TRILHA 1

🧭 Fundamentos

Entenda o que é o Claude Code, como ele pensa, como gerencia contexto e como o terminal funciona. A base para tudo que vem depois.

4
Módulos
24
Tópicos
~3h
Duração
Básico
Nível
👤 Usuário $ claude "tarefa" 🤖 Agente Claude Code pensa → age → observa 📖 Read ✏️ Edit 💻 Bash 🔍 Search ✅ Pronto tarefa concluída

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

1.1 ~45 min

🧭 O que é Claude Code

Entenda o que diferencia um agente de IA de um chatbot, e por que o Claude Code vive no terminal.

O que é:

Um agente é um programa que percebe o ambiente, toma decisões e age de forma autônoma para alcançar um objetivo — diferente de um chatbot que só responde perguntas.

Por que aprender:

Entender essa diferença é fundamental para saber o que esperar do Claude Code e como pedir tarefas de forma eficiente.

Conceitos-chave:

Percepção → Decisão → Ação; ciclo autônomo; objetivo vs. resposta única; contexto persistente.

O que é:

O terminal é a interface de texto que dá acesso direto ao sistema operacional — arquivos, processos, rede. É onde o agente executa comandos reais.

Por que aprender:

Interfaces gráficas são lentas e difíceis de automatizar. No terminal, o Claude Code pode ler, escrever, executar e pesquisar em segundos.

Conceitos-chave:

Shell, stdin/stdout, pipe, permissões de arquivo, PATH, processo filho.

O que é:

O Claude Code usa ferramentas concretas: Read (lê arquivos), Edit (modifica arquivos), Bash (executa comandos), Search (busca padrões no código).

Por que aprender:

Saber quais ferramentas existem ajuda a entender o que o agente pode e não pode fazer em cada tarefa.

Conceitos-chave:

Read, Edit, Write, Bash, Glob, Grep — as ferramentas nativas do Claude Code.

O que é:

Refatorar código, criar features, escrever testes, migrar APIs, corrigir bugs, gerar documentação — tudo sem sair do terminal.

Por que aprender:

Delimitar o escopo de uso aumenta a efetividade. Saber "onde o agente brilha" economiza tempo e evita frustrações.

Conceitos-chave:

Tarefas de código, automação de repositórios, CI/CD, geração de boilerplate, análise de logs.

O que é:

Um chatbot responde texto. Um agente executa ações no mundo real: cria arquivos, roda testes, faz commits. O Claude Code é um agente.

Por que aprender:

Mudar o frame mental de "perguntar" para "delegar tarefas" transforma o modo de usar a ferramenta.

Conceitos-chave:

Ação vs. resposta; efeito colateral; permissão de execução; autonomia controlada.

O que é:

O primeiro contato: abrir o terminal, digitar claude, pedir uma tarefa simples e observar o agente trabalhar passo a passo.

Por que aprender:

Ver o agente funcionando na prática — com as ferramentas aparecendo em tempo real — é a melhor forma de internalizar o conceito.

Conceitos-chave:

Sessão interativa, modo headless, claude --help, primeira tarefa delegada.

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1.2 ~45 min

🧠 Como o agente pensa

Descubra o loop interno do agente: como ele planeja, escolhe ferramentas e decide quando pedir permissão.

O que é:

O agente executa um ciclo contínuo: Pensar (raciocinar sobre o que fazer), Usar Ferramenta (ação no mundo real), Observar (ler o resultado) e repetir.

Por que aprender:

Entender o loop ajuda a formular tarefas melhores e a saber por que o agente faz certas perguntas ou toma certas decisões.

Conceitos-chave:

ReAct loop, "chain of thought", observação do ambiente, iteração até conclusão.

O que é:

Ferramentas são as "mãos" do agente: Read (lê arquivo), Edit (edita arquivo), Bash (roda comando), Glob (lista arquivos), Grep (busca texto).

Por que aprender:

Cada ferramenta tem custo, permissão e escopo diferentes. Conhecê-las permite entender logs e otimizar o fluxo.

Conceitos-chave:

Tool call, tool result, permissão explícita vs. implícita, custo de tokens por ferramenta.

O que é:

Antes de agir, o agente raciocina internamente: divide o problema em passos, identifica dependências e escolhe a ferramenta certa para cada etapa.

Por que aprender:

Dar contexto suficiente na tarefa permite que o plano seja mais preciso, reduzindo idas e vindas desnecessárias.

Conceitos-chave:

Decomposição de tarefas, plano explícito vs. implícito, scratchpad interno, rastreamento de progresso.

O que é:

O agente pede confirmação antes de ações destrutivas (deletar arquivos, rodar comandos perigosos) ou quando não tem contexto suficiente.

Por que aprender:

Saber quando o agente vai pausar e pedir ajuda evita surpresas e ajuda a configurar permissões corretamente no settings.json.

Conceitos-chave:

allowlist, denylist, confirmação interativa, modo autônomo, --dangerously-skip-permissions.

O que é:

O agente não navega em sites, não clica em UIs gráficas (sem plugins), não tem memória entre sessões por padrão, e não tem acesso à internet sem ferramentas externas.

Por que aprender:

Conhecer os limites evita expectativas erradas e ajuda a complementar com outras ferramentas quando necessário.

Conceitos-chave:

Sem memória persistente nativa, sem acesso GUI, sandboxing, escopo do projeto local.

O que é:

Durante a execução, o Claude Code exibe cada ferramenta chamada, o que foi lido e o que foi modificado — o log de raciocínio visível em tempo real.

Por que aprender:

Ler os logs ajuda a entender as decisões, detectar erros mais cedo e ganhar confiança no que o agente está fazendo.

