TRILHA 7 · CAPSTONE

🏛️ Capstone: seu assistente executivo

Esta última trilha não ensina uma ferramenta nova. Ela junta tudo que você aprendeu nas Trilhas 0 a 6 — ambiente, framework WAT, MCPs, skills, deploy, interfaces e agendamento — num único projeto vivo: o seu próprio assistente executivo digital. Não é um build de um dia — é uma casa que você constrói em quatro fases e que continua morando com você depois que o curso acaba.

Ilustração de uma casa digital com quatro cômodos representando as quatro fases do assistente executivo: contexto, entrevista, primeira skill e ritmo de crescimento
a casa do assistente executivo — quatro fases, um projeto vivo 🏠 sua casa de contexto 1. Casa pastas + CLAUDE.md que aponta, não incha 2. Vida entrevista estruturada enche a casa de contexto 3. Mãos 1ª skill + MCPs de calendário/tarefas 4. Cresce ritmo mensal + backup

Legenda: o telhado é a casa de contexto que você constrói. As quatro salas embaixo são as fases — cada uma constrói em cima da anterior, e a seta pontilhada mostra que Crescimento sempre realimenta a Casa (novas decisões viram novo contexto).

6
Módulos
36
Tópicos
~4h
Duração
Capstone
Nível
0 de 36 0%

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

7.1 ~40 min

🏠 Fase 1 — Casa: a pasta dedicada do seu assistente

Antes de qualquer entrevista ou skill, seu assistente precisa de um endereço fixo: uma pasta organizada, com um CLAUDE.md que aponta em vez de inchar.

O que é:

O assistente executivo mora numa pasta própria, separada dos projetos de trabalho — porque a memória dele é sobre você, não sobre um código específico.

Por que aprender:

Misturar tudo numa pasta só faz o contexto ficar confuso e o agente perder a linha entre "sua vida" e "seu projeto X".

Conceitos-chave:

Pasta dedicada, contexto pessoal vs. contexto de projeto.

O que é:

Seis pastas fixas: contexto/, regras-e-skills/, projetos/, registro-de-decisoes/, referencias/ e arquivo/ — cada uma com um papel único e sem sobreposição.

Por que aprender:

Uma estrutura fixa evita a pergunta "onde eu salvo isso?" toda vez — você (e o agente) sempre sabem onde procurar.

Conceitos-chave:

Separação por função, previsibilidade de local.

O que é:

O CLAUDE.md desta casa é curto — um índice que diz "leia contexto/negocio.md pra saber sobre a empresa", em vez de colar tudo dentro dele.

Por que aprender:

Um CLAUDE.md gigante fica lento de carregar e difícil de manter — apontar é o mesmo princípio da Trilha 0.4, agora aplicado à casa inteira.

Conceitos-chave:

Arquivo-índice, carregamento sob demanda, enxuto vence gigante.

O que é:

contexto/ guarda quem-é-você e o negócio; regras-e-skills/, o que o agente pode fazer sozinho; projetos/, o que está em andamento; registro-de-decisoes/, o histórico do "por quê"; referencias/, material de apoio; arquivo/, o que já passou.

Por que aprender:

Sem exemplo concreto a estrutura fica abstrata — ver o que entra em cada pasta tira toda dúvida na hora de criar a sua.

Conceitos-chave:

Mapeamento função → pasta.

O que é:

Um prompt pronto pro Claude Code criar as seis pastas e o CLAUDE.md-índice de uma vez, na pasta que você escolher.

Por que aprender:

É o primeiro passo prático da trilha — sem ele não há onde guardar o resultado da Fase 2.

Conceitos-chave:

Exemplo copy-run, verificação do resultado.

O que é:

Com a casa vazia mas organizada, o próximo passo é encher contexto/ de verdade — isso é o que a Fase 2 (Vida) faz.

Por que aprender:

Uma casa vazia não ajuda ninguém — o valor real chega quando ela tem contexto real dentro.

Conceitos-chave:

Estrutura vs. conteúdo, transição de fase.

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7.2 ~45 min

🎙️ Fase 2 — Vida: a entrevista que gera os arquivos de contexto

O passo mais importante de toda a trilha, e o único que você não deve apressar: uma entrevista estruturada com o próprio agente que enche a casa de contexto real.

