TRILHA 2

📜 A Linguagem dos Agentes

Sair de prompt improvisado para um agente que entende seu projeto: AGENTS.md, skills, reverse prompting, plan mode, definition of done, sandbox e worktrees.

4
Módulos
24
Tópicos
~4h
Duração
Core
Nível
AGENTS.md # Objetivo InboxAI: triagem de email # Stack Next.js · Convex · Tailwind # Comandos bun dev · bun test · bun lint O manual operacional do projeto

Módulos desta Trilha

Conteúdo Detalhado

2.1 ~60 min

📄 AGENTS.md: O Manual Operacional do Projeto

O arquivo que o Codex (e o Cursor, e o Claude) lê automaticamente antes de cada sessão. Sem ele, você re-explica o projeto toda vez. Com ele, o agente já chega informado.

O que é:

Arquivo de markdown na raiz do projeto que Codex, Cursor e Claude leem automaticamente antes de qualquer sessão. Contém objetivo, stack, comandos, regras e preferências.

Por que aprender:

Sem AGENTS.md você re-explica o projeto toda vez — perde tempo e o agente erra padrões básicos. Com AGENTS.md, qualquer agente já chega calibrado.

Conceitos-chave:

Contexto durável, system prompt do projeto, memória compartilhada, fonte de verdade.

O que é:

Cinco seções obrigatórias: Objetivo (uma frase), Stack (versões e libs), Comandos (dev, test, lint, deploy), Regras de código (TS strict, conventional commits) e Critério de pronto.

Por que aprender:

É o mínimo para o agente operar bem. Mais que isso vira ruído; menos que isso vira improviso. Padronizar essas 5 seções evita 80% dos erros.

Conceitos-chave:

Template, seções obrigatórias vs opcionais, comandos canônicos, tone of voice de regras.

O que é:

AGENTS.md na raiz vale para todo o projeto. AGENTS.md em subpasta (ex: /backend) override regras só naquela área. O agente combina os dois automaticamente.

Por que aprender:

Em monorepo ou app cheio de áreas (frontend, backend, infra), regras únicas globais não cobrem tudo. Hierarquia evita poluir o arquivo raiz.

Conceitos-chave:

Override, herança, escopo de regra, monorepo, separação por área.

O que é:

Análise linha a linha do AGENTS.md real do projeto InboxAI: cada decisão justificada, com explicação de por que essa regra está ali e o que ela evita.

Por que aprender:

Ver um AGENTS.md de produção real ensina mais que qualquer template abstrato. Você copia o padrão e adapta para seus projetos.

Conceitos-chave:

Estudo de caso, justificativa por linha, cópia consciente, adaptação ao contexto.

O que é:

Os 3 vícios mais comuns: regras vagas tipo "seja útil"; informação desatualizada (versões antigas, comandos quebrados); prolixidade que faz o agente perder o foco.

Por que aprender:

Cada erro corrói a utilidade do AGENTS.md silenciosamente. Reconhecer os padrões evita que seu arquivo vire ruído ignorado.

Conceitos-chave:

Genericidade, drift documental, tamanho ótimo, sinal vs ruído.

O que é:

AGENTS.md não é setup once and forget. Ao notar padrões repetidos, vira regra. Ao virar ruído, sai. A cada sprint, revisar e podar mantém o sinal alto.

Por que aprender:

Documentos vivos refletem o projeto real. Documentos congelados viram folclore que ninguém respeita — e o agente também ignora.

Conceitos-chave:

Cadência de revisão, poda, evolução, gatilhos de update, AGENTS.md changelog.

2.2 ~60 min

🎯 Skills: O que São, Como Instalar, Como Invocar

Pacote de instrução durável + recursos. Diferente de prompt (efêmero) e de tool (interface). É o que transforma capacidade pontual em capacidade reusável.

O que é:

Uma skill é um pacote de instrução durável + recursos (scripts, references, templates). Diferente de prompt (efêmero, vive na sessão) e de tool (interface técnica para uma API).

Por que aprender:

Skills transformam capacidade pontual em capacidade reusável. Sem skills, você re-prompta a mesma rotina toda semana. Com skills, vira um comando.

