TRILHA 5

🛡️ Playbooks, Skills, Rules e Governança

Transformar o que você aprendeu em processo reutilizável: procedimentos para tarefas recorrentes, capacidades empacotadas, regras permanentes que limitam decisões arbitrárias e os cinco níveis de autonomia.

3
Módulos
18
Tópicos
~2h30
Duração
Avançado
Nível
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1 · assistênciasó sugere 2 · supervisionadaaprova cada ação 3 · controladapassa por gates 4 · operacionalfluxo completo, com regras 5 · crítica não adotar sem rigor extremo

Como ler: a escada sobe em autonomia, mas cada degrau só é alcançável com o controle do degrau anterior instalado. O topo aparece em vermelho de propósito: o nível 5 não é a meta do curso — é o limite que a maioria das organizações não deveria cruzar.

Mapa da trilha

Conteúdo detalhado

5.1~50 min

📘 Playbooks e processos reutilizáveis

Procedimentos para tarefas recorrentes: nova funcionalidade, correção de bug, modernização de legado, revisão de PR, refatoração, dependências, migração de banco, incidentes e validação antes do deploy.

O que é:

Um procedimento reutilizável para uma tarefa recorrente, escrito como sequência de passos com entradas, saídas e critério de conclusão.

Por que aprender:

O playbook é o que torna o resultado repetível entre pessoas e entre agentes — e é onde o conhecimento do time para de depender de quem está de plantão.

Conceitos-chave:

Passos ordenados > princípios genéricos · Um playbook por tarefa recorrente · Ele evolui com o retorno da prática.

O que é:

Ler a especificação → confirmar escopo → mapear impacto → criar plano → implementar mudança mínima → criar testes → executar quality gates → revisar → documentar → preparar pull request.

Por que aprender:

É o caminho padrão do trabalho novo. Ter isso escrito elimina a variação de qualidade entre a segunda e a sexta-feira.

Conceitos-chave:

Confirmar escopo antes de codar · Mapear impacto revela o que quebra · Documentar faz parte do pronto.

O que é:

Reproduzir o erro → registrar evidência → identificar causa → criar teste que falha → implementar correção → executar regressão → revisar impacto → documentar.

Por que aprender:

A ordem importa: sem reprodução, você conserta o que imagina; sem teste que falha antes, não há prova de que o bug foi embora.

Conceitos-chave:

Reprodução é o primeiro passo · Teste que falha antes = prova · Regressão fecha o ciclo.

O que é:

Mapear dependências → criar testes de caracterização → definir fronteira → criar adaptador → migrar módulo pequeno → executar em paralelo → comparar resultados → liberar gradualmente.

Por que aprender:

É a trilha 4 condensada em procedimento — o formato em que ela realmente é usada no dia a dia.

Conceitos-chave:

Um módulo por vez · Comparação antes da troca · Liberação gradual mantém a volta disponível.

O que é:

Coletar logs → classificar gravidade → preservar evidências → identificar causa provável → criar mitigação → validar → aplicar correção → registrar aprendizado.

Por que aprender:

Sob pressão ninguém improvisa bem. O playbook é o que impede que a primeira reação apague a evidência do que aconteceu.

Conceitos-chave:

Preservar antes de agir · Mitigar ≠ corrigir · Aprendizado registrado vira regra ou gate.

O que é:

A prática de revisar o playbook toda vez que ele falha na realidade — e de guardar no repositório, versionado como código.

Por que aprender:

Playbook que não é usado apodrece e passa a atrapalhar: o agente segue um procedimento que já não descreve o sistema.

Conceitos-chave:

Falhou na prática? atualize · Versionado no repositório · Poucos e bons > muitos e mortos.

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5.2~50 min

🧩 Skills e Rules

Skills como capacidades reutilizáveis (analisar repositório, gerar spec, criar plano, implementar, revisar, testar) e rules como limites permanentes de comportamento.

O que é:

Uma capacidade reutilizável que orienta o agente numa tarefa específica: analisar repositório, gerar especificação, criar plano, reproduzir bug, gerar testes, revisar arquitetura ou segurança, preparar PR.

Por que aprender:

Skill é o playbook em formato que o agente consome direto — deixa de ser você recolando o mesmo prompt toda semana.

Conceitos-chave:

Skill ≈ playbook executável · Uma tarefa por skill · Reuso reduz variação de qualidade.

O que é:

Objetivo, quando usar, entradas, ferramentas, etapas, critérios de aceitação, ações proibidas, tratamento de falhas, formato da saída e verificações obrigatórias.

Por que aprender:

"Quando usar" e "ações proibidas" são os campos que separam uma skill útil de um prompt salvo — o primeiro faz o agente escolher certo, o segundo evita o dano.