Conceitos-chave:

Verbose output, tool trace, raciocínio explícito, verificação humana, interrupção segura (Ctrl+C).

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1.3 ~40 min

🪟 Contexto, tokens e janela

Entenda como o agente "lembra" das coisas, por que essa memória tem limite e como não desperdiçá-la.

O que é:

Contexto é tudo que o modelo "sabe" no momento: a conversa, os arquivos lidos, o resultado das ferramentas. É a memória de trabalho ativa da sessão.

Por que aprender:

Sem entender o contexto, você não sabe por que o agente "esqueceu" algo ou por que suas respostas ficaram estranhas no fim da sessão.

Conceitos-chave:

Prompt, histórico de conversa, tool results no contexto, CLAUDE.md como contexto persistente.

O que é:

Tokens são fragmentos de texto (≈ 4 chars em inglês, ≈ 3 em pt-BR). Cada palavra vira 1-3 tokens. Modelos processam e cobram por tokens.

Por que aprender:

Entender tokens ajuda a estimar custo, controlar o uso da janela e evitar ultrapassar o limite que degrada as respostas.

Conceitos-chave:

Token de input, token de output, tokenizer, custo por 1M tokens, comprimento de arquivo em tokens.

O que é:

A janela de contexto é o limite máximo de tokens que o modelo processa de uma vez. Claude 3 Sonnet tem 200K tokens — cerca de 500 páginas de texto.

Por que aprender:

Quando a janela enche, o agente começa a "esquecer" partes da conversa ou o sistema trunka o contexto automaticamente.

Conceitos-chave:

200K tokens, truncamento automático, degradação de performance, janela deslizante.

O que é:

O contexto enche por: arquivos grandes lidos inteiros, histórico longo, respostas verbosas, muitas tool calls acumuladas na mesma sessão.

Por que aprender:

Identificar o culpado permite agir: dividir sessões, usar /clear, ou mudar a estratégia de leitura de arquivos.

Conceitos-chave:

Arquivo grande, histórico longo, tool results acumulados, leitura desnecessária de arquivos binários.

O que é:

O comando /compact resume a conversa anterior, liberando espaço na janela. O Claude Code também faz compactação automática quando necessário.

Por que aprender:

Saber quando e como compactar evita perda de contexto crítico e mantém o agente eficaz em sessões longas.

Conceitos-chave:

/compact, /clear, summarização automática, CLAUDE.md como memória externa.

O que é:

Práticas como usar CLAUDE.md para instruções fixas, dividir tarefas grandes em sessões menores, e evitar ler arquivos desnecessários economizam tokens e melhoram a qualidade.

Por que aprender:

Um contexto enxuto significa respostas mais precisas, custo menor e sessões mais longas antes da degradação.

Conceitos-chave:

CLAUDE.md, sessões curtas focadas, leitura seletiva, evitar copiar código inteiro nas mensagens.

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1.4 ~40 min

⌨️ Terminal e CLI para iniciantes

Do zero ao terminal: pastas, caminhos, comandos essenciais e segurança básica para quem nunca usou o terminal.

O que é:

O terminal é um programa que interpreta comandos de texto. No Mac: Terminal ou iTerm2. No Windows: PowerShell ou WSL. No Linux: qualquer emulador.

Por que aprender:

O Claude Code só funciona no terminal. Sem saber abrir e usar o terminal, não é possível nem iniciar o agente.

Conceitos-chave:

Shell (bash/zsh), prompt ($), emulador de terminal, stdin/stdout, código de saída 0 = sucesso.

O que é:

O sistema de arquivos é uma árvore. Caminho absoluto: /home/user/projeto. Caminho relativo: ./src. O ponto de partida é o diretório atual.

Por que aprender:

O Claude Code opera no diretório onde você o inicia. Entender caminhos é essencial para apontar o agente para os arquivos certos.

Conceitos-chave:

Raiz (/), home (~), caminho absoluto, caminho relativo, . (atual), .. (pai).

O que é:

cd (mudar pasta), ls (listar), mkdir (criar pasta), pwd (onde estou), cat (ver arquivo), cp/mv/rm.

Por que aprender:

Estes comandos são usados pelo Claude Code em quase toda tarefa. Reconhecê-los nos logs ajuda a acompanhar o que o agente está fazendo.

Conceitos-chave:

cd, ls -la, mkdir -p, pwd, cat, cp, mv, rm -rf (cuidado!), man (ajuda).

O que é:

CLI (Command-Line Interface) é um programa que você controla via texto no terminal: git, npm, python, claude são CLIs.

Por que aprender:

O Claude Code É uma CLI. Entender como CLIs funcionam (flags, subcomandos, --help) ajuda a usar qualquer ferramenta de linha de comando.

Conceitos-chave:

Flags (--flag), argumentos posicionais, subcomandos, --help, código de retorno.

O que é:

Gerenciadores de pacotes instalam CLIs: npm install -g @anthropic-ai/claude-code (Node), brew install (Mac), apt install (Linux).

Por que aprender:

Instalar o Claude Code é o primeiro passo prático. Entender como gerenciadores de pacotes funcionam evita erros de instalação.

Conceitos-chave:

npm, Node.js, PATH, versão global vs. local, which claude, atualização.

O que é:

Nunca execute comandos copiados da internet sem entender o que fazem. rm -rf /, curl | bash sem verificar, e sudo desnecessário são riscos reais.

Por que aprender:

O terminal tem poder real sobre o sistema. Um comando errado pode apagar arquivos, expor credenciais ou instalar malware.

Conceitos-chave:

Ler antes de executar, sudo com parcimônia, variáveis de ambiente com segredos, .env no .gitignore.

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