TRILHA 2

🛠️ Mão na massa

Do diagnóstico à prova, com os scripts reais do kit agente-claude-codex: medir o ambiente, separar o CLAUDE.md em portátil e resíduo, instalar o núcleo, portar uma skill com fonte única, provar em sessão nova nos dois runtimes e fechar com handoff. Cada passo é reversível e deixa evidência.

doctor audit adapt init-core sync-skills readback handoff próxima sessão: prime lê o handoff e o ciclo recomeça modo audit modo implement · evidência

Leia a escada da esquerda pra direita: os dois primeiros degraus só leem (audit); do terceiro em diante cada passo é reversível; o readback brilha porque é a prova; a seta ciana mostra o handoff alimentando a próxima sessão.

6
Módulos
36
Tópicos
~3h30
Duração
Interm.
Nível
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Mapa da trilha

Pré-requisito desta trilha: ter o kit clonado (git clone https://github.com/inematds/agente-claude-codex) e pelo menos um dos dois runtimes instalado. O módulo 2.1 confere isso por você com scripts/doctor.sh.

Conteúdo detalhado

2.1~35 min

🩺 Diagnóstico do ambiente

Antes de mover qualquer coisa, meça: o kit agente-claude-codex traz um diagnóstico do ambiente (ok / aviso / falta) e um inventário somente leitura que classifica cada skill, hook, MCP e instrução. Nada em ~/.claude ou ~/.codex é tocado.

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O que é:

O repo inematds/agente-claude-codex reúne scripts, prompts e o template do núcleo portátil. Você clona uma vez e roda tudo de dentro dele.

Por que aprender:

Sem o kit você refaz na mão o que já está automatizado e testado nesta máquina (readback aprovado em Claude e Codex).

Conceitos-chave:

git clone https://github.com/inematds/agente-claude-codex, pasta scripts/, prompts/, template/.

O que é:

Um script somente leitura que confere git, python3, node, Claude Code, Codex CLI (skills, config, sandbox, MCP), polyskill e os próprios arquivos do kit. Cada item sai como [ok], [aviso] ou [FALTA] com o comando para resolver.

Por que aprender:

Responde "meu ambiente está pronto?" em segundos e sai com código 1 se faltar algo essencial, o que permite automatizar.

Conceitos-chave:

scripts/doctor.sh, código de saída, aviso ≠ falta, sem Claude ou Codex o passo vira "não rodado".

O que é:

Lista versões, skills, comandos, subagentes, hooks, plugins e MCP dos dois runtimes e grava um relatório Markdown em relatorios/auditoria-<data>.md.

Por que aprender:

É o passo 2 dos mega-prompts (MODE: audit): você vê o que existe antes de decidir o que migra.

Conceitos-chave:

scripts/audit.sh, gap Claude → Codex, relatório datado, separação projeto × global.

O que é:

A auditoria classifica por heurística (grep) cada skill que só existe no Claude: reutilizável (Markdown puro), adaptador (depende de MCP ou plugin do Claude), nativo (depende de hook) ou não resolvido. Nesta máquina: 72 / 15 / 2 / 1.

Por que aprender:

A matriz diz onde o esforço está: 72 skills migram sem mudança; o bloqueio real são os 15 MCP, não o formato.

Conceitos-chave:

Classificação heurística, revisar caso a caso, MCP como gargalo, subagentes e plugins não migram.

O que é:

Neste host o AppArmor restringe user namespaces e o bwrap do Codex falha ("loopback: RTM_NEWADDR"). O readback que forçava -s read-only quebrou; a correção mínima foi respeitar o sandbox_mode do config.toml.

Por que aprender:

Você vai esbarrar nisso em qualquer máquina Linux parecida; o doctor.sh já avisa e a falha está no FALHAS.md com a menor correção.

Conceitos-chave:

bwrap, AppArmor, sandbox_mode = "danger-full-access", FALHAS.md (data, o que quebrou, menor correção, prompt ou infra).

O que é:

O relatório em relatorios/ não é o fim: cada linha vira uma decisão (portar, adaptar, deixar como resíduo Claude) que alimenta o plano de migração em fases.

Por que aprender:

Sem transformar o inventário em plano você só tem uma lista bonita; o texto-fonte insiste que arquivo existir não é prova de nada.

