TRILHA 4

🔁 Automação

Subagents, hooks, slash commands e tarefas recorrentes — coloque o Claude Code no piloto automático e multiplique sua produtividade.

4
Módulos
24
Tópicos
~3h
Duração
Inter
Intermediário
Orquestrador Claude Code 🤖 Subagent pesquisa 🪝 Hook lint automático ⏰ Cron review diário Resultado automatizado

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

4.1 ~45 min

🤖 Subagents: delegar tarefas

Aprenda a delegar tarefas complexas a subagentes paralelos e multiplique a capacidade do Claude Code sem aumentar o tempo de espera.

O que é

Um subagent é uma instância de Claude Code lançada pelo agente principal para executar uma tarefa específica de forma isolada. Ele recebe um prompt bem definido, executa de forma independente e retorna o resultado resumido ao orquestrador.

Por que aprender

Com subagents você paraleliza trabalho — enquanto um pesquisa docs, outro escreve testes e um terceiro revisa o código. O que levaria horas em série acontece em minutos.

Conceitos-chave

  • • Isolamento: cada subagent tem seu próprio contexto
  • • Retorno resumido: apenas o resultado volta ao principal
  • • Ferramenta Task: mecanismo interno de lançamento

O que é

Nem toda tarefa merece um subagent. A delegação faz sentido quando a tarefa é independente, tem escopo claro e seu resultado pode ser consumido de forma atômica pelo orquestrador.

Por que aprender

Delegar de forma errada aumenta custo sem ganho. Saber quando delegar é a diferença entre automação eficiente e overhead desnecessário.

Conceitos-chave

  • • Tarefas independentes: não precisam de contexto compartilhado
  • • Buscas amplas: explorar múltiplas fontes ao mesmo tempo
  • • Escopo atômico: resultado cabe em poucas linhas

O que é

Fan-out é o padrão onde um orquestrador dispara N subagents simultaneamente, cada um resolvendo uma parte do problema. Os resultados são coletados e integrados ao final.

Por que aprender

Fan-out é o padrão mais poderoso de automação com Claude Code. Pesquisas que levariam 1 hora em série completam em minutos quando paralelizadas com 4-8 subagents.

Conceitos-chave

  • • Orquestrador: agente principal que distribui tarefas
  • • Workers: subagents que executam em paralelo
  • • Agregação: orquestrador integra os resultados

O que é

O Claude Code suporta diferentes perfis de subagent: o tipo Explore foca em leitura e análise (sem escrita); o General pode executar qualquer ferramenta. A escolha determina permissões e risco.

Por que aprender

Usar o tipo errado de subagent pode criar riscos de segurança (um agente de pesquisa com permissão de escrita) ou limitar funcionalidade (um agente de codificação sem permissão de exec).

Conceitos-chave

  • • Explore: somente leitura — ideal para pesquisa e análise
  • • General: acesso completo às ferramentas
  • • Princípio do menor privilégio: sempre use o tipo mínimo necessário

O que é

O resultado de um subagent retorna ao orquestrador como texto comprimido — um resumo do que foi feito, não o log completo de execução. Isso preserva o contexto do agente principal.

Por que aprender

Entender como o resultado retorna ajuda a formular prompts melhores: especificar o formato de saída esperado (JSON, markdown, lista) garante que o orquestrador consuma o resultado sem retrabalho.

Conceitos-chave

  • • Retorno atômico: uma mensagem com o resultado consolidado
  • • Formato explícito: instrua o subagent sobre como formatar
  • • Context pressure: resultados longos consomem tokens do orquestrador

O que é

Cada subagent consome tokens: o prompt de instrução + a execução + o resultado. Com múltiplos subagents em paralelo o custo pode escalar rapidamente se não houver controle.

Por que aprender

Automação mal planejada pode custar mais do que o trabalho manual equivalente. Calcular o ROI antes de implementar subagents é uma prática profissional essencial.

Conceitos-chave

  • • Custo por subagent: prompt + execução + output
  • • Prompt caching: reutilizar contexto reduz custo em até 90%
  • • ROI: velocidade ganho × valor do tempo vs custo API
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4.2 ~50 min

🪝 Hooks: automatizar o harness

Configure ganchos de eventos para automatizar ações antes e depois de cada ferramenta — lint, segurança e injeção de contexto sem tocar no código do agente.

O que é

Hooks são scripts externos executados pelo harness em momentos específicos do ciclo de vida do agente: antes de uma ferramenta (PreToolUse), após (PostToolUse), ao iniciar sessão (SessionStart) ou ao parar (Stop).

Por que aprender

Com hooks você adiciona comportamento sem modificar o prompt ou o código do agente. É a forma mais limpa de impor políticas: lint sempre roda, comandos proibidos são bloqueados automaticamente.

Conceitos-chave

  • • PreToolUse: antes de executar qualquer ferramenta
  • • PostToolUse: após a ferramenta retornar resultado
  • • SessionStart: ao abrir nova sessão
  • • Stop: ao encerrar o agente

O que é

Hooks são configurados na chave hooks do arquivo settings.json (global em ~/.claude/ ou local em .claude/). Cada hook é um objeto com evento, matcher de ferramenta e comando shell.

