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Este módulo é uma referência: você não precisa decorar tudo de uma vez. Cada termo vem com uma definição curta e um exemplo concreto, porque definição sem exemplo gruda menos. Use o índice à direita para saltar ao cluster que você precisa — e volte sempre que cruzar com uma palavra nova nas outras trilhas.
Os sete clusters seguem o fluxo de quem está começando: primeiro as ideias de IA, depois como falar com o assistente (modos), depois os arquivos onde tudo é configurado, depois como ligar ferramentas (MCP), e por fim o n8n — do básico ao de IA — e os blocos de dados que alimentam respostas.
Diagrama ilustrativo — os clusters do glossário em ordem de aprendizado. Cada caixa é um tópico abaixo, com seus termos definidos.
🧠 Conceitos de IA
O que é
Este cluster é o alfabeto da IA. Antes de tudo: LLM (large language model, "modelo de linguagem grande") é o tipo de IA que entende e gera texto — é o "motor" por trás do assistente. Você fala com ele por meio de um prompt: a mensagem que você escreve. Por cima de cada conversa há o system prompt, uma instrução de fundo (papel, contexto, regras) que vale para a sessão inteira.
Tudo o que o LLM "enxerga" naquele momento é o contexto (ou context window, "janela de contexto") — o espaço de memória da conversa. Esse espaço é medido em tokens: pedaços de palavra que a IA conta. E há um efeito a temer: o context rot ("apodrecimento do contexto"), a queda de qualidade quando a janela enche de histórico e o modelo começa a errar mais.
GlossárioConceitos de IA
- LLM
- IA que entende e gera texto. Ex.: você escreve "resuma este e-mail" e ela devolve o resumo.
- Prompt
- A mensagem que você manda. Ex.: "crie um workflow que checa o e-mail a cada 10 min".
- System prompt
- Instrução de fundo da sessão (papel, regras). Ex.: "você é meu assistente de workflows n8n".
- Contexto / context window
- Tudo que a IA vê agora (a memória da conversa). Ex.: os arquivos e mensagens já trocados.
- Token
- Pedaço de palavra que a IA conta; conversas longas gastam mais. Ex.: "automação" ≈ alguns tokens.
- Context rot
- Queda de qualidade quando a janela enche. Ex.: depois de muito histórico, a IA esquece uma regra inicial.
Por que aprender
Esses seis termos explicam por que o assistente às vezes "esquece" ou erra: a conversa cresceu, a janela encheu, o contexto apodreceu. Saber isso te dá o reflexo certo — começar sessões focadas e limpar o contexto antes que a qualidade caia (você aprende como nos modos, a seguir).
Conceitos-chave
O motor que gera texto.
A sua mensagem.
A memória da conversa.
A unidade do que ela lê.
🎛️ Modos do assistente
O que é
O assistente tem modos de permissão que controlam o quanto ele age sozinho. O plan mode (modo plano) é onde ele pesquisa, faz perguntas e propõe um plano antes de mexer em algo — você aprova primeiro. No outro extremo, o bypass permissions ("pular permissões") deixa ele agir sem pedir aprovação a cada passo — rápido, mas você para de ver o que ele faz, então use com cuidado.
Para gerir o contexto (que você viu apodrecer), há dois comandos: /clear reseta a conversa inteira — use ao trocar de tarefa ou quando a qualidade cai; /compact faz um resumo inteligente, mantendo o essencial e comprimindo o resto — use no meio de uma tarefa quando o contexto fica alto.
GlossárioModos & comandos
- Plan mode (modo plano)
- Pesquisa + perguntas + plano, antes de executar. Ex.: você descreve a meta e revisa o plano dele.
- Permission modes (modos de permissão)
- Quanto o assistente age sozinho: perguntar antes, editar automático, plano, auto. Ex.: "perguntar antes de editar".
- Bypass permissions
- Pula a aprovação a cada passo; veloz, mas você perde visibilidade. Ex.: ligado para um build longo já aprovado.
/clear- Reseta a conversa do zero. Ex.: ao trocar de projeto ou quando ele começa a errar.
/compact- Resumo inteligente: mantém o que importa. Ex.: no meio de uma tarefa longa, perto de ~70% de contexto.
Por que aprender
Esses comandos são a sua "embreagem". Começar no plan mode evita que a IA construa a coisa errada; /compact e /clear mantêm a qualidade lá em cima e o custo de token lá embaixo. A regra prática: pense em compactar perto de 70% do contexto e limpar acima de 85% ou ao trocar de tarefa.
✓ Bom uso dos modos
- ✓Começar no plan mode em tarefas não triviais.
- ✓
/compactno meio;/clearao trocar de tarefa. - ✓Bypass só depois de aprovar o plano.
✗ A evitar
- ✗Bypass do início, sem ver o que ele faz.
- ✗Reaproveitar uma conversa inchada para algo novo.
- ✗Insistir num contexto degradado em vez de limpar.