Conceitos-chave:

Skill vs prompt vs tool, durabilidade, reuso, invocação por nome.

O que é:

Toda skill tem SKILL.md (frontmatter com name, description, when_to_use + corpo de instruções), pasta references/ (docs longas, exemplos) e pasta scripts/ (executáveis auxiliares).

Por que aprender:

Estrutura padronizada permite que qualquer agente carregue a skill. Frontmatter bem escrito é o que faz o agente decidir invocar a skill no momento certo.

Conceitos-chave:

Frontmatter, when_to_use, references, scripts, layout convencional.

O que é:

O agente vê apenas nome+descrição inicialmente. Carrega SKILL.md ao decidir usar. Carrega references/ só quando o SKILL.md aponta para um arquivo específico. Tudo lazy.

Por que aprender:

Carregar tudo de uma vez explode a janela de contexto. Progressive disclosure permite ter 50 skills disponíveis sem queimar tokens.

Conceitos-chave:

Lazy loading, janela de contexto, decision-time loading, references on-demand.

O que é:

A loja oficial da OpenAI tem skills prontas: browser-use (navegar sites), computer-use (controlar tela), remotion (animações em vídeo). Instalação em 1 clique.

Por que aprender:

Antes de criar skill própria, sempre cheque a loja. Skills oficiais são otimizadas e mantidas. Reinventar dá retrabalho.

Conceitos-chave:

Loja oficial, instalação, manutenção, skills oficiais vs comunidade.

O que é:

O agente pode puxar a skill sozinho quando reconhece o gatilho do when_to_use. Você também pode forçar com @skill-name. Cada modo serve a um cenário diferente.

Por que aprender:

Invocação automática é fluida mas pode falhar se o gatilho está mal escrito. Manual garante mas exige você lembrar do nome. Saber quando usar cada uma evita frustração.

Conceitos-chave:

Auto-invocação, invocação explícita, gatilhos, controle vs fluidez.

O que é:

Cinco skills proprietárias entregues no curso: landing-page (gera site em 1h), pr-review (auditoria), qa-visual (screenshots), micro-saas-launch (kit completo), weekly-report (relatório semanal).

Por que aprender:

Skills do Master Codex foram desenhadas para tirar você do zero a entregar projeto vendável. São o atalho que justifica os R$ 5k do curso.

Conceitos-chave:

Skill proprietária, atalho prático, kit de produtividade, ROI do curso.

2.3 ~60 min

📐 Reverse Prompting + Definition of Done + Plan Mode

Os três hábitos que separam quem entrega na primeira tentativa de quem fica iterando 10 vezes. Pedir o plano antes do código, perguntar o que o agente precisa saber, definir critério objetivo de pronto.

O que é:

Antes de pedir X, pergunte: "O que você precisa saber pra fazer X bem feito?". O agente lista lacunas. Você preenche. Aí pede X.

Por que aprender:

Inverte o trabalho de descobrir o que falta. Em vez de você adivinhar, o agente declara. Cobertura de contexto fica muito mais alta na primeira tentativa.

Conceitos-chave:

Reverse prompting, gap analysis, contexto declarado, briefing reverso.

O que é:

Modo onde o agente propõe um plano em 3–7 etapas antes de tocar em qualquer arquivo. Você lê, ajusta, aprova. Só então ele executa.

Por que aprender:

Discutir abordagem em 30s evita refatorar 200 linhas depois. É a economia mais barata do fluxo agentic.

Conceitos-chave:

Plan mode, ciclo plan-approve-execute, validação prévia, decomposição.

O que é:

Critério objetivo de "pronto": build passa sem warning, lint clean, testes verdes, smoke test no browser, diff revisado por humano. Tudo declarado no AGENTS.md.

Por que aprender:

Sem DoD explícita, "pronto" é subjetivo. Agente para cedo demais ou tarde demais. Com DoD, o critério é claro pra todo mundo.

Conceitos-chave:

Definition of Done, checklist objetiva, gate de aceite, contrato verificável.