Conceitos-chave:

Relatório datado, matriz → fases, passou / falhou / não rodado, evidência versionada.

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2.2~35 min

✂️ CLAUDE.md → AGENTS.md

O único arquivo realmente preso ao provedor é o CLAUDE.md. Aqui você separa o que é regra portátil (vai pro AGENTS.md, lido por Codex, Gemini e OpenCode) do que é específico do Claude Code, e faz o Claude importar o portátil com @AGENTS.md.

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O que é:

Regras de publicação, autor de commit, onde ficam as keys, versionamento semver, destino de artefatos: tudo isso é texto que qualquer agente entende.

Por que aprender:

É a maior parte do seu CLAUDE.md (71 de 78 linhas no global desta máquina) e viaja sem mudança.

Conceitos-chave:

Regra estável, caminho, convenção, AGENTS.md como fonte.

O que é:

Menções a AskUserQuestion, superpowers, context-mode, claude-mem, fable-mindset, Artifact, advisor e hooks só fazem sentido no Claude Code.

Por que aprender:

Se isso for pro AGENTS.md, o Codex lê instruções que não pode cumprir e o ruído cresce.

Conceitos-chave:

Resíduo, plugin, hook, ferramenta exclusiva, 7 linhas no global.

O que é:

O script lê o CLAUDE.md do projeto e grava AGENTS.proposto.md e CLAUDE.proposto.md ao lado, para revisão. Nada existente é tocado.

Por que aprender:

Reversível por construção: você revisa, renomeia e só então o projeto muda.

Conceitos-chave:

scripts/adapt-instructions.sh ~/projetos/meu-projeto, --dry-run, .proposto.md.

O que é:

O novo CLAUDE.md começa com a linha @AGENTS.md e só depois traz o resíduo. O Claude lê os dois; o Codex lê só o AGENTS.md.

Por que aprender:

Uma fonte de verdade para as regras portáteis, sem cópia divergente.

Conceitos-chave:

Import @, uma fonte, resíduo separado, sem duplicação.

O que é:

O AGENTS.md abre com "leia 1) este arquivo, 2) context/overview.md, 3) context/current-state.md, 4) tasks/current.md, 5) handoffs/latest.md". Esses nomes são convenção do repo, não são carregados sozinhos.

Por que aprender:

O prompt B é explícito: diga ao agente o que ler; não assuma auto-load.

Conceitos-chave:

Ordem de leitura, convenção ≠ auto-load, briefing pequeno no início.

O que é:

O script troca toda menção "CLAUDE.md" por "AGENTS.md" na parte portátil, inclusive quando o texto fala do CLAUDE.md de outro projeto. Isso muda o sentido.

Por que aprender:

É por isso que a saída é .proposto.md: a revisão humana pega esse caso.

Conceitos-chave:

Renomeação cega, revisar referências, sed é burro, humano aprova.

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2.3~35 min

🧱 Instalar o núcleo portátil

O núcleo portátil é um conjunto de arquivos Markdown com dono definido: AGENTS.md, context/, tasks/current.md, handoffs/latest.md. O init-core.sh copia o template pro projeto e lista o que criou e o que manteve.

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O que é:

Copia template/ pro projeto arquivo a arquivo; se já existe, mantém e avisa [mantido]; se não, cria e avisa [criado].

Por que aprender:

A primeira versão do kit usava cp -r e sobrescrevia README e CLAUDE.md; a correção foi a regra "nunca sobrescrever".

Conceitos-chave:

scripts/init-core.sh ~/projetos/meu-projeto, criado, mantido, reversível.

O que é:

O context/overview.md tem cabeçalho (ID, escopo, fonte, data, status, revisar em) e seções: o que é, fatos verificados, preferências, hipóteses.

Por que aprender:

Separar fato de hipótese é o que resolve "qual das versões é a certa" depois.

Conceitos-chave:

ID, escopo, fonte, data de observação, status, fato × preferência × hipótese.

O que é:

Um arquivo que diz o que está sendo feito agora, quem é o dono, qual o critério de pronto verificável e a próxima ação concreta.

Por que aprender:

É o que faz o agente entender o trabalho atual, não só o histórico.

Conceitos-chave:

Objetivo, dono, critério de pronto, próxima ação, bloqueios.

