TRILHA 0

🧰 Preparação: seu ambiente

Antes de automatizar qualquer coisa, você precisa de um lugar de trabalho: um terminal sem medo, uma pasta organizada e um agente que sabe o que fazer sem você repetir tudo toda vez. É isso que esta trilha entrega — nada de "receita mágica", é o alicerce que sustenta as outras sete trilhas.

Mesa de trabalho com terminal aceso em tons âmbar escuro, representando o ambiente de trabalho do Claude Code
chatbot × agente de código Chatbot "pergunta" "resposta em texto" Agente de código (Claude Code) 1. Recebe pedido 2. Abre a gaveta (ferramentas) 3. Executa de verdade 4. Volta com o resultado pronto

Legenda: à esquerda, o chatbot só troca mensagens. À direita, o agente de código recebe o pedido, abre a "gaveta de ferramentas", executa no computador de verdade e devolve o trabalho pronto.

6
Módulos
36
Tópicos
~3h
Duração
Iniciante
Nível
0 de 36 0%

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

0.1 ~25 min

🤖 O que é um agente de código (e por que não é um chatbot)

A diferença que muda tudo: um responde, o outro trabalha. Aqui você entende o que o Claude Code realmente é.

O que é:

Um chatbot devolve texto. Você pergunta, ele responde — e para por aí. Não abre arquivo nenhum, não roda comando nenhum.

Por que aprender:

Sem entender esse limite, você espera do chatbot algo que só um agente entrega — e sai frustrado sem saber por quê.

Conceitos-chave:

Entrada de texto → saída de texto. Nenhuma ação real no seu computador.

O que é:

Um agente de código lê arquivos, escreve arquivos, roda comandos no terminal e devolve um resultado que já aconteceu — não só uma descrição do que "poderia" acontecer.

Por que aprender:

É essa capacidade de agir que transforma "conversa" em "automação real" — a base de todo o resto do curso.

Conceitos-chave:

Ferramentas (tools), execução real, resultado verificável.

O que é:

Pensar no Claude Code como um funcionário novo: você dá a tarefa, ele decide o caminho, executa e volta pra te mostrar o resultado.

Por que aprender:

Essa analogia orienta como pedir, como supervisionar e quando confiar mais ou menos — assunto central da Trilha 0.6.

Conceitos-chave:

Delegação, supervisão, confiança crescente.

O que é:

Um programa que roda no seu terminal, conectado a um modelo de IA da Anthropic, com permissão (que você concede) para ler e escrever arquivos e executar comandos.

Por que aprender:

Saber "o que é" tira o mistério e te deixa confortável pra instalar e usar sem medo — tema do módulo 0.2.

Conceitos-chave:

Programa de terminal, modelo de IA, permissão concedida por você.

O que é:

Cada mensagem trocada consome "tokens" — a unidade de cobrança da IA — e uma sessão típica de automação simples fica na faixa de poucos centavos a alguns reais.

Por que aprender:

Sem essa noção, custo vira um medo abstrato que trava o aprendizado — melhor encarar o número real.

Conceitos-chave:

Token, custo por sessão, estimativa (não fatura fixa).

O que é:

Instalar → entender a pasta do projeto → escrever o CLAUDE.md → aprender o modo plano → fixar as regras de segurança.

Por que aprender:

Ver o caminho completo ajuda a não se perder — cada módulo constrói em cima do anterior.

Conceitos-chave:

Progressão: instalar, organizar, orientar, revisar, proteger.

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0.2 ~35 min

⌨️ Instalação em Windows/Mac/Linux, terminal sem medo

O terminal não morde. Passo a passo de instalação nos três sistemas e os quatro comandos que você precisa saber.

O que é:

Uma janela de texto simples onde você digita ordens e o computador executa na hora — sem clicar em ícone nenhum.

Por que aprender:

É onde o Claude Code roda. Perder o medo do terminal é o primeiro degrau de todo o curso.

Conceitos-chave:

Prompt (o "cursor piscando" esperando comando), digitar + Enter.

O que é:

O caminho recomendado no Windows é habilitar o WSL (um Linux dentro do Windows) e instalar por ali.

Por que aprender:

Evita 90% dos problemas de compatibilidade que aparecem tentando instalar direto no Windows puro.

Conceitos-chave:

WSL, terminal do Windows, reiniciar após habilitar.

O que é:

Abrir o app Terminal (já vem pronto) e colar um único comando de instalação.

