TRILHA 3

🛠️ Técnica II — A capacidade do OS

As camadas de ação: depois que a fundação existe (Trilha 2), você dá verbos e braços ao OS. Habilidades, Ferramentas/Conexões e Agentes — nesta ordem, sem pular etapas.

3
Módulos
24
Tópicos
~2h30
Duração
Prático
Nível
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Base do OS Trilha 2 pronta 4 · Habilidades 5 · Ferramentas 6 · Agentes OS que age executa por você

Como ler: a fundação (à esquerda) sustenta as três camadas de ação (centro, em ciano) — Habilidades, Ferramentas e Agentes — que, juntas, viram um OS que age (à direita). Esta trilha constrói essas três, na ordem certa: skills primeiro, agentes por último.

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

3.1
~50 min
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🛠️ Habilidades — os verbos conquistados

A unidade de capacidade do OS. Comece à mão, destile com reverse meta-prompting, itere para sempre — e saiba quando uma skill deveria virar um script.

O que é:

Faça a tarefa à mão primeiro — às vezes digitando por uma hora todo o seu raciocínio — e só então capture os passos numa skill.

Por que aprender:

Skill de algo que você nunca fez à mão sai genérica e quebra. O manual primeiro garante que a receita reflete a realidade.

Conceitos-chave:

Manual primeiro · priming de contexto · capturar o processo.

O que é:

Pedir à IA: "com base nesta conversa, destile o critério exato e materialize num slash command que eu sempre referencie".

Por que aprender:

É escrever a receita depois de cozinhar: nunca mais refazer o mesmo briefing de uma hora.

Conceitos-chave:

Destilar a conversa · slash command · receita depois do prato.

O que é:

Você lança uma V1 e segue ajustando. O autor tem uma skill que afina quase todo dia há seis meses.

Por que aprender:

Tratar skill como "pronta" a deixa apodrecer. O ciclo é vivo: usar, observar, ajustar.

Conceitos-chave:

Ship a V1 · iteração contínua · ∞.

O que é:

No fim da sessão você pergunta "como deveríamos ajustar a skill?" e dá uma rubrica de quando mudar algo (ou não).

Por que aprender:

A rubrica evita ajuste impulsivo: a skill só muda quando o critério justifica.

Conceitos-chave:

Post-mortem · rubrica · mudança com critério.

O que é:

Se uma skill dispara 100% autônoma (entrada→saída fixas), talvez deva ser um script/cron determinístico que a IA escreve.

Por que aprender:

Script é mais barato em tokens e contexto, e não precisa carregar na janela toda sessão.

Conceitos-chave:

Autônoma 100% · cron · economia de contexto.

O que é:

Gente subutiliza, acumula, ou se acha esperta e cria skills demais que ficam stale — e skill de algo nunca feito à mão.

Por que aprender:

Começar com UMA skill (a que mais repete) evita a pasta cheia de receitas mortas.

Conceitos-chave:

Uma skill primeiro · sem hoarding · sem skill fantasma.

O que é:

Um prompt pronto que pede ao Claude Code para destilar a conversa atual num /slash command que aceita um argumento.

Por que aprender:

É o exercício prático: você sai do módulo com a sua primeira skill materializada.

Conceitos-chave:

Copy-run · argumento · SOP em sequência.

O que é:

As partes de um SKILL.md: nome, quando usar (trigger), o passo a passo (SOP) e como verificar.

Por que aprender:

Saber a anatomia te deixa ler, depurar e melhorar qualquer skill — a sua ou a de outro.

Conceitos-chave:

Nome · trigger · SOP · done-check.

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3.2
~50 min
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🔌 Ferramentas & Conexões — os fios pra fora

Skill, CLI, API ou só MCP? Como envolver uma API numa CLI própria — e o hack de segurança que muda tudo: a CLI somente leitura.

O que é:

Antes de conectar qualquer ferramenta, audite: ela oferece skill, CLI, API ou só MCP? A resposta decide o caminho.

Por que aprender:

Escolher errado custa manutenção e contexto. A pergunta filtra antes de você gastar esforço.

Conceitos-chave:

Auditar a ferramenta · 4 conectores · escolha consciente.

O que é:

Com o tempo, o MCP tende a ficar menos relevante. Só vale quando a ferramenta dá MCP mas não dá API.

Por que aprender:

Você para de instalar MCP por reflexo e prefere skill ou CLI quando há API.

Conceitos-chave:

MCP em queda · só-MCP é exceção · prefira API.

O que é:

Você pode pedir ao Claude Code: "transforme esta API numa CLI customizada com estas funções principais".

