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TRILHA 2

🔁 Loop Engineering

Antes de compor loops num grafo, voce precisa acertar um loop. Esta trilha e sobre o ciclo que fez a IA parar de precisar de baba a cada passo — e sobre os quatro jeitos estruturais de ele te trair enquanto o painel continua verde.

nao passou → mais uma volta passou descobrir planejar agir verificar parar

O que olhar: a caixa em destaque e verificar, nao “agir”. Todo mundo se preocupa em fazer o agente agir bem; o que decide a qualidade do loop e o passo que julga se ja esta bom. E repare que so existem duas saidas de “verificar”: mais uma volta, ou parar. Se a segunda nao existir, o loop nao termina.

3
Modulos
18
Topicos
~2h
Duracao
Medio
Nivel
Progresso da trilha
0%0 de 18

Mapa da trilha

Conteudo detalhado

2.1~40 min

🔁 Anatomia do loop

O ciclo descobrir → planejar → agir → verificar → parar, a condicao de parada, o que atravessa as voltas e os tipos de loop.

O que e:

Descobrir o proximo pedaco de trabalho → planejar → agir → checar o resultado → continuar ou parar. Esse e o loop agentico, e ele cabe numa folha.

Por que aprender:

Porque projetar o ciclo substitui escrever prompt atras de prompt. Voce para de dizer “faca isso” e passa a dizer “repita ate ficar assim”.

Conceitos-chave:

O loop e um grafo com ciclo. Os cinco passos sao nos; as transicoes sao arestas; “parar” e a unica aresta que sai do ciclo.

O que e:

A regra que diz quando o loop terminou. Pode ser “o teste passou”, “duas voltas sem melhora”, “gastou X dolares” ou “um humano aprovou”.

Por que aprender:

Loop sem condicao de parada nao e agente, e torneira aberta. E a parada quase sempre precisa de camadas: criterio normal + teto + humano.

Conceitos-chave:

Parada por sucesso ≠ parada por desistencia. As duas precisam existir — e a de desistencia precisa avisar alguem.

O que e:

A cada volta o agente carrega alguma coisa: o historico, o que ja tentou, o que aprendeu. Isso e o estado do loop.

Por que aprender:

Carregar demais entope a janela de contexto e o agente comeca a se confundir com o proprio rastro. Carregar de menos faz ele repetir erro que ja cometeu.

Conceitos-chave:

Decida explicitamente o que passa entre voltas — e o embriao do state schema que a Trilha 4 vai formalizar.

O que e:

Rodar o mesmo prompt em loop ate o objetivo ser atingido — a versao mais “engolivel” do loop engineering, popularizada a partir do metodo Ralph, de Geoffrey Huntley.

Por que aprender:

Porque foi ela que virou o rosto da tecnica — e a versao simples acabou representando a ideia inteira. Muita gente comecou ali e evoluiu; muita gente parou ali.

Conceitos-chave:

A versao simples nao e a versao errada; e a versao incompleta. Loop engineering de verdade e desenhar o ciclo e o teste de saida.

O que e:

Loop fechado mede o resultado e usa essa medida pra corrigir a proxima volta. Loop aberto so repete, sem olhar o efeito.

Por que aprender:

Sem realimentacao voce nao tem um agente, tem um cron job caro. A realimentacao e o que faz o loop convergir em vez de so gastar.

Conceitos-chave:

Fechado = mede e corrige. E a qualidade da medida vira o teto da qualidade do loop — o assunto do modulo 2.2.

O que e:

Um loop externo que decide o que fazer e, dentro de cada volta, um loop interno que executa. Ex.: “pra cada arquivo da lista, refatore ate os testes passarem”.

Por que aprender:

E aqui que o loop comeca a virar grafo sem voce perceber: cada volta do externo e um no; o loop interno e o que roda dentro daquele no.

Conceitos-chave:

Loop aninhado e a ponte natural pro grafo. Quando os internos passam a precisar conversar entre si, o loop externo nao da mais conta.

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2.2~40 min

🔬 O verificador e o gargalo

A frase que resume a disciplina: pare de escrever prompts, comece a escrever verificadores. O que e um bom teste de saida e por que revisar no mesmo contexto nao vale.

O que e:

O verificador e o passo que decide “ja esta bom?”. Ele define o que o loop persegue — e, portanto, o teto de qualidade que o loop consegue atingir.

Por que aprender:

Um loop com prompt medio e verificador otimo converge pra algo bom. Um loop com prompt otimo e verificador fraco converge pra algo que parece bom.

Conceitos-chave:

Invista onde esta o gargalo. Na pratica: escreva o verificador antes do prompt.

O que e:

Compila → lint → teste automatizado → outro modelo julgando → humano. Cada degrau custa mais e captura um tipo diferente de erro.

Por que aprender:

Voce nao escolhe um: voce empilha. Rode os baratos toda volta e os caros so quando os baratos passaram.

Conceitos-chave:

Verificador deterministico (teste) > verificador probabilistico (modelo) sempre que existir um. Modelo julgando e o ultimo recurso, nao o primeiro.

