TRILHA 2

🔵 Técnica: Arquitetura & Engenharia

Abra o capô. Aqui você entende como cada peça funciona por dentro e adquire a disciplina de engenharia que separa "funcionou uma vez" de "confiável". Engenharia de CLAUDE.md, o framework WAT a fundo, MCP por dentro, gestão de contexto e tokens e RAG & dados — cinco módulos que transformam você de operador em arquiteto.

5
Módulos
32
Tópicos
~4h
Duração
Inter.
Nível
Progresso da trilha 0% · 0 de 32
Banner da trilha técnica: blueprint, engrenagens e circuitos em azul — a arquitetura e a engenharia por dentro
Módulo 2.1 CLAUDE.md Módulo 2.2 Framework WAT Módulo 2.3 MCP por dentro Módulo 2.4 Contexto & tokens Módulo 2.5 RAG & dados

O caminho da trilha 2: do arquivo de instruções (a "constituição" do projeto) à arquitetura WAT, ao protocolo MCP, à economia de contexto e ao RAG — as camadas internas que separam o protótipo do sistema confiável.

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

Ilustração do módulo 2.1
2.1 ~45 min · 6 tópicos

📜 Engenharia de CLAUDE.md

O CLAUDE.md é o system prompt persistente do projeto — a "constituição" que o agente relê a cada sessão. Anatomia, regras operacionais, enxugar para sob ~500 linhas, o que vai no CLAUDE.md vs. em skills, e como iterar o arquivo conversando.

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O que é:

Um arquivo markdown na raiz do projeto que define papel, contexto e preferências — e que o agente lê no início de cada sessão, sem você reexplicar.

Por que aprender:

É o que dá consistência entre sessões; mal escrito, o agente esquece as regras toda vez.

Conceitos-chave:

Persistente; markdown; lido a cada sessão; papel + contexto + regras.

O que é:

As seções típicas: quem o agente é, o que está sendo construído, regras de operação, estilo de comunicação e a estrutura de pastas do projeto.

Por que aprender:

Um esqueleto claro evita arquivos confusos e regras perdidas.

Conceitos-chave:

Papel; contexto; regras; estilo; estrutura.

O que é:

Diretivas de comportamento: procurar uma ferramenta existente antes de criar uma nova, aprender e adaptar quando algo falha, e manter os arquivos atualizados.

Por que aprender:

São as regras que ativam o loop de auto-melhoria do agente.

Conceitos-chave:

Reuso antes de criar; aprender ao falhar; manter atual.

O que é:

Limitar o arquivo (alvo: sob ~500 linhas) porque ele entra no contexto toda sessão; arquivos longos diluem as regras importantes.

Por que aprender:

Se o agente erra a mesma regra apesar de escrita, o arquivo pode estar longo demais e a regra "se perde".

Conceitos-chave:

Sob ~500 linhas; só conteúdo de toda sessão; conciso.

O que é:

CLAUDE.md guarda só o que vale para toda sessão (propósito, regras, framework); instruções de tarefas específicas vão para skills, carregadas sob demanda.

Por que aprender:

Colocar tudo no CLAUDE.md estoura a janela de contexto; skills economizam.

Conceitos-chave:

Toda sessão → CLAUDE.md; sob demanda → skills.

O que é:

O CLAUDE.md não é escrito uma vez e esquecido — você pede ao agente para adicionar/alterar seções ("adicione uma regra de manter explicações curtas").

Por que aprender:

O arquivo evolui com o projeto; iterar é como ele fica afiado.

Conceitos-chave:

Editável sempre; pedir em linguagem natural; documento vivo.

Ilustração do módulo 2.2
2.2 ~50 min · 7 tópicos

🔠 O Framework WAT a Fundo

A estrutura por trás de todo workflow agêntico: W = Workflows (instruções markdown = SOP), A = Agent (o coordenador que decide), T = Tools (scripts de um trabalho cada). Mais o loop de auto-melhoria, a estrutura de pastas e quando NÃO usar WAT.

Progresso do módulo 0% · 0 de 7
O que é:

Um padrão de três camadas — Workflows, Agent, Tools — que dá ao agente um "manual + cérebro + mãos". A maioria dos builds agênticos cabe nesse molde.

Por que aprender:

Dá um vocabulário comum e uma forma repetível de estruturar qualquer projeto.

Conceitos-chave:

W + A + T; manual + cérebro + mãos; repetível.

O que é:

Arquivos markdown em linguagem natural (com títulos, bullets, negrito) que funcionam como uma descrição de cargo ou SOP, dizendo ao agente o que fazer.

Por que aprender:

É a camada que você mais edita; um bom workflow é metade do resultado.

