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TRILHA 04

O segredo e o projeto

Gestão de gente com outro nome, agentes de código e o seu agente em produção.

2módulos
12tópicos
110 minestimativa com prática
Práticonível progressivo
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Gestão de genteAgentes de códigoSua fichaAgente em produção
Gestão de gente com outro nome, agentes de código e o seu agente em produção.

Mapa da trilha

4.1~50 min

🧭 O segredo: você já sabe isso

Não é disciplina nova

4.2~60 min

🧭 Projeto final: seu agente em produção

Da ficha à rotina

Conteúdo detalhado

MÓDULO 4.1

O segredo: você já sabe isso

Descubra que os 7 princípios são gestão de gente escrita para quem não deduz nada.

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O que é

Troque a palavra “agente” por “funcionário novo” e releia os 7 princípios: nenhum soa estranho para quem já liderou alguém. Intenção é a descrição do cargo; contexto é o onboarding; dados são o sistema oficial; critério são metas; autonomia é a alçada; observação é o relatório; supervisão é a reunião 1:1. O relatório sobre “nova era da IA” deu nome novo a práticas antigas.

Por que aprender

Quem acha que gerenciar agentes exige aprender tudo do zero trava antes de começar. Perceber que você já sabe boa parte do método tira o medo e acelera a primeira delegação. E dá um critério simples: se você não delegaria assim para uma pessoa, não delegue assim para uma IA.

Conceitos-chave

  • Cargo: intenção, para que a vaga existe.
  • Onboarding: contexto, o que se ensina no 1º dia.
  • Alçada: autonomia, “até R$ 500 você decide”.
  • 1:1: supervisão, revisar, corrigir, promover ou não.
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O que é

Um funcionário novo deduz muita coisa: observa colegas, percebe o tom da empresa, pergunta no corredor. O agente não faz nada disso; ele trabalha só com o que está escrito na instrução e nos dados a que tem acesso. Tudo o que uma pessoa deduziria precisa virar texto: o tom, a fonte que vale, o que fazer quando falta informação, quando parar.

Por que aprender

A maior parte dos erros de agentes vem do que “era óbvio” para quem delegou. Com uma pessoa, a falta de clareza custa caro devagar; com um agente, custa na hora e em escala. Listar o implícito é o jeito mais barato de evitar esse erro.

Conceitos-chave

  • Tom: como falar com cliente, formal ou próximo.
  • Fonte: qual planilha ou sistema vale, e qual não.
  • Se faltar: o que fazer quando o dado não existe.
  • Parar: em que situação ele te chama.
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O que é

Agentes de código, como Claude Code e Codex, são programas de IA que trabalham dentro de um repositório, a pasta de um projeto com todo o seu histórico. Quem usa esses agentes já pratica os 7 princípios todo dia: o modo plano (o agente propõe antes de mexer), o CLAUDE.md ou AGENTS.md (arquivo com as regras do projeto), o repositório como fonte, testes (verificações automáticas), permissões, registro de falhas e revisão.

Por que aprender

Isso prova que o método não é teoria de palco: já funciona em produção, nas mãos de milhares de pessoas. Mesmo quem não programa ganha ao copiar essas práticas para outras áreas. E quem programa ganha um vocabulário para explicar a própria rotina a gestores.

Conceitos-chave

  • Modo plano: intenção, combinar antes de executar.
  • CLAUDE.md: contexto, as regras da casa num arquivo.
  • Testes: critério, pronto é o que passa na verificação.
  • Revisão: supervisão, humano aprova o irreversível.
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O que é

No Claude Code, o modo de permissão define o que o agente pode fazer sem perguntar. Em plan ele só lê e propõe; em default pede aprovação a cada edição ou comando; em acceptEdits edita arquivos sozinho, mas comandos continuam pedindo; em bypassPermissions libera tudo. É a mesma escada de autonomia N0 a N4, só que com um botão em vez de uma conversa.

Por que aprender

Escolher o modo “no susto” é o erro mais comum de quem começa com agentes de código. Com a escada, a escolha passa a ter regra: o nível vem da ação e dos riscos, não da pressa. E fica claro o que precisa acontecer para subir de degrau.

Conceitos-chave

  • N0 e N1: plan, só lê e propõe.
  • N2: default, aprova cada edição e comando.
  • N3: acceptEdits, edita sozinho, comandos pedem.
  • N4: só com hooks e ambiente isolado.
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O que é

Três peças transformam os princípios em configuração real. O arquivo de instrução (CLAUDE.md para o Claude Code, AGENTS.md para Codex e outros) fica na raiz do projeto e é lido em toda sessão. Os testes são comandos que verificam automaticamente se o trabalho está certo. Os hooks são gatilhos que rodam antes de uma ação e podem bloqueá-la; as regras allow e deny nas configurações liberam ou proíbem ações.

Por que aprender

Escrever “não faça deploy” na conversa não basta: a conversa acaba e a regra some. No arquivo de instrução ela vale toda vez; como regra deny ou hook ela vale mesmo que o agente esqueça. É a diferença entre pedir e garantir.

Conceitos-chave

  • CLAUDE.md: regras da casa lidas em toda sessão.
  • Testes: critério de pronto que não depende de opinião.
  • Deny: ação proibida pelas permissões.
  • Hook: trava que bloqueia o irreversível antes de acontecer.
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O que é

As 7 perguntas são as mesmas que um bom gestor sempre fez. Sem intenção, o agente faz com eficiência a tarefa errada; sem fonte da verdade, escolhe sozinho a informação e escolhe mal; sem critério, diz “pronto” e você descobre depois que não estava. E o desenho dos princípios é um círculo: a supervisão alimenta de volta a intenção, cada erro vira regra e cada semana limpa vira um degrau de autonomia.

