Uma skill é um workflow empacotado em uma pasta especial e disparado por um slash command — carregado sob demanda, sem inchar o contexto. O diagrama abaixo mostra a skill virando um comando reutilizável e, à direita, o orçamento de contexto com as zonas que indicam quando dar /compact e quando dar /clear.
Diagrama ilustrativo — recriação conceitual de skills e do orçamento de contexto, não uma captura de tela real.
📦 O que são skills
O que é: uma skill é, no fundo, a mesma coisa que um workflow (a camada W do WAT) — instruções em markdown — só que guardada numa pasta especial, a .claude/skills, com cada skill em sua própria subpasta e um arquivo markdown de skill dentro. A diferença está em onde ela mora e em como é disparada: a skill é exposta como um slash command, um comando reutilizável que você chama por nome. Por baixo, a skill continua podendo acionar ferramentas (scripts Python de busca, scraping, geração de documento), então o framework WAT permanece intacto.
💡 Por que aprender
Skills importam por quatro motivos: consistência (o mesmo processo toda vez, sem reexplicar), economia de tokens (carregam só quando invocadas), compartilhamento (a mesma skill serve um time inteiro) e confiabilidade (embrulham passos complexos e fáceis de esquecer, então você delega-e-esquece). E o melhor: você não precisa saber escrever skills — descreve o workflow e pede ao agente para transformá-lo num slash command reutilizável.
- •Consistência: o processo não varia entre execuções.
- •Tokens: carregada sob demanda, não a cada sessão.
- •Compartilhável: distribua a pasta e o time usa a mesma skill.
- •Confiável: embrulha o passo difícil de lembrar.
🗂️ Skill ≠ CLAUDE.md
O CLAUDE.md guarda só as regras de toda sessão (propósito do projeto, objetivo principal, framework). Instruções por tarefa pertencem às skills — assim você evita estourar a janela de contexto. Ter 20–50 skills não incha o contexto como faria um único CLAUDE.md gigante, porque as skills só são carregadas quando chamadas.
Conceitos-chave
Igual a um workflow.
Uma pasta por skill.
Invocada por nome.
Carrega só ao usar.
⚖️ Skill vs digitar
O que é: nem todo pedido merece virar skill. A decisão é simples — empacotar quando o ganho de reuso e consistência compensa o esforço de criar a skill; digitar direto quando o pedido é pontual e simples. Empacotar cedo demais é overkill; tarde demais é repetição cansativa.
✓ Vale criar uma skill
- ✓É um workflow repetido — você faz isso toda semana.
- ✓A consistência importa — o resultado precisa sair sempre igual.
- ✓As instruções são complexas ou fáceis de esquecer.
- ✓Outras pessoas do time vão rodar o mesmo processo.
✗ Melhor só digitar
- ✗É uma tarefa única, que você não vai repetir.
- ✗Você ainda está experimentando e o processo muda.
- ✗A instrução cabe em uma frase — a skill seria exagero.
- ✗Não há reuso à vista — empacotar só adicionaria atrito.
🎯 Por que aprender
A regra prática: na terceira vez que você digitar quase a mesma instrução longa, pare e peça ao agente para transformar aquilo numa skill. Antes disso, digitar é mais ágil; depois disso, a skill paga o investimento em poucos usos.
Conceitos-chave
Gatilho nº1 da skill.
Saída sempre igual.
Passos fáceis de esquecer.
Pontual? Só digite.
✉️ Skill na prática: /draft-email
O que é: um build prático de uma skill de rascunhar e-mail — criada, testada, refinada e invocada como slash command. A anatomia é uma pasta .claude/skills com uma subpasta por skill, cada uma com um SKILL.md que define name, description, os argumentos esperados e os passos. Os argumentos aqui são, por exemplo, bullet points com a informação-chave, o destinatário e o tom. Ela vira chamável como /draft-email — slash commands foram unificados com skills, comparáveis a embutidos como /clear.
name: draft-email description: Rascunha um e-mail polido e conciso, sem enrolação. ## Argumentos - bullets: pontos-chave do conteúdo - destinatario: para quem é (ex.: cliente) - tom: profissional | amistoso | formal ## Comportamento 1. Se faltar algum argumento, pergunte antes de escrever. 2. Escreva um e-mail claro, direto e sem enchimento. 3. Salve o rascunho em temporary/outputs/email.md
🛠️ Por que aprender — o fluxo de build
Criar em Plan Mode
Peça uma skill que siga o formato oficial, descrevendo entradas (bullets, destinatário, tom), comportamento e onde salvar a saída. Aprove o plano.
