TRILHA 2

⚙️ Harness & Loop Engineering

O modelo é só uma peça. Esta trilha monta o resto: o harness (o que o agente vê, pode usar e tem permissão de fazer) e o loop (o ciclo de executar, testar e corrigir — com condição de parada, limites e rollback).

2
Módulos
12
Tópicos
~1h50
Duração
Core
Nível
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HARNESS · o sistema em volta do modelo contexto ferramentas permissões sandbox limites planejar executar testar volta corrigindo — até a condição de parada

Como ler: a caixa grande é o harness — nada acontece fora dela. Dentro, o loop gira (planejar → executar → testar) e volta pela seta de cima quando o teste falha. A trilha ensina a montar a caixa (módulo 2.1) e a fazer o giro parar na hora certa (módulo 2.2).

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

2.1~55 min

⚙️ Harness Engineering

A engenharia da estrutura que envolve o modelo: instruções, contexto, ferramentas, permissões, sandbox, memória, estado, observabilidade, verificadores e limites.

O que é:

O conjunto que define o que o agente vê, quais ferramentas pode usar, quais ações pode executar, quais regras segue, como o contexto é selecionado, como o estado é preservado, como o resultado é verificado, quando parar e o que exige aprovação.

Por que aprender:

Trocar de modelo melhora alguns pontos percentuais; montar um harness decente muda o resultado de categoria. É a alavanca com maior retorno.

Conceitos-chave:

Harness = sistema ao redor do modelo · O diferencial não está no prompt · Todo poder concedido precisa de limite correspondente.

O que é:

A escolha deliberada dos arquivos, documentos e exemplos relevantes para a tarefa — em vez de jogar o repositório inteiro na entrada.

Por que aprender:

Contexto irrelevante não é neutro: ele dilui o sinal, aumenta custo e faz o agente imitar padrões que você não quer replicar.

Conceitos-chave:

Curadoria > volume · Exemplo bom vale mais que descrição longa · Fonte única de verdade evita instrução conflitante.

O que é:

A lista explícita de recursos disponíveis (terminal, editor, busca, testes, banco, APIs) e o que pode ser lido, alterado, executado ou publicado com cada um.

Por que aprender:

Permissão implícita é permissão total. A maior parte dos incidentes com agentes é acesso que ninguém decidiu conceder — apenas não negou.

Conceitos-chave:

Menor privilégio · Ação irreversível exige aprovação · Ferramenta sem limite é ferramenta perigosa.

O que é:

Um ambiente isolado (container, worktree, branch, base de dados descartável) onde o agente executa sem afetar produção nem o seu ambiente de trabalho.

Por que aprender:

Sandbox é o que transforma "erro do agente" em "tentativa descartada". Sem isolamento, cada tentativa é um risco real.

Conceitos-chave:

Isolamento permite autonomia maior · Estado descartável > estado precioso · Reversibilidade é pré-requisito de velocidade.

O que é:

Memória são informações persistentes ou temporárias usadas na tarefa; estado é o registro do ponto atual do trabalho; observabilidade são os logs, métricas e histórico das ações.

Por que aprender:

Sem estado, o agente reinicia do zero a cada interrupção. Sem observabilidade, você não consegue auditar nem explicar o que aconteceu.

Conceitos-chave:

Estado permite retomar · Log é evidência, não enfeite · Memória sem curadoria vira ruído acumulado.

O que é:

Testes e validações que avaliam a qualidade do resultado, somados aos tetos de tempo, custo, número de tentativas, arquivos modificados e ações permitidas.

Por que aprender:

O verificador é o que autoriza autonomia: quanto melhor ele for, mais você pode delegar sem medo. Os limites são o freio quando o verificador falha.

Conceitos-chave:

Verificador fraco = autonomia perigosa · Limite de arquivos mantém o diff revisável · Aprovação humana em ação crítica é parte do harness.

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2.2~55 min

🔄 Loop Engineering

Ciclos de execução e correção: observar, planejar, executar, testar, avaliar, corrigir — com condição de parada, limite de tentativas, custo, rollback e fallback.

O que é:

O ciclo padrão de um agente: observar, entender, planejar, executar, testar, avaliar, corrigir e repetir.

Por que aprender:

Loop Engineering não é mandar a IA "continuar até funcionar" — é criar uma sequência controlada, mensurável e verificável.

Conceitos-chave:

Cada volta precisa de sinal novo · Sem avaliação não há correção · Repetir sem medir é gastar dinheiro.

O que é:

Um alvo que pode ser checado por um comando, mais o registro persistente do que já foi feito entre as voltas do loop.

Por que aprender:

Loop com objetivo subjetivo nunca termina; loop sem estado refaz trabalho e se contradiz.

Conceitos-chave:

Objetivo = comando que responde sim/não · Estado persistente permite retomar · Progresso mensurável evita loop cego.

O que é:

As três saídas de qualquer loop: terminou com sucesso, esgotou tentativas/custo, ou detectou que não está progredindo e deve parar pedindo ajuda.

Por que aprender:

A parada por desistência é a que quase ninguém implementa — e é justamente ela que evita a queima de orçamento em looping infinito.

Conceitos-chave:

Toda saída precisa ser explícita · Parar e perguntar é resultado válido · Sem teto, o loop consome até alguém notar.

O que é:

Tetos explícitos de repetição e de consumo, com a regra de que a mesma ação não deve ser repetida sem mudança de abordagem.

Por que aprender:

Agente preso repete a mesma correção com pequenas variações. Sem limite de tentativas, isso vira custo puro e nenhum progresso.

Conceitos-chave:

Mesma falha 2x = mude a estratégia · Custo é limite de projeto, não detalhe · Medir por tentativa revela loops improdutivos.

O que é:

Rollback devolve o sistema ao estado anterior; fallback define a alternativa quando o caminho principal não funciona.

Por que aprender:

A capacidade de desfazer é o que define quanto risco você pode aceitar. Onde não há rollback, não há autonomia.

Conceitos-chave:

Migração precisa ser reversível · Branch/worktree é rollback barato · Fallback evita parada total do fluxo.

O que é:

A interrupção obrigatória do loop antes de ações críticas: deploy, migração, mudança de permissão, alteração em produção.

Por que aprender:

Aprovação no lugar errado vira carimbo automático; no lugar certo, ela é o último ponto de controle antes do dano.

Conceitos-chave:

Aprovar com evidência, não por confiança · Poucas aprovações e sérias > muitas e ignoradas · Reversível pode ser automático.

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