Conceitos-chave:

Markdown; SOP; objetivo + entrada + saída + passos.

O que é:

O próprio assistente de código: o cérebro coordenador que lê os workflows, vê as ferramentas disponíveis e decide qual usar e quando — como um gerente de projeto delegando.

Por que aprender:

Entender que o agente decide (não é roteiro fixo) muda como você escreve as instruções.

Conceitos-chave:

Coordenador; lê e decide; delega às tools.

O que é:

Scripts (geralmente Python) que fazem o trabalho concreto, idealmente um por tarefa (raspar um site, gerar um PDF, analisar dados). O agente os escreve e conserta — você não precisa programar.

Por que aprender:

Tools pequenas e focadas são fáceis de testar, reusar e consertar.

Conceitos-chave:

Um trabalho cada; auto-geradas; reutilizáveis.

O que é:

O agente roda um workflow, encontra um erro, diagnostica, conserta a tool e atualiza o arquivo de workflow para o erro não se repetir — execuções ficam mais suaves e rápidas com o tempo.

Por que aprender:

É o superpoder do WAT: o sistema melhora a si mesmo enquanto roda.

Conceitos-chave:

Erro → diagnóstico → fix → workflow atualizado.

O que é:

A organização recomendada: pasta workflows, pasta tools, pasta temporary (arquivos intermediários/saída), o arquivo de ambiente (.env, segredos) e o CLAUDE.md.

Por que aprender:

Uma estrutura clara faz o agente achar o que precisa e separar segredos do código.

Conceitos-chave:

workflows; tools; temporary; .env; CLAUDE.md.

O que é:

Para tarefas únicas, experimentação inicial ou instruções que cabem numa frase, montar a estrutura WAT é exagero — basta digitar o pedido.

Por que aprender:

Saber quando NÃO usar evita burocracia e desperdício de contexto.

Conceitos-chave:

Tarefa única; one-off; não force a estrutura.

Ilustração do módulo 2.3
2.3 ~50 min · 7 tópicos

🔌 MCP por Dentro

O protocolo que dá ferramentas externas ao agente. O que ele resolve, como o agente descobre e decide ferramentas, o .mcp.json e a chave manual (nunca no chat), project-level vs global, onde achar servers, como verificar/diagnosticar e o custo de contexto.

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O que é:

MCP (Model Context Protocol) deixa uma única conexão expor várias ferramentas/ações — como o Gmail expondo enviar, rascunhar e buscar e-mails de uma vez.

Por que aprender:

É como a IA ganha "braços" sem você integrar cada ação à mão.

Conceitos-chave:

Protocolo; uma conexão = muitas tools; ações expostas.

O que é:

Assim que agente e server se conectam, o agente conhece todas as ferramentas disponíveis e decide sozinho qual chamar, quando e com quais parâmetros.

Por que aprender:

Você descreve o resultado; a escolha da tool é dele.

Conceitos-chave:

Descoberta; decisão autônoma; parâmetros.

O que é:

Ao instalar um server, o agente gera um .mcp.json com a configuração e um espaço para a chave de API; você cola a chave manualmente no arquivo — nunca no chat.

Por que aprender:

É a regra de segurança básica do MCP: segredo fora da conversa.

Conceitos-chave:

.mcp.json; placeholder; chave manual; nunca no chat.

O que é:

A config de MCP pode ficar global (toda a máquina) ou no nível do projeto; o nível de projeto é o recomendado para manter segredos e contexto isolados.

Por que aprender:

Config global pode disparar avisos de segurança a cada reinício; project-level resolve.

Conceitos-chave:

Project-level; isolamento; mover para a pasta do projeto.

O que é:

Servers vivem em diretórios dedicados (ex.: mcp.so) ou no GitHub (busque "MCP server" + nome do serviço). Categorias comuns: raspagem (Firecrawl), bancos (Postgres, Supabase), documentos, comunicação.

Por que aprender:

Saber onde procurar acelera muito o build.

Conceitos-chave:

Diretórios; GitHub; categorias de server.

O que é:

O comando /mcp lista servers instalados e o status; se um server novo não aparece, reiniciar o assistente resolve na maioria das vezes.

Por que aprender:

É o primeiro passo de qualquer troubleshooting de MCP.

Conceitos-chave:

/mcp; status; reiniciar primeiro.

O que é:

Cada server ativo injeta as definições das suas ferramentas no contexto — o que consome tokens. Desligar os que não usa libera contexto.

Por que aprender:

Menos ruído no contexto = menos erros e menos custo.

Conceitos-chave:

Definições de tool = tokens; desligar não usados.

