⚙️ Passo a passo com /os-coach
A trilha das mãos na massa. Você instala uma skill que faz o trabalho técnico por você e constrói um OS de verdade, uma camada por vez, comando a comando: start → next → audit. Todos os módulos têm um exemplo pronto para copiar e rodar.
Como ler: a fila de cima são os comandos que você digita; logo abaixo, em ciano, a camada que cada um constrói. Tudo escorre para o memory.md, que guarda o seu lugar. No fim, audit pontua o OS e volta como feedback. Esta trilha percorre essa esteira do começo ao fim.
Mapa da trilha
⚙️ Instalar o OS Coach
Uma skill, seis comandos
🎯 start — Identidade
O objetivo vira a alma
🗂️ next — Substrato
Arrume os bastidores
🚧 next — Regras
As cercas do OS
🧩 Skills → Tools → Agentes
A capacidade por cima
📊 audit — pontuar
O scorecard contra o objetivo
Conteúdo detalhado
⚙️ Instalar e entender o OS Coach
Copie a skill para uma pasta, conheça os 6 comandos, o memory.md, as 8 regras de ouro, os guards e o loop que sustenta tudo.
Instalar é copiar a pasta os-coach para ~/.claude/skills/. Um comando, sem build, sem dependências.
É o único pré-passo. Sem isso, o /os-coach não existe na sua máquina.
cp -r · pasta de skills · zero dependências.
Um copiloto que faz o trabalho técnico por você. Ele pergunta, você decide; ele cria os arquivos.
Você não precisa saber programar — assume que nunca abriu um terminal.
Faz por você · uma camada por vez · você decide.
Seis verbos: start (começa), next (próxima camada), layer (pula para uma), status (mapa), audit (pontua), help (explica).
É todo o teclado que você vai usar nesta trilha. Decorar esses seis basta.
start · next · layer · status · audit · help.
Um arquivo que guarda objetivo, camada atual e decisões. Lido primeiro e atualizado por último a cada turno.
É o que deixa você parar no meio e voltar dias depois sem perder o lugar.
Estado persistente · retomar depois · sempre atualizado.
Fala humano, um passo por vez, quem constrói é a skill, nunca genérico, sempre persiste, fecha o turno igual, sem travessões, protege o sensível.
Saber as regras te diz o que esperar — e quando o coach está fugindo do roteiro.
8 regras · ancoradas no real · protege dados.
Verificações que evitam erro: rodar next sem ter start, sobrescrever um OS, inventar uma 7ª camada.
Entender os guards explica por que o coach às vezes para e pergunta em vez de agir.
Sem memória → pede start · não sobrescreve · não inventa.
O motor: pergunta, constrói, persiste, avança, audita. Tudo lendo e escrevendo o mesmo memory.md.
É o ritmo de toda a trilha. Sua primeira ação prática: rodar /os-coach help.
Ask · Build · Persist · Next · Audit.
🎯 start — objetivo + Identidade
O primeiro comando. Você diz o objetivo, responde 2-3 perguntas e o coach escreve o CLAUDE.md — a alma enxuta do seu OS.
O comando que cria um OS novo na pasta atual e captura seu objetivo nas suas palavras.
Tudo depois é ancorado nesse objetivo — começar bem evita um OS genérico.
start · objetivo nas suas palavras · pasta = OS.
Para quem é o OS, o que você gostaria de simplesmente pedir a ele, e uma coisa que ele deve sempre fazer e uma que nunca.
Três respostas curtas já dão quase toda a Identidade. É rápido de propósito.
Pra quem · o que pedir · sempre / nunca.
O coach checa o que você já disse e reusa. Ele nunca pergunta "para quem é?" duas vezes.
Mostra que o objetivo + as respostas do start já cobrem a Identidade quase inteira.
Reuso · sem repetição · só a pergunta que falta.
Um arquivo curto: quem o OS é, a quem serve, o objetivo, 2-3 defaults e 2-3 recusas duras.
É o primeiro arquivo que o OS lê. Enxuto é melhor — corte até doer.
< 30 linhas · defaults · recusas duras.