Limpar contexto e invocar
Limpe a conversa e chame /draft-email. Invocar sem argumentos faz o agente perguntar os dados que faltam.
Reusar com novas entradas
Limpe de novo, chame o slash command com outro destinatário/tom e receba uma saída fresca seguindo as mesmas regras. Modificar a skill é só pedir ao agente para mudá-la.
🎯 Dica prática
Limpe o contexto entre usos para runs limpos e consistentes. A skill garante as mesmas regras (tom, concisão, estrutura) em toda invocação — é exatamente isso que diferencia delegar-e-esquecer de reexplicar tudo de novo.
Conceitos-chave
name · description · args.
bullets · destino · tom.
Sem args, ele pede.
Limpa e chama de novo.
🖼️ Gerador de slide deck
O que é: outro build completo no framework WAT — um workflow que pega um documento e gera uma apresentação profissional a partir dele. Reusa o fluxo padrão: CLAUDE.md (WAT) → workflow + ferramentas → rodar → iterar. Em Plan Mode, o agente faz perguntas de configuração (linguagem da ferramenta, como extrair os pontos-chave, estilo da apresentação). O workflow lê o documento, extrai os pontos e cria o arquivo de apresentação.
# Workflow: documento → slides ## Entrada Documento em temporary/resources/ (10–16 páginas) ## Passos 1. Ler o documento e extrair os pontos-chave. 2. Estruturar em títulos + bullets por slide. 3. Gerar a apresentação via ferramenta Python. ## Saída Deck (ex.: 26 slides) em temporary/outputs/
🎨 Por que aprender — iteração e design
Você não precisa entender as ferramentas Python — basta verificar se a lógica do workflow produz a saída desejada. Sempre há espaço para melhorar o design: cores, fontes, estilo corporativo vs. casual, mistura de texto com bullets em vez de só bullets. E há um atalho poderoso de reuso: sobrepor uma skill pública de design de slides ao workflow eleva o visual sem você precisar explicar manualmente cada necessidade de design.
- •Entrada: documento em temporary/resources.
- •Saída: deck profissional em temporary/outputs.
- •Upgrade: uma skill de design embutida no workflow.
🎯 Dica prática
Rode o build em bypass de permissões só depois de aprovar o plano. E lembre: depois de confortável com o fluxo básico, plugar uma skill de design dedicada é a forma mais barata de subir a qualidade do deck — a skill carrega o conhecimento de design que você não quer reescrever.
Conceitos-chave
CLAUDE.md → wf+tools.
Extrai e estrutura.
Cor, fonte, estilo.
Sobreposta ao workflow.
🗣️ 5 padrões de prompting
O que é: cinco padrões de prompting que produzem resultados consistentes e de alta qualidade. Eles transformam pedidos vagos em instruções que o agente consegue executar bem — e mudam a sua postura de "operador" para "gerente de um especialista".
Defina o objetivo, não os passos
Diga o resultado que quer; deixe o agente decidir a sequência. Você descreve o "o quê", não o "como".
Seja específico sobre a saída
Formato, estrutura, nome dos arquivos e onde salvar. Quanto mais clara a saída esperada, menos retrabalho.
Plan Mode primeiro, depois execute
Aprove o plano antes de deixar o agente agir; só então passe para o modo de execução (bypass de permissões).
Dê feedback, não correções
"Gostei da estrutura, mas o tom está formal demais" funciona melhor que "isso está errado". O feedback atualiza o workflow por baixo.
Trate o agente como especialista
Você é o gerente; ele é o desenvolvedor. Delegue o trabalho técnico e foque em descrever bem o objetivo e avaliar o resultado.
🎯 Por que aprender
Esses cinco padrões juntos ligam o loop de auto-melhoria: ao dar feedback (não correção) sobre um resultado bem-especificado, o agente ajusta o workflow subjacente — e o próximo run já sai melhor sem você reexplicar.
Conceitos-chave
O quê, não o como.
Formato e local.
Planejar antes.
Em vez de corrigir.
📉 Context rot & limiares
O que é: context rot é a degradação gradual de qualidade conforme uma única sessão se alonga. A raiz está em como os mecanismos de atenção funcionam: erros tendem a aparecer depois de ~60% de uso da janela, quando ela se enche de histórico ruidoso e mensagens recentes (possivelmente irrelevantes) espremem as regras centrais para fora do foco do modelo.
| Zona | Faixa | O que fazer |
|---|---|---|
| Verde | 0–50% | Seguro — siga trabalhando. |
| Amarelo | 50–70% | Comece a pensar em compactar. |
| Laranja | 70–85% | Rode /compact proativamente. |
| Vermelho | 85%+ | Rode /clear e recomece. |
⚠️ Por que aprender — o sinal de alerta
Context rot é real: passado ~60% de uso, espere mais erros. Não reutilize uma conversa inchada para trabalho não relacionado. Se você já corrigiu o agente sobre a mesma coisa mais de duas vezes, o contexto provavelmente está poluído — limpe e recomece com um prompt melhor.