Por que aprender

A configuração declarativa no settings.json permite versionar os hooks junto com o projeto. Times inteiros herdam as políticas automaticamente sem onboarding manual.

Conceitos-chave

  • • Global: ~/.claude/settings.json — vale para todos os projetos
  • • Local: .claude/settings.json — específico do projeto
  • • matcher: filtra por nome de ferramenta (glob)

O que é

Um hook PreToolUse pode retornar exit code não-zero para abortar a ferramenta antes de executar. Isso permite criar listas negras de comandos — por exemplo, bloquear git push --force.

Por que aprender

Comandos destrutivos como rm -rf ou force push em main podem causar danos irreversíveis. Um hook de bloqueio é a última linha de defesa.

Conceitos-chave

  • • Exit 1: sinaliza bloqueio ao harness
  • • Mensagem de stderr: explica o motivo ao agente
  • • Padrões regex: detectar comandos proibidos

O que é

Um hook PostToolUse pode rodar lint ou formatação automaticamente sempre que o agente salvar um arquivo. O output do lint é injetado de volta no contexto, permitindo que o agente corrija os erros na próxima iteração.

Por que aprender

Sem lint automático o agente pode gerar código com erros de formatação que só aparecem no CI. Com o hook, cada save já produz código limpo — feedback loop instantâneo.

Conceitos-chave

  • • Trigger: PostToolUse em Write/Edit
  • • Output injection: stdout do hook entra no contexto
  • • Exemplos: eslint, prettier, ruff, black

O que é

O hook SessionStart executa quando uma nova sessão começa. Seu output é injetado como mensagem inicial no contexto — ideal para carregar metadados do projeto, branch atual, variáveis de ambiente, ou memórias relevantes.

Por que aprender

Ao invés de repetir o estado do projeto em todo novo prompt, o SessionStart injeta automaticamente. O agente começa cada sessão já contextualizado — menos tokens gastos, mais foco no trabalho.

Conceitos-chave

  • • git status, branch, último commit
  • • Tarefas pendentes do projeto
  • • Variáveis de ambiente relevantes

O que é

Por padrão, se um hook falha (timeout, erro de script), o harness continua a execução — comportamento "fail-open". Em hooks de segurança críticos você pode configurar fail-closed para parar tudo.

Por que aprender

Confiar demais em fail-open pode deixar lacunas de segurança. Entender o modelo de falha dos hooks permite desenhar sistemas mais robustos onde as políticas críticas nunca são ignoradas silenciosamente.

Conceitos-chave

  • • Fail-open: hook com erro não bloqueia execução
  • • Timeout: hooks lentos são abortados
  • • Princípio: hooks de auditoria fail-open; de segurança fail-closed
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4.3 ~45 min

⌨️ Slash commands e workflows

Crie atalhos reutilizáveis e pipelines determinísticos que orquestram múltiplos agentes em sequência ou paralelo com um único comando.

O que é

Slash commands são atalhos de texto que expandem para prompts completos. Ao digitar /review no Claude Code, o harness expande para um prompt de revisão de código pré-configurado.

Por que aprender

Em vez de reescrever o mesmo prompt longo repetidamente, você digita 3 caracteres e obtém consistência total. Times inteiros usam os mesmos padrões sem memorizar instruções complexas.

Conceitos-chave

  • • Expansão: /comando → prompt completo
  • • Argumentos: /comando arg1 arg2
  • • Escopo: global ou por projeto

O que é

Comandos customizados são definidos como arquivos .md dentro da pasta .claude/commands/. O nome do arquivo vira o comando. O conteúdo é o prompt que será expandido.

Por que aprender

Cada projeto tem necessidades únicas. Um projeto React pode ter /component, um de dados tem /migrate. Customizar é parte do setup profissional.

Conceitos-chave

  • • Local: .claude/commands/meu-cmd.md
  • • Global: ~/.claude/commands/meu-cmd.md
  • • Variáveis: $ARGUMENTS, $FILE, $SELECTION

O que é

Um workflow determinístico é uma sequência pré-definida de steps — cada step pode ser um agente, um comando shell, ou uma transformação de dados. O resultado de um step alimenta o próximo, sem variação aleatória.

Por que aprender

Quando o processo precisa ser auditável e reproduzível (CI/CD, releases, revisões obrigatórias), a determinação é mais valiosa que a criatividade. Workflows garantem que cada passo sempre acontece.

Conceitos-chave

  • • Idempotência: rodar 2x produz o mesmo resultado
  • • Rollback: cada step deve ter undo definido
  • • Logging: registrar cada step para auditoria

O que é

Pipeline: steps encadeados onde a saída de A é entrada de B. Parallel: múltiplos agentes rodando ao mesmo tempo sem dependência mútua. Muitos workflows combinam os dois padrões.

Por que aprender

Escolher o padrão errado pode duplicar o tempo de execução (quando deveria paralelizar) ou produzir resultados inconsistentes (quando deveria serializar). O design do workflow é tão importante quanto o conteúdo.

