MÓDULO 4.2

🎯 start — objetivo + Identidade

O primeiro comando de verdade. Você diz o seu objetivo, responde duas ou três perguntas curtas, e o coach escreve a Identidade do seu OS: o CLAUDE.md, a alma enxuta que o sistema lê antes de qualquer coisa.

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Prático
Nível
Camada 1
Identidade
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Conteúdo detalhado

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🚀 O comando start

Você roda /os-coach start <seu objetivo> dentro de uma pasta, e ali nasce um OS. O texto depois de start é o seu objetivo, nas suas próprias palavras — não um título técnico, mas a frase honesta do que você quer resolver. A pasta onde você roda vira o OS.

Seu objetivo nas suas palavras 2-3 perguntas curtas pra quem · o que pedir o que sempre / nunca 📄 memory.md o seu lugar 📄 CLAUDE.md 1 · Identidade

Como ler: o objetivo entra, o coach faz poucas perguntas e, ao final, escreve dois arquivos reais: o memory.md (seu lugar) e o CLAUDE.md (a Identidade). Um comando inicia a primeira camada inteira.

Por que aprender

Porque o objetivo é a âncora de tudo. Cada camada futura — substrato, regras, skills — vai ser pontuada contra essa frase. Um objetivo claro e honesto agora evita um OS genérico depois. Por isso o coach captura suas palavras exatas, sem traduzir para "tecniquês".

Conceitos-chave

start <objetivo>
cria o OS
Suas palavras
sem tradução técnica
A pasta = OS
tudo nasce ali
Âncora
tudo é medido por ela
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❓ As 2-3 perguntas

Depois do objetivo, o coach faz no máximo três perguntas curtas — e para e espera. Você responde no próximo turno e só então ele constrói. É o "um passo por vez" em ação.

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Para quem é este OS?

Só você, sua equipe ou seus clientes? Define o tom e a quem o sistema responde.

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O que você gostaria de simplesmente pedir a ele?

A pergunta-dos-sonhos. Ex.: "o que vence nos próximos 10 dias e o que já está atrasado?".

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Uma coisa que ele deve sempre fazer e uma que nunca?

Os dois primeiros defaults e a primeira recusa dura do seu OS.

🔎 Por que tão poucas perguntas?

Porque três respostas curtas já carregam quase toda a Identidade: quem é, a quem serve, o que faz, o que recusa. O coach é enxuto de propósito — ele prefere construir cedo e ajustar depois a te interrogar por dez minutos.

Por que aprender

Porque saber as perguntas de antemão te deixa responder bem. A do "sempre/nunca" é a mais valiosa: a parte "nunca" vira uma recusa dura no CLAUDE.md, a primeira cerca do seu OS. Pense nela com calma.

Conceitos-chave

Para quem
você · time · clientes
O que pedir
a pergunta-dos-sonhos
Sempre / nunca
default + recusa
Para e espera
um passo por vez
3

♻️ Reusar respostas

Aqui está um detalhe fino mas importante: o coach nunca pergunta duas vezes. Antes de perguntar qualquer coisa, ele confere o que você já disse — no objetivo, no memory.md e nas respostas anteriores — e reusa. Ele jamais pergunta "para quem é?" se você já contou.

💡 Objetivo + start já cobrem quase a Identidade inteira

Por isso, ao iniciar a camada de Identidade, o coach não re-pergunta objetivo nem para-quem: ele já tem. Costuma sobrar só a pergunta do "sempre/nunca". Você sente que o start foi rápido justamente porque ele aproveita tudo.

✓ O coach reusa

  • O objetivo que você deu no start.
  • O "para quem" e a pergunta-dos-sonhos.
  • Decisões já gravadas no memory.md.

✗ O coach evita

  • Repetir uma pergunta que você já respondeu.
  • Responder por você ("vou assumir que...") sem necessidade.
  • Despejar todas as perguntas de todas as camadas de uma vez.

Por que aprender

Porque mostra a economia do método: cada resposta sua é um ativo reaproveitado, não algo que se perde. Isso também te diz o que esperar — se o coach repetir uma pergunta, algo saiu do trilho (talvez o memory.md não foi lido).

Conceitos-chave

Sem repetição
nunca 2x a mesma
Confere antes
objetivo · memory · decisões
Só o que falta
a pergunta restante
Resposta = ativo
reaproveitada
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🪪 O CLAUDE.md gerado

Com as respostas em mãos, o coach escreve o CLAUDE.md: um arquivo curto (mira menos de 30 linhas) com quem o OS é, a quem serve, o objetivo, dois ou três defaults de comportamento e duas ou três recusas duras. Tudo na sua voz, ancorado nas suas respostas.

🌱 Novo aqui?

O CLAUDE.md é um arquivo de texto comum (formato Markdown, só texto com alguns símbolos). O harness o lê primeiro, antes de tudo — por isso ele é "a alma". Um default é um comportamento padrão ("sempre me avise com 3 dias de antecedência"); uma recusa dura é um "nunca" inegociável.

Recriação ilustrativa — o CLAUDE.md de um fotógrafo (objetivo: nunca mais perder um prazo)

# Quem eu sou
Sou o sistema operacional de um fotógrafo de casamentos
solo. Existo para que nenhuma entrega a cliente atrase.

## A quem sirvo
Só a mim (operação de uma pessoa).

## Sempre (defaults)
- Avisar com 3 dias de antecedência de qualquer data contratada.

## Recusas duras (never)
- Nunca mandar mensagem a um cliente sem você ler e aprovar antes.
- Nunca deixar um prazo passar em silêncio.

Curto, específico, na voz do dono. Repare: nenhum travessão, nenhum nome real de cliente.

