MÓDULO 4.5

🧩 Habilidades → Ferramentas → Agentes

As três camadas de capacidade, construídas na ordem que funciona. Primeiro a skill mais repetida, depois um tools.md só-leitura, e só então o primeiro agente — nunca antes das skills que ele orquestra. Camada que não se aplica ainda? O coach marca not started e segue.

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Conteúdo detalhado

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🧩 Três camadas, uma ordem

Este módulo cobre de uma vez as três camadas de capacidade: Habilidades (camada 4), Ferramentas (camada 5) e Agentes (camada 6). O next te leva por elas nessa sequência, e a sequência não é por acaso: um agente só faz sentido quando há skills pra ele orquestrar, e skills só fazem sentido quando há substrato pra elas lerem.

🌱 Novo aqui?

Skill (em PT: habilidade) é um trabalho repetível escrito como receita, pra rodar igual toda vez. Ferramenta é um fio que liga o OS a uma fonte de dados real (um banco, um calendário, uma planilha). Agente é um "trabalhador" com um papel, que decide quais skills usar e em que ordem — e revisa antes de algo sair.

4 · Habilidade um verbo skills/<nome>/SKILL.md 5 · Ferramenta um fio pra fora tools.md (só-leitura) 6 · Agente — papel com julgamento skill A skill B skill C portão de revisão antes de sair

Como ler: a capacidade cresce da esquerda pra direita. O agente (caixa âmbar) contém as skills que orquestra e um portão de revisão. Por isso ele vem por último: sem skills dentro, ele não tem o que coordenar.

Por que aprender

Porque o erro nº1 de quem está animado é pular direto pros agentes — a parte "legal" — e montar um agente que não tem nenhuma skill pra usar. Saber a ordem te poupa de construir o telhado antes da parede. Você ganha capacidade real, camada por camada, em vez de uma casca vazia.

Conceitos-chave

Capacidade
camadas 4-5-6
Skill
um verbo
Ferramenta
um fio pra fora
Agente
papel, por último
2

🛠️ Skill = verbo conquistado (a mais repetida primeiro)

A analogia do coach: uma skill é uma ficha de receita. As primeiras vezes você cozinha "no olho"; depois anota a receita pra qualquer um repetir igual. Por isso você conquista uma skill — faz o trabalho à mão umas vezes e só então captura os passos. O coach começa por UMA skill: a sua tarefa mais repetida.

As perguntas que ele faz

1

Que tarefa você repete?

"...e gostaria que rodasse igual toda vez?" Essa é a candidata a primeira skill.

2

Como você faz à mão?

"Me mostre o passo a passo." É daqui que saem os passos da receita.

3

Como sabe que ficou bom?

Vira a linha "o que é um bom resultado" — o critério de qualidade da skill.

⚠️ O erro comum

Tentar escrever dez skills de uma vez, ou escrever uma skill para algo que você nunca fez à mão. Conquiste primeiro: faça o trabalho de verdade umas vezes, aí capture. Uma skill é a foto de um processo que já funciona, não um chute.

Por que aprender

Porque começar pela mais repetida dá o maior retorno com o menor risco. É a tarefa que você conhece de cor, então a receita sai precisa, e é a que mais economiza seu tempo depois. E o coach lembra: uma skill nunca está "pronta" — você vai melhorando a receita a cada uso.

Conceitos-chave

Ficha de receita
a analogia
Conquistar
faça à mão antes
Uma primeiro
a mais repetida
Nunca pronta
melhora no uso
3

📂 Anatomia de skills/<nome>/SKILL.md

Quando você responde, o coach cria a pasta skills/ e, dentro dela, uma subpasta por skill com um SKILL.md simples. Ele captura três coisas: quando usar, os passos e o que é um bom resultado. Nada de jargão — é a sua receita, escrita pra você repetir.

Recriação ilustrativa — skills/checar-prazos/SKILL.md

# Checar prazos

## Quando usar
Toda manhã, ou quando eu perguntar "o que vence?".

## Passos
1. Ler o tracker em substrate/compendium.md.
2. Calcular os prazos a partir de cada data.
3. Listar o que vence em 10 dias e o que já está atrasado.

## O que é um bom resultado
Uma lista curta, com data e dias restantes, sem nenhum prazo esquecido.

🌱 Novo aqui?

