Mapa da trilha
Conteúdo detalhado
🏛️ Quatro filosofias de design
Cada fornecedor tem uma assinatura: o jeito de instruir que repete em todos os prompts. Anthropic, OpenAI, Google/Microsoft e xAI lado a lado.
O conjunto de decisões de estilo que um fornecedor repete: tamanho da regra, forma de declarar capacidade, delimitação de blocos e calibração de tom.
Quem só conhece uma filosofia aplica-a em todo lugar e paga o custo errado. Comparar dá repertório para escolher pela tarefa.
Assinatura · trade-off · escolher pela tarefa · teste do trecho cego (identificar o fornecedor por 3 sinais de estilo).
O princípio justificado: a regra explica a intenção para o modelo generalizar; consolidação, segurança por padrão e tags XML semânticas.
A cláusula "since…" é a assinatura — generaliza a situações novas onde um "never do X" seco falharia.
Regra com porquê · consolidação · segurança padrão · XML semântico. Evidência: claude-fable-5.md L52.
Regras curtas e imperativas, hierarquizadas por prioridade explícita; comportamento montado de forma modular com variantes por canal (instant/thinking/voice).
Regra curta é fácil de reusar entre produtos, mas generaliza mal a casos novos e depende de ênfase (CAPS) e de hierarquia para resolver empates.
Regra curta · persona modular · variante por canal · prioridade explícita. Evidência: gpt-5.5-instant.md "Priority order".
Assinatura procedural: capacidades viram schemas e toolkits nomeados; comportamento vira passo-a-passo com seções e subtítulos, regra por exemplo forte.
Mostra exatamente como formatar, quando usar cada ferramenta, qual o limite de palavras — determinístico e auditável, mas rígido fora do caminho previsto.
Seccionado (##/###) · schema/toolkit · passo-a-passo · regra por exemplo. Evidência: gemini-3.1-pro.md "Formatting Toolkit".
A assinatura mais densa e opinativa: bullets curtos, cada um com uma posição filosófica; comportamento persona-driven em arquivo separado; XML como andaime.
Cada bullet afirma "quem Grok é", não só "o que fazer". Leve e direto, delega ao modelo — mas com pouca cobertura explícita e mais variância.
Concisão densa · opinativo · personas (módulo separado) · XML estrutural. Evidência: grok-4.3-beta.md + grok-personas.md.
As quatro filosofias contrastadas pelos eixos que importam — forma da regra, declaração de capacidade, estrutura, tom — cada linha com uma evidência real do acervo.
O quadro não diz "qual é melhor" — diz qual otimiza o quê. Agente de código pesa estrutura + porquê; companion pesa persona + modularidade.
Quatro eixos · evidência por linha (caminho + linha real) · ferramenta de escolha · entregável das 4 assinaturas.
🧩 Especialização por produto
Um núcleo comum é reescrito quando vira chatbot, agente, buscador, Office, voz ou CLI. Veja, com prompts reais, o que cada produto adiciona e remove.
Pegar o núcleo (identidade, segurança, formato, ferramentas) e aplicar dois deltas: +contexto (regras do canal) e −ruído (regras que o meio torna irrelevantes).
Você para de "começar do zero" e passa a portar: qual é o canal? o que ele exige? o que ele proíbe? — e o prompt quase se escreve sozinho.
Núcleo herdado · delta + (regras do canal) · delta − (ruído) · entregável muda por produto.
Conversa em texto renderizado, sem ambiente externo. O delta é quase todo de tom e persona; o núcleo aparece mais "puro" aqui.
O chatbot é a régua: ao ler outro produto, pergunte "o que isto faz diferente de um chatbot?" — a resposta é exatamente o delta do produto.
Persona · recusa principiada · markdown OK (saída renderizada) · régua de comparação.
Ambiente rico (arquivos, shell, repo). Delta dominante: autonomia ("keep going until resolved") e contratos de ferramenta rígidos (ordem, exclusividade).
Autonomia sem critério de parada vira loop infinito; tools sem ordem geram chamadas conflitantes. O ambiente é rico e perigoso.
Autonomia · contrato de tool · critério de parada · paralelismo. Evidência: comet-browser-assistant.md.