Se você marca um campo como privado, o coach grava um identificador ("Cliente A"), nunca o valor real.
Protege nomes, e-mails e valores desde a primeira camada, sem você precisar policiar.
Handle · valor real fora · sem vazamento.
Um estranho lê o CLAUDE.md e descreve certo para que serve o OS e uma coisa que ele recusa.
É o sinal verde da Identidade. Passou no teste, a camada está sólida.
Teste do estranho · sólido · uma recusa clara.
Sua primeira construção real: rodar o start com o seu objetivo, dentro de uma pasta nova.
Sai do conceito e cria os primeiros arquivos: memory.md + CLAUDE.md.
Mãos na massa · objetivo concreto · verificar os arquivos.
🗂️ next — Substrato
A maior camada e a mais pulada. O next abre o Substrato: sources.md + compendium.md, de-identificação e o done-check multi-parte.
O next lê o memory.md e abre a próxima camada não-pronta. Depois da Identidade, cai no Substrato.
É o comando que você mais repete. Ele segue a ordem certa por você.
next · ordem de construção · uma camada por vez.
sources.md lista de onde o material vem; compendium.md é a referência destilada que o OS de fato lê.
São os dois arquivos canônicos. A auditoria procura por eles nesses nomes.
sources · compendium · destilado > pilha crua.
Ao destilar, nomes e valores marcados como sensíveis viram handles. Nunca um arquivo que diz "excluí X" e lista X.
O substrato é onde mais se vaza sem querer — é onde os dados reais entram.
Handle estável · sem contradição · pergunta antes.
Se você já tem o material, o coach oferece colher e destilar na hora; senão, anota o que falta no memory.md.
Você avança mesmo sem ter tudo em mãos — a lacuna fica registrada, não esquecida.
Colher · destilar · registrar o que falta.
Se a pergunta-difícil tem duas partes ("o que vence E o que já atrasou") e falta um dado, a camada é in progress, não solid.
O coach é honesto sobre o que ainda não dá pra responder — e diz qual dado resolve.
Multi-parte · honestidade · qual input falta.
Jogar tudo cru no compendium.md. Um compêndio pequeno e limpo vence um gigante bagunçado.
Substrato sujo entope o contexto. Destilar é o trabalho de verdade dessa camada.
Destilar > despejar · pequeno e limpo.
Rodar /os-coach next na mesma pasta para o coach abrir e construir o Substrato.
Cria a pasta substrate/ com os arquivos canônicos, ancorada no seu objetivo.
next · substrate/ · verificar o compendium.
🚧 next — Regras
As cercas do OS: always.md + never.md. O pior erro vira um never, mais um reflexo automático e a regra do dado privado.
A pasta rules/ com always.md (o que sempre seguir) e never.md (paradas duras).
Regras escritas viram comportamento confiável — não dependem de você lembrar.
always · never · rules/.
"Qual o pior erro que este OS poderia cometer?" A resposta vira uma never-rule clara.
Transforma seu maior medo em uma cerca preto-no-branco.
Pior erro · never concreto · preto-no-branco.
Um gancho é uma porta trancada: um lembrete, uma checagem ou um backup que acontece toda vez sem ninguém lembrar.
Regra é uma placa "não entre"; gancho é mais forte porque não dá pra ignorar.
Gancho > regra · automático · porta trancada.
Se há dado privado na pasta, entra um never: "nunca subir ou compartilhar esta pasta publicamente".
Um vazamento não se desfaz. Essa regra costuma ser o movimento nº1 da auditoria.
Never público · irreversível · prioridade alta.
"Seja cuidadoso" não é regra. "Nunca misture os números de dois clientes" é — dá pra testar.
Regra vaga não protege nada. Concreta e testável é o padrão.
Concreto · testável · sem vaguidão.
A camada está pronta quando o pior-erro virou never-rule clara e ao menos um reflexo automático foi identificado.
Dá um alvo objetivo para "Regras prontas" em vez de uma lista infinita.
Never escrito · 1 reflexo · alvo claro.
Rodar /os-coach next de novo para o coach abrir as Regras e escrever always.md + never.md.
Reforça que next é o mesmo comando para cada camada — a ordem é automática.
next · rules/ · mesmo verbo.