Conceitos-chave

  • • Pipeline: dependência de dados entre steps
  • • Parallel: independência total entre workers
  • • Barrier: ponto de sincronização após paralelo

O que é

Workflows são mais adequados quando a tarefa é repetida frequentemente, envolve múltiplos agentes, ou precisa de auditabilidade. Tarefas únicas e criativas são melhor tratadas com prompts livres.

Por que aprender

Over-engeneering workflows para tarefas simples é desperdício. Under-engineering para tarefas críticas é risco. Saber o ponto certo é a habilidade mais valiosa em automação.

Conceitos-chave

  • • Frequência: tarefas diárias valem o investimento
  • • Risco: tarefas destrutivas precisam de workflow controlado
  • • Equipe: padrões compartilhados precisam de workflow

O que é

Um meta-agente (ou orquestrador de nível superior) pode invocar workflows inteiros como sub-tarefas. Isso cria uma hierarquia: orquestrador → workflow → subagents — cada nível com responsabilidades bem definidas.

Por que aprender

Para projetos grandes, um único agente monolítico se perde em complexidade. A hierarquia de orquestradores divide o problema em camadas gerenciáveis — cada camada bem testada e substituível.

Conceitos-chave

  • • Composição: workflows como building blocks
  • • Interface: cada workflow tem inputs e outputs claros
  • • Observabilidade: logs propagam pela hierarquia
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4.4 ~40 min

⏰ Cron e tarefas recorrentes

Agende agentes para rodar em intervalos definidos — revisões diárias, relatórios automáticos e monitoramento contínuo sem intervenção humana.

O que é

Cron permite agendar tarefas para rodarem em horários específicos (diariamente, semanalmente, a cada hora). O Claude Code integra com cron via skill /schedule para criar rotinas de agente.

Por que aprender

Tarefas recorrentes são o maior desperdiçador de tempo de desenvolvedores. Code review diário, atualização de deps, relatório de métricas — tudo pode rodar sem intervenção humana.

Conceitos-chave

  • • Sintaxe cron: minuto hora dia mês diasemana
  • • /schedule: skill nativa do Claude Code
  • • Trigger: evento de tempo ou evento de sistema

O que é

O comando /loop repete uma tarefa em intervalos definidos enquanto a sessão está ativa. É ideal para polling de status, monitoramento de build, ou observação contínua de um sistema.

Por que aprender

/loop é mais simples que cron para tarefas de curta duração. Não requer setup de infraestrutura — roda na sessão atual e para quando você fecha o terminal.

Conceitos-chave

  • • /loop 5m /status: roda /status a cada 5 minutos
  • • Auto-pace: sem intervalo, o agente decide o ritmo
  • • Cancelamento: Ctrl+C encerra o loop

O que é

Agentes remotos rodam na infraestrutura do Claude sem precisar de um terminal local aberto. Eles são disparados por eventos (webhook, cron) e executam de forma completamente autônoma.

Por que aprender

Agentes remotos são a fronteira entre automação local e automação de produção. Quando você não quer (nem pode) ter um laptop ligado 24h para rodar tarefas, agentes remotos são a solução.

Conceitos-chave

  • • RemoteTrigger: lança agente sem sessão local
  • • Resultado assíncrono: notificação quando termina
  • • Permissões: definidas em settings.json antes do deploy

O que é

Um agente de review diário roda via cron todo dia às 9h, analisa o código commitado no dia anterior, gera um relatório de qualidade e envia por notificação ou salva em arquivo.

Por que aprender

Code review automático não substitui o humano — mas pega os 80% de erros mecânicos antes da revisão humana. O revisor humano foca no que importa: arquitetura e lógica de negócio.

Conceitos-chave

  • • git log --since=yesterday: pega commits do dia
  • • /code-review: skill nativa do Claude Code
  • • Output: arquivo .md ou webhook para Slack/Discord

O que é

Agentes assíncronos não retornam resultado imediato. O output pode ser coletado via PushNotification (webhook), arquivo gerado, ou polling com Monitor — dependendo do mecanismo de entrega configurado.

Por que aprender

Automação sem observabilidade é automação cega. Saber onde e como o resultado chega é fundamental para confiar na automação — e para debugar quando algo dá errado às 3h da manhã.

Conceitos-chave

  • • PushNotification: webhook com resultado
  • • Monitor: stream de eventos em tempo real
  • • Arquivo: path configurável de output

O que é

Agentes recorrentes acumulam custo ao longo do tempo. Idempotência garante que rodar o agente duas vezes produz o mesmo resultado — crucial quando falhas levam a re-execuções.

Por que aprender

Uma tarefa cron que falha e é re-executada 5× pode criar 5 PRs idênticos ou cobrar 5× o custo esperado. Idempotência não é detalhe — é requisito de produção.

Conceitos-chave

  • • Check-antes-agir: verificar se tarefa já foi feita
  • • Lock file: evitar execuções simultâneas
  • • Budget alerts: notificar quando custo supera threshold
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