O que é:

Um contexto raso ("sou empreendedor, tenho uma empresa") gera respostas genéricas; um contexto profundo (como você decide, o que delega, como prefere ser avisado) gera um assistente que parece te conhecer de fato.

Por que aprender:

É a diferença entre um assistente-decoração e um assistente que economiza seu tempo de verdade.

Conceitos-chave:

Profundidade de contexto, garbage in garbage out.

O que é:

Perguntas sobre seu papel, sua rotina de trabalho e o que você está tentando alcançar — vira contexto/quem-e-voce.md.

Por que aprender:

Todo o resto da entrevista se apoia nesse bloco — sem ele o assistente não sabe pra quem está trabalhando.

Conceitos-chave:

Perfil, rotina, objetivos.

O que é:

O que sua empresa faz, quem é o time, quem toma quais decisões — vira contexto/negocio.md e contexto/time.md.

Por que aprender:

Sem isso, o assistente não distingue uma decisão sua de uma decisão que precisa passar por outra pessoa.

Conceitos-chave:

Estrutura organizacional, dono de decisão.

O que é:

O que você quer tirar do seu prato primeiro, e o que nunca quer delegar de jeito nenhum — vira contexto/prioridades.md.

Por que aprender:

É essa lista que orienta a escolha da primeira skill na Fase 3 — sem prioridade clara, você constrói a skill errada.

Conceitos-chave:

O que delegar, o que nunca automatizar.

O que é:

Tom direto ou detalhado, quando avisar e quando não incomodar — vira contexto/comunicacao.md, o mesmo tipo de regra vista na Trilha 6.6.

Por que aprender:

Um assistente que te interrompe do jeito errado, na hora errada, você desliga rápido — mesmo sendo tecnicamente correto.

Conceitos-chave:

Tom de comunicação, janela de notificação.

O que é:

Um prompt pronto que pede ao agente pra conduzir a entrevista pergunta por pergunta, salvando as respostas nos arquivos certos ao final.

Por que aprender:

É o exercício que efetivamente enche a casa — sem rodar, os arquivos ficam vazios.

Conceitos-chave:

Exemplo copy-run, verificação (ler os .md gerados).

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7.3 ~40 min

🖐️ Fase 3 — Mãos: a primeira skill que prova valor

Contexto guardado sem ação não vale nada. Aqui seu assistente ganha a primeira skill de verdade, mais MCPs de calendário e tarefas, e agenda o loop que você criou na Trilha 6.

O que é:

Pegar a lista de contexto/prioridades.md e escolher a tarefa recorrente que mais consome seu tempo hoje — não a mais fácil de automatizar.

Por que aprender:

Uma primeira skill que resolve algo que você sente todo dia gera confiança pra continuar; uma trivial vira só um exercício sem uso real.

Conceitos-chave:

Recorrência, dor real, ganho rápido.

O que é:

Aplicar direto o framework de 6 passos da Trilha 3.3 pra transformar a tarefa escolhida numa skill em regras-e-skills/.

Por que aprender:

Você já sabe fazer isso — o capstone é justamente o lugar onde essa habilidade aparece de novo, agora com propósito real.

Conceitos-chave:

Reuso de framework, skill de projeto vs. global.

O que é:

Instalar e autenticar um MCP (protocolo que dá "mãos" ao agente, visto na Trilha 2) que lê e cria eventos de calendário.

Por que aprender:

Um assistente executivo sem enxergar sua agenda é decorativo — precisa saber quando você está livre e quando não está.

Conceitos-chave:

MCP de calendário, autenticação, permissão de leitura/escrita.

O que é:

Um segundo MCP conectado ao seu gerenciador de tarefas (ou um arquivo simples projetos/tarefas.md, se você não usa um app externo).

Por que aprender:

Junto com o calendário, dá ao assistente a visão completa de "o que fazer" e "quando fazer" — a base de qualquer assistente executivo real.

Conceitos-chave:

MCP de tarefas, fonte única de pendências.

O que é:

Reaproveitar diretamente a rotina agendada da Trilha 6.7 pra rodar a nova skill num horário fixo, sem você precisar disparar manualmente.

Por que aprender:

É o que transforma uma skill manual num assistente que trabalha sozinho — o coração do "funcionário digital".

Conceitos-chave:

Reuso de agendamento, execução autônoma.

O que é:

Um prompt pronto que dispara a skill nova pela primeira vez e pede um resumo do que ela fez — sua checagem de "funcionou de verdade".