O que e:

Quando o mesmo agente, na mesma conversa, escreve e depois “revisa”, ele quase sempre aprova. Ele ja esta convencido — o raciocinio que produziu o texto esta ali do lado.

Por que aprender:

E o defeito mais comum e mais invisivel do loop unico. O relatorio diz “revisado”, e ninguem revisou nada.

Conceitos-chave:

Revisao exige contexto limpo: quem julga nao pode ver como o trabalho foi feito, so o resultado e o criterio. Esse e um dos motivos de existir grafo.

O que e:

Todo verificador compara o resultado com alguma referencia: um teste que passa, um exemplo aprovado, uma regra escrita, um numero alvo.

Por que aprender:

Se a referencia e vaga (“que fique bom”), o verificador vira opiniao e o loop vira sorte. Referencia concreta e o que torna a verificacao repetivel.

Conceitos-chave:

Escreva a referencia antes de rodar. Se voce nao consegue escrever, provavelmente ainda nao sabe o que quer — e nenhum loop resolve isso.

O que e:

Testes que param de cobrir o que mudou, dados que envelhecem, definicoes de metrica que mudam por baixo sem ninguem avisar. O painel continua verde.

Por que aprender:

E a falha mais silenciosa de todas: a medicao desliza de “checar a realidade” pra “checar o papel” — um numero conferido contra outro numero.

Conceitos-chave:

Verificador tambem precisa de manutencao e de auditoria periodica. Quem checa o checador? Alguem tem que checar.

O que e:

Antes de escrever o prompt do agente, escreva como voce vai saber que ele acertou. Rode o verificador contra um resultado ruim de proposito e veja se ele reprova.

Por que aprender:

Verificador que nunca reprova nada nao esta verificando. Testa-lo contra um caso ruim conhecido e o unico jeito de saber que ele funciona.

Conceitos-chave:

Verificador primeiro = mesma logica de escrever o teste antes do codigo. E ele vira, mais tarde, um no do seu grafo.

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2.3~40 min

💥 Onde o loop quebra

Quatro falhas estruturais — nao bugs. Cada uma acontece com o loop funcionando perfeitamente, e e por isso que elas motivam o grafo.

O que e:

Um loop so enxerga a metrica dele — e por isso vai achar todos os jeitos de mover esse numero, inclusive os que traem o proposito dele.

Por que aprender:

Isso nao e mau funcionamento: e o loop fazendo exatamente o que voce mandou, num numero que silenciosamente se descolou da realidade que ele representava.

Conceitos-chave:

Quando a medida vira alvo, ela deixa de ser boa medida. Uma metrica sozinha sempre acaba burlada.

O que e:

O loop persegue uma referencia, mas nada dentro dele pode perguntar se a referencia esta certa. O termostato mantem 20 graus; ele nao consegue se perguntar se 20 e a temperatura certa.

Por que aprender:

Um agente perfeitamente executivo pode passar meses otimizando a coisa errada com excelencia. E ninguem dentro do loop tem como notar.

Conceitos-chave:

Questionar o objetivo exige alguem fora do loop — um no acima, no grafo, ou um humano.

O que e:

O loop de velocidade briga com o de qualidade; o de contratacao pressiona o de cultura. Como dois ar-condicionados mal configurados: um esquenta, o outro esfria, os dois “funcionando”.

Por que aprender:

Examinado sozinho, cada loop passa no exame. A mentalidade de loop unico nao tem vocabulario pra descrever a colisao.

Conceitos-chave:

Colisao entre loops so aparece quando voce desenha as arestas entre eles — ou seja, quando voce vira um grafo.

O que e:

Sensores desregulam, pipelines de dados apodrecem, a definicao da metrica muda por baixo. A verificacao escorrega de checar a realidade pra conferir papel com papel.

Por que aprender:

E a falha mais quieta — nao ha alarme, porque o alarme depende da mesma medicao que quebrou.

Conceitos-chave:

Precisa de uma checagem externa e periodica contra a realidade. Ninguem vigia o vigia por conta propria.

O que e:

Num loop unico, tudo acontece na mesma janela: HTML bruto da busca, meio-rascunho, raciocinio antigo — tudo boiando junto na hora de decidir.

Por que aprender:

Esse caldo e o que produz a revisao de mentira do modulo 2.2 e o que faz o agente “esquecer” a instrucao original la de cima.

Conceitos-chave:

Contexto limpo por papel e um dos ganhos concretos e mensuraveis do grafo — nao e retorica.

O que e:

Um loop le as fontes uma de cada vez porque loop e, por definicao, uma coisa depois da outra. Ele nao tem como abrir dez frentes e juntar depois.

Por que aprender:

Esse e o unico limite do loop que nenhum prompt melhor resolve. E, por isso, e o argumento mais honesto a favor do grafo.

Conceitos-chave:

Abrir em N e juntar (fan-out / fan-in) e uma primitiva de grafo. Um loop nao consegue fazer isso por mais bem escrito que esteja.

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