Por que aprender:

É o caminho mais direto — sem camada extra como o WSL.

Conceitos-chave:

Terminal nativo, script oficial de instalação.

O que é:

cd muda de pasta; ls (Mac/Linux) ou dir (Windows) lista o que tem dentro dela.

Por que aprender:

São os únicos dois comandos que você usa o tempo todo antes de chamar o agente.

Conceitos-chave:

Pasta atual, navegação, listagem.

O que é:

Rodar um comando de versão e ver um número aparecer — sinal de que a instalação deu certo.

Por que aprender:

Evita seguir em frente sobre uma instalação quebrada.

Conceitos-chave:

Comando de verificação, número de versão.

O que é:

Digitar o comando que abre o Claude Code dentro de uma pasta e mandar a primeira mensagem.

Por que aprender:

É o "hello world" do curso — a partir daqui tudo é prática.

Conceitos-chave:

Sessão, prompt de entrada, resposta do agente.

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0.3 ~25 min

📁 Anatomia de um projeto

O que é uma pasta de projeto, o que é um repositório, e o que o Claude Code cria por baixo dos panos.

O que é:

Uma pasta comum no seu computador, dedicada a um projeto — nada de mágico, só organização.

Por que aprender:

O agente só enxerga o que está dentro da pasta aberta — misturar projetos confunde o contexto.

Conceitos-chave:

Um projeto = uma pasta = um contexto.

O que é:

Uma pasta de projeto com um histórico de versões guardado (via git) — cada mudança fica registrada e pode ser desfeita.

Por que aprender:

É o que vai permitir "publicar" a automação na Trilha 4.

Conceitos-chave:

Repositório (repo), histórico de versões, git.

O que é:

Pastas comuns: código-fonte, arquivos de configuração, o CLAUDE.md, e uma pasta `.claude/` com skills e preferências.

Por que aprender:

Reconhecer esses nomes evita confusão quando o agente citar algum deles.

Conceitos-chave:

Código-fonte, configuração, `.claude/`.

O que é:

Os arquivos moram no seu computador; só o texto da conversa e trechos necessários viajam até o modelo de IA para gerar a resposta.

Por que aprender:

Tira a dúvida "meus arquivos ficam expostos?" — assunto retomado no módulo 0.6.

Conceitos-chave:

Local vs. nuvem, o que trafega em cada mensagem.

O que é:

Criar uma pasta nova, entrar nela pelo terminal e abrir o Claude Code ali dentro.

Por que aprender:

É o ritual que você vai repetir em toda automação nova do curso.

Conceitos-chave:

mkdir, cd, abrir o agente na pasta certa.

O que é:

Misturar vários projetos numa pasta só, ou abrir o agente na pasta errada (ex.: na raiz do usuário).

Por que aprender:

Evita que o agente "veja" e mexa em arquivos de outros projetos sem querer.

Conceitos-chave:

Um projeto por pasta, abrir sempre no lugar certo.

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0.4 ~30 min

🧠 O CLAUDE.md como cérebro do projeto

O arquivo que o agente lê toda sessão. Por que enxuto vence gigante — e um exemplo real pra copiar.

O que é:

Um arquivo de texto simples, na raiz do projeto, que o agente lê automaticamente sempre que abre a pasta.

Por que aprender:

É o jeito de você "ensinar" regras fixas ao agente sem repeti-las em toda conversa.

Conceitos-chave:

Leitura automática, regras persistentes.

O que é:

Cada nova sessão de conversa "esquece" a conversa anterior. O CLAUDE.md é o jeito de dar continuidade mínima ao agente.

Por que aprender:

Explica por que colocar informação chave ali, e não só falar de boca.

Conceitos-chave:

Sessão nova, memória zerada, contexto persistente via arquivo.

O que é:

Um CLAUDE.md de 20 linhas bem escritas orienta melhor que um de 500 linhas genéricas — o agente lê tudo, e informação demais dilui o que importa.

Por que aprender:

É o erro mais comum de quem começa: "documentar tudo" no arquivo errado.

Conceitos-chave:

Sinal vs. ruído, regras essenciais primeiro.

O que é:

Um modelo pronto de CLAUDE.md enxuto que você adapta ao seu projeto (completo no módulo 0.4).

Por que aprender:

Copiar um bom exemplo é mais rápido que aprender a estrutura do zero.

Conceitos-chave:

Seções: objetivo, regras, comandos, o que nunca fazer.