O que é:

Cada decisão aceita vira um arquivo datado em context/decisions/ com contexto, decisão e consequências. Status: proposta, aceita, revogada.

Por que aprender:

Decisão aceita vence timestamp: é o critério de conflito do plano.

Conceitos-chave:

Decisão datada, status, provenance, nunca apagar, revogar.

O que é:

Um check de 8 linhas: os arquivos obrigatórios existem e não estão vazios. Sai 0 ou 1.

Por que aprender:

Um check pequeno e real vale mais que uma estrutura bonita que ninguém valida.

Conceitos-chave:

bash scripts/check.sh, [ok] / [FALTA], código de saída.

O que é:

Clone o projeto sozinho numa pasta limpa e rode o check. O prompt B exige: contexto essencial dentro do projeto, sem depender de ../../knowledge.

Por que aprender:

Prova de portabilidade: se depende de pasta-mãe, não é portátil.

Conceitos-chave:

Clone limpo, sem dependência de pasta-mãe, check passa, evidência.

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2.4~40 min

🧩 Skills canônicas com polyskill

Em vez de skill-claude, skill-codex, skill-dsh copiadas à mão, uma skill canônica gera as cópias por runtime. O sync-skills.sh embrulha o polyskill: import, build, install com backup, drift.

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O que é:

Nesta máquina o dsh-sandbox tem 3 skills copiadas à mão de formato-curso-inema. Cada edição na origem não chega nas cópias: drift garantido.

Por que aprender:

Quatro consumidores (Claude 117, Codex 27, dsh 3, openpcbotv3 16) sem fonte única divergem sozinhos.

Conceitos-chave:

Drift, cópia manual, fonte canônica, adaptador nas bordas.

O que é:

scripts/sync-skills.sh import session-handoff~/.claude/skills/session-handoff e grava skills/session-handoff/ no formato portátil.

Por que aprender:

A skill deixa de ser "do Claude" e vira fonte neutra.

Conceitos-chave:

polyskill import --from claude, definition.md, polyskill.yaml, extensões preservadas ou avisadas.

O que é:

scripts/sync-skills.sh build gera skills/*/dist/<runtime>/. Com FORCE=1 sobrescreve alvo editado à mão.

Por que aprender:

A cópia por runtime é derivada, nunca editada: editar a fonte e rebuildar.

Conceitos-chave:

dist/, derivado, --force, nunca editar cópia.

O que é:

scripts/sync-skills.sh install session-handoff --both copia pro ~/.claude/skills e ~/.codex/skills (e espelha em ~/.agents/skills), fazendo backup .nome.bak-<ts> se já existia.

Por que aprender:

Instalar é a única ação que toca a home dos runtimes; por isso backup antes.

Conceitos-chave:

--both, --claude, --codex, backup ao lado, ~/.agents/skills.

O que é:

scripts/sync-skills.sh drift compara cada dist/ com o que está instalado. Sai 1 se houver diferença.

Por que aprender:

É o teste de que ninguém editou a cópia por fora; entra no critério de aceite.

Conceitos-chave:

diff -rq, [ok], [DRIFT], [não instalada], código de saída.

O que é:

As 15 skills "adaptador" (heygen, magnific, printing-press…) citam ferramentas MCP. No Codex só funcionam depois de registrar o servidor com codex mcp add.

Por que aprender:

Portar antes do MCP gera skill que não roda; ordem importa.

Conceitos-chave:

MCP no Codex, codex mcp add, keys referenciadas do .env, nunca copiar valor.

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2.5~35 min

✅ Readback: provar em sessão nova

Arquivo existir não é prova. O readback abre uma sessão nova no Claude (claude -p) e no Codex (codex exec) dentro do projeto e faz cinco perguntas. Aprovação: as respostas citam os arquivos certos.

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O que é:

Objetivo atual e critério de pronto; uma regra com o arquivo exato de origem; última decisão aceita; próxima ação concreta; conflitos, fatos velhos ou acesso faltando. Separar o que os arquivos estabelecem do que o agente infere.

Por que aprender:

É o teste de continuidade do prompt B: encontrou, leu, entendeu, usou?

Conceitos-chave:

Fresh-session readback, sem conversa anterior, citar fonte, inferência marcada.

