MODULO 1.1

⌨️ A linguagem /inema

Da primeira barra ao runtime completo. Em sete tópicos você aprende a gramática que faz os mesmos 100 comandos funcionarem em qualquer agente.

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Tópicos
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Minutos
Básico
Nível
Teoria+Prática
Tipo
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🧠 O que é a INEMA Command Language

A INEMA Command Language é uma linguagem operacional curta: um vocabulário de 100 comandos que controla como modelos e agentes de IA pesquisam, verificam, analisam, criticam, decidem, planejam, executam e comunicam. Você não programa — você dirige.

Novo aqui? Uma DSL (Domain-Specific Language, linguagem de domínio específico) é uma linguagem pequena feita para um único propósito — como SQL é para bancos de dados. Aqui o propósito é dirigir IA com precisão. Um comando declarativo descreve o que você quer (ex.: "separe fato de inferência") sem especificar os passos internos.

💡 O princípio central

Um comando não é uma palavra mágica: ele é a ponta visível de um protocolo.

  • /factcheck não "pede checagem" — ele quebra o texto em claims, classifica cada um (confirmado, impreciso, falso, inconclusivo, opinativo) e entrega o veredito.
  • O mesmo comando em agentes diferentes produz forma de saída comparável — porque o protocolo, não o modelo, define a forma.
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⌨️ A sintaxe-base

Toda a sintaxe cabe numa linha: /comando [parâmetros opcionais]. Parâmetros usam a forma chave=valor. Nada de aspas obrigatórias, nada de ponto-e-vírgula.

/rank criteria=impact, cost,risk comando + parâmetro (chave=valor) protocolo ativado saída estruturada nível de confiança registro no runtime

Anatomia real de /rank criteria=impact,cost,risk: comando → protocolo → saída com confiança e log.

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📜 As 10 regras da linguagem

As regras são curtas, mas resolvem os problemas que quebram prompts improvisados: ambiguidade, ordem de execução e conflito entre instruções.

⚖️ Destaque para três regras

  • 5.Conflito: vence a regra mais específica; empatou, vence a mais recente. É a precedência oficial da linguagem.
  • 6.Divisão de trabalho: /preset expande macros, /chain controla sequência, /mode define comportamento global.
  • 9.Geração ≠ verificação: quando o risco é relevante, quem gera não pode ser quem verifica — separe os papéis.

✓ Regras bem usadas

  • Tratar comandos como instruções declarativas, não como feitiços.
  • Respeitar ordem em cadeia explícita (/chain(/research -> /truth -> /decide)).
  • Exigir critérios de aceitação em comandos críticos.

✗ Erros que as regras evitam

  • Empilhar comandos contraditórios esperando que "o modelo entenda".
  • Assumir que ordem de digitação = ordem de execução fora de cadeia explícita.
  • Aceitar saída sem confiança nem registro em decisões de risco.

💡 Dica prática

Guarde só a regra 5 de cabeça (específica > recente). As outras nove você consulta — elas existem justamente para não precisarem de memorização.

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🔗 Composição em linha

Vários comandos numa mesma linha formam um pacote de instruções: /truth /gaps /pushback /rank. É o jeito mais rápido de montar uma resposta robusta sem cerimônia.

🎯 Copie e rode

/truth /gaps /pushback /rank criteria=impacto,custo,risco sobre 

Como verificar: a resposta deve conter as quatro assinaturas — separação fato/inferência, lacunas, contestação e ranking.

💡 Dica prática

Comece com 2–3 comandos, não dez. Pacote gigante dilui a atenção do modelo; composição boa é composta por famílias complementares (verdade + crítica + decisão).

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⛓️ Encadear com /chain

Quando a ordem importa e a saída de um passo alimenta o próximo, use cadeia explícita: /chain(/research -> /truth -> /rank -> /decide). Novo aqui? Pense num pipeline: esteira onde cada estação recebe o trabalho da anterior.

🎯 Copie e rode

/chain(/research -> /truth -> /rank -> /decide) sobre 

Como verificar: cada etapa deve citar de onde veio sua entrada (a etapa anterior) — sem isso, não houve passagem de saída.

⚠️ Atenção

Cadeia longa demais esconde erros cedo demais. Se a etapa 1 errar, tudo depois herda o erro. Para fluxos longos, intercale /verify ou /review como válvulas de controle.

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🎛️ /mode e /preset

São os dois controles de nível mais alto. /mode define comportamento global persistente (conservador, exploratório, executivo). /preset expande um nome curto numa cadeia predefinida de comandos com parâmetros — uma macro (atalho que vira várias instruções).

/preset "decisao" /chain(/research -> /truth -> /gaps -> /pushback -> /rank -> /decide) /research /truth /gaps /pushback /rank /decide

Um preset é uma caixa dentro de caixa: ao expandir, revela uma cadeia completa de comandos.

💡 Dica prática

Use /mode conservador em temas regulatórios ou médicos; /mode exploratorio em brainstorm. O modo muda o apetite de risco de todos os comandos seguintes.

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🧾 Runtime: registro, aceitação, fallback

O contrato de execução tem três peças: o runtime registra tudo (entradas, saídas, ferramentas, confiança, falhas), todo comando pode ter critérios de aceitação (como saber que deu certo) e um fallback (o que fazer quando não dá).

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Registro operacional

Regra 7 da linguagem: entradas, saídas, ferramentas usadas, confiança e falhas ficam registradas. Sem log, não há auditoria.

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Critérios de aceitação

Regra 10: defina antes o que conta como sucesso ("todo claim crítico sustentado"). Evita aceitar resposta bonita e vazia.

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Fallback seguro

Quando não verifica, o comando declara o que não conseguiu verificar — nunca inventa. Falhar honesto é comportamento correto.

🧪 Como um comando descreve seu próprio contrato (YAML interno)

name: /truth
family: verification
purpose: separar fatos, inferências, hipóteses e desconhecidos
acceptance:
  - critical claims are supported
fallback:
  - state what could not be verified

Como ler: acceptance é o teste de sucesso; fallback é o comportamento honesto de falha. O módulo 6.2 abre essa estrutura inteira.

Auto-verificação rápida (opcional): dois comandos colidem numa linha. Qual regra resolve o conflito?

Trilha 1:
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Curso:
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