Conceitos-chave
Planeja antes de agir.
Veloz, mas cego.
Reset total.
Resumo inteligente.
🗂️ Arquivos-chave
O que é
Um projeto de vibe coding gira em torno de alguns arquivos. O mais importante é o CLAUDE.md: um system prompt persistente, escrito em markdown, que define quem é o assistente, o que você constrói e suas preferências — ele é lido toda sessão. O .env guarda os segredos (chaves de API), e o .gitignore lista o que nunca deve subir para a nuvem — e o .env está sempre nessa lista.
Para conectar ferramentas, há o .mcp.json: o arquivo que registra os MCP servers do projeto (mas a chave em si fica no .env, nunca aqui). E quando você empacota uma instrução reutilizável, ela vira um SKILL.md dentro da pasta de skills — o "manual" daquela skill.
GlossárioArquivos do projeto
- CLAUDE.md
- System prompt persistente em markdown (papel, contexto, regras, estilo). Ex.: "você é meu assistente de n8n; seja conciso".
.env- Arquivo dos segredos (chaves de API), fora do código. Ex.: a chave do n8n e a URL da instância ficam aqui.
.gitignore- Lista do que não sobe para o GitHub. Ex.: o
.enventra aqui para a chave nunca vazar. .mcp.json- Registro dos MCP servers do projeto (sem a chave). Ex.: a entrada do server + um espaço reservado de chave.
- SKILL.md
- O "manual" de uma skill (nome, descrição, argumentos, passos). Ex.: a skill
/rascunhar-email.
Por que aprender
Conhecer esses arquivos é saber onde cada coisa mora: regras de sessão no CLAUDE.md, segredos no .env, ferramentas no .mcp.json, skills no SKILL.md. Isso evita o erro mais perigoso de iniciante — colar uma chave de API no lugar errado (no chat ou no .mcp.json) e expô-la.
🎯 Dica prática
Regra de ouro dos segredos: a chave de API só entra no .env — nunca no chat, nunca no .mcp.json, nunca commitada. O .gitignore garante que o .env não suba. Trate uma chave como acesso a um cartão de crédito.
Conceitos-chave
Regras de toda sessão.
Só aqui ficam segredos.
O que não sobe.
Registra ferramentas.
🔌 MCP
O que é
MCP (Model Context Protocol) é o protocolo que conecta o assistente a ferramentas externas. Quem fornece essas ferramentas é um MCP server — um programinha que expõe um conjunto de ações. Cada ação é uma tool (ferramenta): enviar e-mail, raspar um site, ler um banco. Uma vez conectados, o assistente conhece todas as tools daquele server e decide qual chamar.
Você não precisa inventar servers do zero: existe a descoberta de servers — diretórios de MCP e repositórios públicos onde se encontram servers prontos por categoria (raspagem de web, bancos de dados, documentos, comunicação). Instalar costuma ser pedir ao assistente para configurar, colar a chave no .env e reiniciar.
GlossárioMCP & ferramentas
- MCP (Model Context Protocol)
- O padrão que liga o assistente a ferramentas externas. Ex.: conectar o assistente ao seu n8n.
- MCP server
- O programa que expõe as ações de um serviço. Ex.: um server de raspagem de web; um server do n8n.
- Tool (ferramenta)
- Cada ação que o server oferece. Ex.: "enviar e-mail", "buscar mensagens", "criar workflow".
- Descoberta de servers
- Achar servers prontos em diretórios/repositórios. Ex.: procurar "MCP server" + o nome do serviço.
- Project-level vs global
- Onde o server fica configurado. Ex.: por projeto é o recomendado (mais seguro).
Por que aprender
MCP é o que transforma o assistente de "escritor de texto" em "fazedor de coisas no mundo". Sem ele, nada de mandar e-mail, raspar a web ou construir no n8n. Entender server × tool ajuda a pedir a ferramenta certa — e a lembrar que cada server ligado consome contexto, então desligue os que não usa.
Conceitos-chave
O idioma comum.
Expõe as ações.
Uma ação.
Mais seguro que global.
🔗 n8n básico
O que é
No n8n, o tijolo básico é o nó (node): uma caixinha que faz um trabalho. Todo fluxo começa por um trigger (gatilho): o nó que dispara o fluxo — por horário, por chegada de e-mail, por um evento. A sequência inteira de nós, do gatilho à ação final, é o workflow.
Para um nó acessar um app (Gmail, Sheets…), ele precisa de uma credential (credencial): a autorização guardada no n8n. A forma mais comum de autorizar é o OAuth2 — um "login delegado" em que você entra na sua conta Google e concede acesso, sem entregar sua senha ao n8n.
Diagrama ilustrativo — o gatilho começa, os nós executam, e a credencial (autorizada via OAuth2) é o que dá ao nó acesso ao app externo.
GlossárioBlocos do n8n
- Nó (node)
- Uma caixinha que faz um trabalho. Ex.: um nó que lê o Gmail; outro que grava numa planilha.
