Mapa da trilha
Conteúdo detalhado
🌱 O prompt mínimo viável
O menor prompt que passa no primeiro teste: identidade + um contrato. Resista à antecipação e defina "funciona" antes de escrever mais.
O impulso do iniciante é despejar todas as regras de uma vez. Começar mínimo é o contrário: o menor prompt que já entrega valor.
Cada regra que você não precisa ainda é dívida — código morto que confunde o modelo e esconde a causa real dos erros.
Mínimo viável · superfície pequena = depuração fácil · adicionar só sob demanda real.
Duas partes apenas: quem o agente é (identidade) e o que ele se compromete a fazer (um contrato). Todo o resto é opcional.
É o núcleo que não pode faltar. Sem ele, não há prompt; com mais que ele no v0, você já está antecipando.
Identidade · contrato único · núcleo irredutível.
Antecipar é escrever uma regra para um problema que ainda não aconteceu. Parece prudência, mas é dívida acumulada.
Regras especulativas inflam o prompt, criam conflitos e disfarçam quais regras realmente importam.
YAGNI no prompt · regra só com falha real · evitar acúmulo especulativo.
"Funciona" não é sentimento. É um critério concreto — entrada + comportamento esperado — que diz sem ambiguidade se o v0 cumpre o contrato.
Sem um teste-âncora, você adiciona regras às cegas e nunca sabe se a próxima linha ajudou ou atrapalhou.
Critério objetivo · caso entrada→saída · âncora antes de crescer.
Montamos um prompt-v0 completo para um agente de triagem de inbox — só identidade + 1 contrato, nada mais.
Ver o MVP montado torna o conceito tangível: você reconhece o que é núcleo e o que seria antecipação.
Agente de triagem · prompt enxuto · um caso de teste pareado.
Dois arquivos pequenos versionados em git: o prompt-v0 e o primeiro teste que ele passa.
É a fundação do seu laboratório pessoal — a primeira e mais importante linha de base do repo de evolução.
prompt-v0 · teste-âncora · primeiro commit.
🔁 Evolução por diff & consolidação
O motor do prompt: testar → achar falha real → corrigir com UM padrão do catálogo. A cada rodada, consolidar e versionar em git com changelog.
Prompts evoluem por uso. O motor é um ciclo curto e honesto: rode num caso real, observe a falha, corrija.
Sem o ciclo, você "melhora" o prompt no escuro. Com ele, cada mudança nasce de uma falha observada de verdade.
Ciclo curto · caso real · falha observada, não imaginada.
A correção madura aplica um único padrão do catálogo da Trilha 1 — não empilha regras avulsas.
É o que separa um prompt que envelhece bem de uma "cebola de regras" cada vez mais difícil de manter.
Um padrão por correção · catálogo · evitar acúmulo em camadas.
Um ritual agendado: a cada N ciclos, você para de adicionar e funde, corta ou reescreve regras redundantes.
Adicionar é fácil; remover exige coragem. Sem o ritual, o prompt só cresce e nunca encolhe.
Ritual agendado · fundir/cortar · prompt que respira.
O diff do Opus 4.8 para o Fable 5: muito conteúdo novo adicionado e, ainda assim, um prompt mais enxuto onde importava.
É a prova real de que evolução + consolidação convivem: o fornecedor adiciona e poda na mesma rodada.
Diff oficial · adicionar e podar · referência viva.
Cada ciclo e cada consolidação viram um commit. Git transforma o prompt num artefato com história rastreável.
Sem versionamento, você perde a história e não consegue reverter uma regra que piorou as coisas.
Commit por mudança · diff legível · reversibilidade.
Cada entrada do changelog rotula a mudança pelo padrão aplicado e pela falha que a motivou.
O commit guarda o que mudou; o changelog guarda por que — e é o porquê que permite revisar a decisão depois.
Motivação registrada · padrão + falha · decisão revisável.
✅ Testes e o porquê documentado
A regra de ouro: toda regra precisa de um porquê documentado E de um teste-que-falharia. Sem isso, não entra. Medir por testes, não por opinião.
Uma única frase sustenta a trilha: toda regra adicionada precisa de um porquê documentado E de um teste que a justifique.
É o filtro que mantém o prompt enxuto e auditável — sem ele, regras entram por hábito e nunca saem.
Porquê + teste · filtro de entrada · prompt auditável.
Não é teste unitário de código — é um caso de entrada + comportamento esperado que, sem a regra, falharia.
Se você não consegue escrever o teste que falharia, a regra não tem efeito mensurável — e provavelmente é desnecessária.
Teste-que-falharia · entrada→saída · efeito mensurável.
O prompt tem um portão, e o teste é a chave. Regra sem teste fica na fila — não no prompt.
Parece rígido, mas é o que impede a volta do acúmulo: nada entra sem evidência de que faz diferença.
Portão de entrada · teste = chave · regra em fila vs. no prompt.
Liga direto com o Padrão 3 (Regra com Porquê): uma proibição seca é obedecida ao pé da letra mas falha fora do caso exato.
O porquê dá ao modelo o princípio, não só a instância — é o que faz a regra valer para casos que você não escreveu.
Princípio > proibição seca · generalização · Padrão 3.
O entregável: uma suíte mínima de testes vinculada ao changelog — um teste por regra que merece existir, nem mais nem menos.
Liga cada regra à sua evidência e à sua motivação, fechando o ciclo entre prompt, teste e histórico.
Suíte mínima · 1 teste por regra · rastreabilidade prompt↔changelog.
A regra de ouro espelha a direção dos fornecedores: a indústria saiu de "mais regras" para "regras medidas".
Decisões por teste são reproduzíveis e defensáveis; decisões por opinião são debate sem fim.
Evidência > opinião · reprodutibilidade · alinhado ao mercado.
🚀 Projeto final versionado
Tudo converge: prompt + changelog rotulado por padrão + suíte de testes num repo versionado. Critério final: menos linhas, mesmo comportamento.
Tudo o que você construiu nas Trilhas 1 a 4 converge num único repo: prompt, changelog e testes morando juntos.
Um artefato coeso e versionado é o que você leva para o mundo real — pronto para manutenção e revisão.
Repo coeso · prompt + changelog + testes · artefato final.
Cada entrada do changelog aponta exatamente um padrão do catálogo da Trilha 1 — não basta "adicionei uma regra".
Rotular pelo padrão conecta sua prática à teoria e torna cada decisão verificável contra o catálogo.
Rótulo de padrão · catálogo T1 · decisão rastreável.
Os testes não verificam o texto do prompt — verificam o comportamento que ele produz. Cada teste é uma promessa.
Testar comportamento (não palavras) permite reescrever e enxugar o prompt sem medo de quebrar o que importa.
Contrato de comportamento · input→output · refatorar com segurança.
O critério de aprovação é contra-intuitivo: o prompt entregue deve ter menos linhas que o rascunho intermediário.
Enxugar mantendo todos os testes verdes prova maturidade — você diz o mesmo com menos.
Densidade > volume · suíte verde · concisão como meta.
Não é gosto, é procedimento: rode a suíte (base verde), corte/funda, rode de novo — só vale se continuar verde.
Consolidar medindo por testes elimina o medo de cortar: a suíte te diz na hora se você quebrou algo.
Linha de base verde · cortar→reexecutar · procedimento medido.
O repo entregue não é o fim — é o começo da sua prática, o lugar onde você aplica os rituais da trilha de agora em diante.
Internalizar os rituais (ciclo, consolidação, regra de ouro) é o que separa quem fez o curso de quem mantém prompts de verdade.
Repo vivo · rituais contínuos · prática além do curso.