar mudanças, você lê o diff. Procura: arquivos não solicitados, segredos vazados, lógica errada, comentários desnecessários, código morto.

Por que aprender:

É a última linha de defesa antes do código entrar no repo. 5 minutos de revisão evita horas de bug em produção.

Conceitos-chave:

Diff review, scope creep do agente, secrets em código, lógica vs sintaxe, padrões anti-IA.

O que é:

Você pede ao Codex para fazer commit com mensagem semântica e abrir PR no GitHub com descrição estruturada (Summary, Test plan). Ele faz tudo.

Por que aprender:

PRs bem descritas são parte do que diferencia código profissional de protótipo. O agente entrega isso de graça se você pedir corretamente.

Conceitos-chave:

Conventional commits, semântica de mensagem, template de PR, summary + test plan, gh CLI.

O que é:

Você comenta `@codex review` na PR. Outro agente Codex (independente) lê o código, comenta sugestões, identifica bugs e aponta riscos. Tudo direto no GitHub.

Por que aprender:

É o que torna o fluxo profissional. Quando você está sozinho, ter um "segundo par de olhos" automatizado eleva a qualidade sem custo de tempo.

Conceitos-chave:

@codex review, revisão automatizada, segundo par de olhos, GitHub comments, ciclo write→review→merge.