TRILHA 2 · AUDITORIA & MAPEAMENTO

🔍 Auditoria & Mapeamento

Antes de construir qualquer automação, você precisa saber o que automatizar. Aqui você caça a tarefa de 10 horas, audita tempo e custo com números reais e diagrama o processo as-is → to-be. Sem mapa, automação é chute caro.

3
Módulos
18
Tópicos
~2h
Duração
Básico
Nível
Da bagunça ao mapa Caçar tarefa rotinas · gargalos Medir tempo · custo · ROI Diagramar as-is → to-be Processo mapeado entradas · saídas · regras · exceções · ROI claro ilustrativo — o que entra na Trilha 3 já vem pronto pra desenhar

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

2.1 ~40 min

🎯 Caça à tarefa de 10 horas

Toda empresa tem tarefas que comem horas sem ninguém perceber. Este módulo ensina a farejar essas oportunidades e escolher a primeira certa.

O que é:

Oportunidades de automação se escondem em três lugares: rotinas diárias repetidas, gargalos onde o trabalho empilha e tarefas de copiar-e-colar entre sistemas.

Por que aprender:

Saber onde olhar é metade da batalha. Quem conhece os padrões acha em minutos o que outros levam semanas procurando.

Conceitos-chave:

Rotina = frequência. Gargalo = fila de espera. Copia-cola = ponte manual entre sistemas que não conversam.

O que é:

Tarefa automatizável tem regras claras, acontece com frequência, lida com dados estruturados e o resultado é sempre o mesmo dado a mesma entrada.

Por que aprender:

Reconhecer os sinais evita gastar esforço com processos imprevisíveis demais e foca a energia onde o retorno é certo.

Conceitos-chave:

Determinístico, repetitivo, baseado em regras e tedioso. Quanto mais sinais juntos, melhor o candidato.

O que é:

Conversa estruturada com quem executa a tarefa todo dia para entender passos reais, atalhos informais e a dor que não aparece em fluxograma nenhum.

Por que aprender:

O processo no papel raramente é o processo real. Só quem faz sabe onde trava de verdade.

Conceitos-chave:

Pergunte "me mostra como você faz", não "como deveria ser". Observe, não julgue. Anote exceções.

O que é:

Lista de todas as tarefas repetitivas com sua frequência (diária, semanal, mensal) e tempo médio por execução.

Por que aprender:

Sem inventário você decide por intuição. Com ele, o tempo total anual de cada tarefa salta aos olhos.

Conceitos-chave:

Tempo total = tempo por execução × frequência. Uma tarefa de 5 min diária = ~20h/ano.

O que é:

Quadrante que cruza esforço de automatizar (eixo X) com impacto gerado (eixo Y) para priorizar candidatos de forma visual.

Por que aprender:

Evita o erro clássico de começar pelo processo mais difícil. Você quer alto impacto e baixo esforço primeiro.

Conceitos-chave:

Quadrante "alto impacto · baixo esforço" = vitória rápida. Comece sempre por ali.

O que é:

Decisão final de qual processo automatizar primeiro, equilibrando impacto, esforço e visibilidade da vitória.

Por que aprender:

O primeiro projeto define se você ganha credibilidade ou queima orçamento. Escolha com cuidado.

Conceitos-chave:

Primeiro projeto = pequeno, visível e de baixo risco. Prove valor antes de escalar.

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2.2 ~45 min

⏱️ Auditoria de processos

Achismo não vende automação. Aqui você cronometra, calcula custo e ROI, e documenta o processo as-is com números que convencem qualquer gestor.

O que é:

Medir com cronômetro o tempo real de cada passo do processo, incluindo esperas, retrabalho e trocas de contexto.

Por que aprender:

Pessoas subestimam drasticamente quanto tempo gastam. O número real costuma chocar — e é o que justifica o projeto.

Conceitos-chave:

Tempo de ciclo vs. tempo de toque. Meça 3-5 execuções e tire a média, nunca uma só.

O que é:

Conversão do tempo medido em custo financeiro usando o custo-hora da pessoa que executa, multiplicado pela frequência.

Por que aprender:

Gestor decide por dinheiro, não por minutos. Custo mensal é a linguagem que aprova orçamento.