Conceitos-chave:

Quando usar > o que faz · Formato de saída torna a skill componível · Verificação obrigatória fecha o loop.

O que é:

O critério de priorização: comece pelas tarefas que você repete muito e que hoje saem com qualidade inconsistente.

Por que aprender:

Skill de tarefa rara é manutenção sem retorno. Skill de tarefa semanal se paga na primeira semana.

Conceitos-chave:

Repetição justifica empacotar · Variação alta = ganho alto · Comece com 3 a 5 skills, não 30.

O que é:

Regras permanentes ou condicionais que limitam o comportamento dos agentes — nunca alterar testes para esconder falha, nunca inserir segredos, não fazer deploy sem aprovação, não refatorar fora do escopo.

Por que aprender:

Rules reduzem decisões arbitrárias. Elas não dependem de você lembrar de escrever a mesma proibição em cada tarefa.

Conceitos-chave:

Skill = capacidade, rule = limite · Regra vale em toda tarefa · Poucas e claras > muitas e ignoradas.

O que é:

O núcleo duro: não expor segredos, preservar APIs públicas, não remover logs de segurança, não modificar banco de produção diretamente, produzir evidência dos testes.

Por que aprender:

São as regras cuja violação custa caro e é difícil de reverter — merecem estar escritas e, quando possível, viradas gate.

Conceitos-chave:

Regra crítica também vira verificação · API pública é contrato · Evidência é obrigação, não cortesia.

O que é:

Regras que fixam limite de tentativas, teto de custo, exigência de aprovação antes de ações destrutivas e proibição de refatoração fora do escopo.

Por que aprender:

É onde a governança encontra o loop: a rule é a versão escrita e permanente dos limites que você configurou na trilha 2.

Conceitos-chave:

Limite escrito vale para todo agente · Destrutivo pede humano · Rule sem verificação depende de obediência.

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5.3~50 min

🛡️ Governança e níveis de autonomia

Identidade do agente, permissões, auditoria, controle de custos, dados acessíveis, política de segurança — e os cinco níveis de autonomia, do assistente ao crítico.

O que é:

O conjunto de controles que define como a IA pode operar dentro da empresa: identidade, permissões, responsabilidades, auditoria, logs, custos, ambientes, dados, ações proibidas e tratamento de incidentes.

Por que aprender:

Sem governança, a adoção acontece de qualquer jeito — e a organização descobre suas regras depois do primeiro incidente.

Conceitos-chave:

Governança habilita, não só proíbe · Controle escrito > norma implícita · Ela precisa caber no fluxo de trabalho.

O que é:

Credencial própria, escopo mínimo de acesso, responsabilidades declaradas e trilha de auditoria por ação.

Por que aprender:

Agente rodando com a credencial pessoal de alguém torna impossível auditar e responsabilizar — e concede acesso que ninguém revisou.

Conceitos-chave:

Identidade própria sempre · Menor privilégio · Toda ação rastreável até quem autorizou.

O que é:

Teto de gasto por equipe e por tarefa, ambientes autorizados para execução, quais dados podem entrar no contexto e política de retenção.

Por que aprender:

Dado pessoal ou segredo em contexto de terceiro é incidente de privacidade, não detalhe técnico — e custo sem teto vira surpresa no fechamento do mês.

Conceitos-chave:

Dado sensível não entra no contexto · Ambiente autorizado é lista curta · Custo por tarefa é métrica de gestão.

O que é:

Nível 1 assistência (só sugere) · 2 execução supervisionada (cada ação importante aprovada) · 3 execução controlada (tarefas delimitadas com quality gates) · 4 autonomia operacional limitada (fluxos completos dentro de regras e ambientes) · 5 autonomia crítica.

Por que aprender:

O nível 5 não deve ser adotado sem controles extremamente rigorosos. Saber onde você está evita conversas confusas sobre "usar IA ou não".

Conceitos-chave:

O nível é por tipo de tarefa, não por empresa · Subir de nível exige o controle do anterior · Nível 5 é limite, não meta.

O que é:

O processo de promover um tipo de tarefa a mais autonomia com base em números: taxa de aprovação sem correção, incidentes causados, custo por tarefa e tempo de revisão.

Por que aprender:

Autonomia concedida por empolgação volta atrás no primeiro susto — e aí o time perde também o que já funcionava.

Conceitos-chave:

Medir antes de promover · Piloto delimitado · Rebaixar também é decisão válida.

O que é:

Um documento curto que responde: quem é o agente, o que pode acessar, o que pode fazer sozinho, o que exige aprovação, quanto pode gastar, o que é registrado e quem responde.

Por que aprender:

É o artefato que permite escalar o uso de IA para outros times sem repetir a discussão inteira a cada vez.

Conceitos-chave:

Uma página, não um manual · Revisão periódica · Sem dono, não existe governança.

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