Ilustração do módulo 2.4
2.4 ~40 min · 6 tópicos

🧠 Contexto & Tokens

Não deixe o agente "apodrecer". Context rot e a degradação após ~60%, os limiares (0-50 / 50-70 / 70-85 / 85%+), /clear vs /compact, uma tarefa por sessão, definir "pronto" para evitar loop, e estratégias de economia.

Progresso do módulo 0% · 0 de 6
O que é:

A qualidade cai gradualmente quanto mais longa a sessão; os erros aparecem mais depois de ~60% de uso do contexto, quando histórico ruidoso abafa as regras centrais.

Por que aprender:

Saber disso evita brigar com um agente que só está "cansado".

Conceitos-chave:

Degradação; ~60%; ruído abafa regras.

O que é:

Uma régua: 0-50% seguro; 50-70% amarelo (pense em compactar); 70-85% laranja (rode /compact); acima de 85% rode /clear e recomece.

Por que aprender:

Transforma "context rot" abstrato em ação concreta por faixa.

Conceitos-chave:

Verde / amarelo / laranja / vermelho.

O que é:

/clear zera toda a conversa (use ao trocar de tarefa ou quando a qualidade cai); /compact gera um resumo esperto que mantém o essencial e comprime o resto (use no meio de uma tarefa longa).

Por que aprender:

Escolher o errado perde contexto útil ou mantém lixo.

Conceitos-chave:

clear = reset; compact = resumo; quando usar cada.

O que é:

Manter cada sessão focada numa tarefa e limpar antes de começar a próxima, em vez de reaproveitar uma conversa inchada para algo não relacionado.

Por que aprender:

Contexto limpo = mais precisão e menos token gasto.

Conceitos-chave:

Uma tarefa; limpar antes; foco.

O que é:

Dar ao agente um critério explícito de conclusão (ex.: "exatamente 75 perfis") para ele parar em vez de pesquisar sem fim.

Por que aprender:

Sem um "pronto", o agente pode entrar em loop e queimar tokens.

Conceitos-chave:

Definição de pronto; critério; evita loop.

O que é:

As alavancas de economia: usar skills (carregam sob demanda), desligar MCP não usados, manter o CLAUDE.md enxuto e uma tarefa por sessão.

Por que aprender:

Junta tudo do módulo numa rotina de "higiene de contexto".

Conceitos-chave:

Skills; desligar MCP; CLAUDE.md enxuto.

Ilustração do módulo 2.5
2.5 ~45 min · 6 tópicos

🗂️ RAG & Dados

Dar memória e fontes ao agente. O problema (a IA não sabe o que não está no contexto), system prompt vs vector store, embeddings & vector store em linguagem simples, o indexador, o classifier que roteia antes de gastar o agente, e confidence score & fallback.

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O que é:

Um modelo só responde sobre o que está no contexto ou no treino. Para responder sobre seus documentos (políticas, FAQ), é preciso colocar essa informação ao alcance dele.

Por que aprender:

É o "porquê" do RAG: sem fonte, a IA inventa ou erra.

Conceitos-chave:

Fora do contexto = invisível; fundamentar em fonte.

O que é:

System prompt embute o texto direto (simples e barato para poucos documentos); vector store busca só os trechos relevantes (escalável, melhor para crescer).

Por que aprender:

Escolher errado custa contexto ou limita o crescimento.

Conceitos-chave:

Embutir vs buscar; pequeno vs escalável.

O que é:

Embeddings transformam texto em números que capturam significado; o vector store guarda esses números e acha por semelhança de sentido, não por palavra exata.

Por que aprender:

É o motor que faz a busca "entender" a pergunta.

Conceitos-chave:

Significado em números; busca por semelhança.

O que é:

Um workflow separado que lê os documentos, divide em pedaços, gera embeddings e popula o vector store — rodado uma vez (ou ao atualizar a base).

Por que aprender:

Separar indexação de consulta é o padrão de arquitetura do RAG.

Conceitos-chave:

Trigger manual; loader/splitter; popular o store.

O que é:

Um nó classificador decide cedo se a entrada é relevante (ex.: pergunta de suporte ou não) e roteia — só o que importa chega ao agente caro.

Por que aprender:

Triagem barata antes do agente economiza tokens e evita respostas fora de escopo.

Conceitos-chave:

Triagem; roteamento; só o relevante passa.

O que é:

Quando a busca não acha algo relevante, o agente emite um marcador de "não achei" e cai num fallback (ex.: "vamos pesquisar e retornar") em vez de inventar.

Por que aprender:

Um agente honesto que recusa inventar é um resultado desejado, não um bug.

Conceitos-chave:

Marcador de confiança; fallback; não alucinar.

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