No Claude Code, uma skill costuma virar um slash command — um atalho que você chama digitando /algo. O SKILL.md é o arquivo de texto que descreve essa skill: o harness o lê e passa a saber executar aquela receita quando você a invoca.

Por que aprender

Porque o done-check da camada é exatamente isto: um trabalho real e repetido, escrito como skill, com passos claros e uma linha de "bom resultado". Ver a anatomia te deixa reconhecer quando uma skill está completa — e quando ainda é só uma ideia solta.

Conceitos-chave

Quando usar
o gatilho
Passos
a receita
Bom resultado
o critério
Slash command
o atalho /algo
4

🔌 Ferramentas: o fio só-leitura

A camada 5 conecta o OS a fontes de dados reais. A analogia do coach é forte: uma ferramenta é uma janela pela qual o OS olha, não uma chave da casa inteira. Por padrão é só-leitura (read-only): pode ler, mas não pode mexer. E nenhum segredo (senha, chave) entra na pasta.

🌱 Novo aqui?

Read-only (só-leitura) significa que a conexão consegue ver os dados mas não consegue alterar nada. API é a "tomada" oficial de um serviço pra programas conversarem com ele; CLI é um comando de terminal que você roda; MCP é um conector pronto entre a IA e uma ferramenta. O coach te ajuda a escolher o caminho mais simples pra cada fonte.

Recriação ilustrativa — tools.md

# Tools
# Cada fonte: pra quê, e nível de acesso.

- Calendário  — ler datas de entrega   — só-leitura
- Planilha    — ler bookings            — só-leitura
- E-mail      — rascunhar (não enviar)  — só-leitura

# Segredos (senhas/chaves) ficam FORA desta pasta.

✓ Padrão seguro

  • Só-leitura por padrão.
  • Segredos fora da pasta.
  • Escrita só onde for mesmo necessária.

✗ O erro comum

  • Dar escrita em tudo "por garantia".
  • Guardar senha dentro da pasta do OS.
  • Conectar fontes que o objetivo não pede.

Por que aprender

Porque escrita em tudo é o caminho mais curto pra um estrago irreversível. Só-leitura é a versão "olhar pela janela": o OS te dá respostas com dados reais sem o risco de bagunçar a fonte. O done-check é direto — toda fonte que o objetivo precisa está listada com seu nível de acesso, e nenhum segredo mora na pasta.

Conceitos-chave

Janela, não chave
a analogia
Só-leitura
o padrão
Sem segredos
fora da pasta
Skill, CLI ou MCP
o caminho mais simples
5

🤖 Agente: papel com julgamento + portão de revisão

A analogia que fecha tudo: skills são as ferramentas da cozinha; o agente é o chef que sabe qual pegar e prova o prato antes de ele sair. Um agente é um papel com julgamento: decide quais skills usar e em que ordem, e roda uma checagem obrigatória antes de qualquer coisa ir pra fora. O coach só constrói um agente para uma rotina que você já faz à mão hoje.

Tarefaentra Agente (chef) skill skill escolhe a ordem 🛂 Portão de revisãoprova o prato antes de sair Saída aprovadasó então vai

Como ler: a tarefa entra, o chef encadeia skills, mas nada sai sem passar pelo portão de revisão. Esse portão é o que torna seguro delegar — não é o agente que decide sozinho o que publica.

Recriação ilustrativa — agents/<nome>/AGENT.md

# Gerente de entregas

## Papel
Cuidar pra nenhuma entrega de cliente atrasar.

## Skills que orquestra
- checar-prazos
- rascunhar-aviso

## Portão de revisão (obrigatório)
Nada vai a um cliente sem você ler e aprovar primeiro.

✓ Um agente

  • Tem UM papel claro.
  • Orquestra skills que já existem.
  • Tem um portão de revisão obrigatório.

✗ Agente "faz-tudo"

  • Quer resolver dez papéis de uma vez.
  • É construído antes de existir skill.
  • Deixa trabalho sair sem revisão.

Por que aprender

Porque o portão de revisão é o que separa "automação que ajuda" de "automação que assusta". Sem ele, um agente pode mandar algo errado pra um cliente. Com ele, você delega a coordenação mas mantém a palavra final. O done-check: uma rotina real, orquestrada, com um portão de revisão claro.