- Trigger (gatilho)
- O nó que dispara o fluxo. Ex.: "a cada 15 min" ou "quando chegar um e-mail".
- Workflow
- A sequência inteira de nós. Ex.: gatilho → filtro → ação → grava.
- Credential (credencial)
- A autorização guardada para acessar um app. Ex.: a credencial do Gmail.
- OAuth2
- Login delegado: você autoriza sem dar a senha. Ex.: "entrar com Google" e conceder acesso.
Por que aprender
Esses cinco termos são o vocabulário mínimo para entender (e pedir) qualquer automação. Há um detalhe que economiza dor de cabeça: o assistente constrói os nós, mas credenciais (OAuth2) você precisa configurar manualmente — é a parte que ele não faz por você.
Conceitos-chave
Faz um trabalho.
Dispara o fluxo.
Você configura na mão.
Login sem dar senha.
🤖 n8n com IA
O que é
O n8n tem nós que colocam IA dentro do fluxo. O AI agent node é o nó que vira um mini-agente: recebe uma instrução (system prompt), pode usar ferramentas e responde com raciocínio. O text classifier ("classificador de texto") rotula uma entrada em categorias — útil para rotear antes de gastar o agente caro (ex.: "isto é suporte técnico ou não?").
Para lógica sob medida há o code node ("nó de código"): um nó onde roda um pedacinho de código (que o assistente escreve) para transformar dados — extrair um nome, montar um texto, marcar um sinalizador. E para decisões simples de sim/não há o IF node, que bifurca o fluxo: se a condição é verdadeira, vai por um caminho; se não, por outro.
GlossárioNós de IA & lógica
- AI agent node
- Nó que raciocina, usa ferramentas e responde. Ex.: lê a pergunta, consulta a base e rascunha a resposta.
- Text classifier
- Rotula a entrada em categorias para rotear. Ex.: "suporte" vs "não relevante" — pula o que não é suporte.
- Code node
- Roda um trecho de código (escrito pelo assistente) para transformar dados. Ex.: extrair o nome de uma assinatura.
- IF node
- Bifurca o fluxo por uma condição sim/não. Ex.: "achou a política?" → sim rascunha, não pede pesquisa.
Por que aprender
Combinar esses nós é o coração de um agente útil: o classifier filtra cedo (economiza), o IF decide os caminhos, o code node ajusta os dados e o AI agent faz o trabalho de pensar. Saber o papel de cada um te ajuda a entender o que o assistente montou — e a pedir melhorias específicas.
✓ Bom desenho com esses nós
- ✓Classificar cedo para não acionar o agente à toa.
- ✓Usar IF para tratar caminhos (achou / não achou).
- ✓Code node para extrair/transformar dados pontuais.
✗ Sinais de problema
- ✗Mandar tudo direto ao agente (caro e lento).
- ✗Esquecer o caminho "não" do IF (fluxo morre em silêncio).
- ✗Confiar no "verde" sem conferir a saída real.
Conceitos-chave
Pensa e usa ferramentas.
Rotula e roteia.
Transforma dados.
Bifurca o fluxo.
📊 Dados
O que é
Para a IA responder com base nos seus documentos, eles precisam virar dados pesquisáveis. O vector store ("armazém de vetores") é um banco especial que guarda o significado dos textos para buscar por sentido, não só por palavra exata. Esse "significado em números" são os embeddings: a representação numérica de um trecho de texto.
Antes de armazenar, dois passos preparam os documentos. O document loader ("carregador de documentos") lê o arquivo e extrai o texto. O text splitter ("divisor de texto") parte esse texto em pedaços do tamanho certo — porque buscar e recuperar funciona melhor em trechos do que num documento gigante inteiro.
GlossárioBlocos de dados
- Vector store
- Banco que busca por significado, não por palavra exata. Ex.: acha a política de garantia mesmo sem a palavra "garantia".
- Embeddings
- O significado de um texto virado números. Ex.: trechos parecidos ficam "perto" nesse espaço numérico.
- Document loader
- Lê o arquivo e extrai o texto. Ex.: abrir um PDF de políticas e pegar o conteúdo.
- Text splitter
- Parte o texto em pedaços pesquisáveis. Ex.: quebrar o PDF em trechos por seção.
Por que aprender
Esses quatro blocos são a base do RAG (que você verá no módulo 1.4): em vez de a IA "chutar", ela consulta seus documentos e responde com base neles — e recusa inventar quando o dado não está lá. É o que separa um agente confiável de um que alucina.
A janela de contexto encheu de histórico e a IA começou a errar mais. Como se chama esse efeito?
Conceitos-chave
Busca por sentido.
Significado em números.
Lê o documento.
Parte em trechos.
📌 Resumo do Módulo
/clear, /compact..env, .gitignore, .mcp.json, SKILL.md.Próximo Módulo:
1.4 — Glossário Essencial (Parte 2: Agêntico, RAG, Deploy, Segurança)