O que é:

Se o projeto crescer, detalhe extra vai para arquivos separados que o CLAUDE.md aponta — não para dentro dele.

Por que aprender:

Prepara o terreno pro conceito de skills, aprofundado na Trilha 3.

Conceitos-chave:

Apontar em vez de inchar.

O que é:

Pedir "resuma este projeto" logo depois de escrever o arquivo — se a resposta bater com o que você escreveu, funcionou.

Por que aprender:

É o exercício final da trilha, feito no módulo 0.6.

Conceitos-chave:

Verificação prática, feedback imediato.

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0.5 ~25 min

📋 Modo plano: revisar antes de executar

O agente mostra o que vai fazer antes de fazer. Você aprova, corrige ou cancela — sem susto.

O que é:

Um modo em que o agente escreve o passo a passo do que pretende fazer e espera sua aprovação antes de executar qualquer coisa.

Por que aprender:

É a rede de segurança mais simples do curso — você vê antes de acontecer.

Conceitos-chave:

Plano, aprovação, execução condicionada.

O que é:

Você pede algo → o agente escreve o plano → você lê, edita ou aprova → só então ele executa de verdade.

Por que aprender:

Fecha o entendimento visual desse ciclo (diagrama completo no módulo 0.5).

Conceitos-chave:

Pedido → plano → revisão → execução.

O que é:

Tarefas grandes, que mexem em muitos arquivos, ou que envolvem apagar/publicar coisas: sempre em modo plano. Tarefas pequenas e reversíveis: opcional.

Por que aprender:

Usar sempre trava o ritmo; nunca usar é arriscado — o equilíbrio importa.

Conceitos-chave:

Risco da tarefa, reversibilidade.

O que é:

Você pode pedir ajuste no plano ("faz sem o passo 3", "usa outro nome de pasta") antes de aprovar.

Por que aprender:

Corrigir o plano é muito mais barato que desfazer uma execução.

Conceitos-chave:

Feedback antes da ação, custo de correção.

O que é:

Passos vagos ("ajustar arquivos necessários"), ou que citam apagar/sobrescrever algo que você não pediu.

Por que aprender:

Saber reconhecer isso é o que faz o modo plano valer a pena.

Conceitos-chave:

Especificidade, escopo do plano.

O que é:

Pedir algo pequeno em modo plano e observar o plano gerado antes de aprovar.

Por que aprender:

Prática vale mais que teoria — ver um plano real fixa o conceito.

Conceitos-chave:

Repetição, familiaridade com o fluxo.

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0.6 ~30 min

🔒 Permissões e segurança: o que nunca deixar o agente fazer

A lista de "nunca sem revisão" e o exercício final: criar o projeto e fazer o agente se apresentar.

O que é:

Comandos que apagam várias pastas/arquivos de uma vez merecem sempre modo plano e leitura atenta.

Por que aprender:

É a categoria de erro mais cara e mais difícil de desfazer.

Conceitos-chave:

Irreversibilidade, revisão obrigatória.

O que é:

"Produção" é o ambiente ao vivo, usado por pessoas reais — diferente do ambiente de teste, isolado.

Por que aprender:

Aprofundado na Trilha 4, mas a regra de ouro nasce aqui: nunca publicar sem revisar.

Conceitos-chave:

Produção, ambiente de teste.

O que é:

Deixar claro no CLAUDE.md que nada vai ao ar (site, post, e-mail) sem sua aprovação explícita.

Por que aprender:

Uma regra escrita no arquivo é lida sempre — evita publicação acidental.

Conceitos-chave:

Regra explícita, aprovação humana no laço.

O que é:

Uma tabela com o que autorizar de cara e o que sempre revisar antes (completa no módulo 0.6).

Por que aprender:

Serve de referência rápida quando a dúvida bater no meio de uma tarefa.

Conceitos-chave:

Confiança gradual, lista de checagem.

O que é:

Criar o projeto, escrever o CLAUDE.md e pedir ao agente para resumir o próprio projeto — fechando o ciclo da Trilha 0.

Por que aprender:

É a prova de que o ambiente está pronto pra Trilha 1.

Conceitos-chave:

Verificação final, "ambiente pronto".

O que é:

Com terminal, projeto, CLAUDE.md, modo plano e regras de segurança prontos, a Trilha 1 apresenta o framework WAT.

Por que aprender:

Fecha a trilha com clareza do próximo passo.

Conceitos-chave:

Transição de trilha, ambiente pronto.

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