Por que aprender:

Ver a mão trabalhar de verdade é o que separa "eu li sobre isso" de "eu construí isso".

Conceitos-chave:

Exemplo copy-run, prova de valor.

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7.4 ~35 min

📈 Fase 4 — Crescimento: o ritmo que faz a casa evoluir

Um assistente não termina no dia em que fica pronto. Aqui você fixa o ritmo mensal/trimestral que mantém o contexto atualizado e a memória permanente.

O que é:

Sua vida muda, seu negócio muda — o contexto que você escreveu na Fase 2 fica desatualizado se ninguém revisar. A Fase 4 é o hábito que evita isso.

Por que aprender:

Um assistente com contexto velho começa a dar respostas erradas sem avisar — silenciosamente pior, não quebrado.

Conceitos-chave:

Contexto vivo, obsolescência silenciosa.

O que é:

Um checklist curto: o que mudou no negócio, no time, nas prioridades — e atualizar os arquivos de contexto/ correspondentes.

Por que aprender:

15 minutos por mês é barato; deixar acumular 6 meses de mudança não registrada é caro de corrigir depois.

Conceitos-chave:

Checklist de revisão, cadência fixa.

O que é:

A cada três meses, olhar de novo pra contexto/prioridades.md e decidir: dá pra construir mais uma skill? conectar mais um MCP?

Por que aprender:

A casa cresce um cômodo de cada vez — tentar expandir tudo de uma vez foge do espírito das trilhas anteriores.

Conceitos-chave:

Crescimento incremental, priorização recorrente.

O que é:

Toda vez que você toma uma decisão importante com ajuda do assistente, uma linha curta vai pra registro-de-decisoes/: data, decisão, motivo.

Por que aprender:

Meses depois, "por que decidimos isso mesmo?" vira uma busca de 10 segundos em vez de um mistério.

Conceitos-chave:

Registro append-only, histórico consultável.

O que é:

Diferente de um chatbot que esquece tudo a cada nova conversa, os arquivos da casa são a memória permanente do seu assistente — ela sobrevive de sessão pra sessão.

Por que aprender:

É essa memória persistente que separa um assistente executivo de um chatbot genérico — o tema central do módulo 7.6.

Conceitos-chave:

Memória persistente vs. memória de sessão.

O que é:

Um prompt pronto que pede ao agente pra revisar a casa inteira e sinalizar o que parece desatualizado — sua revisão mensal guiada.

Por que aprender:

Ter o prompt pronto reduz a fricção que faria você pular o ritmo mensal na correria do dia a dia.

Conceitos-chave:

Exemplo copy-run, revisão assistida.

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7.5 ~30 min

💾 Backup e versionamento: a casa não pode desabar

Meses de contexto acumulado num único laptop é um acidente esperando pra acontecer. Aqui você protege a casa com versionamento e backup real.

O que é:

Se a pasta da sua casa só existe no seu computador, um HD que quebra ou um café derramado apaga meses de entrevista, decisões e ajustes.

Por que aprender:

Contexto é o ativo mais caro dessa trilha inteira — proteger ele é tão importante quanto criá-lo.

Conceitos-chave:

Ponto único de falha, ativo digital.

Novo aqui? Git é um programa que guarda o histórico de todas as versões de uma pasta — cada mudança fica registrada com data, sem apagar a anterior.
O que é:

Transformar a pasta da casa num repositório Git, com um commit a cada revisão mensal — o mesmo Git usado no deploy da Trilha 4.

Por que aprender:

Além de backup, você ganha histórico: dá pra ver exatamente o que mudou em cada revisão.

Conceitos-chave:

Git, commit, histórico de versões.

O que é:

A casa contém dados pessoais e de negócio — o repositório remoto (GitHub, GitLab ou similar) tem que ser privado, sempre.

Por que aprender:

Publicar por engano uma pasta com contexto pessoal expõe informação sensível que não volta atrás.

Conceitos-chave:

Repositório privado, dado sensível, segredo (recorda a Trilha 4.4).

O que é:

Uma rotina agendada (Trilha 6.2) que faz commit e push automático toda semana — mesmo se você esquecer de fazer manualmente.

Por que aprender:

Backup que depende de lembrança humana falha; backup agendado não depende de ninguém lembrar.

Conceitos-chave:

Automação de backup, agendamento, resiliência.