🧩 Habilidades → Ferramentas → Agentes
As três camadas de capacidade, na ordem. A primeira skill (a mais repetida), o tools.md read-only e o primeiro agente — só depois das skills.
Uma pasta skills/ com UM SKILL.md: quando usar, os passos e como saber que ficou bom.
Comece pela tarefa que você mais repete. Uma skill boa vence dez pela metade.
Uma skill · a mais repetida · SKILL.md.
Você cozinha "no feeling" algumas vezes e só então escreve a receita. Skill é verbo conquistado.
Escrever skill de algo que você nunca fez à mão gera receita errada.
Manual primeiro · capturar depois · verbo conquistado.
Um tools.md que lista cada conexão, para que serve e se é só-leitura ou escrita. Segredos nunca na pasta.
Padrão somente-leitura é o hack de segurança: o OS olha, mas não mexe.
Read-only · sem segredos · só onde precisa escrever.
Um AGENT.md para o primeiro papel que vale promover: o que faz, quais skills orquestra e o portão de revisão antes de sair.
Só promova a agente uma rotina que você já faz à mão hoje — e que tenha skills para orquestrar.
AGENT.md · orquestra skills · review gate.
Skills antes de Tools antes de Agentes. O coach barra construir um agente sem skills para ele orquestrar.
Pular para Agentes cedo demais é o erro mais comum. A ordem te protege dele.
Ordem · skills primeiro · agentes por último.
Se uma camada ainda não se aplica ao seu objetivo, o coach marca not started com uma linha de motivo e segue.
Melhor honesto que inventar trabalho. Você não é empurrado a um agente desnecessário.
not started · motivo em 1 linha · sem busywork.
Três next seguidos cobrem Habilidades, Ferramentas e Agentes — cada um quando estiver pronto.
Você constrói as três camadas de capacidade do seu OS, na ordem segura.
next ×3 · skills/ · tools.md · agents/.
📊 audit — pontuar contra o objetivo
O comando que fecha o loop. Pontua as 6 camadas, escreve o OS-AUDIT.md, dá os 3 movimentos de maior alavancagem e fecha com o exemplo guiado do fotógrafo.
Lê o memory.md, abre a pasta de verdade e pontua cada camada contra o seu objetivo.
É o comando que diz, com honestidade, onde o seu OS realmente está.
audit · contra o objetivo · escaneia a pasta.
Um arquivo com o scorecard, os 3 próximos passos e o que já funciona — escrito para você guardar.
Por ser guardável, ele jamais pode conter um dado sensível vazado.
Scorecard · guardável · sem vazamento.
Missing (não existe), Started (fino), Solid (passa o done-check), Compounding (melhora sozinho com o tempo).
É a régua honesta. A maioria dos OS novos é Missing ou Started — e tudo bem.
4 níveis · honesto · começa pequeno.
Em vez de uma lista enorme, três ações em ordem, cada uma amarrada ao objetivo e a um arquivo real.
Foco. Você sai do audit sabendo exatamente o que fazer a seguir.
3 movimentos · por alavancagem · arquivo real.
Toda linha do audit precisa falhar se colada no audit de um estranho. Cita objetivo, lacuna e nome de arquivo reais.
Um audit genérico é um audit falho. Esse teste garante conselho que serve a VOCÊ.
Específico · cita arquivos · nada de boilerplate.
Regra dura urgente/irreversível vem em 1º; senão, lacuna de substrato vence; skills só com substrato; agentes por último.
Explica por que o audit às vezes ignora a "parte legal" e manda você arrumar a base.
Precedência · base antes de capacidade · agentes por último.
O audit reescreve o bloco de status no memory.md e anota a data — então o próximo next já parte dali.
Fecha o ciclo: auditar não é um relatório morto, é combustível para o próximo passo.
Feedback · reescreve status · alimenta o next.
Uma corrida real, condensada: do start ("nunca mais perder um prazo") ao audit, com handles "Casal A/B".
Amarra a trilha inteira num caso só — você vê o OS nascer e ser pontuado.
Exemplo de ponta a ponta · handles · scorecard real.