O que é:

DoD específica para frontend: bun run build sem erro, lint clean, smoke test no Chrome em viewport desktop+mobile, screenshots antes/depois anexados ao PR.

Por que aprender:

Frontend tem armadilhas próprias (responsividade, hidratação, dark mode). DoD genérica deixa passar bug visual. Específica filtra.

Conceitos-chave:

Smoke visual, viewport breakpoints, screenshots como prova, hidratação.

O que é:

DoD backend: testes unitários + integração passam, migrations rodadas em staging sem erro, deploy de staging OK, rollback testado, log em ordem.

Por que aprender:

Backend quebra silenciosamente em produção. Pegar tudo em staging com DoD apertada custa pouco e evita incidente caro.

Conceitos-chave:

Migrations idempotentes, rollback, staging, observabilidade, smoke test de API.

O que é:

Frase única que combina Reverse + Plan + DoD. Você cola no início de qualquer sessão e o agente já entra calibrado nos três eixos. Bônus do curso.

Por que aprender:

Reduz a 1 cola o que normalmente exige 3 hábitos manuais. Isso por si só justifica investir tempo no método.

Conceitos-chave:

Template autoral, frase mestre, atalho mental, padrão repetível.

2.4 ~60 min

🪟 Memória, Contexto, Sandbox e Worktrees

A camada operacional do agente: como gerenciar a janela de contexto, salvar memória persistente, escolher sandbox certo e isolar tarefas em worktrees para multiagente sem conflito.

O que é:

A janela de contexto é o que o agente lembra na sessão atual. GPT 5.5 Codex tem 1M tokens, mas Codex compacta automaticamente quando enche. Saber ler os sinais é importante.

Por que aprender:

Quando a janela trava, o agente esquece. Reconhecer e abrir nova sessão antes de degradar evita ter que refazer trabalho.

Conceitos-chave:

Janela de contexto, compactação, prompt cache, degradação progressiva.

O que é:

Memória que sobrevive entre sessões. Você salva fatos sobre você, preferências, atalhos. Agente recupera no próximo chat. Você gerencia: ver, editar, limpar.

Por que aprender:

Sem memória, você reapresenta as mesmas preferências toda hora. Com memória bem cuidada, o agente vai te conhecendo. Mas memória inchada vira ruído.

Conceitos-chave:

Memory store, escopo de memória, audit, poda, memória global vs projeto.

O que é:

Três níveis de permissão: read-only (só lê), edit (edita arquivos), full-access (roda comandos shell, instala). Você escolhe por contexto.

Por que aprender:

Full-access em projeto novo é seguro. Em código de cliente, é arriscado — o agente pode rodar comando destrutivo. Calibrar é segurança operacional.

Conceitos-chave:

Sandbox, escalada de permissão, blast radius, permissão contextual.

O que é:

git worktree add cria uma nova pasta com uma branch checada. Cada agente trabalha numa worktree própria. Sem stash, sem trocar branch, sem conflito.

Por que aprender:

É a base técnica do multiagente. Sem worktrees, dois agentes editando arquivos simultaneamente geram conflitos e perda de trabalho.

Conceitos-chave:

git worktree add, branches paralelas, isolamento físico, cleanup.

O que é:

Sub-agente é um agente filho que recebe uma tarefa fechada e devolve o resultado. Útil para paralelismo e isolamento de contexto. Tem overhead.

Por que aprender:

Delegar bem multiplica throughput. Delegar mal duplica trabalho. Saber a hora certa é a diferença entre 4x mais rápido e 2x mais lento.

Conceitos-chave:

Sub-agent, paralelismo, overhead, contexto isolado, fan-out.

O que é:

Os 3 acidentes clássicos: dois agentes na mesma branch (conflito), dois agentes no mesmo arquivo (overwrite), agente em sandbox full deletando .env. Como prevenir.

Por que aprender:

Cada erro pode custar horas de retrabalho ou pior — perda de dados de cliente. Reconhecer o padrão antes de cometer é proteção barata.

Conceitos-chave:

Race condition, branch hygiene, blast radius, secrets safety, prevenção.