✓ Identidade enxuta

  • Menos de 30 linhas, cortada até doer.
  • Recusas concretas, não "seja cuidadoso".
  • Na sua voz, sobre o seu objetivo.

✗ Identidade inchada

  • Páginas de texto genérico de "boas práticas".
  • Recusas vagas que não dá pra testar.
  • Copiada de outro domínio, sem o seu objetivo.

Por que aprender

Porque o CLAUDE.md é o arquivo que o OS lê antes de qualquer outro: ele dá o tom de tudo. Um arquivo-alma inchado confunde o sistema. O erro comum aqui é deixá-lo longo e genérico — corte até doer.

Conceitos-chave

< 30 linhas
corte até doer
Defaults
comportamentos padrão
Recusas duras
os never inegociáveis
Lido 1º
a alma do OS
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🔒 Proteção de dados sensíveis

Se em alguma resposta você marca um campo como privado — um nome, um e-mail, um valor — o coach nunca grava esse valor real em nenhum arquivo da pasta. No lugar, ele usa um identificador estável e não-identificável: "Cliente A", iniciais, um código curto.

🌱 Novo aqui?

Um handle (identificador) é um apelido que representa um dado sem revelá-lo. Em vez de escrever "Maria e João Silva", o OS escreve "Casal A". Você sabe quem é; o arquivo, não. Assim, mesmo que a pasta vaze, nenhum dado pessoal vai junto.

⚠️ A contradição proibida

O coach nunca escreve um arquivo que diz "este campo foi excluído" e logo abaixo lista o campo. Essa contradição é, por si só, um vazamento. Se um handle deixaria o OS inutilizável para você, ele pergunta antes de gravar o valor real, em vez de decidir sozinho.

Por que aprender

Porque a proteção começa na primeira camada e vale por todo o OS. Marcar o que é sensível logo no start garante que, das skills aos audits, nenhum arquivo guardável (como o OS-AUDIT.md) carregue um dado real. Você não precisa policiar; a regra de ouro nº8 faz isso.

Conceitos-chave

Handle
apelido, não o valor
Valor real fora
nunca na pasta
Sem contradição
excluiu = não lista
Pergunta antes
não decide por você
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✅ Done-check: o teste do estranho

Como saber se a Identidade está pronta? Pelo teste do estranho: alguém que nunca viu o seu projeto lê o CLAUDE.md e consegue descrever, corretamente, para que serve o OS e uma coisa que ele se recusa a fazer. Passou no teste, a camada vira solid.

✓ Passa no teste

  • O propósito do OS fica claro em uma frase.
  • Há pelo menos uma recusa concreta e legível.
  • Um leigo entende sem precisar de você do lado.

✗ Ainda não

  • O estranho não saberia dizer para que serve.
  • Não há nenhuma recusa, ou ela é vaga demais.
  • Está longo e genérico — confunde mais que ajuda.

💡 Dica prática

Não conseguiu um estranho? Releia o seu CLAUDE.md fingindo que nunca viu o projeto. Se você travar em "mas para que mesmo isso serve?", a camada ainda está in progress — corte o genérico e deixe a missão e a recusa gritarem.

Por que aprender

Porque te dá um sinal verde objetivo em vez de um "acho que está bom". O done-check evita os dois extremos: parar cedo demais (Identidade vaga) ou perfeccionar para sempre. Passou no teste do estranho, siga para o Substrato.

Conceitos-chave

Teste do estranho
leigo entende
Propósito + recusa
os dois claros
solid
camada pronta
Sinal verde
sem perfeccionismo
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▶️ Copy-run: rode o start

Hora de construir de verdade. Você vai criar uma pasta nova para o seu primeiro OS e rodar o start com o seu objetivo real. Ao final, vão existir dois arquivos na pasta: memory.md e CLAUDE.md.

▶ Copy-run · iniciar o seu OS

Objetivo: capturar o seu objetivo e gerar a Identidade. Abra o Claude Code dentro de uma pasta nova (vazia) para esse OS e digite:

/os-coach start <seu objetivo em uma frase>

Troque: <seu objetivo em uma frase> pelo que você quer resolver, nas suas palavras. Ex.: /os-coach start quero nunca mais perder um prazo de entrega de cliente.

O que vai acontecer: o coach confirma o objetivo e faz 2-3 perguntas. Responda (ele espera) e ele então escreve os arquivos.

Como verificar: liste a pasta e confira que existem memory.md e CLAUDE.md. Abra o CLAUDE.md e aplique o teste do estranho: dá pra dizer o propósito e uma recusa? Se sim, a Identidade está solid e você pode ir ao módulo 4.3.

Dica: se você marcou algum nome ou valor como sensível, confira que o CLAUDE.md usa um handle ("Cliente A"), não o dado real.

Por que aprender

Porque é a sua primeira camada construída com as próprias mãos. A partir daqui você não está mais lendo sobre o método — você o está usando. E o memory.md recém-criado é o que vai te deixar continuar nos próximos módulos sem recomeçar.

Conceitos-chave

Pasta nova
um OS por domínio
Responda e espere
ele constrói depois
2 arquivos
memory + CLAUDE
Verifique o handle
nada de dado real

Resumo do módulo

start captura o objetivo — nas suas palavras; a pasta vira o OS.
2-3 perguntas, depois espera — pra quem, o que pedir, sempre/nunca.
Reusa o que você já disse — nunca pergunta duas vezes.
CLAUDE.md enxuto — < 30 linhas; defaults + recusas duras; corte até doer.
Dados sensíveis viram handles — o valor real nunca entra na pasta.
Done-check = teste do estranho — você já rodou /os-coach start.

Próximo módulo:

4.3 — next: arrume o Substrato (os bastidores) 🗂️