O que é:

Se uma entrevista ou skill nova bagunçar um arquivo, o histórico do Git permite voltar pra uma versão anterior com um comando simples.

Por que aprender:

Saber que dá pra desfazer reduz o medo de experimentar mudanças na casa.

Conceitos-chave:

Reversão, checkpoint, segurança pra experimentar.

O que é:

Um prompt pronto que inicializa o Git na pasta da casa, cria o repositório privado remoto e faz o primeiro commit.

Por que aprender:

Deixa a casa protegida antes de você seguir pro capstone final do módulo 7.6.

Conceitos-chave:

Exemplo copy-run, checagem via git log.

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7.6 ~50 min

🏁 Capstone: entrega final e o que separa isso de um chatbot

O fechamento do curso inteiro: os critérios de avaliação do seu capstone, a diferença real entre isso e um chatbot qualquer, e o que você construiu nos últimos 7 dias.

O que é:

A pasta completa da casa, com contexto real (não exemplo fictício), pelo menos uma skill funcionando, MCPs conectados e o repositório com backup — as quatro fases juntas.

Por que aprender:

Ver a lista completa do que "pronto" significa evita fechar o capstone com uma fase pela metade.

Conceitos-chave:

Checklist de entrega, integração das quatro fases.

O que é:

Quatro perguntas: o contexto é específico (não genérico)? a skill resolveu uma dor real? o agendamento está rodando sozinho? o backup existe?

Por que aprender:

Sem critério objetivo fica difícil saber se o capstone terminou ou se ainda falta algo essencial.

Conceitos-chave:

Critério de avaliação, autoavaliação guiada.

O que é:

Três diferenças concretas: (1) contexto do seu projeto — ele sabe quem você é sem você reexplicar; (2) ações de verdade — ele edita, agenda, roda comandos, não só descreve; (3) memória que persiste entre sessões — a casa não esquece.

Por que aprender:

Fecha o círculo aberto lá na Trilha 0.1 ("agente ≠ chatbot") — agora com um exemplo concreto que você mesmo construiu.

Conceitos-chave:

Contexto persistente, ação real, memória entre sessões.

O que é:

Um ambiente configurado (T0), o framework WAT internalizado (T1), mãos via MCP (T2), skills próprias (T3), deploy fora do laptop (T4), interfaces publicadas (T5), agendamento e loops (T6) — e agora um assistente que junta tudo isso (T7).

Por que aprender:

Nomear o que foi construído reforça que não foi teoria solta — foram sete capacidades reais, empilhadas.

Conceitos-chave:

Retrospectiva, capacidades acumuladas.

O que é:

Três direções possíveis: aprofundar uma trilha específica que ficou rasa pra você, adicionar mais uma skill por mês na Fase 4, ou compartilhar o que aprendeu ensinando outra pessoa.

Por que aprender:

Terminar o curso sem próximo passo faz o ritmo morrer — nomear opções concretas mantém o projeto vivo de verdade.

Conceitos-chave:

Continuidade, aprofundamento, ensino como reforço.

O que é:

Um prompt pronto que pede ao próprio assistente pra rodar os quatro critérios de avaliação sobre a sua casa e apontar o que falta, se faltar algo.

Por que aprender:

É o exercício de fechamento do curso inteiro — a prova final de que o assistente entende a si mesmo.

Conceitos-chave:

Exemplo copy-run, autoavaliação, fechamento do curso.

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FIM DO CURSO

🎓 O que você construiu em 7 dias

Você não fez um curso de "prompts prontos". Você montou um ambiente de trabalho, entendeu o ciclo real de um agente de código, deu mãos a ele com MCPs, ensinou processos com skills, tirou tudo do laptop com deploy, deu olhos com interfaces, deu ritmo com agendamento — e agora tem um assistente executivo que carrega seu contexto de sessão em sessão. Isso é o que separa um "funcionário digital" de um chatbot: contexto do seu projeto, ações reais, memória que persiste.

🔍 Aprofundar

Volte a uma trilha que ficou rasa pra você e refaça o exercício copy-run com mais calma.

🌱 Expandir

Use o ritmo trimestral da Fase 4 pra adicionar uma nova skill ou MCP a cada ciclo.

🤝 Ensinar

Mostrar sua casa de contexto pra outra pessoa é a melhor forma de fixar o que você aprendeu.

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