Conceitos-chave
Erros começam aqui.
Janela vira ruído.
Verde a vermelho.
Sinal de contexto sujo.
🧹 /clear vs /compact
O que é: dois comandos para gerenciar o contexto, com propósitos diferentes. /clear é o reset total da conversa; /compact é um resumo inteligente que preserva a informação-chave e comprime o resto. Saber qual usar — e quando — é o que mantém a qualidade alta numa sessão longa.
/compact — resumo inteligente
- •Mantém o essencial e comprime o histórico.
- •Use no meio de uma tarefa quando o contexto sobe.
- •Ideal na zona laranja (70–85%).
/clear — reset total
- •Apaga toda a conversa — começa do zero.
- •Use ao trocar de tarefa ou quando a qualidade cai.
- •Ideal acima de 85% ou após 2+ correções repetidas.
🎯 Por que aprender
Regra de bolso: compactar quando ainda está na mesma tarefa mas o contexto subiu; limpar quando muda de tarefa ou quando a qualidade já degradou. Compactar tarde demais não recupera contexto já apodrecido — nesse caso, prefira limpar e recomeçar com um prompt melhor.
Conceitos-chave
Resume, não apaga.
Reset completo.
Compacte.
Limpe.
💸 Economia de tokens
O que é: um conjunto de estratégias para minimizar consumo de tokens e desperdício de contexto. Como o agente relê a conversa inteira a cada mensagem, sessões longas custam mais por mensagem — então manter o contexto enxuto é também manter o custo baixo.
🪙 Por que aprender — as 5 estratégias
- •Uma tarefa por sessão, depois limpe — não arraste contexto velho.
- •Defina "pronto" (ex.: "exatamente 75 perfis") para o agente parar e não entrar em loop.
- •Use skills para workflows especializados, em vez de inflar o CLAUDE.md.
- •Desligue MCPs não usados — cada um adiciona definições de ferramenta ao contexto.
- •Mantenha o CLAUDE.md enxuto (abaixo de ~500 linhas, só conteúdo de toda sessão).
⚠️ Armadilha comum
Sem um ponto final definido, o agente pode buscar demais ou entrar em loop, queimando tokens à toa. E cada servidor MCP ativo consome contexto via definições de ferramenta — deixar ligados os que você não usa é desperdício silencioso.
Conceitos-chave
Limpe depois.
Para o loop.
Em vez de CLAUDE.md.
Desligue os ociosos.
✅ 12 dicas finais
O que é: um checklist consolidado de 12 melhores práticas para construir workflows agênticos com qualidade. É o resumo operacional de toda a trilha — leia como uma lista de verificação antes e durante cada build.
- Sempre comece em Plan Mode.
- Seja claro sobre o objetivo (ex.: "75 perfis de CEOs de techs", não "faça um scraper").
- Defina o que é "pronto".
- Trate o agente como especialista — você gerencia, ele desenvolve.
- Gerencie o contexto proativamente (compact ~70%, clear ao trocar/quebrar, 1 tarefa/sessão).
- Use o loop de auto-melhoria via feedback específico.
- Guarde chaves de API em arquivos de ambiente.
- Teste com entradas diferentes.
- Salve skills testadas em batalha.
- Recomece do zero quando travar.
- Desligue MCPs não usados.
- Acompanhe o build cedo para aprender e pegar erros.
🏁 Por que aprender — o desafio prático
Coloque tudo junto num build próprio de ponta a ponta: notas-de-reunião-para-ações, gerador de PDF, rascunhador de e-mail ou um workflow do seu trabalho. Use o WAT, comece em Plan Mode, deixe o agente perguntar, aprove o plano, troque para bypass de permissões. Use ao menos um MCP e/ou uma skill quando fizer sentido (não force). Teste a saída com 2–3 entradas diferentes — um workflow que só funciona com uma entrada é, na prática, um script de uso único.
Conceitos-chave
Sempre primeiro.
Específico e mensurável.
2–3 entradas.
Nunca chave no chat.
🧠 Checagem rápida
Você está no meio de uma tarefa, o contexto chegou a ~75% e o agente ainda está focado nela. Qual comando usar?
📌 Resumo do Módulo
Próximo Módulo:
3.1 — Do Local ao Sempre-Ligado: GitHub & Trigger.dev