Como ler: a caixa grande é o harness — nada acontece fora dela. Dentro, o loop gira (planejar → executar → testar) e volta pela seta de cima quando o teste falha. A trilha ensina a montar a caixa (módulo 2.1) e a fazer o giro parar na hora certa (módulo 2.2).
Mapa da trilha
Conteúdo detalhado
⚙️ Harness Engineering
A engenharia da estrutura que envolve o modelo: instruções, contexto, ferramentas, permissões, sandbox, memória, estado, observabilidade, verificadores e limites.
O conjunto que define o que o agente vê, quais ferramentas pode usar, quais ações pode executar, quais regras segue, como o contexto é selecionado, como o estado é preservado, como o resultado é verificado, quando parar e o que exige aprovação.
Trocar de modelo melhora alguns pontos percentuais; montar um harness decente muda o resultado de categoria. É a alavanca com maior retorno.
Harness = sistema ao redor do modelo · O diferencial não está no prompt · Todo poder concedido precisa de limite correspondente.
A escolha deliberada dos arquivos, documentos e exemplos relevantes para a tarefa — em vez de jogar o repositório inteiro na entrada.
Contexto irrelevante não é neutro: ele dilui o sinal, aumenta custo e faz o agente imitar padrões que você não quer replicar.
Curadoria > volume · Exemplo bom vale mais que descrição longa · Fonte única de verdade evita instrução conflitante.
A lista explícita de recursos disponíveis (terminal, editor, busca, testes, banco, APIs) e o que pode ser lido, alterado, executado ou publicado com cada um.
Permissão implícita é permissão total. A maior parte dos incidentes com agentes é acesso que ninguém decidiu conceder — apenas não negou.
Menor privilégio · Ação irreversível exige aprovação · Ferramenta sem limite é ferramenta perigosa.
Um ambiente isolado (container, worktree, branch, base de dados descartável) onde o agente executa sem afetar produção nem o seu ambiente de trabalho.
Sandbox é o que transforma "erro do agente" em "tentativa descartada". Sem isolamento, cada tentativa é um risco real.
Isolamento permite autonomia maior · Estado descartável > estado precioso · Reversibilidade é pré-requisito de velocidade.
Memória são informações persistentes ou temporárias usadas na tarefa; estado é o registro do ponto atual do trabalho; observabilidade são os logs, métricas e histórico das ações.
Sem estado, o agente reinicia do zero a cada interrupção. Sem observabilidade, você não consegue auditar nem explicar o que aconteceu.
Estado permite retomar · Log é evidência, não enfeite · Memória sem curadoria vira ruído acumulado.
Testes e validações que avaliam a qualidade do resultado, somados aos tetos de tempo, custo, número de tentativas, arquivos modificados e ações permitidas.
O verificador é o que autoriza autonomia: quanto melhor ele for, mais você pode delegar sem medo. Os limites são o freio quando o verificador falha.
Verificador fraco = autonomia perigosa · Limite de arquivos mantém o diff revisável · Aprovação humana em ação crítica é parte do harness.
🔄 Loop Engineering
Ciclos de execução e correção: observar, planejar, executar, testar, avaliar, corrigir — com condição de parada, limite de tentativas, custo, rollback e fallback.
O ciclo padrão de um agente: observar, entender, planejar, executar, testar, avaliar, corrigir e repetir.
Loop Engineering não é mandar a IA "continuar até funcionar" — é criar uma sequência controlada, mensurável e verificável.
Cada volta precisa de sinal novo · Sem avaliação não há correção · Repetir sem medir é gastar dinheiro.
Um alvo que pode ser checado por um comando, mais o registro persistente do que já foi feito entre as voltas do loop.
Loop com objetivo subjetivo nunca termina; loop sem estado refaz trabalho e se contradiz.
Objetivo = comando que responde sim/não · Estado persistente permite retomar · Progresso mensurável evita loop cego.
As três saídas de qualquer loop: terminou com sucesso, esgotou tentativas/custo, ou detectou que não está progredindo e deve parar pedindo ajuda.
A parada por desistência é a que quase ninguém implementa — e é justamente ela que evita a queima de orçamento em looping infinito.
Toda saída precisa ser explícita · Parar e perguntar é resultado válido · Sem teto, o loop consome até alguém notar.
Tetos explícitos de repetição e de consumo, com a regra de que a mesma ação não deve ser repetida sem mudança de abordagem.
Agente preso repete a mesma correção com pequenas variações. Sem limite de tentativas, isso vira custo puro e nenhum progresso.
Mesma falha 2x = mude a estratégia · Custo é limite de projeto, não detalhe · Medir por tentativa revela loops improdutivos.
Rollback devolve o sistema ao estado anterior; fallback define a alternativa quando o caminho principal não funciona.
A capacidade de desfazer é o que define quanto risco você pode aceitar. Onde não há rollback, não há autonomia.
Migração precisa ser reversível · Branch/worktree é rollback barato · Fallback evita parada total do fluxo.
A interrupção obrigatória do loop antes de ações críticas: deploy, migração, mudança de permissão, alteração em produção.
Aprovação no lugar errado vira carimbo automático; no lugar certo, ela é o último ponto de controle antes do dano.
Aprovar com evidência, não por confiança · Poucas aprovações e sérias > muitas e ignoradas · Reversível pode ser automático.