Navega a web e devolve fatos com proveniência: cada informação carrega um id {type}:{index} e a resposta cita inline, ao lado de cada item.
Remove "peça esclarecimento": num buscador, ambiguidade vira mais busca, não pergunta ao usuário. Preservação de Fonte levada ao limite.
id de fonte · citação inline · −esclarecer (busca, não pergunta) · autoridade por cross-reference.
Os dois extremos de formato. Office: o entregável é a planilha/doc, o chat é "nota de capa". Voice: remove todo markdown, corta tamanho, fala rápido.
O Orçamento de Concisão vira "seja breve porque o trabalho está no documento" (office) ou "porque ninguém ouve um parágrafo longo" (voice). Mesmo princípio, justificativa do canal.
Artefato (doc/planilha) · nota de capa · −markdown (voice) · talk quickly. Evidência: claude-for-excel.md, voice-assistant.md.
CLI roda em terminal: saída plaintext, espaço caro. Delta: orçamento de saída (≤100 palavras) + a lembrança de que tudo será impresso numa linha de comando.
A tabela 6×3 (6 produtos × 3 padrões: Concisão, Contrato de Ferramenta, Preservação de Fonte) é o entregável do módulo — cada célula com evidência de linha.
≤100 palavras · plaintext · tabela 6×3 · 1 evidência por célula. Evidência: copilot-cli.md.
📊 Matriz comparativa
Três problemas universais × quatro fornecedores. A matriz não diz quem está certo: expõe os trade-offs e vira ferramenta de consulta que encerra a trilha.
Linhas = problemas universais (recusar, citar fonte, agir sem perguntar); colunas = as quatro filosofias do 3.1. Cada célula é uma escolha real e citável.
Ler prompts isolados ensina padrões; ler em matriz ensina a decidir. O valor está no contraste que a grade revela, não na célula isolada.
Linhas = problemas · colunas = fornecedor · célula = escolha citável · valor = contraste (expõe trade-offs).
Como cada filosofia escreve o limite de comportamento: princípio justificado (Anthropic), recusa curta + tom (OpenAI), override procedimental (Google) ou seca (xAI).
Anthropic e Google convergem em "não narrar a mecânica de detecção" — caminhos diferentes (filosofia vs. procedimento), mesmo efeito de robustez.
Princípio · tom da recusa · override (checa antes) · curta e seca. Evidência: claude-fable-5.md L43–62, gemini-3.1-pro.md L133.
Recurso da conversa (Anthropic), fonte-da-verdade com tool dedicada (OpenAI), contrato com agente cego — só texto (Google), ou render da fonte (xAI).
Cada filosofia protege algo: integridade da verdade, canal downstream, riqueza visual ou transparência conversacional.
Recurso · fonte-da-verdade · agente cego (só texto) · render. Evidência: gpt-5.5-instant.md L53, gemini-3.1-pro.md L230.
Quando seguir sem permissão e quando parar e confirmar. Respeita o fim (Anthropic), usa contexto se ajuda (OpenAI), dono do escopo (Google), confirma o irreversível (xAI).
É o problema que mais separa chatbots de agentes. Boa calibração: age no reversível, confirma no irreversível, verifica o próprio trabalho.
Respeita o fim · usa contexto · dono do escopo · confirma o custoso. Evidência: vscode-copilot-agent.md, grok-4.3-beta.md.
O preço escondido de cada regra: princípio generaliza mas custa tokens e modelo forte; procedimento é determinístico mas rígido diante de casos novos.
É a leitura que transforma a matriz de descrição em ferramenta de decisão. O erro: colar a célula "mais prestigiada" fora do seu contexto.
Generaliza vs. token · auditável vs. rígido · depende do modelo · célula contextual (produto > prestígio).
Passo a passo: escolha problemas (linhas), fornecedores relevantes (colunas), preencha cada célula com a evidência (arquivo · linha) e anote o trade-off antes de decidir.
Sem fonte, não é matriz — é opinião. Citar o caminho real é o que a torna auditável e reutilizável; a decisão (com porquê) segue para a Trilha 4.
Problemas → linhas · fornecedores → colunas · célula com fonte · decidir pelo custo. Atividade: preencher a 5ª coluna (matriz 3×5).