Por que aprender

Culpar “a IA” impede de corrigir o que está ao seu alcance: a delegação. Quando você trata cada erro como uma regra faltando, o agente melhora semana a semana sem trocar de ferramenta. O círculo transforma a ficha num processo vivo, não num formulário preenchido uma vez.

Conceitos-chave

  • Sem intenção: faz bem a tarefa errada.
  • Sem fonte: escolhe mal a informação.
  • Sem critério: “pronto” que não está pronto.
  • Círculo: erro observado vira regra nova.
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MÓDULO 4.2

Projeto final: seu agente em produção

Leve uma tarefa real da escolha à primeira semana supervisionada, e depois a vários agentes.

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O que é

O primeiro agente em produção deve fazer uma tarefa frequente, com saída visível e erro barato. Frequente, para você aprender rápido; visível, para conferir o resultado com os olhos; barata, para que um erro custe só uma correção, não um cliente. Uma tarefa por ficha: se você pensou em três, comece pela de menor risco.

Por que aprender

Começar pelo processo mais importante parece ambicioso, mas mistura riscos e esconde onde o erro nasceu. Uma tarefa pequena dá, em poucos dias, dados reais para ajustar a ficha. A confiança conquistada nela é o que libera as tarefas maiores depois.

Conceitos-chave

  • Frequente: acontece toda semana ou todo dia.
  • Visível: você confere o resultado com os olhos.
  • Erro barato: uma falha custa só uma correção.
  • Uma só: uma tarefa por ficha.
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O que é

A ficha do agente reúne as 7 respostas, o nível de autonomia calculado, a instrução pronta, 3 testes e o checklist de supervisão. Há dois caminhos. A Ficha web (inematds.github.io/7pa) funciona no navegador, com presets de 10 áreas como clínica, loja e imobiliária. A skill /ficha-agente, para quem usa Claude Code no terminal (a tela de comandos de texto), faz a mesma entrevista e grava tudo num arquivo AGENTE.md.

Por que aprender

A ficha obriga você a responder as perguntas que costumam ficar para depois, como o que fazer se faltar dado e quando o agente para. O nível não é palpite: vem de uma regra fixa que só abaixa. E o resultado já sai com instrução para colar e testes para rodar.

Conceitos-chave

  • Ficha web: no navegador, com presets de 10 áreas.
  • Skill: /ficha-agente no terminal do Claude Code.
  • Preset: ficha pronta da sua área para ajustar.
  • AGENTE.md: arquivo com ficha, instrução e testes.
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O que é

Toda ficha vem com 3 testes antes de confiar: informação faltando ou contraditória na fonte, um pedido proibido e uma situação de alarme. Você roda cada um e compara com o comportamento esperado. Se falhar, ajusta uma regra por vez e roda de novo, para saber qual mudança resolveu.

Por que aprender

Um agente que passa no caso fácil pode inventar dados no caso difícil. Os testes simulam exatamente os momentos em que o erro sai caro. Mudar uma regra por vez evita o efeito de consertar uma coisa e quebrar outra sem perceber.

Conceitos-chave

  • Teste 1: dado faltando, ele não inventa.
  • Teste 2: pedido proibido, ele recusa e te chama.
  • Teste 3: alarme, ele para e te chama.
  • Ajuste: uma regra por vez, depois repete.
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O que é

Auditar é avaliar uma instrução que já existe (um prompt salvo, um CLAUDE.md, um AGENTS.md ou um GPT personalizado) contra os 7 princípios. Cada princípio recebe nota 0 (ausente), 1 (vago) ou 2 (claro), com o trecho que comprova. Depois você aplica a regra do nível e verifica se a autonomia atual está acima do que a regra aceita.

Por que aprender

Muita gente já tem agentes rodando sem nunca ter conferido o que eles podem fazer. A auditoria encontra, em minutos, o risco mais comum: autonomia maior do que a tarefa justifica. E sai com correções prontas para colar, sem precisar refazer tudo.

Conceitos-chave

  • Nota: 0 ausente, 1 vago, 2 claro, com evidência.
  • Nível: a regra aplicada ao que o texto permite.
  • Achado principal: autonomia acima da regra.
  • Correções: no máximo 5, da mais arriscada.
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O que é

Ligar o agente não é o fim, é o começo do período de experiência. Na primeira semana você confere todo dia por 2 minutos, anota cada falha numa linha e, no fim da semana, ajusta uma regra. O registro de falhas tem data, o que quebrou, a menor correção e a regra da ficha alterada.

Por que aprender

Os erros mais caros aparecem nos primeiros dias, quando a instrução encontra casos reais que você não previu. Supervisão curta e diária pega esses erros cedo. E o registro vira a prova para subir de nível depois, em vez de subir por impressão.

Conceitos-chave

  • Diário: 2 minutos conferindo o relatório.
  • Registro: uma linha por falha.
  • Semanal: ajustar uma regra só.
  • Subida: só com semanas limpas registradas.
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O que é

Com o primeiro agente funcionando, surgem outros. Aí a organização passa a ter três partes: pessoas, processos e agentes. Um mapa de agentes lista cada um com sua tarefa, nível, fonte da verdade, dono humano e para quem entrega. Cada agente continua com sua própria ficha; o mapa mostra como eles se encaixam.

Por que aprender

Sem mapa, agentes se sobrepõem, leem fontes diferentes para o mesmo dado e ninguém sabe quem responde por eles. Com mapa, cada agente tem dono e cada entrega tem destino. É a mesma lógica do organograma, agora incluindo quem não é gente.

Conceitos-chave

  • Pessoas: donos que aprovam e respondem.
  • Processos: o caminho que o trabalho percorre.
  • Agentes: cada um com ficha e nível próprios.
  • Mapa: quem faz o quê, com qual fonte e dono.
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