TRILHA 6 · MÃO NA MASSA

🚀 Exercício prático: o fluxo completo

Aqui você não lê sobre o método — você executa. Em oito etapas, num repositório real e pequeno, você monta a especificação, configura o harness, define o loop, implementa, aplica os quality gates, faz a revisão independente e prepara a entrega com evidências.

2
Módulos
12
Etapas
~2h30
Duração
Prática
Formato
0%0 de 12
1 · escolher o problema 2 · especificação 3 · harness 4 · loop 5 · implementação 6 · quality gates 7 · revisão independente 8 · entrega PR com evidências anexadas

Como ler: as quatro primeiras etapas (módulo 6.1) são preparação — nenhuma linha de código de produção é escrita nelas. As quatro seguintes (módulo 6.2, em ciano) são execução e verificação. Se a preparação for boa, a execução é rápida; se você pular a preparação, vai reconhecer todos os problemas descritos na trilha 4.

🧰 Antes de começar

O que você precisa

  • • Um repositório seu, pequeno, com testes que rodam.
  • • Um agente de código (Claude Code, Codex, Cursor — tanto faz).
  • • Uma branch nova. Nada disto acontece na branch principal.
  • • 2 a 3 horas sem interrupção — ou duas sessões de 90 minutos.

Como escolher a tarefa

  • • Pequena: cabe em 3 a 5 arquivos.
  • • Verificável: dá para provar com teste que ficou pronta.
  • • Real: algo que estava mesmo na sua lista.
  • • Reversível: nada de migração de banco ou mudança de contrato público.

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

6.1~75 min

🧱 Exercício: spec, harness e loop

Etapas 1 a 4 do projeto final: escolher o problema, escrever a especificação completa, configurar o harness com limites e desenhar o loop de execução — tudo antes da primeira linha de código.

O que é:

A seleção de uma funcionalidade, bug ou módulo legado do seu próprio repositório para servir de caso do exercício.

Por que aprender:

Escolher errado é o jeito mais comum de o exercício falhar: tarefa grande demais impede fechar o ciclo e você não vê o método funcionando.

Conceitos-chave:

3 a 5 arquivos · verificável por teste · reversível · algo que já estava na sua lista.

O que é:

A aplicação do módulo 1.2 no seu caso: problema, objetivo, escopo, fora do escopo, entradas, saídas, contratos, erros, restrições, critérios, testes e definição de pronto.

Por que aprender:

É aqui que o exercício se paga: você vai descobrir, ainda no papel, decisões que teria delegado sem perceber.

Conceitos-chave:

Critério verificável · escopo negativo explícito · toda suposição vira pergunta respondida antes de codar.

O que é:

Definir ferramentas, contexto, permissões e limites: o AGENTS.md do módulo 2.1, a branch/worktree isolada e o comando de teste rápido.

Por que aprender:

Sem isso, você vai passar o exercício inteiro repetindo restrições no chat — e algumas vão escapar.

Conceitos-chave:

Permissão implícita é total · isolamento torna o erro barato · comando de teste documentado.

O que é:

O ciclo de execução, teste e correção com objetivo verificável, limite de tentativas, condição de parada por falta de progresso e ponto de aprovação humana.

Por que aprender:

O loop escrito antes é o que impede a sessão de virar "tenta de novo" até o cansaço.

Conceitos-chave:

Objetivo = comando · máximo de tentativas · mesma falha 2x → parar · testes intocáveis.

O que é:

Um arquivo simples onde você anota tempo gasto, tentativas, custo, o que o agente supôs e onde você precisou intervir.

Por que aprender:

Sem registro, o exercício vira impressão. Com registro, ele vira o argumento que você leva para o time.

Conceitos-chave:

Medir a própria prática · intervenção humana é dado · comparação antes/depois.

O que é:

A checagem final antes de liberar o agente: spec com critérios verificáveis, PERGUNTAS respondidas, AGENTS.md no lugar, branch isolada, comando de teste funcionando e limites definidos.

Por que aprender:

Cada item que faltar aqui vira uma correção cara no módulo 6.2 — ou um resultado que passa nos testes e está errado.

Conceitos-chave:

Preparação boa = execução rápida · nada de código ainda · pronto significa pronto.

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6.2~75 min

🏁 Exercício: execução, gates, revisão e entrega

Etapas 5 a 8: executar a menor mudança possível, aplicar build, lint, testes e segurança, rodar a revisão independente e preparar o pull request com evidências.

O que é:

Rodar o loop definido na etapa 4, exigindo o plano antes da implementação e a menor mudança que satisfaça os critérios.

Por que aprender:

Aprovar o plano custa dois minutos e evita refazer uma hora de implementação na direção errada.

Conceitos-chave:

Plano aprovado antes · menor mudança · saída real dos testes colada, nunca resumida.

O que é:

Rodar a bateria completa do módulo 3.3 sobre a mudança e registrar o resultado de cada portão.

Por que aprender:

É onde você descobre quais gates o seu repositório ainda não tem — e essa lista é um produto valioso do exercício.

Conceitos-chave:

Gate ausente também é resultado · nenhum segredo, nenhuma dependência nova sem aprovação · evidência anexada.

O que é:

Abrir uma sessão limpa e revisar a mudança com o prompt do módulo 3.2, recebendo apenas especificação e diff.

Por que aprender:

É a etapa que mais surpreende quem faz o exercício: o revisor encontra coisas que o implementador defendia com confiança.

Conceitos-chave:

Independência de contexto · achados com severidade · você decide o que vira mudança.

O que é:

Montar o pull request com spec, diff, saída real dos testes, resultado dos gates, achados da revisão e o que ficou fora do escopo.

Por que aprender:

Um PR com evidência é revisado em minutos; um PR sem evidência é revisado no boca a boca — ou aprovado sem leitura.

Conceitos-chave:

Evidência anexada > narrativa · o que ficou fora também se declara · aprovação humana registrada.

O que é:

A revisão do próprio processo: onde você precisou intervir, quais suposições o agente fez, quais gates faltaram e quanto custou.

Por que aprender:

Cada intervenção sua é candidata a virar rule, gate ou item do AGENTS.md — é assim que o sistema melhora sozinho na próxima tarefa.

Conceitos-chave:

Intervenção → regra · gate ausente → backlog · aprendizado registrado, não lembrado.

O que é:

A reunião dos artefatos produzidos: modelo de spec, AGENTS.md, modelo de loop, rules, skills, checklist de gates, fluxo de review, playbooks e checklist de governança.

Por que aprender:

Esse kit é o que transforma um workshop de dois dias em mudança permanente de prática — porque ele volta para o repositório com você.

Conceitos-chave:

Artefato versionado > anotação · comece pelo que você já usou no exercício · compartilhe com o time.

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