📦 Pasta de projeto: a "casa" de cada automação
Novo aqui? Pasta (também chamada de
"diretório") é o espaço no seu computador onde arquivos ficam guardados juntos — o mesmo ícone amarelo que você
já clica no Explorador de Arquivos ou no Finder. Uma pasta de projeto é
uma pasta comum, dedicada a um único projeto — nada de mágico, só organização. O agente só enxerga o que está
dentro da pasta que você abriu com claude; misturar vários projetos numa pasta só confunde o
contexto dele, porque ele passa a ler arquivos de automações diferentes como se fossem parte da mesma conversa.
Pense na pasta de projeto como uma gaveta de arquivo físico: cada gaveta guarda os papéis de um assunto só. Se você jogar contratos, receitas e fotos na mesma gaveta, até achar o que precisa vira trabalho — o mesmo acontece quando o agente tenta entender um projeto bagunçado. Uma automação por pasta é a regra que evita esse tipo de confusão desde o primeiro dia.
💡 Conceito Principal
- •Um projeto = uma pasta = um contexto.
- •Cada automação do curso vive na sua própria pasta.
- •O agente só vê o que está dentro da pasta aberta — nada de fora dela.
💡 Dica Prática
Escolha um lugar fixo no seu computador pra guardar todas as pastas de projeto do curso — por exemplo, uma pasta chamada "projetos" dentro dos Documentos. Assim você nunca perde o caminho de volta.
🗄️ O que é um repositório
Novo aqui? Um repositório (ou "repo") é uma pasta de projeto com um histórico de versões guardado por uma ferramenta chamada git. Cada mudança relevante fica registrada, com data e descrição — como um "salvar como" automático que nunca apaga a versão anterior.
🔍 Por dentro
- git: o programa que grava o histórico.
- Repositório: a pasta + esse histórico.
- Commit: um "ponto salvo" no histórico.
Não é obrigatório ter um repositório desde o primeiro projeto — muita automação simples do começo do curso roda numa pasta comum, sem git nenhum. Mas assim que o projeto ganha valor (uma automação que você usa toda semana, por exemplo), vale a pena transformar a pasta em repositório: se um arquivo quebrar ou um comando apagar algo por engano, dá pra voltar pra uma versão anterior salva no histórico.
🔍 Por dentro
- git: o programa que grava o histórico.
- Repositório: a pasta + esse histórico.
- Commit: um "ponto salvo" no histórico.
- Pasta oculta
.git/: onde o histórico fica guardado, dentro da própria pasta do projeto — some se você apagar essa pasta oculta.
💡 Dica Prática
É esse histórico versionado que vai permitir "publicar" a automação na nuvem — assunto detalhado na Trilha 4. Sem repositório, não tem o que publicar: é o git que empacota as mudanças pra enviar.
🏗️ Estrutura típica de um projeto do Claude Code
Ao trabalhar num projeto, alguns nomes de pasta e arquivo aparecem sempre — reconhecer eles evita confusão.
Novo aqui? Arquivo é qualquer
documento individual dentro de uma pasta (um texto, uma imagem, um código); pastas podem conter outras
pastas dentro delas, formando uma "árvore". Um nome começando com ponto, como .claude ou
.git, é uma pasta oculta — o sistema operacional esconde
ela por padrão porque é área de configuração, não de conteúdo do dia a dia, mas ela está lá o tempo todo.
Legenda: a pasta raiz do projeto guarda o CLAUDE.md, a pasta `.claude/` com skills, e as pastas de código — cada uma com um papel fixo que se repete em todo projeto do curso.
Essa estrutura se repete em praticamente todo projeto que você vai construir no curso — por isso vale
memorizar os quatro nomes. O CLAUDE.md é o único arquivo que o agente sempre lê no começo de cada sessão
(módulo 0.4 explica isso a fundo); a pasta .claude/ é onde ficam as "skills" — processos
ensinados ao agente, tema da Trilha 3; e as pastas de código variam de projeto pra projeto, mas o nome
src/ (de "source", fonte em inglês) é o mais comum.
