O segredo: você já sabe isso
Descubra que os 7 princípios são gestão de gente escrita para quem não deduz nada.
O que é
Troque a palavra “agente” por “funcionário novo” e releia os 7 princípios: nenhum soa estranho para quem já liderou alguém. Intenção é a descrição do cargo; contexto é o onboarding; dados são o sistema oficial; critério são metas; autonomia é a alçada; observação é o relatório; supervisão é a reunião 1:1. O relatório sobre “nova era da IA” deu nome novo a práticas antigas.
Por que aprender
Quem acha que gerenciar agentes exige aprender tudo do zero trava antes de começar. Perceber que você já sabe boa parte do método tira o medo e acelera a primeira delegação. E dá um critério simples: se você não delegaria assim para uma pessoa, não delegue assim para uma IA.
Conceitos-chave
- Cargo: intenção, para que a vaga existe.
- Onboarding: contexto, o que se ensina no 1º dia.
- Alçada: autonomia, “até R$ 500 você decide”.
- 1:1: supervisão, revisar, corrigir, promover ou não.
O que é
Um funcionário novo deduz muita coisa: observa colegas, percebe o tom da empresa, pergunta no corredor. O agente não faz nada disso; ele trabalha só com o que está escrito na instrução e nos dados a que tem acesso. Tudo o que uma pessoa deduziria precisa virar texto: o tom, a fonte que vale, o que fazer quando falta informação, quando parar.
Por que aprender
A maior parte dos erros de agentes vem do que “era óbvio” para quem delegou. Com uma pessoa, a falta de clareza custa caro devagar; com um agente, custa na hora e em escala. Listar o implícito é o jeito mais barato de evitar esse erro.
Conceitos-chave
- Tom: como falar com cliente, formal ou próximo.
- Fonte: qual planilha ou sistema vale, e qual não.
- Se faltar: o que fazer quando o dado não existe.
- Parar: em que situação ele te chama.
O que é
Agentes de código, como Claude Code e Codex, são programas de IA que trabalham dentro de um repositório, a pasta de um projeto com todo o seu histórico. Quem usa esses agentes já pratica os 7 princípios todo dia: o modo plano (o agente propõe antes de mexer), o CLAUDE.md ou AGENTS.md (arquivo com as regras do projeto), o repositório como fonte, testes (verificações automáticas), permissões, registro de falhas e revisão.
Por que aprender
Isso prova que o método não é teoria de palco: já funciona em produção, nas mãos de milhares de pessoas. Mesmo quem não programa ganha ao copiar essas práticas para outras áreas. E quem programa ganha um vocabulário para explicar a própria rotina a gestores.
Conceitos-chave
- Modo plano: intenção, combinar antes de executar.
- CLAUDE.md: contexto, as regras da casa num arquivo.
- Testes: critério, pronto é o que passa na verificação.
- Revisão: supervisão, humano aprova o irreversível.
O que é
No Claude Code, o modo de permissão define o que o agente pode fazer sem perguntar. Em plan ele só lê e propõe; em default pede aprovação a cada edição ou comando; em acceptEdits edita arquivos sozinho, mas comandos continuam pedindo; em bypassPermissions libera tudo. É a mesma escada de autonomia N0 a N4, só que com um botão em vez de uma conversa.
Por que aprender
Escolher o modo “no susto” é o erro mais comum de quem começa com agentes de código. Com a escada, a escolha passa a ter regra: o nível vem da ação e dos riscos, não da pressa. E fica claro o que precisa acontecer para subir de degrau.
Conceitos-chave
- N0 e N1: plan, só lê e propõe.
- N2: default, aprova cada edição e comando.
- N3: acceptEdits, edita sozinho, comandos pedem.
- N4: só com hooks e ambiente isolado.
O que é
Três peças transformam os princípios em configuração real. O arquivo de instrução (CLAUDE.md para o Claude Code, AGENTS.md para Codex e outros) fica na raiz do projeto e é lido em toda sessão. Os testes são comandos que verificam automaticamente se o trabalho está certo. Os hooks são gatilhos que rodam antes de uma ação e podem bloqueá-la; as regras allow e deny nas configurações liberam ou proíbem ações.
Por que aprender
Escrever “não faça deploy” na conversa não basta: a conversa acaba e a regra some. No arquivo de instrução ela vale toda vez; como regra deny ou hook ela vale mesmo que o agente esqueça. É a diferença entre pedir e garantir.
Conceitos-chave
- CLAUDE.md: regras da casa lidas em toda sessão.
- Testes: critério de pronto que não depende de opinião.
- Deny: ação proibida pelas permissões.
- Hook: trava que bloqueia o irreversível antes de acontecer.
O que é
As 7 perguntas são as mesmas que um bom gestor sempre fez. Sem intenção, o agente faz com eficiência a tarefa errada; sem fonte da verdade, escolhe sozinho a informação e escolhe mal; sem critério, diz “pronto” e você descobre depois que não estava. E o desenho dos princípios é um círculo: a supervisão alimenta de volta a intenção, cada erro vira regra e cada semana limpa vira um degrau de autonomia.
Por que aprender
Culpar “a IA” impede de corrigir o que está ao seu alcance: a delegação. Quando você trata cada erro como uma regra faltando, o agente melhora semana a semana sem trocar de ferramenta. O círculo transforma a ficha num processo vivo, não num formulário preenchido uma vez.
Conceitos-chave
- Sem intenção: faz bem a tarefa errada.
- Sem fonte: escolhe mal a informação.
- Sem critério: “pronto” que não está pronto.
- Círculo: erro observado vira regra nova.