Conceitos-chave

Chef
orquestra skills
Portão de revisão
prova antes de sair
Um papel
não "faz tudo"
Rotina real
que você já faz
6

🚦 Não pule etapas (e o "not started" honesto)

Duas travas de segurança guiam este módulo. Primeira: nunca um agente antes das skills que ele orquestraria existirem — você não é empurrado a construir o chef antes de ter as panelas. Segunda: se uma camada não se aplica ao seu objetivo ainda, o coach a marca como not started com uma linha de motivo, em vez de inventar trabalho inútil.

🧭 Quando marcar "not started"

  • Tools — seu objetivo ainda só lê arquivos locais? Sem fonte externa, marque not started: "nenhuma fonte externa necessária ainda".
  • Agents — você só tem uma skill? Não há o que orquestrar. Not started: "volte quando houver 2-3 skills encadeáveis".
  • O sinal de honestidade: uma linha de motivo > uma pasta vazia fingindo trabalho.

💡 Dica prática

"Camada vazia" não é fracasso. Um OS honesto com 3 camadas sólidas e 3 marcadas not started vale mais que um OS com 6 camadas meia-boca. O coach prefere a verdade — e a auditoria do 4.6 também.

Por que aprender

Porque a tentação de pular pro agente é o erro nº1 — e o "not started" honesto é o antídoto contra o oposto: encher o OS de camadas falsas pra parecer completo. As duas travas juntas mantêm seu sistema real: só tem o que serve ao objetivo, e na ordem que aguenta o próximo passo.

Conceitos-chave

Agente por último
skills primeiro
not started
com motivo de 1 linha
Sem busywork
não inventa trabalho
Honestidade
real > completo-de-mentira
7

✅ Done-checks + copy-run

Cada uma das três camadas tem seu done-check. Você roda /os-coach next uma vez por camada, e o coach constrói o artefato e marca o status no memory.md.

Os três done-checks

  • Skills: um trabalho real e repetido virou skill com passos claros e uma linha de "bom resultado".
  • Tools: toda fonte que o objetivo precisa está listada com seu nível de acesso, e nenhum segredo na pasta.
  • Agents: uma rotina real, orquestrada, com um portão de revisão claro.
Copy-run · primeira skill → tools.md → primeiro agente

Objetivo: percorrer as três camadas de capacidade, uma de cada vez, deixando o coach construir cada artefato.

1) Abra a camada de Skills:

/os-coach next

Responda (troque pelos seus):

Tarefa que repito: <ex.: checar quais entregas vencem>
À mão eu faço assim: <passo 1; passo 2; passo 3>
Fica bom quando: <ex.: nenhuma data passa batida>

2) Rode de novo pra Tools; responda quais fontes e o acesso:

/os-coach next
Fontes: <ex.: calendário e planilha de bookings>  → só-leitura

3) Rode de novo pra Agents (só se já tiver skills encadeáveis):

/os-coach next
Rotina que encadeio à mão: <ex.: checar prazos e rascunhar o aviso>
Revisão antes de sair: <ex.: eu aprovo todo aviso a cliente>

Como verificar: confira que existem skills/<nome>/SKILL.md e tools.md, e que o tools.md diz "só-leitura". Rode /os-coach status: camadas sem uso aparecem como not started com motivo, não como erro.

Por que aprender

Porque ao fim deste módulo seu OS tem capacidade real: pelo menos uma skill que roda igual, fios só-leitura para os dados de que precisa e, se fizer sentido, um agente com portão de revisão. É a hora certa de parar e pontuar tudo contra o objetivo — o que você faz no Módulo 4.6 com o audit.

Conceitos-chave

next por camada
um passo de cada vez
3 done-checks
skills/tools/agents
status
confere o mapa
Próxima
audit (4.6)

Resumo do módulo

Skills → Tools → Agents, nessa ordem — agente só depois das skills que ele orquestra.
Skill = verbo conquistado — comece pela mais repetida; faça à mão antes de capturar.
Tools = fio só-leitura — janela, não chave; segredos fora da pasta.
Agente = chef com portão de revisão — nada sai sem ser revisado.
Camada que não se aplica = not started — com motivo de 1 linha, sem busywork.

Próximo módulo:

4.6 — audit: pontuar contra o objetivo 📊