🖥️ O que fica na sua máquina vs. o que sobe pra nuvem
Os arquivos do projeto moram no seu computador o tempo todo. Só o texto da conversa — e trechos de arquivo que o agente precisa ler pra responder — viaja até o modelo de IA na nuvem para gerar cada resposta. Nada fica "publicado" ou visível pra outras pessoas só por você ter conversado sobre isso.
Legenda: os arquivos nunca saem do seu computador por conta própria — só o texto da conversa e os trechos de arquivo necessários pra responder viajam até o modelo, a cada pergunta.
Ver por dentro: quando você pede pra ler um arquivo, o Claude Code manda o conteúdo desse arquivo (ou o pedaço relevante) junto da sua mensagem pro modelo de IA processar — é assim que ele "enxerga" o que está na pasta. Isso tem custo: quanto mais texto viaja, mais caro fica o uso (se você usa um plano pago por uso) e mais devagar a resposta chega. Por isso projetos organizados, sem arquivos gigantes ou irrelevantes na pasta, deixam o agente mais rápido e mais barato de usar.
✓ Fica na sua máquina
- ✓Todos os arquivos do projeto
- ✓O histórico do git, se houver
☁️ Viaja pra nuvem
- ☁O texto da sua mensagem
- ☁Trechos de arquivo necessários pra responder
💡 Dica Prática
Se um arquivo tem dado sensível (senha, chave de API, documento pessoal), não deixe ele solto na pasta do projeto sem necessidade — o módulo 0.6 (Permissões e segurança) ensina como proteger isso.
🆕 Criar seu primeiro projeto, passo a passo
É o ritual que você vai repetir em toda automação nova do curso: criar a pasta, entrar nela, abrir o agente. Novo aqui? Terminal é a janela de texto onde você digita comandos em vez de clicar em ícones — no Windows costuma se chamar "Prompt de Comando" ou "PowerShell"; no Mac e Linux, "Terminal". Comando é a instrução que você digita e confirma com Enter; o computador executa ela na hora.
Objetivo: ter um projeto novo, vazio, pronto pra receber o CLAUDE.md do módulo 0.4. Como verificar: rodando ls (ou dir) você vê a pasta nova vazia — e o Claude Code abriu sem erro dentro dela.
Linha do tempo do ritual
- 1mkdir — cria a pasta nova, vazia, com o nome que você escolher.
- 2cd — "entra" nessa pasta; a partir daqui, todo comando roda dentro dela.
- 3claude — abre o agente já apontado pra essa pasta; a partir daí, tudo que ele lê ou escreve fica dentro dela.
Repare que mkdir e cd precisam do nome exato da pasta — se você digitar um nome
diferente entre os dois comandos, o cd vai falhar. Não tem problema esquecer ou errar: o
terminal avisa com uma mensagem quando o comando não funciona, e basta digitar de novo.
🧭 Erros comuns de organização
Dois erros aparecem sempre no começo — e os dois têm solução simples.
⚠️ Atenção
- Misturar projetos numa pasta só: confunde o CLAUDE.md e o contexto — sempre um projeto por pasta.
- Abrir o agente na pasta errada (ex.: na pasta raiz de usuários): dá acesso a arquivos de fora do escopo. Confira com
ls/dirantes de rodarclaude.
Além desses dois, alguns tropeços concretos aparecem no primeiro dia de quem nunca usou terminal — nenhum deles é grave, mas travam quem não sabe o que está acontecendo.
✗ Tropeço comum
- ✗"Fechei o terminal sem querer" — a sessão do agente naquela janela some.
- ✗"
cddeu erro: pasta não encontrada" — geralmente o nome foi digitado diferente domkdir. - ✗"Não sei em que pasta estou" — perdeu a referência depois de vários
cd.
✓ O que fazer
- ✓Sem problema: abra o terminal de novo, use
cdpra voltar à pasta do projeto e rodeclaudeoutra vez. - ✓Confira o nome exato da pasta com
ls(oudirno Windows) antes de repetir ocd. - ✓Digite
pwd(ou veja o caminho mostrado no início da linha) pra saber sempre onde você está.
💡 Dica Prática
Fechar o terminal não apaga nada do projeto — os arquivos continuam na pasta exatamente como estavam. O que se perde é só a conversa daquela sessão do agente; o trabalho salvo em arquivo fica intacto.