Por que aprender:

Quando o trabalho é muito de linha de comando, uma CLI sua é mais enxuta que chamar a API crua.

Conceitos-chave:

Wrap da API · funções escolhidas · controle remoto enxuto.

O que é:

Desenhe a CLI de modo que ela fisicamente não tenha acesso de escrita — só lê dados, nunca grava no banco.

Por que aprender:

Elimina o risco de um POST acidental destruir dados quando você está fundo na janela de contexto.

Conceitos-chave:

Read-only · sem write · tripwire físico.

O que é:

Cada conexão ou CLI que você adiciona é uma peça nova para manter. Adicione com intenção, não por reflexo.

Por que aprender:

Infra demais quebra mais que ajuda. Às vezes a skill pronta resolve sem você construir nada.

Conceitos-chave:

Custo de manutenção · intencionalidade · menos é mais.

O que é:

Supabase CLI (banco do Health OS), Obsidian CLI (segundo cérebro), e a Appify skill (scraping) — pronta, sem CLI própria.

Por que aprender:

Mostram quando criar a sua infra e quando uma skill de terceiro já faz o trabalho.

Conceitos-chave:

CLI quando preciso · skill quando basta · combinar.

O que é:

Um prompt pronto que pede para transformar uma API numa CLI somente leitura, com as funções que você lista.

Por que aprender:

É o exercício prático: você sai com uma CLI segura para a sua ferramenta favorita.

Conceitos-chave:

Copy-run · read-only · funções explícitas.

O que é:

Se uma skill pronta (ex.: Appify) já faz o trabalho, não quebre as costas mantendo uma CLI sua só por orgulho.

Por que aprender:

Reconhecer quando parar é tão valioso quanto saber construir. Cada peça extra é dívida.

Conceitos-chave:

Skill pronta basta · não reinventar · dívida de infra.

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3.3
~50 min
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🤖 Agentes — papéis com julgamento

A última camada, não a primeira. Skill é um verbo; agente é o chef que escolhe skills, em ordem, com um portão de revisão antes de algo sair.

O que é:

Skill = um verbo repetível. Agente = um trabalhador especialista que orquestra várias skills com julgamento.

Por que aprender:

Confundir os dois faz você criar agente onde bastava skill — caro e frágil.

Conceitos-chave:

Verbo vs trabalhador · julgamento · orquestra skills.

O que é:

Todo agente que produz algo que vai para fora passa por um review gate: um ponto onde você (ou outro agente) confere antes do envio.

Por que aprender:

É o que separa um agente confiável de um que envia bobagem ao cliente/contador.

Conceitos-chave:

Review gate · humano no loop · checagem antes do envio.

O que é:

Só promova a agente uma rotina que você já executa à mão hoje, com skills já existentes para ele orquestrar.

Por que aprender:

Agente sem skills embaixo nem rotina real vira teatro: parece poderoso, não entrega.

Conceitos-chave:

Rotina real · skills antes · pré-requisito.

O que é:

Tarefa pontual (auditar 100s de arquivos) talvez seja um workflow dinâmico, não um agente fixo. Precisa de mais força? Suba sub-agentes descartáveis.

Por que aprender:

Nem todo trabalho merece um "funcionário" permanente. Escolher a forma certa economiza.

Conceitos-chave:

Agente fixo · workflow · sub-agentes throwaway.

O que é:

No Freedom OS: um agente de resposta (varre o Gmail e rascunha respostas com os documentos certos) e um agente de deep research (monitora mudanças nas leis de passaporte).

Por que aprender:

Casos reais mostram agentes como "funcionários" de um domínio — cada um com um trabalho claro.

Conceitos-chave:

Agente de resposta · deep research · OS vivo.

O que é:

Um agente revisor cético (advogado do diabo) que "te xinga antes do contador/cliente": confere o trabalho antes de sair.

Por que aprender:

Reduz idas e vindas: você é "roasted" pelo seu próprio OS antes de o erro chegar a quem importa.

Conceitos-chave:

Revisor cético · advogado do diabo · gate adversarial.

O que é:

Conforme os modelos ficam mais espertos, o mesmo agente precisa de menos instrução — ou o agente deixa de ser necessário porque o harness já faz nativamente.

Por que aprender:

Te faz revisitar agentes periodicamente em vez de acumulá-los para sempre.

Conceitos-chave:

Menos instrução · agente some · revisão periódica.

O que é:

Um esqueleto colável de AGENT.md: papel, skills que orquestra, ordem, review gate e limites.

Por que aprender:

É o exercício prático: você sai com o seu primeiro agente esboçado e pronto para preencher.

Conceitos-chave:

Copy-run · papel + skills + gate · limites.

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