O que é:

scripts/readback-test.sh ~/projetos/meu-projeto both roda os dois e salva a resposta bruta em relatorios/readback-<runtime>-<data>.md.

Por que aprender:

Automatiza a coleta; o veredito continua sendo seu.

Conceitos-chave:

claude -p, codex exec --skip-git-repo-check, relatório por runtime, sandbox do config.toml.

O que é:

Critério: AGENTS.md, tasks/current.md e handoffs/latest.md aparecem citados e a "próxima ação" bate com a tarefa.

Por que aprender:

Prosa bonita sem citação é alucinação de contexto; citação é evidência.

Conceitos-chave:

Citação de arquivo, próxima ação confere, passou / falhou.

O que é:

No primeiro readback aprovado, o Codex encontrou handoff faltando, soma errada no audit e frase contraditória no plano. Todas corrigidas na hora.

Por que aprender:

O readback não só prova, ele audita: um agente novo lê sem o viés de quem escreveu.

Conceitos-chave:

Inconsistência, auditoria por sessão nova, correção registrada.

O que é:

Duas falhas reais: sandbox forçado (-s read-only) e contagem do audit. Cada uma vira uma linha: data, o que quebrou, menor correção, prompt ou infra.

Por que aprender:

Depois de umas 10 linhas o padrão aparece e você para de reconstruir o que só precisava de uma proteção.

Conceitos-chave:

FALHAS.md, menor correção, prompt × infra, uma linha por falha.

O que é:

Passou: citou os arquivos e a ação confere. Falhou: rodou e não citou. Não rodado: runtime ausente, sandbox quebrou, ou ninguém rodou. Sem evidência conta como não rodado.

Por que aprender:

O PDF-fonte admite: nenhum teste ao vivo foi feito pelos autores. O seu readback é a primeira evidência real.

Conceitos-chave:

Três estados, evidência salva, nunca "provavelmente passou".

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2.6~35 min

🔁 Handoff e prime: o ciclo diário

O fluxo que faz tudo funcionar no dia a dia: ao fechar a sessão, o agente escreve um handoff em Markdown; ao abrir a próxima, em qualquer runtime, ele lê esse handoff antes de agir. As sessões JSONL viram histórico, não fonte.

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O que é:

Projeto e escopo, objetivo, estado aceito, arquivos alterados, checks rodados com resultado, perguntas abertas, próxima ação exata. Sem credenciais, sem "está em outro worktree".

Por que aprender:

Um handoff bom substitui reler 2,3 GB de JSONL.

Conceitos-chave:

Decisão, pendência, próximo passo, caminho de arquivo, sem segredo.

O que é:

O template do kit tem 7 seções fixas. latest.md é sempre o mais recente; versões antigas podem ficar em handoffs/AAAA-MM-DD.md.

Por que aprender:

Estrutura fixa é o que deixa outro runtime (ou outra pessoa) retomar sem adivinhar.

Conceitos-chave:

latest.md, seções fixas, datado, uma estrutura para todos.

O que é:

Prime é a leitura de AGENTS.md → context → tasks → handoffs no início. No Claude vira skill; no Codex, instrução no AGENTS.md; no dsh, uma skill de prime.

Por que aprender:

Sem prime, o handoff é um arquivo que ninguém lê.

Conceitos-chave:

Prime, ordem de leitura, skill × instrução, briefing pequeno.

O que é:

O teste final: handoff escrito numa sessão do Claude, retomado numa sessão nova do Codex, e vice-versa, em projeto real.

Por que aprender:

Esse é o critério de pronto do sistema inteiro.

Conceitos-chave:

Handoff cruzado, mesmo Markdown, executores intercambiáveis.

O que é:

Nesta máquina: 6.859 sessões do Claude (2,3 GB) e 209 do Codex. Depois que o ciclo roda, arquivar as com mais de 90 dias.

Por que aprender:

Memória bruta é matéria-prima; o que vale é o que foi promovido a overview ou handoff.

Conceitos-chave:

JSONL, arquivar, promover fato, matéria-prima × fonte.

O que é:

Nenhuma sessão termina sem handoffs/latest.md e tasks/current.md atualizados. O readback do dia seguinte é a checagem.

Por que aprender:

É a única disciplina que torna a troca de modelo indolor.

Conceitos-chave:

Fim de sessão, atualizar dois arquivos, readback como auditoria.

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