Conceitos-chave:

Custo = horas × custo-hora carregado (salário + encargos). Some custo de erro e oportunidade.

O que é:

Comparação entre o custo de construir e manter a automação e a economia que ela gera ao longo do tempo.

Por que aprender:

ROI transforma "seria legal automatizar" em "isso se paga em 3 meses". É o argumento que fecha.

Conceitos-chave:

Payback = custo de construção ÷ economia mensal. ROI = (economia anual − custo) ÷ custo.

O que é:

Documentação dos dados que entram, dos resultados que saem e das regras de negócio que transformam um no outro.

Por que aprender:

Entrada–regra–saída é o esqueleto de qualquer automação. Sem isso claro, você não consegue construir nada.

Conceitos-chave:

Input → transformação → output. Cada regra de negócio é um "se isso, então aquilo".

O que é:

Levantamento dos casos que fogem da regra: dados faltando, formatos inesperados, situações raras que exigem julgamento humano.

Por que aprender:

Automações falham nas exceções, não no caminho feliz. Mapeá-las cedo evita surpresas em produção.

Conceitos-chave:

Caminho feliz vs. caminho infeliz. Regra 80/20: automatize os 80% e roteie os 20% para humano.

O que é:

Registro fiel de como o processo funciona hoje — passos, ferramentas, responsáveis e tempos — antes de qualquer mudança.

Por que aprender:

Você só prova ganho se tiver o "antes" documentado. As-is é a linha de base do projeto.

Conceitos-chave:

As-is = estado atual real, com defeitos e tudo. Não documente o ideal, documente o que existe.

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2.3 ~40 min

📊 Diagramar o processo

Um diagrama explica em 5 segundos o que um texto não explica em 5 parágrafos. Aqui você desenha o fluxo, compara as-is com to-be e marca onde a IA entra.

O que é:

Conjunto mínimo de símbolos para desenhar um fluxo: retângulo (passo), losango (decisão) e cilindro/seta (dados).

Por que aprender:

Você não precisa de BPMN completo. Três formas resolvem 95% dos processos e qualquer um entende.

Conceitos-chave:

Retângulo = ação. Losango = pergunta sim/não. Seta = direção do fluxo. Mantenha simples.

O que é:

Dois diagramas lado a lado: o processo como é hoje (as-is) e como ficará depois da automação (to-be).

Por que aprender:

O contraste visual entre os dois é a prova mais convincente do valor. O cliente vê os passos que somem.

Conceitos-chave:

As-is = realidade atual. To-be = visão futura com IA. A diferença entre eles é o ganho.

O que é:

Análise do diagrama as-is para localizar onde o trabalho empilha (gargalo) e onde algo é refeito (retrabalho).

Por que aprender:

Gargalos e retrabalho são os pontos de maior retorno. Atacá-los primeiro multiplica o ganho da automação.

Conceitos-chave:

Gargalo = passo mais lento que limita o todo. Retrabalho = loop de correção que poderia ser evitado.

O que é:

Mapeamento dos pontos onde o processo segue caminhos diferentes conforme uma condição (aprovado/reprovado, A/B/C).

Por que aprender:

Decisões mal mapeadas viram bugs na automação. Cada ramo precisa de um destino claro.

Conceitos-chave:

Toda decisão tem ≥2 saídas. Não deixe ramo sem fim. Condições devem ser mutuamente exclusivas.

O que é:

Identificação dos passos onde a IA agrega valor: classificar, extrair, resumir, gerar texto ou decidir com base em contexto.

Por que aprender:

Nem todo passo precisa de IA. Marcar só onde ela brilha mantém a solução simples e barata.

Conceitos-chave:

IA brilha em tarefas de linguagem e julgamento difuso. Regras fixas? Use lógica comum, não IA.

O que é:

Sessão de revisão do diagrama com quem conhece o processo para confirmar que ele reflete a realidade e a visão futura.

Por que aprender:

Corrigir um diagrama custa minutos; corrigir uma automação pronta custa dias. Valide antes de codar.

Conceitos-chave:

"Está certo isto?" antes de "vou construir". Assinatura no diagrama = escopo acordado.

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